Notícias
Quarta, 30 Janeiro 2013 19:13
Política ambiental ganha espaço
Ações do governo federal revelam novo tipo de preocupaçãoSOPHIA GEBRIM A incorporação da agenda ambiental em diversas ações e políticas públicas do governo federal foi destacada pelo gerente de Políticas Agroambientais da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Moisés Savian, após a apresentação do Painel sobre Desenvolvimento Rural Sustentável, na manhã desta quarta-feira (30/01). A atividade faz parte da agenda do Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Participaram do painel o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro, e o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella. “Após a apresentação desse painel sobre desenvolvimento rural sustentável, vemos que grande parte dos programas que vem sendo desenvolvidos nas áreas do agronegócio, aquicultura e desenvolvimento agrário estão incorporando a questão ambiental como parte das suas estratégias”, disse o gerente do MMA. Segundo ele, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), apresentado pelo ministro da Agricultura, mostra a crescente preocupação do agricultor e da sociedade com a preservação do meio ambiente, de forma que o programa dispõe linhas de crédito específicas de incentivo à redução do desmatamento e emissão de gases de efeito estufa. PESCA A aquicultura como atividade complementar ao agronegócio sustentável foi destacado pelo ministro Marcelo Crivella. “A produção artesanal de peixes pode ser uma excelente oportunidade para o agronegócio sustentável, sem a necessidade de abertura de novas áreas para produção agrícola e consequente queda das regiões desmatadas”, salientou o ministro. Segundo ele, o Brasil tem uma das maiores disponibilidades de água doce do mundo e, se bem aproveitada, pode auxiliar nas ações de preservação ambiental e aumento de produtividade do peixe no país. Articulações de projetos de assistência técnica às comunidades extrativistas, como o recente edital publicado pelo Incra de apoio aos povos que vivem em Unidades de Conservação e Assentamentos Ambientalmente Diferenciados, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Floresta) também foram destacadas pelo gerente do Ministério do Meio Ambiente, Moisés Savian, como políticas públicas desenvolvidas pelo MDA em parceria com as ações ambientais. “A articulação dessas e outras políticas públicas de apoio ao desenvolvimento agrário, elaboradas em parceria com o fortalecimento ambiental, respondem aos anseios de inúmeros agricultores familiares e povos e comunidades que vivem em áreas rurais e de preservação”, observou.
Quarta, 30 Janeiro 2013 18:09
Riqueza no lixo
Resíduos sólidos não aproveitados dão prejuízo de R$ 10 bilhões anuais ao paísLUCIENE DE ASSISO Brasil joga no lixo, a cada ano, cerca de R$ 10 bilhões por falta de reciclagem e destinação adequada de resíduos sólidos, e de uma política de logística reversa que gerencie o retorno de embalagens e outros materiais descartados de volta à indústria. É esta realidade que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) pretende transformar com a implantação, em todo o país, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tema de oficina realizada no início da tarde desta quinta-feira, 30/1, último dia do II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.Dentro da PNRS, a meta do governo federal é eliminar os lixões de todos os municípios brasileiros até o final de 2014, explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Pedro Wilson Guimarães. Os governos estaduais e municipais deverão providenciar a substituição dos lixões por aterros sanitários, pois, a partir de 2014, a liberação de recursos da União estará condicionada à existência de planos estaduais e municipais de gestão de resíduos sólidos e de saneamento básico. De acordo com anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff, na segunda-feira, durante a abertura do encontro, os prefeitos terão, em 2013, R$ 35.5 bilhões para investir em obras de saneamento, pavimentação e mobilidade urbana selecionadas no final de 2012. DESPERDÍCIO“Os lixões são um problema sério que precisa ser enfrentado por todos os gestores”, disse o analista de Infraestrutura da SRHU, Eduardo Rocha Dias Santos. Ele afirmou que os prejuízos são enormes para o meio ambiente, com queda na qualidade de vida, no bem estar e na saúde pública, além de gerar desperdícios econômicos e impactos sociais significativos. A proposta é não gerar resíduos sólidos, mas reduzir, reutilizar e reciclar, tratando e dando destinação adequada.Santos salientou que apenas a Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, não é suficiente para implantar o que se deseja. “Mas já é um começo”, admitiu. A lei define o compartilhamento de responsabilidades entre as três esferas de governo, o planejamento de ações de gestão e a implantação de infraestrutura adequada, priorizando-se a educação ambiental e a cobrança pela prestação desse serviço público com o objetivo de dar sustentação financeira à PNRS.
