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Domingo, 20 Maio 2012 21:00
Dia da Biodiversidade celebra oceanos
Censo concluído há dois anos por mais de 80 países identificou 250 mil espécies marinhas. Publicação da ONU destaca o problema da acidez, o valor das reservas e o impacto humano.
Sophia Gebrim
A biodiversidade marinha será celebrada este ano no Dia Internacional da Biodiversidade, comemorado na terça-feira (22/05). Como parte dos debates sobre riqueza dos mares, áreas costeiras e cuidados necessários para a preservação marinha, a Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU) lançou on line em comemoração à data o livro "Um oceano: muitas palavras, muita vida". A publicação destaca, ainda, o problema da acidez nos oceanos, o valor das reservas marinhas e o impacto humano.
Os oceanos cobrem cerca de 70% da área de superfície do planeta. "São águas que abrigam os maiores animais que já viveram na terra e também bilhões e bilhões de animais minúsculos", destaca o coordenador da Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Gallucci. Para ele, a biodiversidade marinha representa um inestimável patrimônio da humanidade com diversidade de espécies maior que a de ecossistemas terrestres.
Gallucci relata que o censo da vida marinha, realizado entre 2000 e 2010 por pesquisadores de mais de 80 países, revela números representativos a partir do estudo da água do mar superficial e profundamente. "Cientistas apontam que a estimativa do número de espécies marinhas conhecidas" as espécies que foram identificadas e as que foram documentadas, mas aguardam classificação"- tem aumentado como resultado direto dos esforços do censo, e agora está em torno de 250 mil", disse. Para ele, esses números apontam que tivemos avanços na área de pesquisa e conhecimento da biodiversidade, entretanto, não relevam a totalidade da biodiversidade que permanece desconhecida para a ciência.
VIDA E ALIMENTAÇÃO
As pessoas vivem próximas ao oceano e pescam há milhares de anos. Hoje, cerca de 40% da população mundial vivem a 100 km da costa, a pesca produz mais de 15% da dieta de proteína animal, toxinas produzidas por certas espécies podem auxiliar na produção de remédios contra o câncer e outros fármacos podem valem mais de US$ 5 trilhões (R$ 10 trilhões) e os ecossistemas costeiros produzem serviços ambientais como o turismo e a proteção de linha de costa contra tempestades, que valem cerca de US$ 26 bilhões (R$ 52 billhões).
No dia 17 de junho, está previsto ciclo de debates sobre biodiversidade na Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontece no Rio de Janeiro, de 13 a 23 de junho. Debates sobre biodiversidade aquática, impactos de hidrelétricas na biodiversidade aquática e integração da conservação da biodiversidade no planejamento hidroenergético estão programados. Além de discussões sobre conservação de ecossistemas marinhos, monitoramento de recifes de coral e pesca e os seus impactos.
Leia a Convenção sobre Diversidade Biológica: www.cdb.int
Confia o livro "Um Oceano: muitas palavras, muita vida":http://www.cbd.int/idb/doc/2012/booklet/idb-2012-booklet-en.pdf
Domingo, 20 Maio 2012 21:00
PAUTA: Fundo protegerá áreas da Amazônia
Será lançado às 15h desta terça-feira (22/05), Dia Internacional da Biodiversidade, no auditório do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), o Fundo de Áreas Protegidas (FAP). É o primeiro fundo brasileiro criado para apoiar a sustentabilidade financeira, a longo prazo, de Unidades de Conservação (UC) consolidadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).Trata-se de um fundo fiduciário, de caráter permanente, que investe os rendimentos reais do capital depositado, no valor de R$ 115 milhões, na manutenção das UC. O evento contará com as presenças de autoridades do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da União Europeia.
