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Notícias

Quarta, 31 Julho 2013 15:18

Investindo na reciclagem

Terceira etapa de programa federal prevê investimentos de R$ 200 milhões nas redes de cooperativas de catadores RAFAELA RIBEIRO A terceira etapa do programa Cataforte - Negócios Sustentáveis em Redes Solidárias foi lançada na manhã desta quarta-feira (31/07), no Palácio do Planalto. A iniciativa prevê investimentos de R$ 200 milhões para empreendimentos de catadores de materiais recicláveis, possibilitando inserção de cooperativas no mercado e a agregação de valor na cadeia de resíduos sólidos. Durante o evento, foi lançado edital para selecionar redes de cooperativas de recicláveis de todo o país para acessar recursos do programa. “Os catadores de material reciclavel tem um importante papel de transformação", afirma o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tem, claro, uma importante função ambietal, mas também envolve o setor produtivo, envolve toda a sociedade. O que nós, parceiros, queremos é ver os catadores inseridos definitivamente à cadeia produtiva”. O Cataforte teve início em 2009, visando o fortalecimento das organizações sociais e produtivas, das suas formas de autogestão e dos empreendimentos econômicos solidários. As ações já realizadas e em andamento beneficiaram 250 empreendimentos solidários de catadores e processos de formação, constituição e formalização de 35 redes solidárias desses empreendimentos. COLETA SELETIVA O Cataforte destinará recursos para a estruturação de cooperativas e associações, possibilitando que estes empreendimentos solidários se tornem aptos a prestar serviços de coleta seletiva para prefeituras, participar no mercado de logística reversa e realizar conjuntamente a comercialização e o beneficiamento de produtos recicláveis. O representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Alexandro Cardoso, destacou que esse investimento de R$ 200 milhões será feito direto no meio ambiente. “É um investimento, diferente do habitual, antes dos desastres”, explica. “Normalmente investimos em meio ambiente depois de enchente, de deslizamento. Dessa vez não. Estamos investindo direto em meio ambiente e em inclusão social. Queremos fazer uma gestão de resíduos participativa, como pede a Política Nacional de Resíduos Sólidos”. Serão realizadas ações de assistência técnica; capacitação de catadores e lideranças; apoio à elaboração de planos de negócios; ampliação e nivelamento da infraestrutura das cooperativas. O programa prevê ainda acesso a produtos de fomento produtivo, investimento, negócios sociais e capital de giro disponibilizados pelo Banco do Brasil, como o Cartão BNDES, Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) e Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). O programa congrega diversas parcerias de órgãos de trabalhavam separadamente o mesmo tema em uma única iniciativa, reunindo a Secretaria Geral da Presidência da República, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Trabalho e Emprego, Fundação Nacional de Saúde, Banco de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e a Petrobrás.
Terça, 30 Julho 2013 16:41

