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Quarta, 13 Junho 2012 20:27
BC propõe padrões e mensuração de instituições financeiras
Responsabilidade socioambiental do mercado financeiro no centro dos debates do Ciclo de Debates Brasil Sustentável – O Caminho de Todos, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente.Camilla ValadaresO presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, anunciou, nesta quarta-feira (13/06), que será realizada audiência pública para discussão de propostas de regulação das políticas de responsabilidade socioambiental a serem adotadas pelas instituições financeiras brasileiras. A declaração foi feita durante o encontro sobre Finanças Sustentáveis, realizado no Ciclo de Debates Brasil Sustentável – O Caminho de Todos, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Durante a abertura do evento, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, falou sobre a importância da aproximação das diferentes pastas governamentais para construção do desenvolvimento sustentável. "É preciso mudar toda a forma de gerir e manter relações institucionais, estamos diante de uma nova demanda de governança" afirmou.O debate contou uma mesa sobre regulação, autorregulação e o papel das agências multilaterais de financiamento para a sustentabilidade no sistema financeiro com a participação do diretor de Regulação do Sistema Financeiro no Banco Central, Luiz Pereira da Silva; do gerente nacional do International Finance Corporation (IFC) no Brasil, Loy Pires. A IFC tem apoiado políticas de sustentabilidadede instituições financeiras de todo o mundo, nesse sentido já investiu mais de US$ 1,8 bilhão no incentivo de políticas que impactam diretamente na redução das mudanças climáticas. De acordo com Loy Pires, gerente nacional da IFC, "sustentabilidade é desafio e oportunidade de negócio do século XXI, este é o momento de aprender coletivamente como inserir sustentabilidade ambiental e social nas transações financeiras".O diretor do BC apresentou as duas propostas que devem ser levadas para debate em audiência pública. A primeira prevê a obrigatoriedade das instituições financeiras adotarem políticas de responsabilidade socioambiental que promovam adequação de produtos e gerenciamento de riscos socioambientais. O Banco Central propõe, ainda, que as instituições divulguem anualmente relatório contendo informações sobre suas práticas socioambientais, de acordo com as melhores práticas internacionais. Pereira da Silva acredita que essas políticas resultarão em redução de custos e aumento de eficiência para as instituições.Transição para uma Nova EconomiaOs riscos e as oportunidades no financiamento da transição para uma nova economia ambientalmente sustentável e socialmente inclusiva foram tema da segunda mesa realizada durante o debate de Finanças Sustentáveis. O diálogo foi moderado por Roberto Smeraldi, diretor da OSCIP Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e teve como convidados Mário Monzoni, pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, Emilson Caputo Silva, do Georgia Institute of Technology, de Murilo Portugal, presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e Sérgio Odilon dos Anjos, chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro no Banco Central.Para o presidente da Febraban, Murilo Portugal, o setor privado tem participação chave na construção do desenvolvimento sustentável e os bancos estão conscientes da importância da convergência das agendas econômica, social e ambiental.Diversos aspectos relacionados à implementação de políticas de responsabilidade socioambiental foram abordados pelo debatedor Emilson Silva, do Georgia Institute of Tecnhology. "Vários aspectos devem ser observados quando pensamos em sustentabilidade. A questão da distribuição de renda é um exemplo, esse é um fator importante na mitigação das mudanças climáticas. Os que mais poluem são os muito ricos e os muito pobres" pontuou.Smeraldi provocou os participantes sobre o impacto do anúncio de hoje do Banco Central. O pesquisador da FGV, Mário Monzoni respondeu avaliando que as propostas são muito bem vindas e com certeza resultarão em desafios tanto para as instituições financeiras quanto para a própria autoridade monetária, uma vez que precisará se capacitar com todo esse novo repertório. Sérgio Odilon, chefe do Departamento de Normas do BC afirmou que "há algum tempo já temos regras que dizem respeito à gestão levando em consideração a questão dos riscos socioambientais, então os bancos não desconhecem esses riscos". Para Sérgio Odilon, o momento é de disseminação de conceitos para ter um padrão nas práticas socioambientais adotadas pelos 19 diferentes tipos de instituições financeiras que a instituição autoriza a funcionar.Confira as palestras:
