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Quarta, 14 Novembro 2012 18:58
Fundo tem novos membros
Em reunião realizada nesta quarta-feira, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deu posse ao Comitê Técnico do Fundo Amazônia, que conta com dois novos membros.Da Redação A nomeação dos novos integrantes do Comitê Técnico do Fundo Amazônia (CTFA) consta da Portaria nº 411, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (14/11). Segundo a ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, a atuação do Comitê será ampliada em 2013: "Precisamos dar visibilidade à ciência do Brasil", afirmou. As novas atribuições incluem o refinamento metodológico para o estabelecimento da densidade de carbono, análises de cenários da dinâmica futura do desmatamento na Amazônia e avaliação da importância de outras fontes de emissão de carbono. O Comitê se reuniu na manhã desta quarta-feira para atestar o cálculo de redução das emissões de carbono (CO2) oriundas do desmatamento, referente ao período que vai de agosto de 2010 a julho de 2011 e elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente. Esse cálculo permite determinar o valor limite de captação de recursos para o Fundo Amazônia. Quanto mais se reduz o desmatamento e, consequentemente, as emissões de carbono, maior a possibilidade de captação de recursos para o Fundo. O cálculo da redução de emissões é realizado pelo MMA, a partir dos dados do Projeto de Monitoramento da Florestas Amazônica Brasileira por Satélites, do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).CARBONO O valor total para captação do Fundo Amazônia foi estimado em 2,4 bilhões de dólares, podendo ser aumentado para 3,2 bilhões de dólares, caso a sugestão do Comitê seja acolhida pelo MMA. Eles sugerem que o cálculo utilizea estimativa da quantidade de carbono na biomassa florestal como originalmente está proposta no Decreto nº 7.390/2010, que regulamenta a Política Nacional sobre Mudanças do Clima, ou seja, 132,2 toneladas de carbono por hectare, e não mais o valor "mais conservador", até então utilizado, de 100 toneladas de carbono por hectare. "Consideramos que há, na literatura, indicadores robustos de que a densidade de carbono acima do solo varia, em média, entre 120 e 150 toneladas por hectare, com valores extremos que podem chegar a 320 toneladas de carbono por hectare", informaram os membros do CTFA à ministra Izabella. O CTFA é composto por Adalberto Luís Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia; José Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia; Christiano Pires Campos, do Centro de Pesquisas da Petrobras; Paulo Roberto de Souza Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia; e os novos membros Naziano Fillizola, da Universidade federal do Amazonas; e Marco Aurélio Vasconcelos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O grupo de cientistas foi indicado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. A Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA ficará a cargo de fazer a secretaria executiva do Comitê. O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi criado pelo governo brasileiro como um dos instrumentos para reduzir o desmatamento na Amazônia.
Quarta, 14 Novembro 2012 16:15
Monitoramento da biodiversidade
Resultados do Inventário Florestal de Santa Catarina serão apresentados à comunidade científica no Congresso Nacional de BotânicaFABIANA VASCONCELOS (*)LUCIENE DE ASSISOs dados do Inventário Florestal Nacional (IFN) referentes à Santa Catarina, primeira unidade da federação a concluí-lo, serão apresentados em detalhes à comunidade científica, nesta quinta-feira (15/11), em Joinville (SC), durante o 63º Congresso Nacional de Botânica (CNBot). “O inventário vai gerar uma ampla base de dados que a comunidade científica poderá utilizar para aprofundar os estudos sobre as florestas e também para analisar a relação das florestas com outros temas de interesse acadêmico”, afirma o gerente-executivo de Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Daniel Piotto. O SFB coordena o estudo em âmbito nacional. Os resultados iniciais do Inventário no estado mostraram que mais de 90% das florestas apresentam baixo volume de madeira e biomassa, com predomínio de plantas jovens em função da exploração sofrida por essas áreas, o que leva tais florestas a cumprir apenas parte de suas funções ambientais, como proteção de solo, recarga dos mananciais e dos aquíferos. No Congresso de Botânica, o foco será a apresentação de dados sobre as florestas (como Mata de Araucárias, Serra do Mar, florestas do interior) e suas características; padrões florísticos da vegetação; fragmentação da paisagem; modelagem da distribuição de espécies florestais e idade das florestas secundárias (aquelas que resultaram da regeneração natural da vegetação em áreas onde houve corte) de Santa Catarina. MONITORAMENTOSegundo Daniel Piotto, este primeiro ciclo do IFN – que será realizado a cada cinco anos – vai gerar informações estratégicas que auxiliem na elaboração de políticas públicas florestais. “Mais à frente, quando houver mais de um ciclo de informações geradas pelo IFN, o inventário vai adquirir um caráter mais de monitoramento, em que poderemos observar tendências sobre as florestas no país”, esclarece. O Inventário Florestal Nacional já foi