Notícias
Terça, 20 Maio 2014 13:43
AVISO DE PAUTA - Recursos financeiros para ações do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) estarão garantidos nos próximos 25 anos
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e representantes de instituições parceiras anunciam, na manhã desta quarta-feira (21/5), às 10h30, no Naoum Plaza Hotel, em Brasília-DF, recursos financeiros para o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), destinados às ações dos próximos 25 anos.Lançado em 2002, o Arpa é considerado um dos programas mais importantes na conservação de florestas tropicais em todo o mundo. Foi criado com o objetivo de proteger 60 milhões de hectares em Unidades de Conservação e promover o desenvolvimento sustentável da região.O programa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Conta com financiamento de diversos parceiros, entre os quais o Global Environment Facility (GEF), por meio do Banco Mundial; o governo da Alemanha, através do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW); a Rede WWF, por meio do WWF Brasil, e o Fundo Amazônia, gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).Pauta: Anúncio de recursos financeiros para o Programa ArpaData: Quarta-feira, 21 de maio de 2014Horário: 10h30Local: Naoum Plaza Hotel, SHS, Qd. 5, Bloco H, Asa Sul, em Brasília – DFCONTATO PARA A IMPRENSA:Assessoria de Comunicação do Ministério do Meio AmbienteE-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
document.getElementById('cloak054f8ae2a6371d2e779be8eaf9ab6847').innerHTML = '';
var prefix = 'ma' + 'il' + 'to';
var path = 'hr' + 'ef' + '=';
var addy054f8ae2a6371d2e779be8eaf9ab6847 = 'imprensa' + '@';
addy054f8ae2a6371d2e779be8eaf9ab6847 = addy054f8ae2a6371d2e779be8eaf9ab6847 + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br';
var addy_text054f8ae2a6371d2e779be8eaf9ab6847 = 'imprensa' + '@' + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br';document.getElementById('cloak054f8ae2a6371d2e779be8eaf9ab6847').innerHTML += ''+addy_text054f8ae2a6371d2e779be8eaf9ab6847+'';
Telefone: (61) 2028-1221
Segunda, 19 Maio 2014 18:48
Encontro de Agroecologia reúne 2 mil pessoas na cidade de Juazeiro
Unidades de conservação tiveram reconhecimento como locais de práticas ecológicas de manejo dos recursos naturaisLETÍCIA VERDIO III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) terminou nesta segunda-feira (19/05) em Juazeiro (BA), com a presença de duas mil pessoas, sendo 70% dos participantes formado por agricultores. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu, no encontro, dois espaços de diálogo com a sociedade, um para discutir a sociobiodiversidade e outro para promover o edital Ecoforte extrativista, do Fundo Amazônia, no valor de R$ 7 milhões, que será lançado em breve. “Este ENA teve o diferencial da participação numerosa de povos e comunidades tradicionais e povos indígenas”, destacou a diretora do Departamento de Extrativismo do MMA, Larisa Gaivizzo. Segundo ela, houve, no encontro, o reconhecimento dos territórios protegidos - Unidades de Conservação (UC) - como locais de conservação, de conhecimento e de práticas ecológicas de manejo dos recursos naturais. “O MMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) têm papel importante na definição desse papel nas UC”, disse.A coordenadora de Juventude do MMA, Marccella Berte, participou da Plenária das Juventudes. “Jovens das universidades e do campo trocaram sonhos e ampliaram a vontade de pautar seus desafios no encontro e na construção de políticas publicas”, salientou, lembrando que cresce a cada edição do ENA o interesse dos jovens pela agroecologia. Este ano, foram 13 tendas com atividades funcionando ao mesmo tempo. O mote do III ENA foi “Por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia”. Entre as questões discutidas, estavam a mudança no padrão de produção agrícola, a luta contra o uso e a venda indiscriminada de agrotóxicos, a importância das “sementes criolas”, chamadas também de “sementes da diversidade” em contraponto às sementes transgênicas e o não fechamento das escolas no campo.INCENTIVOPor meio do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), criado em 2012 pelo governo federal, as políticas públicas começaram a incentivar a produção orgânica. O Planapo envolve 10 ministérios e tem o objetivo de ampliar e efetivar ações para orientar o desenvolvimento rural sustentável.Representantes do governo e da sociedade civil, entre eles movimentos sociais do campo e da floresta, compõem a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), um grupo de trabalho que debate as ações e estratégias para executar a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo).2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, instituído pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e o ano do Brasil orgânico e sustentável, definido pelo governo federal para promover produtos da agricultura familiar brasileira durante a Copa do Mundo Fifa no Brasil.
