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Quarta, 04 Julho 2012 17:43
Cartazes para um mundo sustentável
Camilla ValadaresConcebida e coordenada pelo designer gráfico Felipe Taborda a exposição "Glob-All Mix - 30 cartazes para um mundo sustentável - uma celebração visual mundial para a Rio+20" estará aberta ao público até o dia 15 de julho no Galpão das Artes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, visitou nesta terça-feira (03/07)a mostra . Dela participam cinco brasileiros: André Stolarski, Bárbara Szaniecki, Christiano Menezes, Fábio Arruda e Kiko Farkas.Há, ainda, trabalhos de artistas da França, México, Paraguai, Israel, Colômbia, Equador, China, Uruguai, Dinamarca, Alemanha, Argentina, Espanha, Índia, Inglaterra, Portugal, Austrália, Irã, Polônia, Estados Unidos, Finlândia, Cuba, Zimbabue, Guatemala, Japão e Rússia. Há 20 anos, durante a Rio-92, Felipe Taborda também organizou mostra semelhante.
Terça, 03 Julho 2012 18:26
MMA capacita multiplicadores
Formação em educação ambiental familiariza 30 profissionais sobre as políticas do Ministério do Meio Ambiente. Objetivo é orientar agricultores familiares sobre questões relativas ao desenvolvimento sustentável.Sophia GebrimTrinta multiplicadores em educação ambiental foram formados na Oficina Adequação Ambiental de Propriedades da Agricultura Familiar, encerrada nesta terça-feira (03/07), no Parque Estação Biológica, em Brasília. A capacitação é resultado de convênio de R$ 450 mil firmado entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) em parceria com a Cooperiguaçu, cooperativa de profissionais de prestação de serviços, localizada no município de Francisco Beltrão (PR). Os multiplicadores são engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas que prestam serviço a pequenos agricultores familiares."A estratégia do convênio é incentivar as organizações que fazem parte da Central das Cooperativas de Acompanhamento Técnico e Extensão Rural (Cenater) e que trabalham com agricultura familiar e solidária, a formar multiplicadores nos seus respectivos estados, com o objetivo de, no final do processo, conseguir 450 multiplicadores em todo o Brasil", explica o representante da Cooperiguaçu e também cooperado Lindomar Schimitz. Ele detalha que os trinta multiplicadores que receberam o curso irão replicar o conhecimentos para outros associados que, em um terceiro momento, irão repassar as informações para os agricultores familiares.REGULARIZAÇÃOAssuntos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que trata da regularização ambiental nas propriedades rurais, e a Política Nacional de Agroecologia foram apresentados e discutidos, por técnicos do MMA, durante a oficina. "É importante os multiplicadores conhecerem as políticas públicas do Ministério do Meio Ambiente", cita o representante da Cooperiguaçu. Ele ressalta que algumas dessas cooperativas ligadas ao Cenater já atuam em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas no viés do desenvolvimento social, com foco na ecologia, economia solidária e organização social.Dez mil cartilhas e 100 mil folders, que serão produzidos pela Cooperiguaçu, serão distribuídos aos agricultores familiares, como parte das ações fortalecedoras da oficina. "Vemos nessa iniciativa uma oportunidade de repassar, de forma correta, todo o conhecimento necessário para o agricultor se adequar ambientalmente e criar condições para que ele produza de forma sustentável", destaca o gerente de Sustentabilidade Ambiental do Agronegócio da SEDR, Moisés Savian. Para ele, o objetivo é capacitar e dar as condições para o pequeno produtor produzir mais e melhor.