Regulação do Sistema Financeiro - Um Panorama da Responsabilidade Socioambienta: Luiz A. Pereira da Silva
Riscos e oportunidades no financiamento da transição para umaNova Economia, ambientalmente sustentável e socialmente inclusiva: Professor Emilson C. D. Silva, GeorgiaTech, EUA
Sustainable Finance:Good Practices in the Financial System: Loy A. Pires, Country Head Brazil, IFC
Quarta, 13 Junho 2012 20:01
Dilma inaugura Pavilhão do Brasil na Rio+20
"Consideramos que a sustentabilidade é um dos eixos centrais da nossa convicção de desenvolvimento", destacou a presidenta da República.Flávia VillelaDa Agência BrasilA presidenta Dilma Rousseff abriu hoje (13/06) o Pavilhão do Brasil, no primeiro dia da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Em seu discurso, lançou um alerta sobre a necessidade de um compromisso entre todos os países do mundo para alcançar metas de desenvolvimento sustentável, principalmente as nações desenvolvidas que enfrentam crise em suas economias."Não consideramos que o respeito ao meio ambiente só se dá em fase de expansão do ciclo econômico", afirmou. "Pelo contrário, um posicionamento pró-crescimento, de preservar e conservar, é intrínseco à concepção de desenvolvimento, sobretudo diante das crises".ADESÃO VOLUNTÁRIADilma Rousseff ressaltou que "o ambiente não é um adereço, faz parte da visão de incluir e crescer porque em todas elas nós queremos que esteja incluído o sentido de preservar e conservar". A presidenta acrescentou que os compromissos apresentados durante a Rio+20 foram assumidos "voluntariamente". "Consideramos que a sustentabilidade é um dos eixos centrais da nossa convicção de desenvolvimento", destacou.O Pavilhão do Brasil conta com uma estrutura de 4 mil metros quadrados construída com contêineres reaproveitáveis e abriga uma exposição multimídia sobre programas e projetos dos ministérios e órgãos governamentais. No local também serão realizados debates e palestras.No espaço que circunda o pavilhão, há quatro áreas de exposição de programas de inovação, tecnologia sustentável e inclusão social, como o programa Minha Casa, Minha Vida, Água Doce e Cultivando Água Boa e produtos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).Além do Brasil, dezenas de países montaram estandes e pavilhões para apresentar ações e iniciativas sociais, econômicas e ambientalmente sustentáveis no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, zona oeste, em frente ao Riocentro, principal sede das reuniões da conferência. No dia 20, a presidenta deve voltar à cidade do Rio, quando se reunirá com chefes de Estado até o dia 22, último dia da conferência.
Quarta, 13 Junho 2012 19:58
Jardim Botânico reinaugura Museu do Meio Ambiente
Após dois anos em reforma, espaço cultural fica à disposição da população do Rio de Janeiro a partir desta quinta-feira (14/06). No local foram investidos R$ 4,9 milhõesSophia GebrimNo dia do aniversário de 204 anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, comemorado nesta quarta-feira (13/06), foi reaberto ao público o Museu do Meio Ambiente. Inaugurado em 2008 em comemoração ao bicentenário do Jardim Botânico, já passou por uma série de exposições temporárias. Em 2010, suspendeu suas atividades por dois anos para obras de adequação, reforma a ampliação. Agora, o espaço pode receber novas programações e exposições com padrões técnicos internacionais.A solenidade aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (13/08) e contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Guilherme Narciso do presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Liszt Vieira, e da chefe do Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico, Lídia Vale. Estará aberto ao público a partir do dia 14 de junho, quando também será inaugurada a exposição Meu Meio.ESTRUTURA MODERNAOs projetos de reforma, restauração e ampliação do museu foram desenvolvidos com recursos orçamentários do Jardim Botânico, cerca de R$ 4 milhões, além do apoio de R$ 900 mil do BNDES para a obra de impermeabilização do subsolo. Foram implantados novos sistemas de climatização, que permite controle de temperatura e umidade em cada ambiente, tratamento acústico, segurança patrimonial com detector de movimento em todas as salas, segurança de incêndio com detector de fumaça, áudio e vídeo, rede digital e luminotécnica.Com a conclusão dessa primeira etapa de reestruturação, o Museu do Meio Ambiente entra em sua segunda