Açaí sustentável no Pará

Produtores familiares dão exemplo de como podem sobreviver sem ameaçar o meio ambienteSOPHIA GEBRIM (*)O Pará é o maior produtor de açaí no Brasil, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Grande parte dessa produção é familiar, onde pequenos produtores participam de todas as etapas da cadeia, que vai desde a colheita até o armazenamento ou então a comercialização da fruta in natura. Na Reserva Extrativista Terra Grande Pracuúba, que recentemente recebeu a visita do Mutirão Bolsa Verde, mais de 50% dos extrativistas e ribeirinhos também vivem da renda do açaí, produzido a partir de técnicas sustentáveis e manejo adequado do solo. O pequeno produtor José Almeida, que vive na Resex Terra Grande Pracuúba, localizada no perímetro do município paraense de São Sebastião da Boa Vista, detalha como é o processo produtivo do açaí na comunidade. “O inverno é, para nós, a época da colheita, daí vamos para o mato, subimos no açaizal e colhemos os cachos da fruta”, explica. Depois, a fruta é lavada e armazenada em grandes cestas, produzidas pelas mulheres que moram na comunidade, ou então é feita a polpa para posterior comercialização. Porém, grande parte da produção da Resex é escoada mesmo in natura, para grandes compradores em Santarém e Belém, e de lá é congelada e enviada para outras cidades brasileiras e exterior.POSITIVO   Destino Belém: açaí in natura é levado de barco para os grandes centros José Almeida, beneficiário do Programa Bolsa Família e que vive da produção sustentável do açaí, foi localizado pelo Mutirão Bolsa Verde para também tronar-se beneficiário da iniciativa, que remunera com R$ 300, pago a cada três meses, famílias que vivem em áreas de conservação ambiental. O pequeno produtor tem consciência que produzir para preservar gera bons frutos para a comunidade e para o meio ambiente. “Todos aqui na nossa comunidade sabem que não podemos derrubar a floresta, assim de uma vez, temos que explorar tudo de positivo que nos é oferecido de forma sustentável”. Para ele, “manter a floresta em pé” garantirá frutos de açaí por gerações.José Cordeiro, outro pequeno produtor de açaí também localizado pelo Mutirão Bolsa Verde na Resex Terra Grande Pracuúba explica quais podem ser os benefícios de aderir ao Programa Bolsa Verde. “No verão, quando não temos safra de açaí, precisamos achar outras alternativas de renda, pois é o período que os pés de açaí estão em desenvolvimento”. Para ele, o benefício será um diferencial para esse período, onde grande parte dos pequenos produtores exploram a roça para plantio de mandioca e outras raízes e legumes, para subsistência. “Tenho um pequeno pedaço de terra que também é minha sobrevivência, além do açaí”. MUTIRÃOO Mutirão Bolsa Verde no Pará é uma iniciativa liderada pelos Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e pretende ampliar a cobertura do Programa Bolsa Verde na Amazônia. A expectativa é incluir mais de 30 mil famílias por meio do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), mecanismo que busca beneficiários de programas sociais diretamente em suas comunidades.   Reserva Extrativista Terra Grande Pracuúba: comunidade se sustenta com o que retira da floresta O Bolsa Verde remunera com R$ 300, pago a cada três meses, famílias que vivem em áreas de preservação ambiental, como Unidades de Conservação de Uso Sustentável geridas pelo (ICMBio), Projetos de Assentamento Federais geridos pelo (Incra) e áreas ocupadas por comunidades ribeirinhas sob a gestão da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SPU/MPA). O mutirão, já em andamento desde 17 de julho, prevê a saída simultânea de vários barcos que partirão em busca das comunidades paraenses, em diferentes etapas, para atender os municípios da região de Santarém, Marajó, Salgado Paraense, Porto de Moz, Gurupá, Afuá, Baixo Tocantins e Soure. Durante as visitas às comunidades, a equipe do governo esclarecerá dúvidas e orientará para o ingresso de beneficiários em potencial ao Programa Bolsa Verde, por meio da inclusão da família no CadÚnico. Também serão oferecidos serviços de emissão de documentos de identidade, CPF e carteira de trabalho pelo Programa Nacional de Documentação do Trabalhador Rural. BOLSA VERDEO Programa Bolsa Verde foi lançado em setembro de 2011 e já beneficiou, até hoje, 41.999 famílias extrativistas, assim distribuídas:* 26.049 de Assentamentos da Reforma Agrária (62,02%)* 13.611 famílias de Unidades de Conservação de Uso Sustentável (32,40%)* 2.339 de áreas de ribeirinhos reconhecidas pela Secretaria de Patrimônio da União (5,58%)Desse total, 23.179 famílias estão localizadas no Estado do Pará, 4.913 no Amazonas, 3.992 na Bahia, 1.839 em Minas Gerais, 1.443 no Acre, 1.419 em Tocantins, 1.230 no Maranhão, 336 no Amapá, 743 em Goiás, 444 na Paraíba, 425 em Alagoas, 408 no Paraná, 324 em Pernambuco, 324 no Piauí, 127 no Ceará, 99 em Rondônia, 91 em Sergipe, 59 no Espírito Santo, 36 no Rio de Janeiro, nove no Distrito Federal, sete em São Paulo, uma em Roraima e uma em Santa Catarina. (*) Com Paulo de Araújo
Segunda, 29 Julho 2013 18:10