Terça, 03 Julho 2012 16:34
Política ambiental é bem avaliada
Pesquisa do Ibope revela meio ambiente como a segunda área do governo Dilma Rousseff mais elogiada pela população, com 55% de aprovação.Letícia VerdiDivulgada na sexta-feira (29/06), a mais recente pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), aponta o meio ambiente como a segunda área mais bem avaliada na gestão do governo Dilma Rousseff, com 55% de aprovação – atrás apenas de combate à fome e pobreza (57%). No levantamento anterior, o setor ocupava a terceira posição. Nesta pesquisa, o governo atingiu seu ápice de aprovação popular, com 59%. Já a confiança da população em relação ao governo manteve-se em 72%, como no levantamento anterior, realizada em março.Segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Gaetani, os números refletem dois fatores: a exposição da mídia sobre o assunto e a postura do governo. "A sociedade percebe que tem uma ministra séria, que entende do assunto e valoriza o conhecimento técnico", afirmou. Além disso, o assunto está ocupando um espaço central na vida das pessoas. "A agenda ambiental está integrada ao projeto de desenvolvimento do país", disse. "Temos a compreensão de que o assunto diz respeito a todo mundo". A parceria com o setor privado e com os movimentos sociais foi lembrada como fundamental.RESPONSÁVEISO secretário citou o combate ao desmatamento, a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o programa Bolsa Verde com alguns dos responsáveis pela boa avaliação da política ambiental brasileira. Na data em que se comemorou internacionalmente o Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, a ministra Izabella Teixeira anunciou a redução de 8% do desmatamento entre 2010 e 2011. Já entre 2004 e 2011, a redução total no desmatamento na Amazônia foi de 76,9%.O Programa de Apoio à Conservação Ambiental, popularmente conhecido como Bolsa Verde, concede, a cada trimestre, um benefício de R$ 300 às famílias em situação de extrema pobreza que vivem em áreas consideradas prioritárias para a conservação ambiental. Quase metade (47%) das 16,2 milhões de pessoas que vivem nessa situação em situação, no Brasil, estão na área rural. O objetivo do programa é aliar o aumento de renda dessa população à conservação dos ecossistemas e ao uso sustentável dos recursos naturais.A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, ao propor a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem, da reutilização dos resíduos e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos. Além disso, institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos pelo destino dos mesmos.A segunda notícia mais lembrada pelos entrevistados do Ibope foi a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que aconteceu de 21 a 23 de junho na capital fluminense – atrás do caso Cachoeira no Congresso.Os entrevistados que avaliaram o governo Dilma Rousseff em bom ou ótimo representam 59% do total – um crescimento em relação ao ano passado (56%). Já a aprovação pessoal da presidenta se manteve em 77%. Apenas 8% classificaram o governo como ruim ou péssimo. Entre 16 e 19 de junho, o Ibope ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou em 141 municípios.
Terça, 03 Julho 2012 16:07
Em debate, o legado da Rio+20
Dez dias depois do final da reunião, especialistas que participaram do evento promovido pela ONU se reúnem no Rio de Janeiro e em Brasília para fazer balanço dos resultados.Camilla ValadaresLucas TolentinoOs resultados da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, (Rio+20), que acabou no dia 22 de junho, foram tema de debate realizado no pelo jornal O Globo, com a participação de setores da sociedade civil. Durante o evento, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira afirmou que o difícil processo de encontrar consensos, característico das conferências das Nações Unidas, obteve sucesso não só por evitar retrocessos, como para abrir caminhos visando a construção de novos modelos de desenvolvimento sob o paradigma da sustentabilidade.Para a ministra, um dos principais marcos do evento foi o engajamento de diferentes atores da sociedade, fator essencial para as mudanças que precisam ser feitas, mas reconhece: "É óbvio que o debate sobre sustentabilidade deixou de ser restrito aos ambientalistas" completou. Intitulado "O Legado da Rio+20 para a Economia Verde", o encontro foi realizado no Espaço Tom Jobim, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e contou com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).Participaram do debate os convidados Branca Americano, da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável; o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix; o economista e ambientalista, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro, Sérgio Besserman; e da diretora de relações institucionais da CNI, Mônica Messenberg. Os debates foram moderados pelo jornalista George Vidor, de O Globo e contou com grande participação da plateia por meio de perguntas aos convidados.NO SENADOOs desdobramentos da Rio +20 também foram discutidos, na manhã desta terça-feira, durante audiência pública da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado. O secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, participou da reunião, que contou ainda com a presença de parlamentares da Casa.Para Gaetani, a conferência garantiu o estabelecimento de compromissos importantes para a implantação da economia verde. "Foi criada uma agenda vencedora que já conquistou a juventude brasileira", afirmou. "É importante discutir políticas e canalizar recursos". Em sua avaliação, o encerramento da Rio +20 deve ser visto como um ponto de partida na implantação de novas políticas e iniciativas ambientais. "Precisamos informar o debate político e sair das polarizações", acrescentou.