fase, que será a construção de dois anexos. O primeiro, que irá oferecer 1000 m2 de área expositiva e hospedar exposições de longa duração, e o segundo, que além da administração do Museu, terá um auditório de 120 lugares. Os prédios a serem edificados atenderão aos conceitos da arquitetura sustentável, sendo eles mesmos elementos de visitação.CULTURA E CIÊNCIA"Acredito que, para avançar na gestão ambiental do país, precisamos caminhar em parceria com a ciência e a sociedade", disse a ministra do Meio Ambiente durante a reinauguração do Museu. Para Izabella Teixeira, a partir do conhecimento gerado pela ciência e das redes que existem com a sociedade e com os museus, será possível não somente restaurar e reabrir o espaço, mas também torná-lo um canal para discussão sobre o que a sociedade faz para cuidar do meio ambiente.A ministra apontou, ainda, que o museu é aberto a todos e deve ser usado por todos envolvidos ou não com questões ambientais. "Esse é um lugar para toda a sociedade, um local que tem o espírito daquilo que nós estamos trazendo hoje para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), um olhar para o futuro a partir do aprendizado do passado com respeito pela nossa história", explicou. Desta forma, é um lugar que acolhe não só a história ambiental, mas a história política do país. "Parte do Brasil passa necessariamente pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro", acrescentou.
Quarta, 13 Junho 2012 17:42
Jovens querem espaço permanente na ONU
Proposta apresentada hoje durante o Ciclo de Debates do Ministério do Meio Ambiente será levada à conferência das Nações Unidas Rio+20, que abre oficialmente nesta quarta-feiraAlethea MunizOs jovens brasileiros estão engajados no debate sobre sustentabilidade. Eles defendem uma educação holística que reforce a consciência ambiental e querem trabalhar em empresas sustentáveis. Também propõem melhor gestão dos recursos hídricos, com garantia de acesso à água potável para as diferentes populações do planeta. Essas e outras questões deram o tom do debate "Juventude e Sustentabilidade", nesta quarta-feira (13/6), durante o terceiro dia do Ciclo de Debates Brasil Sustentável – O caminho para todos.Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente no Espaço Tom Jobim, no Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o debate foi realizado em parceria com as secretarias Geral e Nacional da Juventude (SNJ), vinculadas à Presidência da República.Para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento sustentável, Rio+20, que abre oficialmente nesta quarta-feira, a juventude organizada levará duas propostas. A primeira é a criação de um fórum permanente para a juventude na estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU). A outra é a criação de mecanismos para que possam reivindicar seus direitos e monitorar ações pela sustentabilidade. "Queremos ser parte das decisões e das soluções, por isso apresentaremos essas duas propostas concretas", disse o debatedor João Felipe Scarpelini, membro do Grupo de Interesse de Jovens e Crianças, coletivo responsável pela participação dess e público na Rio+20.CONSTRUÇÃO DA CIDADANIAA colaboração da juventude com os processos decisórios esteve entre as principais reivindicações do evento. "Precisamos entender nosso papel na construção da cidadania", disse o debatedor Thiago Alexandre Moraes. "Lutamos por uma economia com outro modelo de desenvolvimento sustentável, que use com bom senso os recursos naturais, protegendo os ecossistemas", destacou a secretária nacional da Juventude da CUT, Rosana Souza de Deus. Também participou do debate a representante da Pastoral da Juventude, Paula Grassi. A moderação coube à secretária da Secretaria nacional da Juventude, Severine Macedo.Representando a ministra Izabella Teixeira, a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Crespo, ressaltou que temas relacionados aos jovens compõem as propostas do documento brasileiro que será levado à conferência Rio+20. E adiantou que uma delas se refere ao fortalecimento da juventude como grupo organizado, tal como ocorre com as mulheres e populações indígenas. "Outra linha se refere ao planejamento e capacitação de talentos jovens, de forma que possam contribuir para a sociedade sustentável com a construção de novas habilidades", destacou Samyra Crespo. A secretária afirmou que tam bém há intenção de incluir a questão dos jovens em situação de vulnerabilidade no documento
Quarta, 13 Junho 2012 07:27
Brasil não admitirá retrocessos na Rio+20