Terça, 29 Janeiro 2013 20:29
A força dos consórcios
Experiências bem sucedidas são relatadas no encontro de prefeitosLUCIENE DE ASSISSOPHIA GEBRIMExistem no Brasil, hoje, mais de 70 consórcios públicos formados por municípios, que agregam, também, organizações não governamentais, entidades da sociedade civil e até empresas privadas, conforme a necessidade e a finalidade da associação. Ex-prefeitos de três localidades diferentes do Brasil apresentaram, na tarde desta terça-feira (29/01), durante o II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, experiências bem sucedidas de experiências do gênero, que atuam no desenvolvimento urbano e ambiental.Ary Vanazzi, ex-prefeito da cidade gaúcha de São Leopoldo, preside o Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos), composto por 27 dos 32 municípios da região, e que deu origem à usina de reciclagem de resíduos da construção civil. Por meio do consórcio, esses municípios conseguiram elaborar planos de gestão comuns para a execução de políticas públicas, como o plano de resíduos sólidos e a recuperação dos lixões que contaminam a bacia do Rio dos Sinos e o lençol freático. Segundo Vanazzi, até 2015 há possibilidade de 40% dos municípios consorciados com esgotos tratados. RESPONSABILIDADESOs resíduos de construção civil reciclados na área de abrangência do Consórcio Pró-Sinos já permitiram a construção de moradias, livrando a natureza de um de seus maiores predadores, comemora Vanazzi. O ex-prefeito de Ortolândia (SP), e ex-presidente do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ), Ângelo Perugini, falou sobre o sucesso alcançado na gestão eficiente da água, a partir da responsabilidade compartilhada entre setor público, iniciativa privada e organizações civis. Perugini defendeu a união entre os municípios em torno de um tema comum.”Não somos seres individuais, da mesma forma que não somos entes federados individualizados”, acrescentou. O Consórcio PCJ surgiu há 23 anos, reúne 43 municípios, 27 grande empresas, como Petrobras e Rodhia, e beneficia cerca de 5 milhões de pessoas na região que engloba a cidade de Campinas. Ele alertou para a carência de água na região, considerada uma das mais precárias do país, com um consumo per capta ano, por habitante, inferior ao oferecido no Oriente Médio. “Nosso desafio é a organização e a busca por uma saída articulada”, explicou. Ângelo Perugini destacou a cobrança pelo uso da água e a formação do banco de projetos como grandes alavancadores de recursos para a preservação e recuperação dos mananciais nas bacias.APROVEITAMENTOEm nome do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), formado pelos 15 municípios do Rio de Janeiro, o ex-prefeito de Tanguá Carlos Pereira contou que foram realizadas centenas de reuniões entre governos locais, empresas privadas, organizações não governamentais, universidades e comunidade. Surgiram, daí, 15 planos de desenvolvimento sustentável que derivaram em programas geradores de empregos e rendas para os moradores da região; formaram-se condomínios de recicláveis, que gerou uma fábrica de móveis, usados em praças, jardins e parques públicos, uma forma de melhor aproveitar os resíduos que poluíam o meio ambiente e iam para os lixões. Pereira disse que, por meio do Conleste, os municípios associados formaram, ainda, cooperativa de reciclagem de óleo de cozinha, transformando-o em biodiesel; promoveu-se a capacitação da mão de obra local, priorizada pelas empresas que se instalam na região, além do desenvolvimento de projetos voltados à construção de habitações e ao saneamento básico. “Descobrimos que as oportunidades para um desenvolvimento sustentável depende de estarmos mobilizados, unidos”, relatou.PLANO EFICIENTEA gestão de resíduos sólidos no município de Guarulhos (SP) foi apresentada pelo prefeito Sebastião Alves de Almeida. Durante o período de abril de 2010 a agosto de 2011, representantes de diversos setores da sociedade, empresários e governo discutiram em conjunto o Plano de Resíduos Sólidos do município. Após uma série de oito oficinas participativas foi elaborado o plano, com grande mobilização social. “Durante todo esse período de discussão da proposta que se tornou o guia do nosso município quanto à gestão de resíduos sólidos, conseguimos elaborar um modelo eficaz e eficiente”, destacou o gestor de Guarulhos. Segundo ele, a implantação de uma ampla rede de