São Félix revê dois projetos

Reuniões avaliam resultados do Plano Diretor e do Projeto Pacto XinguMARTA MORAESDA SEDRSerá realizada nesta terça-feira (30/07) em São Félix do Xingu, interior do Pará, reunião de planejamento e revisão do Plano Diretor do município. O evento contará com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da organização internacional The Nature Conservancy (TNC), além dos secretários estadual e municipal do Meio Ambiente e do prefeito de São Félix.O Plano Diretor é instrumento legal que visa orientar a política de desenvolvimento e de ordenamento da expansão urbana do município, elaborado pela prefeitura com a participação da Câmara Municipal e da sociedade civil, para estabelecer e organizar o crescimento, o funcionamento, o planejamento territorial da cidade e orientar as prioridades de investimentos. No caso de São Félix, incluiu a questão do zoneamento rural, o que representa um grande avanço para o município.PACTO XINGUNa quinta-feira, dia 1º de agosto, será realizada em São Félix a 1a reunião do Comitê de Articulação Institucional do Projeto (CAIP) de 2013, que terá como pauta informes sobre ações em andamento e apresentação do resultado do sistema de monitoramento e avaliação do Projeto Pacto Xingu.Fazem parte do comitê membros das secretarias municipal e estadual de Meio Ambiente e Saneamento de São Félix do Xingu, do MMA, da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), lideranças dos sindicatos de trabalhadores e produtores rurais do município e das organizações não governamentais locais.Segundo a gerente de Projetos do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Nazaré Soares, de 2009 até hoje o projeto vem contribuindo para reduzir acentuadamente o desmatamento no município. “No entanto, o índice de desmatamento teve um leve aumento em 2012, o que não caracteriza tendência, sendo uma situação circunstancial que precisa ser analisada”, destacou.Mesmo com a redução obtida a partir da implantação do Projeto Pacto Xingu no município, o desmatamento atual, de 169 km2 em 2012, ainda é alto, distante da meta prevista nas portarias do MMA que é de 40 km2 ao ano. “O principal objetivo desta reunião do CAIP é exatamente discutir ações diferenciadas que o projeto deve adotar para atingir a meta”, concluiu Nazaré. SAIBA MAISO CAIP tem a função de colaborar no cumprimento dos objetivos Projeto Pacto Xingu e apoia na elaboração dos planos anuais de planejamento. Além de promover parcerias locais para a implantação das ações previstas pelo projeto e analisar o desempenho, propondo adequações para o alcance do objetivo, que é a redução do desmatamento.
Segunda, 29 Julho 2013 17:17

Projeto BR-163 produz sem destruir

Iniciativa do governo federal promove inclusão social e desenvolvimento sustentável no interior do Pará SOPHIA GEBRIM A parceria entre União Europeia e Brasil e o reconhecimento do Projeto BR-163 como importante ferramenta de inclusão social, aliada ao uso sustentável dos recursos naturais na região Oeste do Pará, foram destacadas pela embaixadora da União Europeia no Brasil Ana Paula Zacarias, na manhã desta segunda-feira (29/07), durante a cerimônia de encerramento do Projeto, no Auditório da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), em Santarém. O Projeto foi executado por quatro anos na área de influência da BR-163 no Pará, com abrangência em sete municípios paraenses, por meio de iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) com apoio financeiro da Comunidade Europeia e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). “A nossa avaliação é bastante positiva, podemos verificar que importantes resultados foram gerados”, disse a embaixadora Ana Zacarias. Para ela, a partir do que foi alcançado, governo brasileiro e sociedade devem buscar uma integração para dar continuidade aos resultados do Projeto BR-163, estruturadas, basicamente, em três fatores: manejo das florestas públicas no Distrito Florestal, apoio às iniciativas de produção sustentável e fortalecimento dos movimentos da sociedade civil. “O projeto contribuiu para o desenvolvimento dessa região, em específico com o desenvolvimento da sociedade e da comunidade local, que aprimorou métodos de produção sustentável aliada à preservação do meio ambiente”, acrescentou. RESULTADOS   Manejo correto das florestas públicas: métodos de produção aprimorados O primeiro resultado alcançado pelo Projeto BR-163, apresentado durante a cerimônia de encerramento, está relacionado ao manejo de florestas públicas no distrito florestal. A iniciativa, executada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), alcançou resultados no apoio ao processo de concessões florestais, atuando diretamente na consolidação das florestas nacionais, por meio da elaboração de estudos e levantamentos, de apoio aos conselhos consultivos, na realização de consultas e audiências públicas, no aprimoramento de sistemas e instrumentos de monitoramento florestal. Também resultou no fortalecimento institucional das bases regionais do ICMBio e do Serviço Florestal, na aquisição de veículos e equipamentos e em processos de formação e capacitação de pessoal do setor florestal, além do fortalecimento de instituições de ensino na região. O segundo ponto aborda o apoio às iniciativas de produção sustentável. Esse item, executado pelo Departamento de Zoneamento Territorial da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, promoveu o 2o Ciclo de Debates Estratégicos da Região Oeste Paraense, com amplo processo de mobilização, diagnóstico, discussão e capacitação. Foram envolvidas mais de 200 lideranças dos pólos do Baixo Amazonas (Santarém), Transamazônica Xingu (Altamira) e Tapajós/BR 163 (Itaituba). Além disso, esse ponto resultou em parcerias com organizações locais e atuou no apoio a produção sustentável, com destinação de mais de R$ 1 milhão para fomentar o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis na região. Já o terceiro grande resultado alcançado pelo projeto foi o fortalecimento dos movimentos da sociedade civil. Esse item, acompanhado pelo Departamento de Articulação de Ações na Amazônia do MMA e executado pelo Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), atuou no fortalecimento das organizações da sociedade civil da região. Além disso, desempenhou papel fundamental, favorecendo a capacidade de participação e controle social destas organizações mediante capacitação e facilitação dos processos de comunicação social. GOVERNO O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentpavel do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, ressaltou, na cerimônia de encerramento do projeto, que, por meio da iniciativa, foi possível acumular resultados com o alcance das principais metas, que vão desde o incentivo ao uso sustentável dos recursos naturais, até o apoio ao manejo florestal comunitário e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis junto à agricultura familiar. Cabral também citou a importância da parceria com a União Europeia na implementação do Projeto BR-163, como também dos demais parceiros dos governos locais e fundamentalmente da sociedade. “A região do Oeste paraense recebe a atenção de várias políticas públicas implementadas pelo Ministério do Meio Ambiente e órgãos vinculados, como também por diversos outros órgãos do governo federal”, disse. Para ele, certamente, a promoção do desenvolvimento sustentável na região encontra hoje, depois da execução do Projeto BR-163, uma situação mais estruturada pela efetivamente associar a produção de alimentos, grande vocação da região, com a proteção ambiental, compromissos de todas as instituições participantes e que a sociedade brasileira e a comunidade internacional reconhecem e valorizam.
Segunda, 29 Julho 2013 14:27