Segunda, 19 Maio 2014 18:19
MMA firma parcerias para portal de dados de biodiversidade nas UCs
USP e instituição alemã também participam do empreendimentoLUCIENE DE ASSISProfissionais do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (BioComp/USP) estão desenvolvendo sistema computacional que possibilitará a gestão de dados de biodiversidade, incluindo aqueles gerados com a realização do monitoramento da biodiversidade nas Unidades de Conservação (UCs). Trata-se da Plataforma de Informação em Biodiversidade, fruto de uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e apoio técnico da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).O trabalho está sob a coordenação técnica dos professores Pedro Pizzigatti Côrrea e Antônio Mauro Saraiva e faz parte do Projeto Monitoramento da Biodiversidade com Relevância para o Clima em nível de UC, no contexto da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da Iniciativa Internacional de Proteção ao Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da República Federal da Alemanha. A plataforma terá por base um software adaptado do portal de dados do Atlas of Living Australia (ALA), considerado um dos pilares no desenvolvimento do projeto.De acordo com a área técnica da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, o uso deste sistema computacional pelo Projeto Monitoramento da Biodiversidade com Relevância para o Clima em nível de UC é o resultado de um processo mais amplo, no qual foi discutida uma arquitetura de web para integrar os dados de biodiversidade no âmbito do MMA e de suas instituições vinculadas. Em 2011 e 2012, o Grupo Técnico de Integração de Dados de Biodiversidade (GT-MMA), sob a coordenação técnica do professor Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, definiu diretrizes para o compartilhamento da informação no âmbito do Ministério e optou pelo uso de ferramentas do tipo “código aberto” (open source).NOVA ARQUITETURAEssas ferramentas se baseiam em padrões internacionais e abertos de interoperabilidade de dados de biodiversidade e no modelo organizacional de nós de uma rede de informação, que são pontos interligados, embora atuando de forma independente. O processo de definição da arquitetura de referência teve o apoio do Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade (Probio II), executado com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês).Atualmente, o portal do ALA é considerado um dos mais completos em termos de funcionalidades e seu uso por outras instituições e países tem sido estimulado pelo próprio Atlas e apoiado pelo Global Biodiversity Information Facility (GBIF). Desde 2012, o BioComp e o ALA articulam a utilização do código do portal em projetos no Brasil, aproveitando-se do grande investimento já feito e da experiência acumulada pelo ALA.INTERAÇÃOAté o momento, os resultados obtidos pela equipe do BioComp no desenvolvimento de um sistema de informação baseado no código computacional do Atlas são expressivos, dado o tempo reduzido e a complexidade do sistema, e se destacam em meio a uma comunidade de usuários criada pelo GBIF para auxiliar na interação com instituições de diversos países entre si e o ALA. O sistema é voltado para captura, integração, compartilhamento, visualização e análise de dados e permitirá a captura de informações nas UCs e a visualização integrada de mapas, espécies e espécimes por usuários de dados sobre a biodiversidade.A previsão é de que o sistema esteja em uso já no final de 2014 para o monitoramento de Unidades de Conservação localizadas na Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Permitirá, também, a abertura, para a sociedade, dos dados gerados pelos projetos de pesquisa autorizados pelo ICMBio/MMA por meio do Sistema de Informação em Biodiversidade (Sisbio), conforme regramento acordado com as sociedades científicas, a ser formalizado em instrução normativa com publicação prevista para os próximos meses.