realizado no Distrito Federal e está em fase de implementação em sete estados, incluindo as demais unidades da federação da região Sul. Em 2013, começa a ser implementado na Amazônia Legal. Os resultados serão tema da palestra que o gerente do SFB apresentará no dia 15. Nesse mesmo dia, em outra palestra, serão abordadas as ações de cooperação entre o SFB e herbários para implementação do Inventário Florestal Nacional. VIGILÂNCIAA partir do uso de técnicas de amostragem, o inventário florestal abrange todo o país, e é realizado periodicamente de modo a possibilitar o monitoramento contínuo dos seus recursos florestais, tendo como principal propósito fornecer informações para subsidiar a definição de políticas florestais, a gestão dos recursos florestais e a elaboração de planos de uso e conservação dos recursos florestais. Documentos semelhantes têm sido conduzidos por diversos países, sendo que alguns deles iniciaram as ações no começo do século passado. É o caso dos Estados Unidos, Finlândia e Suécia. No início do processo, os IFN visavam, principalmente, o monitoramento de estoques de madeira. Mas, a partir da II Conferência das Nações Unidas para o Meio e Desenvolvimento Urbano (Rio-92) e a utilização de novas tecnologias, ampliaram seus campos de abrangência, valorizando a produção de informação sobre outros aspectos das florestas. Entre os temas de interesse em monitoramento dos inventários florestais, hoje, estão os estoques de biomassa e de carbono, a biodiversidade, a saúde e a vitalidade das florestas, o manejo florestal e a importância social que as florestas desempenham na atualidade.(*) Do Serviço Florestal Brasileiro (SFB)
Terça, 13 Novembro 2012 17:02
Começa o CBO 2012
Congresso Brasileiro de Oceanografia começa no Rio. Analisará o desenvolvimento da pesca sustentável.LUCIENE DE ASSISO desenvolvimento da pesca sustentável será tema de debate, na tarde desta quarta-feira (14/11), durante a quinta edição do Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO 2012), no Rio de Janeiro. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) será representado no evento pela gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros, Mônica Brick Peres. O CBO 2012 foi organizado pela Associação Brasileira de Oceanografia e acontecerá no Centro de Convenções Sul América, até sexta-feira (16/11). O evento contará com a participação de especialistas ligados a instituições de ensino e pesquisa brasileiras e latino-americanas, além de profissionais ligados a órgãos ambientais e setoriais, à iniciativa privada e a organizações não governamentais. Paralelamente acontece também a VII Feira Técnico-Científica Brasil Oceano.Pesquisadores brasileiros e de outros países discutirão os resultados mais recentes de pesquisas em andamento e as concluídas sobre temas de interesse coletivo, as políticas para o setor e, ainda, os avanços no conhecimento que se espera alcançar nos próximos anos. Haverá palestras e conferências proferidas por pesquisadores e autoridades governamentais brasileiras e de outros países acerca das novas metodologias e técnicas de pesquisa e as nuances e recentes alterações das políticas nacionais e internacionais neste domínio do conhecimento.
Terça, 13 Novembro 2012 17:01
CAR no Nordeste
MMA reúne representantes de Bahia, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Maranhão e Alagoas, além de Espírito Santo e Minas Gerais para ampliar interlocução.SOPHIA GEBRIM O Ministério do Meio Ambiente (MMA) está fortalecendo a implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos estados. Como parte do processo, representantes do MMA participaram, nesta terça-feira (13/11), de Reunião sobre o CAR e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) em Salvador. Lideranças dos estados da Bahia, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Maranhão e Alagoas, além de Espírito Santo e Minas Gerais também participaram do encontro. “Essa reunião faz parte do processo de interlocução com os estados para dar sequência à regulamentação da Lei Florestal e consequente implantação do CAR nos estados”, destacou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral, durante a abertura do encontro. Para o secretário, por meio da construção de diálogos participativos com os órgãos estaduais de meio ambiente o cadastramento dos imóveis rurais em todo o país será mais rápido e efetivo. EMPENHOO secretário ressaltou, ainda, a importância e empenho da Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia na agenda. “Além de aprofundar a discussão sobre o CAR entre os estados aqui representados, conhecemos o sistema que o órgão ambiental baiano já está desenvolvendo para realizar o cadastramento dos imóveis locais”, estão previstas parcerias com associações e entidades de agricultores e cooperativas. Após uma breve apresentação sobre o CAR e o PRA, os representantes do Ministério do Meio Ambiente mostraram as perspectivas da regulamentação do CAR por meio da Lei Florestal e possíveis desafios às articulações com os órgãos ambientais nos estados. Por fim, as contribuições e sugestões dos oito estados que participaram do encontro foram apresentadas, ouvidas e encaminhadas para análise pela Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, que está à frente do processo de cadastramento dos imóveis rurais brasileiros.