Gestão inovadora é premiada

Inscrições para a 5ª edição do prêmio A3P continuam abertas TINNA OLIVEIRA Instituições públicas que estão colocando em prática ações inovadoras podem se inscrever para a 5ª edição do prêmio Melhores Práticas de Sustentabilidade (Prêmio A3P), promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Foi o caso da prefeitura de Vitória, primeira colocada na edição do ano passado na categoria Uso Sustentável de Recursos Naturais. A prefeitura instituiu um programa que trabalhava cinco temáticas: eficiência energética, água, coleta seletiva, licitações sustentáveis e materiais. O objetivo era fortalecer ações que privilegiassem a mudança de atitudes, por meio da conscientização ambiental e seus impactos sobre a qualidade de vida no ambiente de trabalho e fora dele. ECONOMIA O primeiro passo foi fazer o uso sustentável para copos plásticos e papel e ações educativas para a coleta seletiva. Foram distribuídas mais de 16 mil canecas permanentes e personalizadas para os servidores. O consumo de papel também foi reduzido em 26% e 95% da estrutura administrativa passaram a utilizar papel reciclado. A mobilização foi feita por meio de campanhas de conscientização, assim como abordagens educativas e formativas para os servidores e colaboradores. “A última edição do prêmio foi um sucesso, com 74 projetos inscritos”, destaca a coordenadora da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) do MMA, Ana Carla de Almeida. “Esperamos que essas atitudes realmente façam a diferença nas instituições públicas e que muitos órgãos se inscrevam para a nova edição.” Os órgãos públicos podem participar nas categorias de Gestão de Resíduos, Uso ou Manejo Sustentável de Recursos Naturais, Inovação na Gestão Pública e Destaque da Rede A3P. As inscrições ficam abertas até o dia 15 de setembro. ATITUDE SUSTENTÁVEL O objetivo do prêmio é destacar as melhores iniciativas dos órgãos do setor público que promovem a sustentabilidade ambiental. A premiação busca, ainda, encorajar e recompensar as instituições que possuem compromisso com a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa do MMA que visa estimular ações sustentáveis no cotidiano das instituições públicas. Podem participar órgãos e entidades públicas que possuam termo de adesão vigente da A3P ou que estão inseridas da Rede A3P, – canal de comunicação que promove o compartilhamento de experiências. Neste caso, os candidatos só podem concorrer na quarta categoria - Destaque da Rede A3P. As instituições devem apresentar resultados concretos qualitativos ou quantitativos de que executam as ações da categoria escolhida. Serão feitas vistorias para verificação. Para se inscrever, é necessário preencher uma ficha de inscrição e um relatório da iniciativa no site da A3P (veja aqui). Receberão certificados e troféus os três primeiros colocados de cada categoria.Mais informações no site da A3P.
Sexta, 26 Julho 2013 17:45

