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Segunda, 10 Dezembro 2012 17:27
Para conservar a Mata Atlântica
Debate avaliará ações dos municípios em defesa do biomaLUCIENE DE ASSIS O Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Departamento de Florestas (DFlor), realiza debate sobre os Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) – Encontro Final de Intercâmbio das Iniciativas e Validação do Roteiro Metodológico. Será nestas terça e quarta-feira (11 e 12/12), no auditório do mestrado da Universidade Nove de Julho (Uninove) em São Paulo. O encontro tem como objetivos avaliar as atividades de mobilização e capacitação realizadas em todas as regiões e passíveis de continuidade; avaliar os PMMA já elaborados ou ainda em construção e as principais dificuldades detectadas; avaliar e validar o roteiro metodológico para elaboração do PMMA; e debater as propostas de continuidade das iniciativas de fomento aos PMMA.
Segunda, 10 Dezembro 2012 17:07
Rede de Mulheres em ação
Ministra pede que conselheiras ajudem a elaborar modelo de governança inovadorTINNA OLIVEIRAA ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deu posse, nesta segunda-feira (10/12), em Brasília, às integrantes do Conselho Estratégico da Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade. Durante a cerimônia, a ministra ressaltou a importância da contribuição pessoal de cada conselheira para a rede. “Queremos ter um modelo de governança inovador com a rede, pois o papel dela é estimular iniciativas próprias”, enfatizou, destacando que o Brasil deve fortalecer sua imagem inovadora no consumo sustentável e nas lideranças femininas.A Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, criada em 2011, para estimular ações de sustentabilidade em mulheres que atuam na liderança de instituições públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos. O encontro desta segunda-feira serviu para dar um caráter oficial à rede.MODELO DEFINITIVO Izabella Teixeira e as demais conselheiras: mandato será de um ano, renovável por igual períodoA principal missão do colegiado, na condição de instância superior da Rede, é identificar, propor e aprovar um modelo de governança definitivo para a Rede. O mandato é de um ano, podendo ser renovado por igual período. A vice-presidente do Conselho Estratégico, Celina Carpi, reforçou que esse trabalho é resultado de uma articulação entre o governo federal e a sociedade civil e que essa iniciativa é importante por trazer os valores femininos ligados ao desenvolvimento sustentável. “Temos que aproveitar o surgimento de lideranças femininas como atores econômicos da sociedade, para influenciar os padrões de consumo público e privado de maneira sustentáveis”, enfatizou.Após a cerimônia, o conselho realizou a sua primeira reunião. Foi discutido a provado o Código de Conduta das participantes da Rede, além de estabelecidas as prioridades de trabalho para o próximo ano. A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e secretária executiva da Rede, Samyra Crespo, pediu, durante a reunião, que as conselheiras revisassem a Plataforma 20, pois o ano de 2013 será marcado pela implantação das metas definidas neste documento. “Devemos trabalhar com as metas de maneira inspiradora”, concluiu a secretária.A Plataforma 20 foi considerada uma contribuição da sociedade brasileira para a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O documento contou com a colaboração de 200 mulheres e apontou diretrizes para o empoderamento da mulher, o empreendedorismo verde e negócios sustentáveis e para a comunicação do consumo consciente.Confira o nome das conselheiras:1. Izabella Teixeira, ministra de Estado do Meio Ambiente, que presidirá o Conselho;2. Celina Carpi, membro do Conselho de Administração do Grupo Libra, que ocupará a vice-presidência do Conselho;3. Ana Toni, presidente do Conselho do Greenpeace;4. Andrea Álvares, presidente da Divisão de Bebidas da PepsiCo;5. Consuelo Yatsuda Moromizato Yoshida, desembargadora federal - Tribunal de Contas – 3ª Região SP;6. Daniela de Fiori, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Wal Mart;7. Ieda Novais, diretora de Relacionamentos da Empresa KPMG;8. Isabel Franco, presidente da Divisão de Direito Internacional, New York State Bar Association, NYSBA;9. Marianne Von Lachmann, presidente da Global Transporte Oceânico;10. Marise Barroso, presidente Masisa Brasil;11. Nilcéa Freire, representante da Fundação Ford no Brasil;12. Rosiska Darcy de Oliveira, presidente executiva da ONG Movimento Rio Como Vamos 13. Vânia Somavilla, diretora executiva de Recursos Humanos e Corporativos - Empresa Vale.