Terça, 13 Novembro 2012 15:56
O legado da Copa
Câmara Técnica de Meio Ambiente e Sustentabilidade planeja resultado exemplar na área de resíduos sólidosRAFAELA RIBEIROAs ações do governo brasileiro influenciarão a Federação Internacional de Futebol (Fifa) na elaboração de eventos futuros. Quem garante é Paula Gabriela Freitas, líder do Grupo de Sustentabilidade da entidade, ao final de dois dias de reunião da Câmara Temáticos Resíduos e Sustentabilidade da Copa do Mundo de 2014 realizada pelo Ministério do Meio Ambiente segunda e terça-feira (12 e 13/11), em Brasília.A iniciativa do Brasil em oferecer linhas de créditos diferenciadas para estádios com certificado de sustentabilidade está sendo reconhecida e será utilizada nos eventos quadrienais similares programados a partir de 2018. “São estádios que consideram, por exemplo, a recuperação da água da chuva, e adotam um conjunto de ações desde a construção até o seu funcionamento que primem pela sustentabilidade”, explicou o diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério. Segundo ele, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha se inclui entre as obras certificadas.ESTRATÉGIAS E AÇÕESA reunião foi organizada com a finalidade de apresentar as ações já realizadas nas cidades sedes da Copa, planejar as estratégias para se atingir o legado que será deixado pelo evento para a área de resíduos sólidos e promover uma discussão com o setor privado sobre a logística reversa. Segundo Silvério, está sendo finalizado o planejamento das principais ações que os municípios terão que implementar para superar os desafios relacionados à implementação dos planos de gestão integrada de resíduos e planos de coleta seletiva. A reunião contou também com a participação do setor privado que apresentou a proposta de logística reversa de embalagens em geral que está sendo finalizada. “Essa proposta de acordo setorial foi bastante discutida no evento”, argumentou. “Discutimos estratégias para implantação da logística reversa principalmente nos municípios sedes da Copa”. E destacou também a presença do Movimento Nacional dos Catadores que, segundo ele, participou da oficina o com significativas contribuições.A oficina contou com a participação de representantes dos governos estaduais e municipais das cidades sedes da Copa do Mundo e com a presença dos responsáveis pela área de resíduos sólidos dos municípios. Participaram, ainda, emissários da Fifa, do Comitê Organizador Local da Copa (responsável pelas ações do evento e do legado), além dos ministérios do Meio Ambiente, Trabalho, Emprego e Renda, Cidades, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).
Terça, 13 Novembro 2012 15:08
Dragagem sob novas regras
Resolução estabelece diretrizes gerais e os procedimentos referenciais para o gerenciamento do material retirado de águas sob jurisdição brasileiraLUCIENE DE ASSIS O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) baixou Resolução 454/2012, estabelecendo as diretrizes gerais e os procedimentos referenciais para o gerenciamento do material a ser dragado em terra e em águas sob jurisdição nacional e sua disposição final. A decisão se aplica nos casos de implantação, aprofundamento, manutenção ou ampliação de canais hidroviários, da infraestrutura aquaviária dos portos, terminais e outras instalações portuárias, públicos e privados, civis e militares, e às dragagens para outros fins. De acordo com o gerente do Departamento de Apoio ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Dconama) e coordenador do grupo de trabalho que elaborou a minuta da resolução, Robson José Calixto, a norma privilegia a utilização do material dragado para algum tipo de uso benéfico; define a necessidade de apresentar, desde o primeiro momento, o Plano Conceitual de Dragagem; estabelece as etapas a serem seguidas, passo a passo, entre caracterizações e classificações do material a ser dragado com base em valores de referência; e mantém-se a vedação à mistura de sedimentos contaminados com sedimentos de melhor qualidade, visando a sua diluição, entre outras definições.SEM HISTÓRICO Antes do atual documento, havia a Resolução Conama 344/2004, que estabelecia as diretrizes gerais e os procedimentos mínimos para avaliação do material a ser dragado em águas jurisdicionais brasileiras, e dava outras providências. “Quando essa resolução foi adotada, estabeleceu-se um prazo para ser revisada, objetivando o estabelecimento de valores orientadores nacionais para a classificação do material a ser dragado, tendo em vista que ainda não existiam, em 2004, séries históricas nacionais, estudos e licenciamentos ambientais que pudessem, imediatamente, estabelecer padrões de controle e ações a serem adotadas no que se refere à contaminação no material dragado, de forma a dar a destinação mais ambientalmente adequada”, explica Calixto. Segundo ele, para suprir essa carência, foram adotados, inicialmente, níveis de classificação dos sedimentos baseados na experiência dos Estados Unidos e do Canadá. O foco da nova resolução está no gerenciamento do material a ser dragado, em que os níveis de classificação dos sedimentos são explicitados como valores referenciais, devendo ser tomados como mais uma linha de evidência para a definição da disposição do material dragado. O objetivo principal da nova norma é o estabelecimento de níveis nacionais de classificação dos sedimentos, detalhando algumas determinações da Resolução 344/2012, além de modernizar a norma com o que se tem de mais atual em termos de referências sobre gestão ambiental do material dragado, explicitar claramente os passos a serem seguidos para caracterização e classificação do sedimento, e indicar que esse material dragado pode ser utilizado de uma forma benéfica, sem que se precise necessariamente a sua disposição em um corpo d´água.