Domingo, 20 Maio 2012 21:00
AL e Caribe discutem uso do mercúrio
Lucas TolentinoO Ministério do Meio Ambiente (MMA) participa de encontro que vai contribuir para a elaboração do tratado internacional de manejo do mercúrio. O evento é organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e ocorre, durante esta semana, em Brasília. Ao todo, representantes de 24 países da América Latina e da região do Caribe se reunirão com o objetivo de discutir e definir posicionamentos a respeito do assunto.Realizadas no Hotel Nacional, as atividades fazem parte da Consulta Regional para América Latina e Caribe (Grulac) e antecedem a 4ª sessão do Comitê de Negociação Intergovernamental (INC 4), que ocorrerá em Punta del Este, no Uruguai, entre 27 de junho e 2 de julho. Os encontros regionais da África e da Ásia terminam na semana passada. A reunião do continente europeu está marcada para o fim do mês.A consulta regional da América Latina e do Caribe terá início na tarde desta terça-feira e se estenderá até sexta-feira. O governo federal está representado nas negociações pelo Departamento de Qualidade Ambiental do MMA. O encontro, no entanto, começou na manhã desta segunda-feira com um workshop promovido pelo governo espanhol sobre o tema.A intenção é produzir um tratado internacional sobre o uso de mercúrio. O documento deverá ficar pronto e ser apresentado na INC 5, evento de encerramento das negociações, previsto para ocorrer em janeiro do próximo ano, em Genebra, na Suíça.
Domingo, 20 Maio 2012 21:00
Inscrições para o Prêmio ANA entram na reta final
Até 1º de junho, os interessados em participar do Prêmio ANA 2012 poderão inscrever gratuitamente seus trabalhos. Podem concorrer aquelas ações que estimulam o combate à poluição e ao desperdício e apontam caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento e a qualidade de vida dos brasileiros. Oito categorias estão em disputa: Ensino, Empresas, ONG, Pesquisa e Inovação Tecnológica, Água e Patrimônio Cultural, Imprensa, Organismos de Bacia e Governo. Desde 2006, a Agência Nacional de Águas (ANA) promove a premiação.
Os interessados poderão enviar seus trabalhos por remessa postal registrada aos cuidados da Comissão Organizadora do Prêmio ANA 2012 no seguinte endereço: SPO, Área 5, Quadra 3, Bloco M, Sala 222, Brasília (DF), CEP: 70610-200. A data de postagem será considerada como a de entrega. Os concorrentes poderão inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.
Concedido a cada dois anos, o Prêmio ANA terá uma Comissão Julgadora composta de membros externos à Agência e com notório saber sobre recursos hídricos, meio ambiente ou patrimônio cultural. Um representante da Agência Nacional de Águas presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade; potencial de difusão/replicação; adesão social; originalidade; e impactos social, cultural e ambiental; e sustentabilidade financeira (quando aplicável). Apenas a categoria Água e Patrimônio Cultural terá critérios específicos.
Para cada uma das oito categorias em disputa, a Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e as vencedoras, que serão conhecidas em solenidade de premiação marcada para 5 de dezembro de 2012 no auditório da Caixa Cultural de Brasília. Os oito vencedores receberão o Troféu Prêmio ANA, concebido pelo mestre vidreiro italiano Mario Seguso exclusivamente para a premiação. Os finalistas viajarão para Brasília, com as despesas pagas, para participar da solenidade.
CRONOGRAMA
- Inscrições: até 1º de junho de 2012;
- Prazos de julgamento: de 6 de agosto a 14 de setembro e de 8 a 12 de outubro de 2012;
- Comunicação aos finalistas: de 29 de outubro a 2 de novembro de 2012;
- Cerimônia de premiação: 5 de dezembro de 2012.
HISTÓRICOEm sua primeira edição, em 2006, o Prêmio ANA teve três temas em disputa: Gestão de Recursos Hídricos; Uso Racional de Recursos Hídricos; e Água para a Vida. À época, 284 trabalhos se inscreveram. Na segunda edição, em 2008, o tema foi único: Conservação e Uso Racional da Água. Na ocasião, participaram 272 iniciativas em seis categorias. O último Prêmio ANA, em 2010, contou com 286 trabalhos inscritos no tema Água: o Desafio do Desenvolvimento Sustentável, em sete categorias.
INFORMAÇÕESPara mais informações acesse o hotsite www.ana.gov.br/premio, envie e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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ou ligue para (61) 2109-5412.