Ministra do Meio Ambiente afirma que documentos aprovados há duas décadas na Rio-92 terão que ser respeitados. Posição brasileira foi consolidada para o encontro internacional.Vladimir PlatonowDa Agência BrasilO Brasil não admitirá retrocessos no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em relação ao que foi aprovado duas décadas atrás, na Rio-92, disse hoje (12/06) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ela participou, juntamente com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, de entrevista à imprensa, no Riocentro, durante o intervalo da última reunião da Comissão Nacional para a Rio+20, para consolidar a posição brasileira antes dos encontros internacionais. A reunião também contou com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann."O princípio do não retrocesso foi uma sugestão da própria comissão, que solicitou que o Brasil enfatizasse isso como algo que viesse capeando [envolvendo] aquilo que é a nova Declaração do Rio de Janeiro. Isso foi discutido pelo Brasil no âmbito do G77 [bloco formado pelos países em desenvolvimento], na China, e ofereceu-se, com isso, uma contribuição para o processo formal de negociação da ONU [Organização das Nações Unidas]", disse a ministra do Meio Ambiente. Ela frisou que o princípio de não retrocesso significa não permitir que se reveja o que foi acordado em 1992. "Nós partimos do legado de 92 para a frente", completou.DIÁLOGOA Comissão Nacional para a Rio+20 foi criada em junho do ano passado com objetivo de enfatizar o diálogo entre os diferentes níveis de governo e da sociedade civil, para articular os eixos da participação do país na conferência. Participam integrantes dos governos federal, estadual e municipal, dos Poderes Legislativo e Judiciário, dos meio acadêmico, empresarial e de trabalhadores, dos índios e de grupos tradicionais e de movimentos sociais.Patriota demonstrou otimismo com os resultados da Rio+20 e destacou o grande número de participantes e de eventos, oficiais e paralelos, que já estão ocorrendo na cidade. "Esses eventos representam um marco em si mesmos, na medida em que estaremos reunindo um número significativo de representantes governamentais e da sociedade civil. Já começaram no Rio de Janeiro 54 eventos paralelos, temos 20 mil pessoas credenciadas para o Riocentro, quase 8 mil delegados já chegaram", disse. Segundo a ministra do Meio Ambiente, cerca de 3 mil eventos não oficiais e mais 500 oficiais estão previstos para ocorrer nas próximas duas semanas.
Terça, 12 Junho 2012 18:34
Ciclo de debates: reciclagem e lixões em pauta
Para o MMA, Política Nacional de Resíduos Sólidos só terá sucesso se conseguir atrair os catadores de todo o paísSophia GebrimReciclagem, a situação dos lixões e catadores no Brasil e a Política Nacional de Resíduos Sólidos foram discutidas na tarde desta terça-feira (12/06), durante o Ciclo de Debates Brasil Sustentável – O Caminho para Todos, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O evento, que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), reúne representantes do governo, sociedade e empresas públicas e privadas."Essa discussão sobre os desafios socioambientais da reciclagem no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos busca apontar soluções do ponto de vista da capacidade de gestão e do trabalho promovido com catadores de lixo, tornando-os parceiros ambientais", destacou o diretor de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Silvano Silvério da Costa. Para ele, mostra-se mais do que necessário para o pleno funcionamento da política, o trabalho de valorização daqueles tratam diretamente com lixo e reciclagem.DESAFIOSO prefeito da cidade paranaense de Paranaguá e vice-presidente para Assuntos das Cidades Portuárias da Frente Nacional de Prefeitos, José Baka Filho, apontou os principais desafios das cidades e municípios brasileiros em acabar com os lixões até 2014. "Todos nós temos consciência que os lixões são um enorme problema, uma doença enorme dentro da cidade que gera, além de problemas de ordem ambiental, problemas de ordem burocrática para acabar com ele", salientou.Também participou das discussões o diretor de Assuntos Governamentais, Comunicação e Sustentabilidade para a Copa do Mundo da Fifa 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 e presidente do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), Victor Bicca. Ele vem liderando os debates no país sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos e desenvolvimento do modelo de cooperativas de catadores.Segundo Bicca, a iniciativa tem todas as possibilidades para colocar o Brasil na vanguarda da reciclagem mundial. "Mais do que preservação, estamos