ponto de entrega voluntária, onde a população pode descarregar os resíduos e todo material inutilizado, foi um dos pontos positivos e de sucesso do plano. “Hoje já contamos com 17 pontos de entrega e a nossa meta é aumentar esse número para 30 nos próximos sete anos”, salientou.O prefeito também conta como o município reutiliza e recicla esse material recolhido nos pontos de entrega. “Nas três usinas de reciclagem que temos, quase tudo pode ser reaproveitado disse. “E é dessas usinas que sai grande parte da matéria-prima utilizada em obras da cidade, que já teve um bairro inteiro com calçada construída a partir de material reciclado”. Para o futuro, as metas são ampliar a rede de coleta seletiva para toda a cidade (hoje funciona apenas em escolas, secretarias e nove bairros), enviar para o aterro sanitário somente o que não é reciclável ou tratável e aumentar a fiscalização em todo o município para que não seja despejado lixo em lugares impróprios.Consórcios públicos são parcerias formadas por dois ou mais entes da Federação para a realização de objetivos de interesse comum, em qualquer área. Os consócios podem discutir formas de promover o desenvolvimento regional, gerir o tratamento de lixo, água e esgoto da região ou construir novos hospitais, casa e escolas. Têm origem nas associações dos municípios e, hoje, centenas de consórcios já funcionam no país.
Terça, 29 Janeiro 2013 20:24
Projeto CAR-FIP no Cerrado
Agricultores familiares são chamados para apresentar propostas de regularização ambientalSOPHIA GEBRIM O Ministério do Meio Ambiente promove, nesta quarta-feira (30/01), a terceira oficina do Projeto CAR-FIP, ação internacional de apoio à gestão sustentável de florestas que está investindo US$ 32 milhões em financiamento de projetos de regularização ambiental nos estados do bioma Cerrado por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A abertura do encontro será às 9h. na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, e é voltada para representantes da agricultura familiar interessados em apresentar propostas para elaboração de projetos de regularização ambiental. O Projeto CAR-FIP foi criado no âmbito dos Fundos de Investimento Climático (CIF), ação internacional que visa catalisar políticas, medidas e mobilizar fundos para facilitar a redução do desmatamento e da degradação florestal. Nesse caso, o Brasil foi selecionado como país piloto para o recebimento de investimento e definiu o Bioma Cerrado, segundo maior bioma do País e da América do Sul, para aplicação desses recursos. O Projeto CAR-FIP será financiado por meio de empréstimo de US$ 32,5 milhões, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. O projeto prevê ações relacionadas à implantação de campanhas de divulgação e mobilização dos agricultores e a coordenação de infraestrutura de apoio aos estados e municípios que farão o CAR. O objetivo é contribuir e fortalecer a implantação do cadastro nos estados inseridos no bioma Cerrado e Pantanal: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Maranhão e Piauí, além do Distrito Federal. AGENDAEssa é a terceira de uma série de quatro oficinas voltadas à elaboração de Projetos CAR-FIP. O primeiro encontro foi em Palmas (TO), e envolveu representantes dos estados de Tocantins, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O segundo foi em Brasília e reuniu representantes do setor do agronegócio. A oficina desta quarta-feira (30/01) reunirá representantes do setor da agricultura familiar, e de populações tradicionais, organizações do terceiro setor e instituições acadêmicas. E o último debate será na quinta-feira (31/01) e reunirá representantes de órgãos governamentais de meio ambiente, agricultura, assistência técnica rural, entre outros, dos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Piauí, Bahia e Distrito Federal. O Projeto CAR-FIP foi criado no âmbito dos Fundos de Investimento Climático (CIF), ação internacional que visa catalisar políticas, medidas e mobilizar fundos para facilitar a redução do desmatamento e da degradação florestal. Nesse caso, o Brasil foi selecionado como país piloto para o recebimento de investimento e definiu o Bioma Cerrado, segundo maior bioma do País e da América do Sul, para aplicação desses recursos. O Projeto CAR-FIP será financiado por meio de empréstimo de US$ 32,5 milhões, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.