Sábado, 08 Dezembro 2012 19:30
Aprovado segundo período do Protocolo de Kyoto
Ministra Izabella Teixeira comemora resultado histórico e reafirma compromisso brasileiro com a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas DA REDAÇÃOA 18ª Conferência das Partes (COP 18) da Organização das Nações Unidas terminou na noite deste sábado (8/12), em Doha, no Qatar, com o a renovação do compromisso do Protocolo de Kyoto. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou, em seu discurso de encerramento, que esse foi um resultado histórico. "O Protocolo de Kyoto é mais do que um documento, ele expressa a convicção de que a mudança climática exige uma ação multilateral, a abordagem baseada em regras. O Protocolo de Kyoto é o padrão de integridade ambiental", afirmou a ministra. O Brasil exerceu importante papel para esse resultado e foi elogiado por vários países por seu desempenho nas negociações.A ministra destacou, também, que o Brasil está trabalhando duro e com sucesso na luta contra as mudanças climáticas. "Estamos orgulhosos dos nossos esforços na redução do desmatamento na Amazônia, que falam por si. Estamos cumprindo tudo o que nos comprometemos, de acordo com esta Convenção", enfatizou. Izabella Teixeira também reafirmou o compromisso do país em continuar sua participação ativa na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, "plenamente consciente de que o multilateralismo é a melhor ferramenta para enfrentar o aquecimento global."No entanto, Izabella Teixeira afirmou que o Brasil não está totalmente satisfeito com o resultado obtido. "Queríamos mais. Acreditamos que é necessário mais. Mas também acreditamos que uma Conferência que garantiu o segundo período do Protocolo de Kyoto é, por definição, um sucesso", disse. A ministra lamentou que Partes do Anexo I estejam gradualmente se afastando das obrigações estabelecidas na Convenção: "esses países não estão tomando a liderança e não estão apoiando os países em desenvolvimento suficientemente em seus esforços para combater as alterações climáticas". Postura que a ministra classificou como "inaceitável".
Veja a íntegra do discurso pronunciado pela ministra Izabella Teixeira em Doha. A versão em português / inglês
Sexta, 07 Dezembro 2012 18:00
MMA e Incra firmam parceria
Imagens de satélite que serão utilizadas no Cadastro Ambiental Rural também ajudarão a enfrentar o desmatamento nos assentamentosSOPHIA GEBRIM O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Gaetani, e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Guedes, assinaram, nesta sexta-feira (07/12), termo de cooperação entre os órgãos onde o instituto repassa R$ 5 milhões como parte da recente aquisição, pelo MMA, de imagens de satélite em alta resolução, no valor de R$ 28,9 milhões, que serão utilizadas como base de informação para o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Também participaram da assinatura o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral, a diretora de Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Marilúcia Valese, e o coordenador-geral de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Incra, Carlos Eduardo Sturm. “As imagens adquiridas, por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR), irão contribuir para a redução do desmatamento em assentamentos”, disse Gaetani, após conhecer o Programa Assentamentos Verdes, parceria do Incra com órgãos do governo federal. Ele destaca, ainda, a importância do programa para o fortalecimento de parceria histórica entre os órgãos. “A parceria beneficiará a todos os envolvidos tanto no projeto assentamentos verdes quanto no CAR, acrescentou. Dessa forma, o Incra também utilizará as imagens de satélite para a implantação do Programa de Prevenção, Combate e Alternativas ao Desmatamento Ilegal em Assentamentos da Amazônia, denominado conhecido como Assentamentos Verdes. DEFENSORES DA FLORESTAO secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral, que também participou da assinatura, destacou a importância do programa. “Aquelas populações diferenciadas que vivem em assentamentos da reforma agrária na Região Amazônica são historicamente guardiãs do meio ambiente e, com o fomento de ações ligadas ao CAR, esse vínculo de caráter protetor será ainda mais fortalecido, além de promover o combate à miséria e regularização ambiental”, aponta o secretário. O Programa Assentamentos Verdes inclui ações de prevenção, combate e alternativas ao desmatamento ilegal em assentamentos da Amazônia Legal. A expectativa