tratando de inclusão social, com a participação de toda a sociedade engajada no processo", disse. Para ele, é preciso ampliar as ações desenvolvidas no setor de reciclagem para dar mais valor ao material colhido no processo.O empresário explicou, ainda, a plataforma social que foi fortificada por meio das cooperativas na gestão de resíduos e o trabalho promovido com o pequeno catador, que se tornou pequeno empreendedor no processo social. "Queremos eles tenham condições dignas de trabalho e possam crescer cada vez mais", acrescentou.GESTÃO SOCIALO coordenador do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis da Cidade do Rio de Janeiro, Custódio da Silva, começou na atividade no Jardim Gramacho, onde trabalhou por 16 anos. Hoje, trabalha no bairro carioca Bangu. "Para nós, o desafio é fazer chegar ao conhecimento da categoria de catadores de lixo que existe a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e ele deve conhecer passo a passo todos os benefícios e mudanças trazidas por ela", assegurou.A indústria participou das discussões com a presença diretor de Responsabilidade Socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), André Saraiva. Ele citou números de descarte de produtos eletroeletrônicos no Brasil. Cerca de 35% das pessoas guardam esses produtos em casa; 29% fazem doações dos produtos que não usam mais; 19% vende; 7% jogam no lixo e outros 10% não informaram o que fazem com os produtos. "Essa é a fotografia da sociedade de consumo de eletroeletrônicos no país, vemos a necessidade de rever os padrões de pós-consumo de produtos da categoria", finalizou.
Terça, 12 Junho 2012 17:16
Assinado o Pacto do Desenvolvimento Sustentável
Camilla ValadaresNa manhã desta terça-feira (12/06), no Rio, foi assinada a Carta de Adesão ao Pacto do Desenvolvimento Sustentável, documento de comprometimento com medidas de aplicação de processos sustentáveis em toda cadeia de produção, passando pelo consumo até o descarte.Assinaram o pacto com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequena Empresas (Sebrae); Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR); Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF); Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer); Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac) e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF).
Terça, 12 Junho 2012 15:32
R$ 1,5 milhão para novas UCs
MMA convoca gestores para apresentarem, até 23 de julho, projetos de criação de novas unidades de conservação na AmazôniaCristina ÁvilaO Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) tem R$ 1,5 milhão para projetos de criação de unidades de conservação (UCs). As propostas devem ser encaminhadas até 23 de julho, por órgãos estaduais que gerenciam áreas do gênero e também pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)."As solicitações de apoio à criação de UCs serão avaliadas conforme a Estratégia de Conservação e Investimentos (ECI) do Arpa. explica o coordenador do programa, Trajano Quinhões. "A seleção será negociada com os órgãos gestores em reunião de Fórum Técnico do Arpa e definida pelo Comitê do Programa Arpa, em datas a serem divulgadas".As instituições devem cadastrar candidaturas no Sistema Integrado de Coordenação e Gerenciamento do Programa Arpa (SisARPA). As áreas propostas devem estar no bioma Amazônia, e não podem ser sobrepostas ou ter conflitos com indígenas ou populações tradicionais.DIAGNÓSTICOSO apoio financeiro será para a formulação de diagnósticos ambiental, socioeconômico e fundiário, além da realização de consulta pública sobre a criação das novas UCs. As áreas propostas também devem integrar o Mapa de Áreas Prioritárias para a Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira – Ministério do Meio Ambiente 2007.O cadastro deve ser encaminhado para a Unidade de Coordenação do Programa/MMA, pelo ponto focal do órgão gestor – representante do Arpa no órgão gestor de UC – que deverá estar, por sua vez, registrado no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (Cnuc).O Arpa recebeu repasses de US$ 2,5 milhões para a criação de novas áreas protegidas na Amazônia, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Mundial/Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e do Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW).Do total arrecadado, ainda faltam ser destinados R$ 1,5 milhão. O restante foi alocado em projetos de 17 novas UCs, que estão em fase criação, previstos no Plano Operativo de investimentos, POA 2012/2013.COMO FAZERO ponto focal do Arpa deve acessar o Sistema de Gerenciamento do Programa