Terça, 29 Janeiro 2013 20:16
Contra a seca, simplicidade
Prefeito relata práticas adotadas na sua região que auxiliam no convívio com a estiagemSOPHIA GEBRIM Um velho problema do Nordeste e semiárido brasileiros pode ser enfrentado com práticas simples e já conhecidas por produtores e comunidade local. O prefeito de Poção (PE), Padre Cazuza, relatou, na tarde desta terça-feira (29/01), ao secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, e ao diretor de Combate à Desertificação, Francisco Campelo, durante o Encontro Nacional com Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, as práticas adotadas na sua região que podem auxiliar no convívio com a desertificação e a seca. “Há alguns anos encontramos os dois últimos pés de jequitibá no nosso município e, para não deixar a espécie se extinguir e contribuir com o reflorestamento local, começamos a juntar as poucas sementes que encontrávamos, de forma que conseguimos montar, ao longo dos anos, um grande banco de sementes que não permite mais a extinção da planta”, conta Padre Cazuza. Essa prática de manutenção da vegetação e reflorestamento faz parte das estratégicas de combate à desertificação, com a redução do número de áreas secas e degradadas. PECUÁRIAO gestor de Poção também relatou outra atividade que já está sob alerta no município. “Muitos produtores de áreas do semiárido acham que, para criar gado, é necessário retirar toda a caatinga e plantar pasto, mas se esquecem que o pasto não sobrevive sem água devido às suas características regionais, e a caatinga sobrevive sim, por ser uma vegetação típica daquela área”, disse. Segundo ele, muitos produtores aprendem na prática que é melhor deixar a caatinga para criação de gado, o que gera uma maior produção, sem perda do número do rebanho bovino. “Nada melhor como a experiência e o relato de casos de sucesso para os agricultores aprenderem o que é melhor”, acrescenta.Além do prefeito do município pernambucano, inúmeros gestores da Região Nordeste do Brasil, inseridos em áreas de desertificação, procuraram orientação na sala de atendimento do Ministério do Meio Ambiente. O diretor do Departamento de Combate à Desertificação, Francisco Campello, explicou algumas ações desenvolvidas pelo MMA em parceria com órgãos como Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e Rede de Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), que buscam auxiliar essas comunidades à conviver melhor com a seca. “Estamos elaborando o Plano Nacional de Convivência com o Semiárido, com o objetivo de promover ações de segurança energética, hídrica e alimentar nas regiões que sofrem com a desertificação”, explica Campello. Projetos com o Fundo Clima, além de parcerias com o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), já vêm sendo implantados com recursos da ordem de mais de R$ 20 milhões como iniciativas para a execução do plano. Ele finaliza explicando que, no Brasil, o processo de desertificação é consequência do uso inadequado dos recursos florestais da Caatinga e Cerrado. Práticas agropecuárias sem manejo correto dos solos, uso inadequado dos sistemas de irrigação com a consequente salinização, superpastejo animal na pecuária extensiva comprometendo a regeneração de espécies e as ações de desmatamento provocam processos erosivos e esgotamento dos solos.