Segunda, 19 Maio 2014 16:49
Divulgados os finalistas do Prêmio A3P de Sustentabilidade 2014
Premiação ocorrerá no dia 04 de junho, durante o 8º Fórum da Agenda Ambiental na Administração Pública, em Brasília.TINNA OLIVEIRAO Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou, nesta segunda-feira (19/05), as instituições finalistas do 5º Prêmio Melhores Práticas de Sustentabilidade (Prêmio A3P). A premiação acontecerá no dia 04 de junho, durante o 8º Fórum da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), em Brasília. Esta edição terá como tema os 15 anos do programa A3P e seus destaques.A colocação de cada instituição (1º, 2º ou 3º lugar) será conhecida apenas no dia da premiação. As instituições ganhadoras foram vistoriadas por equipes técnicas do MMA. A fase da vistoria aconteceu após as fases de pré-avaliação e avaliação dos 88 projetos inscritos, realizada pela comissão julgadora do prêmio. Ao todo, 71 instituições concorreram à premiação por promoverem ações de responsabilidade socioambiental no cotidiano.Receberão certificados e troféus os três primeiros colocados de cada categoria: “Gestão de Resíduos”, “Uso e Manejo Sustentável de Recursos Naturais” e “Inovação da Gestão Pública”, além das três melhores ações dessas categorias que estão inscritas na categoria Destaque da Rede A3P, canal de comunicação que promove o compartilhamento de experiências.EXEMPLOS INOVADORESO 5º Prêmio Melhores Práticas de Sustentabilidade faz parte da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa do MMA que estimula ações sustentáveis na rotina das instituições públicas. Na categoria “Gestão de Resíduos” foram inscritos projetos que envolvem coleta seletiva e reaproveitamento de materiais. As iniciativas da categoria “Uso e Manejo Sustentável de Recursos Naturais” trataram de temas como consumo de energia, habitação sustentável e tratamento de água. Em “Inovação na Gestão Pública” foram inscritos projetos como de consumo consciente, agentes socioambientais e tecnologias sustentáveis.Na categoria Destaques da Rede A3P puderam participar órgãos que estão inseridos na Rede A3P, canal de comunicação que promove o compartilhamento de experiências de sustentabilidade nas instituições públicas. Essa categoria foi criada com o propósito de contemplar órgãos e entidades que não têm Termo de Adesão assinado com a o programa A3P, mas que trocam práticas bem-sucedidas.Confira as instituições finalistas, em ordem alfabética:Categoria Gestão de resíduosFurnas Centrais Elétricas S. A.: Programa de Reaproveitamento de Óleo VegetalPrefeitura de Ibirarema (SP): Programa Municipal Ibirarema Lixo Mínimo - Adote essa Ideia!Tribunal de Justiça de Santa Catarina: Gestão, controle e destinação adequada de resíduos sólidos no TJSC Categoria Uso/Manejo Sustentável dos Recursos NaturaisCasa da Moeda do Brasil: Sistema de Reaproveitamento de Solução de Limpeza das Impressoras Calcográficas - AquasaveFurnas Centrais Elétricas S. A.: Projeto de Implantação de Conversor Offshore para Geração de Eletricidade pelas Ondas do MarPrefeitura de Ibirarema (SP): Programa Municipal Habitação Sustentável Categoria Inovação na Gestão PúblicaPrefeitura de Ibirarema (SP): Programa Práticas de sustentabilidade na administração pública municipalSuperior Tribunal de Justiça (STJ): Consumo consciente - gestão mais racionalTribunal Regional do Trabalho da 2ª Região: Agentes socioambientais TRT-2 - Articuladores de uma gestão pública participativa, inovadora e eficiente Categoria Destaque da Rede A3PGestão de resíduosFundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): Gestão sustentável de resíduos perigosos em instituição de pesquisa em saúde públicaPrefeitura Municipal de Presidente Castello Branco: Programa Castellense de Coleta Seletiva de LixoUso/Manejo Sustentável dos Recursos NaturaisSecretaria da Receita Federal do Brasil - Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação: e-AssinaRFB - Solução para Assinatura de Documentos DigitaisInovação na Gestão PúblicaPrefeitura Municipal de Bragança Paulista (SP)/ Secretaria Municipal de Meio Ambiente: Programa de Conciliação Socioambiental Mais informações aqui.