Arpa (SisArpa) (www.sistemas.mma.gov.br/arpa2) e na janela avaliação acessar solicitação de apoio. Na janela solicitação de apoio do SisArpa, deverá clicar o campo em processo de criação. Posteriormente, deve preencher informações sobre a área proposta para se transformar em unidade de conservação, tais como: nome, grupo, categoria, abrangência (UF/município); área (ha), localização geográfica (shape ou pontos); descrição das ameaças, fauna, vegetação, relevo, solo, geologia, hidrografia; população existe, número de funcionários do órgão gestor lotados nos municípios; informações sobre o polígono prioritário do Mapa de Áreas Protegidas - MMA/2007 (polígono, importância, urgência e ação prioritária), e descrição da importância da área para contenção do desmatamento, grau de implementação do processo de criação, ações propostas para apoio do Arpa e justificativa.Após análise da solicitação pela UCP/MMA, será solicitado ao órgão gestor (ponto focal) que preencha a Ferramenta de Avaliação de UCs – FAUC e o Plano Estratégico Plurianual – PEP, com informações sobre o status atual do processo de criação e as metas do processo de criação propostas para 2013 e 2014 respectivamente.Para mais informações, acessar o sítio do Programa Arpa, conforme seguinte link:http://www.programaarpa.org.br/pt/noticias/arpa/142-convocatoria-processos-criacao.html .
Terça, 12 Junho 2012 14:26
Exposição retrata beleza do Cerrado
Siron Franco apresenta a beleza do bioma num manifesto em defesa da conservação da região. Mostra está no Museu de Arte Moderna do Rio e fica em cartaz até o dia 23, como parte da Rio+20Sophia GebrimA conscientização da importância do bioma cerrado, por meio da sua beleza, é o que o artista Siron Franco mostra na videoexposição Brasil Cerrado, aberta na noite desta segunda-feira (11/06), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. São seis salas com atrações que retratam, de forma sensorial, a riqueza do cerrado brasileiro, com projeções e fotos de insetos, flores, animais e arvores típicas. As visitas estão abertas ao público ate o dia 23 de junho."A minha ideia era de trabalhar com a perda da beleza e não evocar a morte, mas clamar a beleza que nós estamos prestes a perder se não tomarmos algumas posições quanto à conservação e preservação do cerrado", explica Siron. O artista ressalta a importância de fazer com que as pessoas se conscientizem por meio daquilo de mais belo que o bioma tem a retratar, por meio do cheiro e também da informação científica.LUZ DA NATUREZAO desafio de transformar o fenômeno da bioluminescência, processo que muitos animais usam para produzir luz naturalmente, foi o que levou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a idealizar a videoexposição com Siron Franco, como parte das atividades da Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20). Como ela fez questão de destacar na abertura da exposição, o Ministério do Meio Ambiente adverte: cultura também é sustentabilidade."Há menos de um ano fui visitar o Parque Nacional das Emas, em Goiás, e lá facilmente observamos nos cupinzeiros a bioluminescência", conta a ministra. Ela retrata a sensação ao olhar para aquele fenômeno. "Conseguimos ver uma cidade toda iluminada, com aqueles cupinzeiros no meio do cerrado, algo lindíssimo do ponto de vista biológico". Dessa forma, ela conta que logo depois foi a Goiânia, conhecer o artista, e lhe contou da bioluminescência e o desafio de fazer algo sobre o fenômeno. Foi quando surgiu a ideia de transformar em arte e levar para a Rio +20.CORES E AROMASA experiência de estar no bioma pode ser facilmente sentida por quem visita a videoexposição. Primeiro as pessoas passam por um túnel com imagens da água, um corredor de 12 metros com projeções de um lado e espelho do outro, onde é possível escutar o som da água, ver e sentir o seu aroma.Na sala de bioluminescência, são cinco esculturas em terra e fibra de vidro, iluminadas com LEDs e nos tamanhos mais variados, onde é possível também sentir o cheiro de terra. Na sala dos rupestres, fauna e flora, os visitantes podem ver quatro telas de projeção com 50 imagens em cada tela, com imagem e fragrância também nesse ambiente.No túnel do fogo, um corredor de 12 metros com projeção de um lado e espelho de outro, com som, imagem e aroma. No painel do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é possível ver imagens do monitoramento das queimadas em tempo real mostradas em televisões de 50 polegadas, com som e cheiro de queimada. Por fim, os visitantes passam por um muro de 50 metros com nichos contendo silhuetas de animais em risco de extinção.