Segunda, 02 Julho 2012 19:20
Florestas sustentáveis
Setor privado promove seminário para discutir o aproveitamento dos subprodutos da madeira para a produção de energia.Luciene de AssisSair da monocultura do eucalipto ou do pinus, investir em múltiplos cultivos e buscar a sustentabilidade do setor de floresta plantada do Brasil, a partir, também, do aproveitamento energético dos subprodutos da madeira, que, hoje, vão parar no lixo. Estas são algumas das metas extraídas do VI Congresso Internacional de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Indústria de Base Florestal e de Geração de Energia, o Madeira 2012, realizado em Vitória, com a participação de observadores do Ministério do Meio Ambiente (MMA).De acordo com a a nalista ambiental da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do MMA, Luísa Rocha, o importante para o Ministério é contribuir para deixar o setor florestal mais sustentável, considerando-se o que os empresários dessa atividade estão fazendo e propondo para modernizar a exploração da madeira plantada. A partir da nova Lei Florestal 12.651/2012, o MMA pode ajudar a aperfeiçoar o plantio e a exploração de florestas de plantio diversificado, dando fomento aos pequenos produtores para saírem da monocultura, explica Luísa Rocha.O analista ambiental da Felipe Diniz complementa: "Fomos aos Madeira 2012 para colher subsídios que auxiliem a formação de políticas voltadas para o setor de floresta plantada, dentro do contexto da nova Lei Florestal". Para o governador do Espírito Santo e presidente do Conselho Empresarial e Científico do evento, Renato Casagrande, o lema é sair da monocultura e diversificar para sobreviver.ENERGIA SUSTENTÁVELDentro dessa proposta de diversificação está incluído o total e correto aproveitamento de casacas de árvore e de arroz, além de serragem e outros subprodutos provenientes do processamento da madeira na produção de bioenergia resultante da biomassa extraída da produção de celulose.Para o presidente do Instituto Nacional de Eficiência Energética, o pesquisador Jayme Buarque de Holanda, o Brasil vive uma cultura de desperdício e ineficiência em termos energéticos: "Os combustíveis da cadeia energética da madeira são as únicas formas de energia produzidas, transportadas e comercializadas no Brasil à margem de qualquer regulamentação energética".O pesquisador cita como exemplo do desperdício brasileiro o fato de países da Europa terem movimentado, em 2010, cerca de 2 bilhões de euros na comercialização de pallets (tabletes prensados, produzidos com resíduos de serragem de madeira para a queima em fornos industriais) e demais subprodutos, as chamadas commodities energéticas. Mas, alerta o analista Felipe Diniz, para o país chegar nesse ponto é necessário investir em inovação tecnológica com aplicação no mercado, beneficiando as empresas do setor.O VI Congresso Internacional de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Indústria de Base Florestal e de Geração de Energia foi realizado pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia nos dias 28 e 29 de junho. Para discutir formas de inovar as atividades do setor (que represen ta 4,5% do PIB brasileiro e emprega 9% da população economicamente ativa do país) e debater temas estratégicos para o aprimoramento da governança corporativa, enfrentamento de crises econômicas e eficiência empresarial, o Madeira 2012 reuniu cerca de 300 participantes dos segmentos industriais, além de técnicos, pesquisadores, consultores e dirigentes públicos e de pequenas e médias empresas.