Terça, 29 Janeiro 2013 18:11
Demanda crescente
Secretários e técnicos do MMA continuam atendendo novos gestores durante Encontro NacionalTINNA OLIVEIRAEducação Ambiental e Conferência Nacional de Meio Ambiente foram dois dos assuntos debatidos durante o segundo dia de atendimento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) no Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, que se realiza no Centro Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Secretários e técnicos do ministério receberam gestores de 19 estados. Os temas resíduos sólidos, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e Bolsa Verde também continuaram em pauta.A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, juntamente com a sua equipe técnica, conversou com os dirigentes municipais sobre projetos e editais de educação ambiental, como organizar a conferência municipal de meio ambiente, embrião do encontro nacional marcado para Brasília. Abordou, também, o Sala Verde, projeto de educação ambiental que pode ser executado pelo município, que consiste no incentivo à implantação de espaços socioambientais para atuar como potenciais centros de informação e formação ambiental.Já a Conferência Nacional de Meio Ambiente, que acontecerá em outubro deste ano, é um fórum participativo que, nesta quarta edição, discutirá a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Para chegar à etapa nacional, os municípios devem realizar as conferências locais que culminam nas estaduais, para deliberarem sobre a destinação correta do lixo.Técnicos do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) auxiliaram os gestores sobre como firmar convênios relativos ao tema resíduos sólidos, recuperação de áreas de preservação permanente e educação ambiental. A diretora do FNMA, Ana Beatriz de Oliveira, diagnosticou, durante os atendimentos prestados, a necessidade de realizar um programa de capacitação para os novos gestores. “É importante saber o que é de responsabilidade de cada esfera”, ressalta. A capacitação deverá ser feita por meio de programa de educação a distância do ministério.CONSTANTE DEBATEOs gestores continuam buscando informações sobre a lei que prevê o fechamento de depósitos de lixo a céu aberto, que devem ser substituídos por aterros sanitários até 2014. O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU/MMA), Pedro Wilson Guimarães, que atendeu diversos prefeitos ao longo dia, reforça que são necessários esforços de todas as partes para trabalhar a questão da política de resíduos sólidos. “Estamos apoiando os prefeitos nos seus planos municipais, dos consórcios e dos estados, assim como ofertando cursos e capacitações”, destaca. A prefeita de Três Lagoas (MS), Márcia Moura, já possui aterro sanitário em seu município. Mas ela aproveitou a sala de atendimento do MMA para se informar sobre coleta seletiva e cooperativas de catadores, ações que estão previstas na PNRS. Revitalização de bacias hidrográficas, recuperação de nascentes e projetos de mudanças climáticas também foram temas procurados pelos gestores na sala de atendimento, que continua até esta quarta-feira (30/01).