Segunda, 19 Maio 2014 16:29
Abertas as inscrições de oficina que discutirá ações em terras indígenas
LETÍCIA VERDIObjetivo é auxiliar na qualificação de projetos para o Fundo Amazônia O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) convidam para a 1ª Oficina da Chamada Pública de Projetos voltados ao apoio de Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) em Terras Indígenas do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).A oficina, apoiada pela GIZ – Cooperação Alemã, será em Brasília, nos dias 10 e 11 de junho, no Centro Nacional de Desenvolvimento e Capacitação de RH do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O objetivo é contribuir para a divulgação da chamada pública e auxiliar na qualificação de possíveis propostas de projeto para o Fundo Amazônia. Podem participar da oficina representantes de organizações indígenas, indigenistas, ambientalistas e socioambientalistas. Para se inscrever, os interessados devem enviar o formulário de inscrição preenchido, até 4 de junho, para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
document.getElementById('cloak3565513998345c38995f7b32cad13353').innerHTML = '';
var prefix = 'ma' + 'il' + 'to';
var path = 'hr' + 'ef' + '=';
var addy3565513998345c38995f7b32cad13353 = 'departamentoextrativismo' + '@';
addy3565513998345c38995f7b32cad13353 = addy3565513998345c38995f7b32cad13353 + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br';
var addy_text3565513998345c38995f7b32cad13353 = 'departamentoextrativismo' + '@' + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br';document.getElementById('cloak3565513998345c38995f7b32cad13353').innerHTML += ''+addy_text3565513998345c38995f7b32cad13353+'';
.APOIORepresentantes de organizações indígenas que necessitarem de diárias e passagens para comparecer a Brasília poderão solicitar apoio ao MMA. Serão contemplados 20 participantes, um por organização indígena, cujo representante deverá se inscrever por e-mail até 23 de maio, enviando o formulário de inscrição (mesmo PDF), além de documentos complementares escaneados, para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
document.getElementById('cloakdeadd220cb24eada3ee4b3d7d4fbccd2').innerHTML = '';
var prefix = 'ma' + 'il' + 'to';
var path = 'hr' + 'ef' + '=';
var addydeadd220cb24eada3ee4b3d7d4fbccd2 = 'departamentoextrativismo' + '@';
addydeadd220cb24eada3ee4b3d7d4fbccd2 = addydeadd220cb24eada3ee4b3d7d4fbccd2 + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br';
var addy_textdeadd220cb24eada3ee4b3d7d4fbccd2 = 'departamentoextrativismo' + '@' + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br';document.getElementById('cloakdeadd220cb24eada3ee4b3d7d4fbccd2').innerHTML += ''+addy_textdeadd220cb24eada3ee4b3d7d4fbccd2+'';
. O apoio será concedido por ordem de envio da inscrição, considerando os pré-requisitos de aprovação.A chamada da Política Nacional de Gestão Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) no valor de R$ 70 milhões foi construída a partir de parceria entre o MMA, a Funai, o BNDES e a Coodenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), para a execução de PGTA na Amazônia. Lançada em maio de 2014, a chamada atende à demanda dos povos indígenas por projetos de maior escala e que viabilizem a execução de PGTA já elaborados, bem como a elaboração de PGTA em Terras Indígenas que ainda não possuem este instrumento de gestão.Os projetos receberão entre R$ 4 milhões e R$ 12 milhões e devem atender aos princípios e às diretrizes da PNGATI. O prazo para envio é 7 de outubro deste ano. Confira aqui a chamada pública. Para saber mais, confira a notícia do lançamento.