Projeto BR-163 é concluído

Quatro anos de execução foram marcados por atividades que consolidaram o empreendimento na área de influencia da rodovia em território paraenseSOPHIA GEBRIMDepois de quatro anos de atuação na região da BR-163 (rodovia que liga o Estado do Rio Grande do Sul ao Pará e abrange sete municípios paraenses), o Projeto BR-163, iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) com apoio financeiro da Comunidade Europeia e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), será encerrado na próxima semana, em Santarém (PA). Na segunda-feira (29/07), as embaixadoras da União Europeia, Ana Paula Zacarias, e da Eslovênia, Milena Smit e o embaixador da Grécia, Dimitri Alexandrakis, participam da cerimônia de encerramento do Projeto, no Auditório da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), em Santarém.O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, também participará da cerimônia, onde será apresentado breve relato do projeto. Durante quatro anos foram investidos 5,7 milhões de euros (equivalente à R$ 16,98 milhões) da Comunidade Europeia e mais R$ 2,8 milhões do governo brasileiro nos sete municípios paraenses. Após a cerimônia, a comitiva fará visita de campo à Floresta Nacional do Tapajós e a comunidades que vivem do extrativismo sustentável na região.Os quatro anos de execução do Projeto BR-163 foram marcados por atividades que consolidaram o empreendimento na área de influencia da rodovia, por meio de seminários, oficinas e ações, o que resultaram no reconhecimento como instrumento de promoção do desenvolvimento sustentável na região. Entre eles, a revisão e elaboração de material didático na temática florestal, para uso em atividades de formação de agentes de assistência técnica e extensão rural e a consolidação do sistema de monitoramento e avaliação.
Sexta, 26 Julho 2013 17:07

Alternativas para o semiárido

Conferência abre espaço para novos instrumentos visando o reconhecimento e valoração das boas práticas sustentáveisSOPHIA GEBRIMPráticas bem sucedidas de convivência com a semiaridez foram discutidas nesta quinta e sexta-feiras (25 e 26/07), em Fortaleza, durante a Conferência Temática sobre o Semiárido Brasileiro. O encontro, que atende à demanda do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Confraf), subsidia a elaboração de dez propostas específicas para a área de desertificação, a serem analisadas durante a 2ª Conferencia Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, que ocorre entre os meses de março a outubro, por meio de conferências territoriais, intermunicipais, municipais, estaduais, distrital, setoriais e livres em todo o Brasil.“O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vem trabalhando para definir ações estruturantes para uma convivência sustentável, promotora da segurança alimentar, hídrica, energética e da biodiversidade, por meio de ações inclusivas que assegurem o desenvolvimento rural e combata à desertificação”, ressalta o diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Francisco Campello. Para ele, o encontro em Fortaleza é mais uma oportunidade para que sejam asseguradas boas práticas de convivência com o semiárido e, a partir das lições aprendidas nas ações de fomento, sejam inseridas nas políticas públicas balizando o crédito, os processos normativos e de formação. Ainda segundo o diretor do MMA, a Conferência Temática sobre o Semiárido Brasileiro também é importante espaço para inserção de novos instrumentos para o reconhecimento e valoração das boas práticas sustentáveis, que possibilitam o desenvolvimento rural sem agressão ambiental no semiárido. O Ministério do Meio Ambiente apoia a iniciativa também por meio da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), que é um fórum nacional de discussão da agenda e mobilização de atores do governo e sociedade em prol de iniciativas de apoio à políticas públicas tanto de combate quando de convivência com o semiárido. SAIBA MAISA desertificação é definida, segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate a Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, como a degradação da terra, nas zonas áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultante de vários fatores e vetores, incluindo as variações climáticas e as atividades humanas. Assim, a desertificação é um processo induzido por práticas inadequadas de gestão dos recursos naturais, para o atendimento às demandas socioeconômicas da região. Diferente das secas, que são fenômenos naturais, a desertificação pode ser evitada, por meio de ações de convivência sustentável com a semiaridez.
Sexta, 26 Julho 2013 15:54