Quinta, 17 Maio 2012 21:00
Comunidades tradicionais e índios debatem Rio+20
Camilla ValadaresRepresentantes de povos indígenas e comunidades tradicionais de vários estados se reuniram hoje, em Brasília, a convite do Ministério do Meio Ambiente, para debater os temas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O encontro faz parte de uma série que envolve ainda outros setores: trabalhadores, ONGs ambientalistas, setor privado, comunidade acadêmica e movimentos sociais.O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a Secretaria Geral da Presidência da República também participaram do evento. O objetivo do encontro é identificar como esses grupos têm se preparado para a Rio+20 e suas perspectivas sobre as questões que permeiam o debate sobre desenvolvimento sustentável. Os resultados dessas consultas serão parte dos subsídios da participação do Brasil na Conferência.Durante a abertura do evento, a assessora adjunta da Assessoria Extraordinária para a Rio+20 do Ministério do Meio Ambiente, Yana Sobral, ressaltou a importância da participação dos diversos grupos no processo de construção da Rio+20. "Este encontro é apenas mais um dos diferentes espaços de participação da sociedade civil no processo da conferência", explicou. O líder indígena Marcos Terena também destacou a importância do debate, "precisamos mostrar para o governo nossa perspectiva, somos um movimento indígena diversificado".
Quinta, 17 Maio 2012 21:00
Projeto BR-163 é avaliado
Ascom/MMAAvaliar as atividades desenvolvidas pelas organizações parceiras do Projeto BR 163 "Floresta, Desenvolvimento e Participação nos municípios paraenses de Santarém e Itaituba foi o objetivo da missão de monitoramento realizada pelo consultor da União Europeia (UE), Simone Arzeni, nos dias 15 e 16 de maio. A avaliação final da visita foi apresentada nesta sexta-feira (18/05), durante reunião com representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que também participaram da missão.Com mais de 80% do seu orçamento inicial executado, o projeto vem contribuindo na consolidação de importantes avanços na área de influência da BR-163", destaca o consultor da UE, após avaliação do andamento das ações realizadas. Para ele, as atividades e resultados do projeto se dividem em três componentes. Primeiro, o manejo florestal e ações ligadas ao uso sustentável dos recursos naturais. Segundo, o foco é voltado ao apoio às cadeias produtivas que se destacam na região, tais como, cacau, açaí, látex entre outras. Por fim, o terceiro componente, apoia o fortalecimento da sociedade civil organizada e movimentos sociais na região.DESMATAMENTOPara o diretor do Departamento de Zoneamento Territorial da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Adalberto Eberhard, o projeto, além de contribuir para a redução do desmatamento na área, gera o desenvolvimento sustentável de toda a área influenciada pela BR-163. Ele explica que a ação será finalizada até dezembro, após cinco anos de atuação. e é financiada pela Comissão Europeia, conta com apoio técnico e gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e é executado pelo MMA. O valor total de investimento do projeto é de 8 milhões de euros.Participaram da reunião final de monitoramento do Projeto BR-163 representantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Consultoria e Serviço Florestal (Consflor/UFOPA), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia (INEA), Centro de Estudo, Formação e Pesquisa dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Baixo Amazonas (Ceftbam), Escola de Educação Tecnológica do Pará (EETEPA), Fórum dos Movimentos Sociais da BR 163 e Grupos de Trabalhos de Óleos e Açaí.
Sexta, 18 Maio 2012 17:26
Rio+20: ministra pede sustentabilidade
Paulo de Araujo/MMA
Na avaliação de Izabella Teixeira, o que estará em questão no encontro, apesar do contorno ambiental, é a geopolítica do desenvolvimento. Esse debate não ficará restrito aos ambientalistas de plantão, afirma.
Paulenir Constâncio
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta sexta-feira (18/05), na Fundação Getulio Vargas, no Rio, que o maior desafio na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) é encontrar caminhos que possibilitem a opção dos agentes econômicos pelo crescimento com sustentabilidade. Por isso, segundo ela, é necessário criar alternativas de crescimento de curto prazo, capazes de se estabelecer no médio e longo prazos.
"A Rio +20 é um momento único para se discutir perspectivas e caminhos para o desenvolvimento sustentável", afirmou a ministra, lembrando que o Brasil já tem fazenda com 100 mil cabeças de gado certificada internacionalmente como sustentável, mas ainda convive com uma produção agropecuária de baixa produtividade e que ainda devasta a Região Amazônica.