do Incra é que, como parte das estratégias do Programa Bolsa Verde, inserido no Plano Brasil Sem Miséria, o Programa Assentamentos Verdes consiga atender 980 projetos de assentamentos, em 199 municípios e alcançar mais de 190 mil famílias até 2019. “O programa está entre as principais contribuições da autarquia para a mudança do perfil das áreas de reforma agrária na região, tornando-as comunidades rurais autônomas e ambientalmente sustentáveis”, ressalta o presidente do Incra, Carlos Guedes. Segundo ele, é um programa robusto para avançar na agenda agrária na Amazônia. SAIBA MAIS O Programa Assentamentos Verdes está sendo estruturado pelo Incra em conjunto com outras instituições públicas e privadas, além de entidades e associações ligadas ao campo e meio ambiente. Com a parceria do Bolsa Verde nessas regiões, as populações de assentamentos em área de preservação ambiental receberão o incentivo do Programa, que é de R$ 300 a cada três meses, para prosseguir com ações de conservação. Já o Cadastro Ambiental Rural (CAR) irá garantir a regularização ambiental dessas populações, o que contribuirá para a legalização de terras e consequente redução nas taxas de desmatamento. A expectativa do Incra é que, no inicio de 2012, iniciem reuniões de trabalho, nas superintendências estaduais da autarquia, com o objetivo de organizar os procedimentos necessários para o cumprimento das metas, que farão parte de um plano de trabalho plurianual. O Programa Assentamentos Verdes será validado até 1º de março de 2013 junto a órgãos da administração pública direta e indireta e à sociedade civil.
Sexta, 07 Dezembro 2012 14:44
Mulheres assumem conselho
Ministra empossa integrantes da instância máxima da Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade TINNA OLIVEIRAA ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, empossa, nesta segunda-feira (10/12), às 10h30, em Brasília, as 13 integrantes do Conselho Estratégico da Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade. A principal missão do colegiado, na condição de instância superior da iniciativa, é identificar, propor e aprovar um modelo de governança definitivo para a Rede. O mandato é de um ano, podendo ser renovado por igual período. A Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, criada em 2011, para estimular ações de sustentabilidade em mulheres que atuam na liderança de instituições públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos. O fator em comum que une estas lideranças femininas é o interesse em promover uma forte agenda de desenvolvimento que leve em consideração a mulher e a sustentabilidade. A primeira ação da Rede foi a iniciativa “Mulheres Rumo à Rio+20: a Sustentabilidade no Feminino” que deu origem à Plataforma 20. Considerada uma contribuição da sociedade brasileira para a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), o documento contou com a colaboração de 200 mulheres e apontou diretrizes para o empoderamento da mulher, o empreendedorismo verde e negócios sustentáveis e para a comunicação do consumo consciente. PRIMEIRA REUNIÃO Depois da cerimônia de posse, acontecerá a primeira reunião de trabalho do conselho. Será discutida a aprovação do Código de Conduta das participantes da Rede, o estabelecimento de uma agenda de reuniões para 2013 e a definição das prioridades de trabalho para o próximo ano. Depois de estruturada a governança da Rede, 2013 será marcado pela implantação das metas definidas na Plataforma 20. Confira o nome das conselheiras: 1. Izabella Teixeira, ministra de Estado do Meio Ambiente, que presidirá o Conselho;2. Celina Carpi, membro do Conselho de Administração do Grupo Libra, que ocupará a vice-presidência do Conselho;3. Ana Toni, presidente do Conselho do Greenpeace;4. Andrea Álvares, presidente da Divisão de Bebidas da PepsiCo;5. Consuelo Yatsuda Moromizato Yoshida, desembargadora federal - Tribunal de Contas – 3ª Região SP;6. Daniela de Fiori, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Wal Mart;7. Ieda Novais, diretora de Relacionamentos da Empresa KPMG;8. Isabel Franco, presidente da Divisão de Direito Internacional, New York State Bar Association, NYSBA;9. Marianne Von Lachmann, presidente da Global Transporte Oceânico;10. Marise Barroso, presidente Masisa Brasil;11. Nilcéa Freire, representante da Fundação Ford no Brasil;12. Rosiska Darcy de Oliveira, presidente executiva da ONG Movimento Rio Como Vamos 13. Vânia Somavilla, diretora executiva de Recursos Humanos e Corporativos - Empresa Vale.