Segunda, 28 Janeiro 2013 20:35
Prefeitos conhecem Bolsa Verde
Segunda etapa do programa beneficiará famílias fora do bioma Amazônia SOPHIA GEBRIM O Programa Bolsa Verde foi tema de reunião nesta segunda-feira (28/01), entre representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e gestores municipais que participam do Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que acontece de hoje até a próxima quarta-feira (30/01), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Criado no âmbito do Brasil sem Miséria, o Bolsa Verde é uma ação do governo federal que gera benefício de R$ 300 reais a cada três meses para famílias que vivem em situação de extrema pobreza em áreas rurais, como comunidades ribeirinhas, moradores de unidades de conservação e assentamentos ambientalmente diferenciados da reforma agrária. Durante o encontro, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral, e a coordenadora do Programa Bolsa Verde, Andrea Oncala, apresentaram o programa aos prefeitos que procuraram a sala de atendimento do ministério no evento, esclarecendo dúvidas e orientando procedimentos para adesão ao programa. “Além de incentivar a preservação ambiental, o Bolsa Verde busca promover a melhoria da condição de vida e elevação da renda de populações que vivem em áreas de preservação ambiental”, detalhou o secretário. BABAÇU O prefeito de Cabeceiras do Piauí (PI), José Carvalho, era um dos interessados em conhecer melhor o Programa Bolsa Verde, de forma que a iniciativa possa ser levada para o seu município. “Temos uma grande área com cobertura vegetal, onde inúmeras famílias vivem da quebra de coco babaçu”, explicou. Segundo ele, são mulheres das mais diversas idades que vivem da extração das matérias-primas desse tipo de coco, sendo que todas praticamente vivem em situação de extrema pobreza. “São pessoas que precisam de reconhecimento, há anos vivem da atividade e precisam ser apoiadas”, acrescentou.Como Cabeceiras do Piauí não está inserido nos municípios prioritários do Programa Bolsa Verde, mas possui todas as características para participar da ação, será feito um diagnóstico ambiental e social para verificar a possibilidade de incluí-lo no programa. “Após analisarmos detalhadamente todos os aspectos necessários para beneficiar as comunidades extrativistas que vivem no município, poderemos inseri-lo na segunda etapa do Bolsa Verde, que pretende expandir mais ainda a ação para outros biomas”, Cabral. Segundo ele, hoje a ação está beneficiado famílias em todo o país, porém, está mais concentrada no bioma Amazônia. “O nosso objetivo é levar o programa para as mais diversas regiões do país, de forma que nenhum possível beneficiário fique excluído”, finalizou o secretário. SAIBA MAISO Bolsa Verde é um programa do Plano Brasil sem Miséria, voltado a famílias em situação de extrema pobreza que exercem atividades de conservação ambiental. O objetivo é incentivar a conservação dos ecossistemas, promover a cidadania e aumentar a renda das populações que vivem em unidades de conservação, assentamentos e povos ribeirinhos. O valor do benefício do Bolsa Verde é de R$ 300, pagos a cada três meses. O dinheiro pode ser sacado com o cartão do Bolsa Família. Desde o seu lançamento, em setembro de 2011, o programa já beneficiou 32.412 famílias extrativistas, sendo 20.133 de Assentamentos da Reforma Agrária (62,1%), 10.992 famílias de Unidades de Conservação de Uso Sustentável (33,9%) e 1.287 de áreas de ribeirinhos reconhecidas pela Secretaria de Patrimônio da União (4%).As atividades de conservação ambiental praticadas pelos beneficiários do programa são ações de uso sustentável dos recursos naturais e de manutenção da cobertura vegetal da área onde a família está inserida. São exemplos dessas atividades: o manejo florestal sustentável, madeireiro ou não madeireiro, os sistemas agroflorestais, o enriquecimento florestal com espécies nativas, a aquicultura e pesca praticada segundo diretrizes de sustentabilidade e demais atividades sustentáveis e agroecológicas que não conflitem com o previsto no instrumento de gestão da área.