Segunda, 02 Julho 2012 16:07
Comunidades tradicionais terão ajuda
MMA oferece financiamento para projetos de fortalecimento e capacitação para a produção sustentável, gestão ambiental territorial e promoção e aprimoramento econômico do setor agroextrativista.Carlos AméricoDa SEDRO Programa de Apoio ao Agroextrativismo e aos Povos e Comunidades Tradicionais do Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou edital, no valor de R$ 500 mil, para financiamentos de projetos de fortalecimento e capacitação para a produção sustentável, gestão ambiental territorial e promoção e aprimoramento econômico do setor agroextrativista. Serão destinados até R$ 50 mil para projetos regionais e R$ 100 mil a nível nacional, a serem executados no prazo de seis meses.O edital está estruturado em três bases temáticas: iniciativas de capacitação em produção sustentável, agroecologia e agrobiodiversidade, geração de renda e gestão ambiental do território para agricultores familiares, povos indígenas e povos e comunidades tradicionais; cadeias produtivas, mercados e iniciativas associadas ao agroextrativismo, à sociobiodiversidade e à agrobiodiversidade; políticas públicas de sustentabilidade sócio-econômica e ambiental para o agroextrativismo, agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais e povos indígenas.O recebimento de propostas será por meio de demanda espontânea até o encerramento dos recursos ou a critério do Departamento de Extrativismo do Ministério do Meio Ambiente. Podem enviar projetos ONGs, movimentos sociais e organizações comunitárias com atuação na área ambiental, socioambiental e de desenvolvimento sustentável, com mais de um ano de experiência.LinksChamada Pública Projetos de Apoio a EventosFormulário da Chamada de Apoio a Eventos
Segunda, 02 Julho 2012 15:53
Contra o fogo no cerrado
Objetivo é aprimorar o monitoramento por satélite de áreas queimadas e com processos de degradação da vegetação, além do desenvolvimento de um sistema de alertas de desmatamento.Lucas TolentinoO combate aos incêndios no cerrado terá destaque entre as políticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Como resultado do pacto firmado entre o Brasil e a Alemanha durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), será lançado, nesta terça-feira (03/07), o projeto Prevenção, Controle e Monitoramento de Queimadas Irregulares e Incêndios Florestais no Cerrado, com foco nos parques estaduais do Jalapão e Cantão, no Tocantins.O programa contará com o investimento de 8,5 milhões de euros e será anunciado, às 10h, pelo secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Carlos Klink. O lançamento ocorrerá em Palmas. O objetivo é promover a preservação das funções do cerrado e contribuir para o alcance das metas brasileiras na Política Nacional sobre Mudança do Clima, entre elas a redução das emissões de carbono.REPASSEA cooperação foi concretizada na Rio+20. Durante a conferência, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou o pacto que viabilizou o repasse dos recursos, doados pelo governo alemão e gerenciados pela Caixa Econômica Federal, sob a coordenação do MMA. Do montante total que será repassado para o programa, 6 milhões de euros se destinam à cooperação financeira e 2,5 milhões de euros são direcionados à cooperação técnica.No prazo de três anos, o projeto será executado por meio de parceria entre o MMA, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Secretaria do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável do Tocantins (Semades) e Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).MEDIDASPara controlar as queimadas na região, o projeto prevê medidas em três áreas de atuação: prevenção e controle de queimadas irregulares e incêndios florestais, aprimoramento da gestão de unidades de conservação e desenvolvimento de metodologias de monitoramento de queimadas e incêndios florestais e de contabilização de emissões de gases de efeito estufa.Entre as principais alternativas, estão o aprimoramento do monitoramento por satélite de áreas queimadas e de processos de degradação da vegetação, o desenvolvimento de um sistema de alertas de desmatamento e o diálogo entre instituições brasileiras e alemãs de pesquisa.O projeto envolve, ainda, a implantação de um programa de educação ambiental sobre o tema fogo nas comunidades locais e a capacitação e aquisição de equipamentos para brigadistas que trabalham em unidades de conservação com elevados índices de queimadas.