Quinta, 06 Dezembro 2012 18:46
Agroecologia em pauta
MMA define proposta para plano nacional que será lançado em 2013SOPHIA GEBRIM Representantes da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA) reuniram-se, nesta quinta-feira (06/12), com demais secretarias do MMA para apresentar o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e discutir a participação do ministério na elaboração da proposta, a ser lançada pelo governo federal em março de 2013. “A SEDR, como secretaria responsável pelo plano dentro do MMA mostrou como será a participação do MMA nesse trabalho, que tem amplitude nacional”, explicou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Paulo Guilherme Cabral. Cabral destacou, durante a reunião, que a proposta está sendo muito bem recebida pela sociedade e representações de produtores familiares. “O tema está sendo bastante discutido e estamos levando esse assunto a todos os canais possíveis de diálogo, desde o ano passado, com a formação de um grupo de trabalho interministerial que dialoga fortemente a pauta”, afirma. Dessa forma, o MMA promoveu com outros ministérios envolvidos na agenda a discussão da agroecologia em todas as regiões do país, por meio da realização de seminários regionais. “Pelo que já discutimos e levantamos, conseguimos identificar diversas medidas que o Ministério do Meio Ambiente, especialmente a Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, irá apoiar”, ressalta o secretário. Segundo ele, adequações nas políticas públicas que envolvem a produção agroextrativista e sociobiodiversidade, com adequações e criação de instrumentos para apoiar os produtores que trabalham nessas linhas, são exemplos. “A demanda por produtos sem agrotóxicos é crescente e será fundamentada a partir da perspectiva de substituição da produção baseada em insumos para tornar a produção mais sustentável e rentável”, acrescenta.
Quinta, 06 Dezembro 2012 18:37
Doha: esforço reconhecido
Redução do desmatamento da Amazônia recebe elogios no exterior. Ministra garante: vigilância continuará.DA REDAÇÃOOs esforços brasileiros para reduzir o desmatamento na Amazônia foram aplaudidos hoje na Conferência das Partes (COP 18) da Organização das Nações Unidas, em Doha, no Qatar, durante evento que contou com a presença dos governos da Noruega, República do Congo e Indonésia. O ministro de Meio Ambiente da Noruega, Bard Vegar Solhjell, aproveitou a ocasião para anunciar a liberação de US$ 178 milhões do Fundo Amazônia para o Brasil.Segundo Solhjeel, o Brasil tem alcançado resultados exitosos no combate ao desmatamento da Amazônia com políticas de desenvolvimento sociais admiráveis e transparentes que motivam a Noruega a destinar os recursos para a proteção das florestas.Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a redução para 4.656 Km2 de desmatamento na floresta amazônica mostra que é possível desenvolver sem devastar. Mas que o Brasil precisa se manter vigilante para que o desmatamento não volte a registrar números altos como ocorreu em 2004 (27.772 Km2) e 1995 (29.059Km2). PRODUTIVIDADEUm dos caminhos apontados pela ministra é aumentar a produtividade na produção de alimentos. E esse debate, segundo ela, deve respeitar quem produz no campo e quem mora nas florestas. “É muito fácil discutir a preservação morando em cidades”, salientou. “Mas não podemos ignorar as necessidades básicas de quem mora na floresta como acesso à energia e saneamento”.Ao ressaltar que Brasil e África têm fauna e flora semelhantes, o ministro de Meio Ambiente e Turismo da República do Congo, Bavon N’SA Mputu Elima, afirmou que o Brasil é um exemplo a ser seguido e, por isso, os dois países fecharam uma parceria para trocar conhecimento tecnológico para o monitoramento da Bacia do Congo. Os diálogos iniciados no último mês de julho foram consolidados hoje, em Doha. O monitoramento no país africano deverá contar com doações do Fundo Amazônia. A Indonésia, por sua vez, sinalizou que buscará parceria semelhante com o Brasil.Ao encerrar o evento, Izabella ressaltou a importância da renovação do segundo período do Protocolo de Kioto e a necessidade do debate internacional integrar a pauta de mudanças climáticas com a pauta da biodiversidade.