Segunda, 28 Janeiro 2013 18:34
Sustentabilidade é a meta
Ministra saúda prefeitas e afirma que é preciso garantir a qualidade de vida dos brasileirosLUCIENE DE ASSISOs brasileiros elegeram, em 2012, 664 mulheres para comandar prefeituras em todas as regiões do Brasil pelos próximos quatro anos. Dirigentes municipais estão em Brasília para o II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas receberam as boas vindas da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante a abertura da Oficina sobre Autonomia Econômica das Mulheres, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na tarde desta segunda-feira (28/01). Izabella lembrou que o Ministério do Meio Ambiente colocou à disposição dos participantes do evento todas as informações disponíveis sobre os programas que desenvolve para construir um Brasil mais sustentável. Disse que meio ambiente é tudo, ao afirmar que ter qualidade de vida e bem-estar depende da eliminação da miséria. “Um país se constrói com políticas estruturantes de longo prazo, com escolas, educação, sem lixo e com um sistema adequado de tratamento de esgotos”, salientou a ministra. “A proposta do governo federal, é fazer municípios fortes e um Brasil sustentável, sem desigualdades, sem pobreza". CONQUISTASA ministra para o Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Eleonora Menecucci, coordenadora da mesa, afirmou ser muito importante para o governo federal a participação política das mulheres na ocupação de cargos no Poder Executivo. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, lembrou das grandes conquistas protagonizadas pelas mulheres, que há menos de cem anos sequer podiam votar. ”Hoje estamos aqui discutindo o futuro dos nossos municípios, do nosso país, com competência e eficiência”, acrescentou. Em nome da Secretaria de Relações Institucionais, a ministra Ideli Salvatti falou que as mulheres que ocupam cargos de prestação de serviços estão sob os olhares de todos. “Por isso temos de ser muito competentes, porque podemos melhorar a vida das pessoas”, salientou. INCLUSÃO SOCIAL“Tenho um grande orgulho de fazer parte deste time de mulheres, que participam ativamente da execução de políticas sociais para atingirmos a meta de um Brasil sem miséria”, discursou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. É possível, segundo ela, acabar com a miséria nos municípios, promovendo-se a inclusão de milhões e milhões de brasileiros, a partir do trabalho das prefeitas e vice-prefeitas.O II Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas vai até quarta-feira (30/01), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Uma equipe técnica do Ministério do Meio Ambiente está a postos para esclarecer dúvidas e fornecer informações sobre os programas e políticas do MMA. O tema do encontro é “Municípios Fortes, Brasil Sustentável” e visa auxiliar os novos gestores a executarem programas e ações federais, com foco no desenvolvimento sustentável.Galeria de Imagens
Segunda, 28 Janeiro 2013 18:03
Lixões preocupam prefeitos
Gestores aproveitam primeiro dia de evento em Brasília para tirar dúvidas sobre assuntos ligados ao MMATINNA OLIVEIRAA sala de atendimento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), no Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, foi bastante movimentada nesta segunda-feira |(28/01), primeiro dia do encontro. Gestores, vindos de diferentes regiões do país aproveitaram a manhã para obter informações sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que trata do fim dos lixões. Pela lei, estes depósitos de lixo a céu aberto precisam ser substituídos por aterros sanitários até 2014. Representantes do MMA orientaram os gestores sobre quais instrumentos o governo federal oferece para auxiliar nesse processo. O prefeito de Tamarana (PR), Paulino de Souza, por exemplo, buscou informações sobre a formação de consórcios. O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Saburo Takahashi, afirmou que a maioria dos dirigentes municipais procurou se informar sobre os procedimentos do ministério e os recursos disponíveis, além de dados sobre a formação dos planos municipais de resíduos sólidos. Ele atendeu 14 prefeitos nesta manhã.PREJUÍZO O diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campelo, também reforça que o descarte incorreto dos resíduos sólidos afeta e envolve a todos. Os lençóis freáticos e os animais, como o gado, por exemplo, podem ser prejudicados se não houver o descarte adequado do lixo.O Cadastro Ambiental Rural (CAR) também foi tema bastante solicitado. A prefeita de Torres (RS), Nívea Pereira, veio com sua equipe receber orientação sobre como deve proceder para cadastrar os imóveis rurais em seu município. ”Fui muito bem orientada”, disse a gestora, que conversou com o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Paulo Guilherme Cabral. Os prefeitos também se informaram sobre o programa Bolsa Verde e Unidades de Conservação. O atendimento tem sido feito de forma compartilhada, pois todas as áreas do Ministério do Meio Ambiente estão relacionadas entre si, explica o gerente de Recursos Genéticos da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Lídio Coradi. Os estados mais representados foram os de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, São Paulo, Paraná e Piauí. A sala de atendimento permanece nesta segunda à tarde e segue até quarta-feira (30/01).