Sexta, 16 Maio 2014 10:11
A3P defende novo comportamento visando proteger o meio ambiente
Histórico do programa mostra como nasceu a iniciativa inovadora e os desafios que ainda precisam ser superadosTINNA OLIVEIRAA iniciativa voluntária Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), que completa 15 anos em 2014, nasceu do propósito de cumprir o capítulo nº4 da Agenda 21 – instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis - que dispõe sobre a mudança nos padrões de consumo. O capítulo instiga o desenvolvimento de políticas e estratégias nacionais de estímulo a mudanças nos padrões inadequados de produção e consumo. A analista ambiental Jacimara Guerra Machado conhece bem a história, pois participou da fundação do programa A3P no Ministério do Meio Ambiente (MMA). Servidora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), cedida à época ao MMA, explica que ficou alerta ao estudar o tema de mudanças de padrões de consumo e produção. A recomendação de se estabelecer políticas nesse âmbito soou como um recado para ela. Com base em estudos de como países europeus estavam implantando essa agenda, Jacimara chegou a uma recomendação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de que os órgãos ligados ao Conselho da organização deveriam identificar que tipos de programas de gestão ambiental podiam ser desenvolvidos internamente. “Aí vi que tinha uma infinidade de informações, aproveitei e fiz o mestrado dizendo que mudança de comportamento começa em casa, neste caso, a casa era o ministério”, recorda.PRIMEIROS PASSOSPensando na estratégia que iria adotar, a servidora analisou que a única coisa que não poderia fazer era obrigar. “O que a gente pode fazer é começar dentro de casa e, à medida que vai dando certo, a gente vai influenciando outros órgãos”, afirma. E assim o programa foi sendo estruturado. Com a criação de uma área de Educação Ambiental no MMA, começaram a desenvolver uma série de boas práticas, que se tornou a primeira cartilha da A3P. Também foi criado um vídeo em forma de animação para disseminar a A3P nos estados e municípios.A analista reflete sobre a mudança de comportamento à época do lançamento do programa em comparação aos dias de hoje. “Sair do discurso para a ação demora um pouco, ainda, mas acredito que daqui alguns anos isso será normal, pois o sentido de ter sustentabilidade nas rotinas vai estar entranhado em todo mundo, que vai se tornar uma coisa natural”, destaca.ECOCÂMARAAtualmente, Jacimara Guerra Machado dá continuidade às ações da A3P na coordenação da EcoCâmara, como assessora técnica de gestão ambiental do programa da Câmara dos Deputados. Para trabalhar a sustentabilidade no órgão, foram criadas áreas temáticas. “Era mais fácil trabalhar com o aspecto ambiental se tivesse uma área temática envolvida, que possuem coordenadores envolvidos com o tema no dia a dia. Nada mais é do que a rotina deles, só que uma rotina cheia de sustentabilidade”, explica. Hoje, são 16 áreas no total.Jacimara explica que a novidade deste ano é a criação da área temática de Interação Legislativa. “Pela primeira vez a gente vai interagir diretamente com a área legislativa, vamos trabalhar diretamente com uma liderança”, salienta. “A liderança vai inserir nas rotinas de trabalho uma série de projetos que vão desenvolver novas ações de sustentabilidade nas rotinas”. Uma expectativa é tornar a gestão ambiental nos órgãos de governo uma lei. AVANÇANDOA Câmara dos Deputados já ganhou dois prêmios das Melhores Práticas A3P, concedido pelo MMA: na categoria de Uso Racional dos Recursos Naturais, o projeto “Programa Luz e Vida Iluminação como Fonte