Segunda, 02 Julho 2012 15:39
SFB divulga projetos classificados
Quinze propostas atenderam aos critérios de seleção das chamadas públicas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal para capacitação em manejo e fortalecimento de negócios na amazônia.Fabiana VasconcelosDo SFBO Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), gerido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), selecionou 15 projetos de três chamadas públicas destinadas a fomentar atividades sustentáveis na Amazônia. Até R$ 2 milhões serão utilizados para apoio a estas iniciativas.Nessas chamadas públicas, os interessados apresentam suas demandas e, dessa forma, o SFB pode apoiar projetos voltados ao interesse da sociedade. Após essa fase, é feita uma licitação para escolher as entidades com capacidade técnica para prestar os serviços.O maior número de projetos elegíveis – oito – foi apresentado para a chamada que vai beneficiar estudantes de nível médio e pós-médio de cursos profissionalizantes com capacitações sobre manejo florestal e boas práticas em manejo de produtos não madeireiros. Os projetos são de instituições de ensino técnico no Amazonas, Pará, Mato Grosso e Roraima.CARACTERÍSTICASJá a chamada pública voltada à capacitação de técnicos e extensionistas recebeu quatro projetos passíveis de apoio, enviados por entidades no Amazonas e Pará. Os temas abordados nos cursos serão os mesmos – manejo e boas práticas –, mas com características específicas para esse público.Os outros três projetos que poderão ser beneficiados foram apresentados para a chamada sobre fortalecimento de negócios florestais na Amazônia, que vai oferecer capacitação e assistência técnica em gestão. Os temas são operações, sistemas de controle e auditoria, finanças e administração estratégica. Os projetos são de duas associações e uma cooperativa no Pará situadas em áreas sob influência das concessões florestais.Os projetos serão atendidos segundo sua ordem de classificação, na medida dos recursos disponíveis. Estima-se que pelo menos 1.000 pessoas, entre estudantes, técnicos, extensionistas, cooperados e associados serão beneficiados.Veja os projetos classificados:Chamada Pública nº 05/2012 - Apoio à formação profissionalizante para o fortalecimento do manejo florestal*1 - Escola Estadual de Educação Tecnológica do Estado do Pará – EETEPA, Itaituba (PA)2 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Lábrea, Lábrea (AM)3 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – Campus Castanhal, Castanhal (PA)4 - Centro de Educação Tecnológica do Amazonas - CETAM, Manaus (AM)5 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso – Campus Cáceres, Cáceres (MT)6 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Teconologia do Amazonas - Campus Manaus Zona Leste, Manaus (AM)7 - Escola Estadual de Educação Tecnológica do Estado do Pará – Monte Alegre, Monte Alegre (PA)8 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima – Campus Novo Paraíso, Caracaraí (RR)* a instituição demandante também é a instituição beneficiáriaChamada Pública nº 06/2012 - Capacitação de técnicos e extensionistas em Manejo Florestal*1 - Instituto de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia – INDESAM, Medicilândia (PA)2 - Fundação Orsa - Unidade Jarí, Almeirim (PA)3 - Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas - IDAM, Manaus (AM)4 - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas - IDESAM, Manaus (AM)* a instituição demandante também é a instituição beneficiáriaChamada Pública nº 07/2012 - Capacitação e assistência técnica para o fortalecimento da gestão de negócios florestais1 - Institutição demandante: Associação Virola Jatobá do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Anapu/PA, Anapu (PA)Instituição beneficiária: Associação Virola Jatobá do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Anapu/PA, Anapu (PA)2 - Instituição demandante: Cooperativa Mista da Flona Tapajós -COOMFLONA, Placas, Rurópolis, Belterra e Aveiro (PA)Instituição beneficiária: Cooperativa Mista da Flona Tapajós -COOMFLONA, Placas, Rurópolis, Belterra e Aveiro (PA)3 - Instituição demandante: Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia - INEAInstituição beneficiária: Associação Comunitária de Penedo e Região do Alto Tapajós – ASCOPERATA, Itaituba (PA)