Bolsa Verde cadastra mais 700

Ação do governo federal desenvolvida no interior do Pará apresenta os primeiros resultadosSOPHIA GEBRIM (*)O Mutirão Bolsa Verde, lançado na última quarta-feira (17/07), já cadastrou 700 famílias no município de São Sebastião da Boa Vista. Outras três grandes áreas estão recebendo a visita de representantes do governo federal e prefeituras, para localizar possíveis beneficiários do programa no Pará: Breves, Portel e Curralinho. O benefício remunera com R$ 300, pago a cada três meses, famílias de ribeirinhos, assentados e extrativistas que vivem em áreas de preservação ambiental e promovem o uso sustentável dos recursos naturais. Durante os cinco primeiros dias na região de São Sebastião da Boa Vista, das 700 famílias cadastradas, 105 estavam localizadas na Reserva Extrativista Terra Grande Pracuúba e as outras 595 habitam assentamentos ambientalmente diferenciados da região às margens do Rio Pracuúba Grande. A analista ambiental do Departamento de Extrativismo da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente Ana Paula Nakamura acompanhou a visita e a expectativa das comunidades aguardando a chegada do Mutirão. “Ao chegar nos pontos de apoio, a nossa equipe monta um posto de atendimento, normalmente em galpões, e recebemos moradores de todas as proximidades, ansiosos para fazer o cadastro no programa”, afirma.   Porto Estância, Resex Terra Grande Pracauúba: falta de energia elétrica prejudica comunidade Segundo ela, o Bolsa Verde contribui para a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários, com resultados a curto prazo e imediatos. “A ação também é um reconhecimento dos serviços ambientais prestados pelas famílias que usam a floresta de forma sustentável”, acrescenta. Além disso, representa um estímulo para os beneficiários manterem a floresta em pé, porque se forem identificados desmatamentos nas propriedades, a família perde a bolsa. Para ela, o incentivo deve vir acompanhado de outras ações que visem a inclusão e organização social e produtiva das famílias, de forma que elas possam ter renda digna com a floresta conservada. A representante do MMA aborda a necessidade de melhorias na infraestrutura local. “A maioria das famílias no Marajó não têm energia elétrica, o que é um gargalo para a comercialização do açaí em polpa ao invés de in natura”, explica. “Porém, essas e outras demandas estão sendo discutidas no Plano Nacional de Fortalecimento do Extrativismo e Plano Nacional de Promoção da Sociobiodiversidade, que representam estratégias de transição e complementação dos benefícios já alcançados com a Bolsa Verde.” EXTRATIVISTAS Ana Nakamura (D) Leidiani: promessa de explorar sem destruir Leidiane Souza, extrativista e moradora da Reserva Extrativista Terra Grande Pracuúba, foi uma das primeiras a preencher o termo de adesão ao Programa Bolsa Verde. Ela vive do extrativismo do açaí e da produção de cestas para armazenamento da fruta. “O inverno é a melhor época para colheita do açaí, sendo que nos outros meses ficamos praticamente sem renda para sobreviver”, afirma. As folhas de plantas ricas em fibra são colhidas no mato para a confecção das cestas, que são vendidas por um preço médio de R$ 2. Ela também conta que cada cesta cheia com os frutos do açaí é comercializada em média por R$ 25. “Se tirar tudo corretamente da terra, sem degradação, conseguimos explorar por muitos e muitos anos o açaí”, assegura.Ana Silva, outra extrativista da região, que também vive do açaí, consegue o sustento de toda a família com a confecção das cestas e produção do açaí, além da pequena roça onde planta alimentos para subsistência. “Fazemos uma média de 15 cestas por dia, já teve época de alta temporada que produzimos 200 cestas em apenas 10 dias”, garante. Ela também conta que o trabalho de recolher as folhas no mato, para fazer a cesta, é algo perigoso e que requer cuidado. “Não podemos sair ao entardecer ou muito cedo pois corremos o risco de encontrar cobras e outros animais perigosos”, explica. Para Ana, o trabalho e cuidado com o meio ambiente é reforçado por meio do benefício: “Sabemos que esse dinheiro a mais é para continuar cuidando da nossa terra”.MUTIRÃO   Ana Silva: cestas a R$ 2 O 1º Mutirão Bolsa Verde no Estado do Pará é uma iniciativa do governo federal liderada pelos Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU). O objetivo é ampliar a cobertura do Programa Bolsa Verde na Amazônia. A expectativa é incluir mais de 30 mil famílias por meio do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), mecanismo que busca beneficiários de programas sociais diretamente em suas comunidades.O mutirão prevê a saída simultânea de vários barcos que partirão em busca das comunidades, em diferentes etapas, para atender os municípios da região de Santarém, Marajó, Salgado Paraense, Porto de Moz, Gurupá, Afuá, Baixo Tocantins e Soure. Com início no último dia 17 de julho, terá a seguinte duração: Santarém fase A (30 dias), Santarém fase B (34 dias), Marajó fase Portel (20 dias), Marajó fase São Sebastião da Boa Vista (20 dias), Marajó fase Breves (20 dias) e Marajó fase Curralinho (20 dias). (*) Com Paulo de Araújo
Quinta, 25 Julho 2013 17:38