de Prazer” ficou em segundo lugar na primeira edição do prêmio e na categoria da Inovação na Gestão Pública, o projeto “Regulamentando as Licitações Sustentáveis na Câmara dos Deputados - Esverdeando as aquisições”, também ficou em segundo lugar na quarta edição. Atualmente, a EcoCâmara trabalha o projeto de consumo responsável: usar de forma eficiente os recursos comprados pela Casa ou que chegam de fora. Um exemplo é a campanha Pegue seu Livro, uma forma de disseminar informação e dar vazão aos 44 mil títulos que são autorizados por gabinete a serem distribuídos dentro da Câmara. Outros materiais também são reaproveitáveis, como produtos gráficos, antes de serem enviados à reciclagem. ”E não é só tratar a destinação final, é preciso analisar a entrada dos livros, junto aos clientes e fornecedores”, esclarece Jacimara. Além disso, o órgão possui os 10 mandamentos do gabinete verde, com o objetivo de disseminar boas práticas socioambientais nos gabinetes parlamentares.Foto: Paulo de Araújo/MMA
Jacimara: primeiro, o dever de casa
Quinta, 15 Maio 2014 18:48
Brasil poderá ter mais sete sítios Ramsar de importância internacional
Protocolo orientará a execução de inventário das áreas úmidas no BrasilLUCIENE DE ASSISOs integrantes do Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU) aprovaram, na tarde desta terça-feira (15/05), durante sua 13ª reunião, a criação de novos sítios Ramsar em sete Unidades de Conservação (UCs). Agora, as indicações brasileiras serão levadas à avaliação do corpo técnico do Secretariado da Convenção de Ramsar para análise final. Caso sejam aprovadas, tornam-se sítios Ramsar, que são áreas úmidas de importância internacional.As áreas propostas ficam nas Reservas Biológicas do Atol das Rocas, e do Guaporé, na Área de Proteção Ambiental e no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, na Estação Ecológica do Taim, na Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, e nos Parques Nacionais do Viruá, e da Ilha Grande. Depois de aprovados, os novos sítios somam-se aos outros 12 já instituídos no Brasil pelos participantes da Convenção de Ramsar, que deve se reunir no Uruguai em meados de 2015. PROPOSTASNos dois dias de debates da 1ª Oficina de Trabalho sobre Classificação e Inventário de Áreas Úmidas Brasileiras, constaram da pauta a apresentação de proposta para o Sistema de Classificação de Áreas Úmidas Brasileiras, a definição de um protocolo destinado a orientar a execução de inventário das áreas úmidas no Brasil, além da publicação do panorama desses espaços no território brasileiro. Para o gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Roberto Gallucci, os três dias de discussões realizadas nas duas reuniões foram muito produtivos. “Representaram grandes avanços nas bases científicas destinadas a orientar as políticas públicas de proteção e conservação das zonas úmidas, incluindo sua biodiversidade”, explicou.SAIBA MAISA Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, é um tratado intergovernamental que estabelece marcos para ações nacionais e para a cooperação entre países, com o objetivo de promover a conservação e o uso racional de zonas úmidas em todo o mundo. Essas áreas fornecem serviços ecológicos fundamentais para espécies de fauna e flora e para o bem-estar de populações humanas. Além de regular o regime hídrico de vastas regiões, também funcionam como fonte de biodiversidade em todos os níveis, cumprindo, ainda, papel relevante de caráter econômico, cultural e recreativo. Ao mesmo tempo, atendem necessidades de água e alimentação para uma ampla variedade de espécies e para comunidades humanas, rurais e urbanas.