EFEITO ESTUFA
Para Izabella, o modelo produtivo que derruba a floresta, além de não se sustentar ambientalmente, também não faz sentido do ponto de vista econômico. Izabella disse que o Brasil tem papel estratégico na reunião patrocinada pela ONU, porque é o país que mais faz pela preservação ambiental e que mais reduz as emissões de gases que causam o efeito estufa. Na sua avaliação, o que estará em questão no encontro, apesar do contorno ambiental, é a geopolítica do desenvolvimento. "Esse debate não ficará restrito aos ambientalistas de plantão", salientou.
A idéia de desenvolvimento sustentável foi consolidada pela Rio-92, encontro patrocinado há 20 anos pela ONU para debater a questão ambiental, e prevalece até hoje, mas a Rio+20 precisa avançar em sua implementação, avaliou a ministra. "Todos concordam, mas há um descompasso entre concordar e colocar em prática", acrescentou. Por sua biodiversidade e seu papel econômico, os oceanos também vão estar entre os temas estratégicos para a conferência. Izabella avalia que o debate envolvendo economia, meio ambiente e inclusão social deve ser feito de forma integrada.
ASCOM
Sexta, 18 Maio 2012 17:24
Desenvolvimento sustentável tem agenda
Depois de dois anos de trabalho, com apoio de vencedores do Prêmio Nobel, é lançado o relatório da ONU. Integrante do grupo, a ministra Izabella Teixeira sentencia
Paulenir Constâncio
O relatório do Painel de Alto Nível das Nações Unidas sobre Sustentabilidade Global concluído em janeiro e lançado na manhã desta sexta-feira (18/05), no Rio de Janeiro, em língua portuguesa "é uma nova agenda para o multilateralismo em torno do tema". A análise é da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ela ntegrou o grupo que, durante dois anos, elaborou o documento.
Além de fazer um diagnóstico completo sobre a questão, apoiado até por contribuições de cientistas ganhadores do Prêmio Nobel, o relatório faz 56 recomendações à Organização das Nações Unidas (ONU) e reflete o consenso alcançado até agora. Embora não seja uma posição de nenhum governo, o documento deve influenciar as decisões que serão tomadas na Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável,que acontece na capital fluminense entre os dias 13 e 22 junho.
CORAGEM
O texto reforça o relatório da Comissão Brundtland "O mundo que queremos", que serviu de base para os debates da Rio-92, evento promovido pela ONU há 20 anos, que igualmente tratou detemas relativos ao meio ambiente e avança em propostas de curto, médio elongo prazos para se alcançar o desenvolvimento com sustentabilidade.
Com o nome oficial de Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, foi criada pelas Nações Unidas e acabou adotando nome de sua primeira presidente, Gro Brundtland. Foi a primeira vez que se discutiu amplamente o tema desenvolvimento sustentável, integrando a questão ambiental no crescimento económico.
Quatro pontos das recomendações no documento agora divulgado foram destacados pela ministra Izabella Teixeira. Segundo ela, é estratégico pensar a produção e consumo sustentáveis, a oferta de energia limpa e renovável para todos, a segurança alimentar e a oferta de água em quantidade e qualidade para todas as populações do planeta.
O documento propõe, ainda, o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pede mudanças na forma como as nações avaliam o crescimento econômico, incluindo o item sustentabilidade no Produto Interno Bruto (PIB). Para a ministra, é preciso discutir de forma concreta os custos que o mundo terá para implementar as mudanças e o custo que significa não fazê-las.
O relatório, que leva o título de "Povos resilientes, planeta resiliente - Um futuro digno de escolha" está disponível no formato PDF neste endereço eletrônico www.un.org/publications. Há também a opção de fazer pedido para ediçao impressa, em encadernação com 154 páginas, pelo site. www.onu.org.br/conheca-a-onu/fale-conosco. "É um assunto para interessar a todos, de fácil acesso, para ser lido no metrô, no taxi, no ônibus", recomenda Izabella. A edição será lançada em várias línguas nos países membros da organização.
ASCOM
Sexta, 18 Maio 2012 17:11
Brasil avança na política agroecológica
Martim Garcia/MMA
Objetivo é fazer com que os sistemas orgânicos de produção cheguem a 300 mil famílias. Para isso, haverá e investimentos de R$ 5 milhões até 2014. Projeto será levado à Rio+20.