Segunda, 12 Novembro 2012 16:49
Madeira sustentável no Pará
Primeiro de uma série de 11 novos projetos moveleiros é instalado no interior do ParáSOPHIA GEBRIM Produzir madeira sustentável e de qualidade é a meta do município paraense de Paragominas, localizado a 300 km da capital. Com apoio financeiro dos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) da ordem de R$ 250 mil, já foram implantadas quatro indústrias e um galpão moveleiro no local, gerando 80 empregos diretos e 40 indiretos. A expectativa é de que, até o final de 2013, o município já tenha mais 11 novos projetos moveleiros, estabelecendo, assim, um novo modelo de desenvolvimento econômico sustentável para a região. A ação em Paragominas é resultado da Operação Arco Verde e faz parte do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal. O recurso recebido foi aplicado na construção de uma sede física da empresa incubadora para construção de móveis moveleiros e capacitação dos empreendedores com previsão de consultoria para identificação de mercado e gestão ambiental. Além de palestras com orientações e dicas para segurança do trabalho e utilização de novas matérias primas na fabricação de móveis. EMPREGO E RENDA“O objetivo da ação é contribuir para o desenvolvimento sustentável de Paragominas, com a finalidade de gerar emprego e renda no segmento de móveis e artefatos de madeira e promover a experiência necessária para acesso a novos mercados e desenvolvimento tecnológico, além do desenvolvimento sustentável da atividade moveleira”, explica o técnico de políticas públicas da Gerência de Políticas Agroambientais da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Roberto Irineu, responsável pelo acompanhamento da ação. Irineu mostra, ainda, os impactos da iniciativa na região: “A construção do primeiro galpão atraiu outras cinco novas empresas do ramo, com previsão, ainda, de construção de uma grande indústria moveleira paulista na cidade”. Segundo ele, movimentação da economia local e a possibilidade de renda para as famílias da região são benefícios que, além de contribuir para o fortalecimento social do município, atuando diretamente no desenvolvimento ambiental e econômico.
Sexta, 09 Novembro 2012 18:48
Desenvolvimento sem pobreza
Ministra recebe representantes de ONGs e discute legado da Rio+20LUCIENE DE ASSISNão se pode alcançar desenvolvimento econômico e sustentabilidade sem, antes, erradicar a pobreza no Brasil e no mundo. Foi o que disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, aos representantes de organizações não governamentais recebidos em audiência para falar sobre o que se espera do Brasil depois da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), na tarde desta sexta-feira (09/11).Estiveram no encontro o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo; o diretor-executivo do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado; o diretor-executivo da Change, Paul Hilder; a ativista indiana do Movimento de Exclusão Digital, Aruna Ray; o diretor de Programas de Apelo Global para Ação Contra a Pobreza, Rajiv Joshi; e a coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace no Brasil, Renata Camargo. Eles estão participando da 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, que acontece no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e vieram conversar com a ministra Izabella Teixeira sobre o que essas ONGs esperam do Brasil após a Rio +20.