Quinta, 15 Maio 2014 17:41
Educação ambiental na agricultura familiar é tema de curso do MMA
Iniciativa permitirá formar 2 mil agentes populares este anoTINNA OLIVEIRAO Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou, nesta quinta-feira (15/05), o edital de seleção de instituições parceiras para desenvolvimento do curso de formação de Agentes Populares de Educação Ambiental na Agricultura Familiar. O objetivo é selecionar instituições que apoiarão a realização do curso, que será desenvolvido pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem do MMA.No curso serão capacitados agentes populares que possuem o papel de identificar e de promover a mobilização em torno dos problemas socioambientais existentes no meio rural. Terá duração de 120 horas e será destinado, principalmente, à juventude rural, agricultoras e agricultores, agentes comunitários e agentes públicos, a partir de 16 anos, com Ensino Fundamental completo. A meta é formar 2 mil agentes populares em 2014.PRAZOAs instituições interessadas têm até o dia 24 de junho para enviar a documentação solicitada. O curso será coordenado pelo DEA e implantado com o apoio das instituições selecionadas pelo edital, que serão responsáveis por organizar turmas locais e oferecer profissionais para a orientação e acompanhamento dos alunos. As instituições selecionadas assinarão acordo de cooperação técnica com o MMA. A equipe pedagógica da instituição escolhida participará de um curso de formação presencial em Brasília, com o intuito de preparar as atividades.A chamada pública de nº 01/2014 é uma iniciativa do Departamento de Educação Ambiental (DEA) do MMA, em consonância com os objetivos do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF). O programa tem como proposta desenvolver ações educativas, buscando a construção coletiva de estratégias para o enfrentamento da problemática socioambiental rural.Para o diretor de Educação Ambiental do MMA, Nilo Diniz, capacitar agentes populares abre oportunidade de identificar e refletir criticamente as questões socioambientais das comunidades rurais que estão inseridos, de forma a promover a mobilização e sensibilização social para a realização de ações que resultem na melhoria da qualidade de vida e conservação dos recursos naturais no meio rural, permitindo também a elaboração e concretização de políticas públicas e projetos de educação ambiental no contexto da agricultura familiar. “Os jovens e as mulheres do campo são parceiros prioritários nessa formação, que terá o apoio de instituições interessadas e selecionadas, uma vez que a transição para uma agricultura sustentável e justa depende do fortalecimento da produção familiar, do enfrentamento do êxodo e também do “envelhecimento” deste segmento na atividade rural no país”, completa.Serão abordados no curso temas como: cenário socioambiental rural brasileiro e as formas de organização social e produtiva no campo e na floresta; sustentabilidade e agroecologia; fundamentos e estratégias para educação ambiental na agricultura familiar e ações para a sustentabilidade no campo. Confira o edital e as informações completas aqui.
Quinta, 15 Maio 2014 17:10
Encontro de Agroecologia começa em Juazeiro com um olhar no futuro
Acesso a sementes e alimentação saudável sem agrotóxicos estão entre os principais temas LETÍCIA VERDI O III Encontro Nacional de Agroecologia, com o lema "Cuidar da terra, alimentar a saúde e cultivar o futuro", começa nesta sexta-feira (16/05) em Juazeiro (BA) e segue até segunda, dia 19. Aproximadamente 2 mil pessoas, sendo 70% delas agricultores, se encontram na cidade para seminários, debates e atividades culturais sobre o tema. O encontro ocorre no Ano Internacional da Agricultura Familiar e no Ano do Brasil Orgânico Sustentável. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) apoia a iniciativa, promovida pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). De acordo com a diretora de Extrativismo do MMA, Larisa Gaivizo, o encontro reflete a importância da política nacional de agroecologia. “Apresentaremos, no seminário sobre sociobiodiversidade, experiências exitosas como a da Unidade de Conservação do Médio Juruá, na Amazônia, relatada pelo próprio extrativista Manoel Cunha”, conta. O MMA apresentará à sociedade civil o edital Ecoforte, que destina R$ 7 milhões para extrativistas por meio do Fundo Amazônia. PROGRAMAÇÃO A programação do evento pretende ajudar a responder à pergunta: “Por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?”. Haverá feira com produtos agroecológicos da agricultura familiar e das populações tradicionais de todo o país, palestras com intelectuais brasileiros e estrangeiros, além um show na noite de sábado. Estão em pauta temas como o acesso universal e livre às sementes em contraposição aos transgênicos; agrotóxicos, contaminação e saúde; reforma agrária e direitos territoriais; acesso a mercados locais e institucionais; agricultura nas cidades e ainda os direitos das mulheres e à comunicação. Ao final do evento será entregue aos representantes do governo uma carta política sobre as discussões nas atividades e demandas do movimento agroeocológico. O evento acontece na Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf).