Quinta, 06 Dezembro 2012 17:49
ZEE do Cerrado é apresentado
Versão preliminar define ações prioritárias em defesa do biomaSOPHIA GEBRIM Representantes do Departamento de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentaram, na tarde desta quinta-feira (06/12), à Comissão Coordenadora do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Território Nacional, durante reunião ordinária, em Brasília, a versão preliminar do Macro ZEE do Cerrado. O estudo, de planejamento e ordenamento territorial do bioma, mapeia as informações provenientes das características básicas do território, além de gerar o planejamento e conhecimento das inúmeras realidades territoriais presentes na região. Sua área engloba os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além de parte do Amapá, Roraima e Amazonas. “Durante a elaboração do decreto, que indicou ações prioritárias para o Cerrado, foi colocado como prioridade a elaboração de um zoneamento para o bioma, o que resultou nesse importante trabalho que estamos apresentando hoje à Comissão”, explica o diretor do Departamento de Zoneamento Territorial da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) do MMA, Adalberto Eberhard. O ministério contratou empresa de consultoria para elaboração do estudo que, após a apresentação à Comissão do ZEE, instância superior de deliberação da área, será apreciado por todos os departamentos da SEDR, secretarias do MMA, estados e municípios, Consórcio do ZEE (braço técnico) e sociedade, conselhos e órgãos representativos dos estados do bioma, respectivamente. Por fim, o trabalho retornará à Comissão para consolidação em parceria com o MMA. DESAFIOS E PERSPECTIVAS Durante a reunião, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral, destacou a importância da interlocução entre os órgãos que integram a comissão para expandir o tema e colaborar com o trabalho de cada um desses ministérios que integram o grupo. “Dessa forma, como prioridade para 2013, devemos ver o que precisa ser melhorado e aprimorado para consolidar o trabalho realizado por nós de forma participativa”, disse. Para ele, o diálogo com os estados também é ferramenta fundamental para a consolidação dos trabalhos que estão em construção, como o ZEE do Cerrado, prioridade para a Comissão em 2013. Já o assessor de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), André Lima, convidado à participar da reunião, pontuou os fundamentos jurídicos que fundamentam do zoneamento, conceitos e desafios a partir da aprovação da nova Lei Florestal. “Todo o fundamento jurídico dessa ferramenta de ordenamento territorial está na própria Constituição Federal, que determina ao poder público a gestão do território”, ressalta. Ele finaliza com o desafio para o ZEE não só no Cerrado, mas em todo o país. “Devemos troná-lo cada vez menos um instrumento de consolidação e mais um instrumento de transformação do Estado e da realidade local”, acrescentou. A Comissão Coordenadora do ZEE do Território Nacional é integrada por representantes de diversos ministérios envolvidos com o tema e coordenada pelo MMA. São membros da comissão representantes dos seguintes ministérios: Defesa; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Minas e Energia; Transportes; Desenvolvimento Agrário; Planejamento, Orçamento e Gestão; Justiça; Cidades; Integração Nacional; e Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Quarta, 05 Dezembro 2012 16:48
CAR beneficiará BR-163