MMA tem 30 mil seguidores no Twitter

Na rede social, usuário encontra informações sobre os programas e políticas públicas, dicas sustentáveis e sugestões de ações para construir um mundo melhorRAFAELA RIBEIRONesta quinta-feira (25/07) o perfil do Ministério do Meio Ambiente no Twitter (@mmeioambiente) ultrapassou o número de 30 mil seguidores. No microblog, diariamente, são postadas informações sobre os programas e políticas públicas do MMA, para que a população possa acompanhar os avanços e desafios da área ambiental. Há, também, dicas sustentáveis e sugestões de ações que permitem construir um mundo melhor. O MMA aderiu a essa rede social no final de 2010.TEMPO REALO Twitter foi criado em 2006 e ganhou notabilidade e popularidade em todo o mundo. É uma rede social e servidor para microblogging, que permite aos usuários enviar e receber informações em tempo real. O serviço é gratuito pela internet. Para acompanhar o ministério no Twiter, basta acessar a página oficial e clicar em “seguir” para receber todos os tweets (atualizações e posts) do MMA.O Ministério do Meio Ambiente também já possui perfil no facebook, youtube e flickr. Para seguir, basta acessar os links que ficam disponíveis no canto superior direito da página principal do site do MMA. Confira a página oficial do MMA no twitter.
Quinta, 25 Julho 2013 14:29

Em debate, terras do semiárido

MMA e PNUD discutem maneiras de promover o manejo sustentável no interior de SergipeSOPHIA GEBRIMRepresentantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Sergipe (Semarh) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) reuniram-se, na manhã desta quarta-feira (24/07), na sede do PNUD, em Brasília, para discutir o Projeto Manejo Sustentável do Uso da Terra do Nordeste Semiárido do Brasil. A iniciativa será realizada por meio de projeto-piloto em Sergipe e fomentará iniciativas e boas práticas para combate à desertificação e manejo da terra no semiárido sergipano.“O projeto, recentemente aprovado pelo PNUD, está em fase de refinamento dos objetivos, metas e estratégias de planejamento de ações que começarão a ser executadas no início de 2014”, disse a superintendente de Biodiversidade e Florestas da Semarh, Valdineide Barbosa. Segundo ela, o estado foi escolhido para desenvolvimento da iniciativa por se tratar de uma região que já adota boas práticas de convivência com o semiárido. “Como a ação tem amplitude nacional, queremos aprimorar o que de bom já vem sendo feito na nossa região para difundir a experiência para outros estados”, acrescentou.NOVO MODELOO projeto, que busca combater a degradação da terra no semiárido do estado, também pretende organizar programas para promover uma mudança de modelo do uso da terra, passando por um sistema baseado em módulos mais sustentáveis, sem agredir o meio ambiente e gerando renda para o produtor. “Queremos mitigar aquilo que causa a degradação da terra, por meio do bom uso do solo e boas práticas de produção agrícola, reduzindo os processos de erosão e esgotamento dos nutrientes naturais do solo”, salientou Valdineide.O projeto é resultado de parceria do governo de Sergipe com o Ministério do Meio Ambiente e conta com apoio do PNUD. Segundo o diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Francisco Campello, ficou estabelecido uma agenda de compromissos. “Realizaremos algumas oficinas em Alagoas, em setembro, para aprofundamento dos dados e detalhamento das ações para, a partir do que for trabalhado em Sergipe, replicar o modelo em todas as áreas suscetíveis à desertificação, inclusive para outros estados através de disseminação da informação e da gestão do conhecimento”, explicou.
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