Segunda, 02 Julho 2012 15:29
Sociobiodiversidade dá lucro
Venda de alimentos, cosméticos e artesanato produzidos de forma sustentável por povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares negociou R$ 300 mil na Rio+20.Carlos AméricoDa SEDRA Praça da Sociobiodiversidade gerou o comércio de mais de R$ 300 mil em venda direta e negócios futuros de alimentos, cosméticos e artesanato produzidos de forma sustentável por povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. O espaço foi instalado na Arena Socioambiental, de 16 a 22 de junho, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).Parte da estratégia do Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB), a Praça reuniu 24 expositores, entre cooperativas, associações, institutos, organizações e programas, representando o trabalho de mais de 15 mil famílias dos biomas amazônia, caatinga, cerrado e mata atlântica.Para a diretora do Departamento de Extrativismo do Ministério do Meio Ambiente 9 (MMA), Cláudia Calório, a Praça da Sociobiodiversidade é um dos poucos espaços em que de fato são apresentados produtos concretos da relação do homem com a natureza. A maioria dos expositores foi apoiada pelo MMA na estruturação de sua cadeia produtiva. É o caso do grupo Encauchados da Amazônia, que teve início no Acre e hoje já está em outros estados da Região Norte, confeccionando assentos de cadeira e jogos americanos, dentre outros produtos feitos com látex.PARCERIAEsta foi a terceira edição da Praça da Sociobiodiversidade. Realizada em parceria entre o MMA e os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), o espaço tem o objetivo de ampliar o mercado regional e divulgar empreendimentos que trabalham com produtos extrativistas dos biomas brasileiros.De acordo com a assessora técnica da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Hétel Santos, a feira superou todas as expectativas e que fizeram bons contatos. "Alguns já estão fechando novas entregas", disse.
Sexta, 29 Junho 2012 16:54
Regularização ambiental é tema de oficina
Técnicos de Furnas participarão do encontro. MMA espera, com isso, atrair mais um parceiro no processo de legalização de propriedades rurais.Sophia GebrimDesenvolver atividades de capacitação em educação ambiental e regularização de propriedades rurais é o objetivo da oficina Adequação Ambiental de Propriedades da Agricultura Familiar, que se realiza nesta segunda e terça-feira (02 e 03/07), no Parque Estação Biológica, em Brasília. A capacitação, promovida pelas secretarias de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) e Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) do Ministério do Meio Ambiente, busca formar multiplicadores em desenvolvimento rural sustentável por meio da educação ambiental. O público-alvo da oficina são técnicos da Cooperiguaçu, cooperativa de prestação de serviços localizada na cidade de Francisco Beltrão (PR), co-patrocinadora do evento, além de lideranças dos agricultores familiares indicados pela própria entidade. Também participarão da oficina servidores da Eletrobras Furnas."Com a participação da Furnas, o Ministério do Meio Ambiente espera firmar mais uma parceria na questão de regularização ambiental nas propriedades rurais", destaca o engenheiro agrônomo da Gerência de Sustentabilidade Ambiental do Agronegócio da SEDR, Claudio Santos. Segundo ele, Furnas já conta com um programa de educação ambiental em propriedades rurais, onde pequenos agricultores já estão aprendendo fazer a transição para o atual modelo de energia elétrica.Como parte das atividades do encontro será apresentado aos membros da Cooperiguaçu o Programa Mais Ambiente, seus objetivos, estratégias e desafios para promover a regularização ambiental dos imóveis rurais e o fortalecimento da gestão ambiental rural no plano nacional, além dos instrumentos e arranjos institucionais, etapas e metas previstas para a execução das ações. Na oficina também será promovido um trabalho em grupo para compartilhar o entendimento sobre educação ambiental e seu papel para a regularização ambiental das propriedades rurais e o desenvolvimento rural sustentável.Mais informações sobre a oficina Adequação Ambiental de Propriedades da Agricultura Familiar no telefone: (61) 2028-1763