MMA tenta fortalecer de políticas públicas na região, como o Cadastro Ambiental Rural.SOPHIA GEBRIM Representantes do governo federal participam, nesta quarta-feira (05/12), no município paraense de Itaituba (1.626 km de Belém) de reunião com lideranças ligadas às entidades e movimentos sociais para discutir metas e objetivos do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável para a Área de Influência da Rodovia BR-163. “O governo irá ouvir a pauta de reivindicações dos movimentos sociais da região e apresentar pontos de fortalecimento de políticas públicas, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR)”, destaca o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, que participa do encontro. O CAR surge como oportunidade de legalização para milhares de propriedades rurais da região que lutam hoje pela regularização fundiária e ambiental. “Além de pacificar essa área que historicamente sofre com o desordenamento territorial, o Cadastro Ambiental Rural irá orientar e capacitar pequenos produtores e assentados da reforma agrária ao manejo florestal adequado”, destaca o secretário. Dessa forma, além de contribuir para a recuperação de áreas degradadas e redução do desmatamento, a regularização de imóveis rurais também possibilitará a identificação do proprietário da terra e a comprovação de posse do imóvel. RODOVIA SUSTENTÁVEL “O Projeto BR-163 nasceu com o intuito de valorizar a floresta e as cadeias produtivas locais com a participação das comunidades tradicionais que vivem nessa área de influência”, diz Cabral. Para ele, agendas bilaterais com governo e movimentos sociais como esta fortalecem o diálogo e desenvolvimento do plano. Além do representante do MMA, participam da reunião representantes da Casa Civil da Presidência da República e demais órgãos envolvidos na agenda, como os ministérios do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Cidades. O Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável para a Área de Influência da Rodovia BR-163 foi lançado pelo governo em 2006 e busca apoiar iniciativas de produção sustentável, fortalecimento da sociedade civil e manejo das florestas públicas na região, que abrange uma área de 1,2 milhão de km2 e inclui 79 municípios do Pará, Mato Grosso e Amazonas. A região de influência da BR-163 abriga um grande mosaico de áreas de áreas naturais protegidas, onde são priorizadas políticas públicas que estimulam o desenvolvimento integrado com atividades de base florestal. É uma das regiões mais importantes da Amazônia do ponto de vista do potencial econômico, diversidade biológica, riquezas naturais e diversidade étnica e cultural.
Quarta, 05 Dezembro 2012 11:57
Doha: por um esforço global
Izabella Teixeira defende, em Doha (Qatar), a adoção do segundo período do Protocolo de Kyoto como garantia para um regime sólido de mudança do climaLUCAS TOLENTINOA ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, reforçou, nesta quarta-feira, a importância de um comprometimento mundial com a redução das emissões de gases de efeito estufa. Em pronunciamento no plenário da 18ª Conferência das Partes (COP 18) da Organização das Nações Unidas, em Doha, no Qatar, a ministra defendeu a adoção do segundo período do Protocolo de Kyoto como forma de “garantir um regime sólido de mudança do clima”.Izabella Teixeira destacou, ainda, que a instituição de um novo pacto de redução de emissões, entre outras ações, demonstra que o mundo entra em uma nova fase, marcada pelo “princípio de equidade e responsabilidades comuns, mas diferenciadas”. O avanço das negociações permitirá maiores níveis de comprometimento e deveres da comunidade internacional.A política brasileira de combate ao desmatamento e o desenvolvimento sustentável do país também foram destacados pela ministra. Nesta quinta-feira (6), às 13h30 (horário de Brasília), a delegação brasileira apresentará estratégias, projetos e resultados nacionais na Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) no side event (evento paralelo) do Brasil, dentro da programação oficial da COP 18.Leia a íntegra do pronunciamento: português / inglês