Segunda, 11 Junho 2012 19:48
Biodiversidade e unidades de conservação
Para especialista, inserção produtiva das comunidades que habitam as UCs deve incentivar o manejo adequado da terra e assegurar investimentos em tecnologias de produção.Sophia GebrimA exploração e conservação da terra por populações tradicionais, comercialização de produtos da biodiversidade e diferentes formas de ocupação do solo são diferenciais das unidades de conservação (UCs) no Brasil e no mundo. Quando governo e sociedade falam de inserção produtiva dessas comunidades em áreas de preservação ambiental, é incentivado o manejo adequado da terra e investimentos em tecnologias de produção que garantam a qualidade dos produtos da biodiversidade.No dia de debates sobre Unidades de Conservação e Metas Globais da Biodiversidade para 2020, a coordenadora da Iniciativa Amazônia e representante do Conselho Diretor da ONG Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos, resgata os fundamentos da importância das populações tradicionais na gestão das áreas protegidas, regidas pela Convenção da Biodiversidade, pelo próprio Sistema Nacional de Unidades de Conservação, pela Política de Povos e Comunidades Tradicionais e pelo Plano Nacional de Áreas Protegidas.Leia entrevista de Adriana Ramos durante o Ciclo de Debates Brasil Sustentável – O caminho para todos, nesta segunda-feira (11/06), no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico do Rio de Janeiro:Qual o papel da sociedade nesses debates?No contexto das Unidades de Conservação, o papel da sociedade está no incentivo para que sejam cumpridas as metas da biodiversidade, considerando as diferentes áreas protegidas, não somente nas Unidades de Conservação, mas também as áreas indígenas e as áreas quilombolas.Como a ONG contribui para isso?Podemos resgatar uma experiência do Instituto Socioambiental (ISA) que contribui para essa visão. Trata-se da implementação das reservas extrativistas da região da Terra do Meio, em especial da reserva do Riozinho do Anfrísio, onde nos estamos desenvolvendo, junto com as comunidades locais, cadeias produtivas do uso da biodiversidade. Essas populações usam quase 100 produtos diferentes da biodiversidade, nessa unidade, isso é, enfim, um reflexo da realidade da Amazônia.Como isso pode contribuir para o alcance das metas?As dificuldades e as potencialidades desse trabalho podem contribuir com uma visão do que as políticas devem fazer para as reservas extrativistas de fato funcionarem.Existe outra ferramenta de apoio aos produtos da biodiversidade?Outra experiência que trabalhamos na ONG e apresentamos aqui é o Sistema de Indicadores Socioambientais de Unidades de Conservação, que nós desenvolvemos. É um sistema que busca avaliar a gestão e a implementação dessas áreas a partir da visão dos diferentes conselheiros, dos conselhos gestores, portanto, considerando a participação de todas as partes envolvidas na gestão da unidadeQual o papel das comunidades tradicionais na conservação da biodiversidade?As comunidades tradicionais, ao fazerem uso sustentável da biodiversidade dentro dessas áreas, estão contribuindo muito com a manutenção dessas áreas, tanto do ponto de vista ambiental e social. Dessa forma, contribuem para a conservação da biodiversidade e preservação do meio ambiente.Na sua opinião, como deve funcionar a gestão dessas áreas?Apoiamos o modelo de gestão compartilhada, para que seja efetiva e contribua também para a conservação da biodiversidade. É fundamental que a visão dessas comunidades, que estão dentro dessas áreas, seja considerada na gestão dessas áreas. Por isso é importante a gente ter instrumentos que permitam essas comunidades participar do planejamento da gestão da unidade.O que deve ser feito a longo prazo para a preservação da biodiversidade nas Unidades de Conservação?É preciso a valorização do conhecimento tradicional nas áreas protegidas, políticas públicas especificas que atendam as populações dessas áreas, parceria com empresas que respeitem o ritmo das comunidades tradicionais e a garantia de formas de comercialização e venda.