Quinta, 15 Maio 2014 15:10
Fundo multilateral libera R$ 4,3 mi para proteger a camada de ozônio
Brasil receberá verba específica para o programa de eliminação de hidroclorofluorcarbonosLUCAS TOLENTINO Mais de U$ 1,8 milhão (R$ 4,3 milhões) serão usados em ações de proteção da camada de ozônio. O financiamento foi anunciado, nesta quinta-feira (15/05), na 72ª Reunião do Comitê Executivo do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal, no Canadá. A delegação brasileira presente no encontro internacional conseguiu a aprovação de dois programas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para retirar de circulação as substâncias que destroem a camada de ozônio (SDOs). O Projeto Piloto para o Manejo e Disposição Final de Resíduos de SDOs receberá U$ 1,49 milhão (R$ 3,42 milhões) do FML. De acordo com inventário do MMA, existem, no Brasil, mais de 60 toneladas de SDOs inservíveis, recolhidas na manutenção e descarte de produtos como os refrigeradores, principais responsáveis pela liberação dessas substâncias na atmosfera. O projeto piloto prevê a criação de sistemas de armazenamento temporário e a adaptação de fornos de eliminação desses compostos químicos. ELIMINAÇÃO O Comitê Executivo do FML aprovou, também, a liberação de U$ 390 mil (R$ 897 mil) para a segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação de Hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), nocivos à Camada de Ozônio e encontrados, principalmente, em equipamentos de refrigeração e ar condicionado e na produção de espumas. O montante será usado no planejamento das próximas ações de eliminação dos HCFCs a partir de 2016, conforme o cronograma estabelecido pelo Protocolo de Montreal. O MMA já desenvolve, com sucesso, a primeira etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH). A ação consiste no congelamento do consumo dos hidroclorofluorcarbonos e na redução de 16,6% até 2015, em relação à linha de base verificada entre 2009 e 2010. SAIBA MAIS Aberto em 1987, o Protocolo de Montreal é um acordo multilateral em que 197 países se comprometem a eliminar gradativamente substâncias destruidoras da camada de ozônio. Entre elas, estão os clorofluorcarbonos (CFCs), presentes em geladeiras e outros equipamentos de refrigeração comercial, e os HCFCs. No caso dos HCFCs, a primeira etapa do compromisso brasileiro vai até 2015 e estabelece a redução de 16,6% do consumo da substância em comparação aos índices de 2009 e 2010. A segunda etapa vai de 2020 a 2040, com redução de 35% em 2020, 67,5% em 2025, 97,5% em 2030 e eliminação total em 2040. Além das ações fomentadas pelo MMA e financiadas pelo Protocolo de Montreal, outras iniciativas contribuem para o corte dos hidroclorofluorcarbonos em território nacional. Uma instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), publicada no fim de 2012, controla a entrada de HCFCs por meio de cotas específicas para a importação do material. A camada de ozônio serve como filtro à radiação ultravioleta do tipo B, que em excesso é nociva à saúde das pessoas, provocando câncer de pele, doenças oculares e com consequências negativas também para a fauna e flora. As substâncias destruidoras estão em praticamente todos os setores industriais, em equipamentos de refrigeração, ar-condionado e em materiais que utilizam espumas de poliuretano e fazem parte do dia a dia das indústrias e dos cidadãos.