Sophia Gebrim
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) tem compromisso especial com o processo de construção da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. A afirmação foi feita na manhã desta sexta-feira (18/05)pelo secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, durante o Diálogo Governo e Sociedade Civil - Devolutiva da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.
O encontro reuniu representantes do governo e sociedade civil, participantes ativos na elaboração dodocumento, previsto para ser lançado no próximo mês, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro.
O secretário destacou que a participação do MMA no processo de construção vai além das discussões ambientais, pois envolve questões relativas ao desenvolvimento agrário e agropecuário. "O nosso papelestratégico é consolidar todas as propostas apresentadas e discutir a agenda que deve ser implementada a médio e longo prazos", disse Gaetani. Ele lembrou, ainda, a ação é resultado decompromisso assumido pela presidenta Dilma Rousseff com representantes de movimentossociais em 2011.
NOVO HÁBITO
Mais do que mudança de hábito, o governo federal quer promover a oferta de alimentos cada vez mais saudáveis à população, a partir do uso sustentável dos recursos naturais. Esse, que é o objetivo da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, foi ressaltadopelo secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Cabral.
Cabral apresentou o primeiro esboço da proposta, ainda em discussão, elaborada a partir da somatória de trabalhos e debates que acontecem desde o ano passado. Ela funciona com base em seis eixos: produção,consumo, uso e conservação de recursos naturais, conhecimento e pesquisa, marco regulatório e gênero. O objetivo é fazer com que os sistemas orgânicos de produção cheguem a 300 mil famílias e promoverinvestimentos financeiros de R$ 5 milhões até 2014.
Na segunda etapa dos debates desta sexta-feira, representantes da sociedade civil (comunidades e povos tradicionais, associações e movimentos sociais) apresentaram suas demanda. Após a elaboração doescopo final do texto, será assinado decreto com as linhas de ação que darão sustentação às metas da agroecologia e da produção orgânica noBrasil.
ASCOM
Quinta, 17 Maio 2012 13:28
O governo, a sociedade e a agroecologia
SECOM/PR
A Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério do Meio Ambiente promovem, nesta sexta-feira (18/05), a partir das 9h, o Diálogo Governo e Sociedade Civil. O objetivo é debater a proposta da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. A pauta foi apresentada à presidenta Dilma Rousseff em Brasília durante a Marcha das Margaridas de 2011 promovida pela Contag e que contou com a participação de 70 mil trabalhadoras.
O evento acontece no auditório do anexo do Palácio do Planalto. Participam da abertura o e ministro Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário); o ministro em exercício Francisco Gaetani (Meio Ambiente) e o chefe de gabinete Diogo Sant´Ana (Secretaria-Geral da Presidência da República). Na consulta participam ainda entidades como Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Movimento de Trabalhadores Sem-Terra (MST), Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), além de técnicos de vários ministérios e órgãos públicos.
PRODUÇÃO ORGÂNICA
A finalidade da política é promover a transição agroecológica e a produção orgânica como base do desenvolvimento rural sustentável, possibilitando à população melhor qualidade de vida através da oferta de alimentos saudáveis e do uso sustentável dos recursos naturais. Estão previstas ações referentes à produção, consumo, conhecimento, pesquisa e inovação, uso e conservação dos recursos naturais, marco regulatório e gênero. O projeto atende também as demandas da juventude rural apresentadas durante a 2ª Conferência Nacional da Juventude, com iniciativas que articulam formação, troca de experiência e fomento direto a práticas para fortalecer a geração de renda.
A proposta da política nacional foi formulada de forma participativa, por um grupo de trabalho integrado por dez ministérios e órgãos públicos, e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. A participação da sociedade civil, além da incorporação das pautas de movimentos sociais, se deu por meio de um seminário nacional e cinco seminários regionais conduzidos pela ANA e pela ABA, apoiados pelo Ministério do Meio Ambiente. As Comissões Estaduais da Produção Orgânica (CPOrg) e a Câmara Temática da Agricultura Orgânica (CTAO) também integraram ativamente o processo.
ASCOM