Sexta, 09 Novembro 2012 15:19
O Brasil venceu, diz ministra
Em entrevista à NBR TV, Izabella Teixeira salienta que é possível produzir respeitando o meio ambienteRAFAELA RIBEIROA ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse, nesta sexta-feira (09/11), que a aprovação do novo Código Florestal, após debate que levou 13 anos no Congresso Nacional, não representa uma vitória de ambientalistas ou ruralistas. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, veiculado pela NBR TV, ela enalteceu o debate democrático ocorrido no parlamento. ”Há conciliação entre o meio ambiente e a agricultura”, salientou. “Quem teve a vitoria foi o povo brasileiro”.Na conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país, a ministra destacou que o novo regulamento “manda todo mundo recuperar, mas também reconhece as atividades de interesse social, de utilidade publica”. Segundo ela, o governo não tem interesse em penalizar os produtores rurais; “Prefiro reconhecer as boas práticas e dizer que o Brasil produz alimentos com sustentabilidade e com isso conquistar mais mercados”, argumentou. “Mostrar que é possível ser um grande produtor de alimentos protegendo o meio ambiente”. SEM AFOBAÇÃOA ministra abordou também a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR), instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e remanescentes de vegetação nativa, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores da área para diagnóstico ambiental.“Quero dar uma palavra amiga aos produtores rurais desse país: Teremos uma gestão com muita tranquilidade, não precisam sair afobados, todos serão informados”, acrescentou a ministra. “Mas terão que fazer o Cadastro Ambiental Rural”. Segundo ela, o governo comprou imagens de satélites de praticamente todo o território nacional. A ferramenta, além de facilitar o cadastramento, que é gratuito, permitirá a identificação de áreas que foram degradadas e que precisam ser recuperadas. O processo, garantiu, será feito com muita calma e com o apoio de campanhas informativas. Para ouvir o áudio completo clique aqui
Sexta, 09 Novembro 2012 14:43
Raio X ambiental
Imagens de satélite facilitarão a implantação do Cadastro Ambiental Rural e serão utilizadas por outros órgãos do governoSOPHIA GEBRIMO Brasil ganha novo aliado para o cadastro ambiental dos mais de 5 milhões de imóveis rurais. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) oficializou, na manhã desta sexta-feira (09/11), a aquisição por R$ 28,9 milhões, de imagens de satélite em alta resolução, que serão utilizadas como base de informação para o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Participaram da assinatura do contrato com uma empresa Santiago e Cintra Consultoria, a ministra Izabella Teixeira, o secretário-executivo Francisco Gaetani, além dos secretários do MMA Carlos Klink (Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental), Paulo Guilherme Cabral (Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável) e Roberto Cavalcanti (Biodiversidade e Florestas).“O governo está fazendo uma opção pelo caminho tecnológico ao adquirir uma ferramenta que nenhum órgão brasileiro possui, capaz de identificar toda a área de cobertura e vegetação do país em uma distância de cinco metros”, disse a ministra do Meio Ambiente. Segundo ela, a ação é o primeiro passo para concluir o cadastramento dos imóveis rurais, estabelecida na Lei Florestal. “Com esse sistema de imagens, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) ganha força e será feito com o melhor que existe em tecnologia, o que certamente irá contribuir no sucesso e agilidade do processo de regularização dos imóveis rurais”, salientou. NA PRÁTICAO contrato disponibilizará as imagens referentes ao ano de 2011. A empresa responsável pela entrega terá um prazo de 10 dias para apresentar 60% das imagens. O restante do material será entregue até o final deste ano. “Começaremos 2013 com 100% do retrato da cobertura de área brasileira para dar sequência ao processo de cadastramento ambiental rural”, explicou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani. As imagens adquiridas correspondem a 8,4 milhões de km², o equivalente à cobertura de praticamente todo o território brasileiro. Já a aproximação é de 5 metros, possibilitando a identificação georreferenciada dos imóveis rurais, áreas de preservação permanente, reserva legal, remanescentes florestais e nascentes de rios. Também será possível identificar e quantificar áreas de desmatamento da vegetação nativa para aplicação no Programa de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite e obter índices de vegetação e identificação das diferentes espécies vegetais para quantificação das emissões de carbono por antoropização (interferência do homem) da cobertura vegetal.CADASTRO AMBIENTAL“As imagens são instrumento imprescindível para o acompanhamento da dinâmica de uso do solo e dos recursos naturais, gerando subsídios necessários para a adoção das medidas necessárias para a atuação preventiva das ações de controle para o CAR”, destacou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Paulo Guilherme Cabral. A ferramenta também poderá ser utilizada pelos estados, que serão parceiros no processo de implantação do CAR.Paulo também acrescenta que, com uma infinidade de aplicações, as imagens serão utilizadas por inúmeros órgãos do governo, como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Águas (ANA), ministérios do Planejamento e Desenvolvimento Social, Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. “Com uma infinidade de aplicações, será possível o planejamento e a operacionalização de inúmeras ações e atividades voltadas aos programas e projetos do governo”, finalizou Cabral.