Segunda, 28 Janeiro 2013 17:41
Litoral sustentável e planejado
Projeto busca organizar todas as atividades desenvolvidas ao longo da orla, marítima ou fluvial, desde o comércio até a gestão das comunidades.SOPHIA GEBRIMPrefeitos e representantes de municípios do Amapá, Ceará, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Norte conheceram, na tarde desta segunda-feira (28/01), o funcionamento do Projeto Orla, iniciativa do governo federal que promove o planejamento das costas marinha e fluvial brasileiras. A apresentação faz parte da agenda de atendimento do Ministério do Meio Ambiente aos prefeitos participantes do Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que acontece de hoje até a próxima quarta-feira (30/01), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O Projeto Orla é uma ação desenvolvida em parceria entre a Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, por meio da Gerência Costeira, e a Secretaria de Patrimônio da União do Ministério Público da União, e busca organizar todas as atividades desenvolvidas ao longo da orla, desde o comércio até a gestão das comunidades que vivem nessas áreas. “Viemos buscar mais informações sobre o projeto justamente por conta da preocupação que temos em conservar a nossa praia, ainda com muitas áreas de vegetação nativa”, disse a representante do município de Alcântara (MA) e primeira-dama, Vilciléia Costa Lima. Para ela, o planejamento do litoral irá contribuir para a preservação do meio ambiente, sustentabilidade local e geração de emprego e renda para a comunidade.RIO JARIPara o prefeito de Laranjal do Jari (AP), Zeca Madeireiro, a iniciativa do governo representa a preocupação em torno da preservação do que o Brasil tem de mais rico e diverso, que são suas praias e rios. No seu município, a orla é fluvial, e fica às margens do Rio Jari, em área de divisa entre os estados do Amapá e Pará. “O nosso objetivo é construir uma área às margens do rio, com quiosques, áreas de lazer, barraquinhas diversas e a famosa feira do peixe”, detalha o prefeito. Segundo ele, com as orientações do Ministério do Meio Ambiente e Secretaria de Patrimônio da União, agora já é possível pensar e projetar uma orla para o município.O município que possui orla marinha ou fluvial interessado em aderir ao Projeto Orla deve procurar a Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Após aderir ao projeto, cabe à prefeitura organizar oficinas de treinamento e capacitação de instrutores, que atuarão como multiplicadores. Toda a capacitação e treinamento técnico são promovidos pela Gerência Costeira do Ministério do Meio Ambiente e Secretaria de Patrimônio da União. A responsável pela Gerência Costeira do Departamento de Zoneamento Territorial da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Leila Swerts explica que as oficinas buscam fomentar a participação cidadã nos municípios, como ferramenta para promover o uso sustentável dos recursos naturais e ordenamento da ocupação dos espaços litorâneos. Além de aprofundar o conhecimento sobre a metodologia do projeto, os alunos conheceram, também, o conjunto de leis e informações que regulamentam a Zona Costeira, bem como os instrumentos de gestão patrimonial. ORDENAMENTOO Projeto Orla é uma iniciativa governamental com ações que buscam o ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União, aproximando as políticas ambiental e patrimonial, com ampla articulação entre as três esferas de governo e a sociedade. Entre os objetivos estão o fortalecimento da capacidade de atuação e articulação de diferentes atores dos setores público e privado na gestão integrada da orla; desenvolvimento de mecanismos de participação e controle social e valorização de ações inovadoras de gestão voltadas ao uso sustentável dos recursos naturais e da ocupação dos espaços litorâneos. “Dessa forma, o projeto busca responder a uma série de desafios, como reflexo da fragilidade dos ecossistemas da orla, do crescimento do uso e ocupação de forma desordenada e irregular, do aumento dos processos erosivos e de fontes contaminantes”, diz Leila Swerts.O atendimento do Projeto Orla aos prefeitos continua durante todo o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas. Nesta terça-feira (29/01), às 18h, os municípios dos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo serão recebidos pela equipe do Ministério do Meio Ambiente. Já na quarta-feira (30/01), às 12h30, será a vez do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.