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Notícias

Quarta, 19 Setembro 2012 13:03

Enfrentando o risco

Óleos tóxicos utilizados em velhos transformadores de energia contaminam o solo e podem atingir animais e o homemRafaela RibeiroO Ministério do Meio Ambiente promove, por meio do projeto BRA/08/G32, o curso de ensino a distância que trata da identificação e do gerenciamento de áreas contaminadas por bifenilas policloradas (PCB). O curso oferece 300 vagas, terá início em 8 de outubro e encerramento em 8 de abril de 2013. A fase inicial presencial aconteceu no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos do Meio Ambiente (INCT-EMA) da USP, em São Paulo, no mês de agosto.Organizado pelo Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria, o curso é oportunidade de capacitação de técnicos dos órgãos ambientais estaduais e de ministérios parceiros, permitindo o aprofundamento das questões e a participação de quem não pode comparecer na fase inicial. Estão participando técnicos de órgãos estaduais de meio ambiente de 24 estados, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério da Saúde, Ministério de Minas e Energia e do Ministério do Meio Ambiente.ÓLEOS ISOLANTESBifenilas Policloradas, ou ascarel, são óleos isolantes que foram utilizados em transformadores e capacitores de energia elétrica até 1981. Devido à longa vida útil dos equipamentos e problemas de contaminação cruzada ainda existe no país. Assim, por ser considerado um poluente orgânico persistente, o ascarel é integrante da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, realizada em 2001, e deve ser eliminado até 2025. A convenção destaca-se por incluir a obrigação dos países membros de adotar medidas de controle relacionadas a todas as etapas do ciclo de vida - produção, importação, exportação, disposição e uso das substâncias classificadas como Poluentes Orgânicos Persistentes (POPS). Estas substâncias possuem alta persistência no meio ambiente. São capazes de serem transportadas por longas distâncias, e de se acumularem em tecidos gordurosos dos organismos vivos, sendo tóxicos para o homem e para os animais. Os POPs circulam globalmente e podem causar danos nos diversos ambientes por onde passam.IDENTIFICAÇÃOO outro objetivo desta iniciativa é implementar a resolução 420/2009 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Ela dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo diante da presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. A resolução delega aos órgãos estaduais de meio ambiente a responsabilidade de identificar os tipos de solo em seus respectivos estados e definir seus Valores de Referência de Qualidade (VRQ), até dezembro de 2013. O curso será dividido em quatro módulos. Além das aulas propriamente ditas, oferecerá vasto material complementar, como textos e vídeos, atividades e fóruns de discussão para que o aluno conheça e se aprofunde no tema. Os participantes devem se dedicar, em média, cinco horas semanais durante seis meses num total de 146 horas/aula. O curso é oferecido por meio de plataforma da USP, com acesso restrito aos alunos cadastrados. Cada participante acessa a plataforma e cursa as aulas nos horários que lhe for mais conveniente.
Terça, 18 Setembro 2012 15:27

Suporte ambiental das cidades

Conama discute regulamentação do ambiente urbano nos moldes das unidades de conservaçãoLetícia Verdi Nesta quarta e quinta-feira (19 e 20/09), das 9h às 18h, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) busca soluções técnicas para melhorar a qualidade ambiental nos grandes centros urbanos. O seminário “Capacidade de suporte ambiental das regiões metropolitanas do Brasil” discute, em Brasília, como elaborar uma regulamentação específica que defina parâmetros de impacto ambiental para as cidades brasileiras. O evento foi proposto pelo Grupo de Trabalho (GT) da Câmara Técnica de Gestão Territorial, Unidades de Conservação e Demais Áreas Protegidas do Conama. É aberto ao público, no auditório do Ministério do Meio Ambiente na 505 Norte (Edifício Marie Prendi), em Brasília, e a programação pode ser consultada aqui. DEGRADAÇÃO  O objetivo, segundo o relator do seminário e representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no GT, João Batista Câmara, é melhorar a qualidade ambiental nos grandes centros urbanos. “Em Brasília, por exemplo, o crescimento da cidade degradou os mananciais de água”, disse. “Isso deveria ter sido previsto no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT)”. A qualidade do ar, a proteção de áreas verdes, o saneamento básico e a biodiversidade urbana (fauna e flora) serão alguns dos fatores estudados pelos técnicos.  “Não há uma regulamentação específica que limite o crescimento urbano”, avalia Câmara. Ele ressalta a complexidade do assunto: “Nas cidades, o número de pessoas que circula é muito maior do que em uma unidade de Conservação (UC)”. O estudo de capacidade de carga numa UC avalia o número ideal de pessoas que podem usufruir do meio sem causar impactos ambientais que degradem, levando em consideração a capacidade de manejo da própria UC.  Durante o seminário, o desafio será adaptar esse conceito à realidade mais complexa das grande cidades e definir indicadores ambientais, sociais e econômicos, além de metodologia própria para as regiões metropolitanas. O Conama é responsável por estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade do meio ambiente. No caso das grande cidades, essa normas devem ser utilizadas em planos diretores municipais, zoneamentos ambientais e mecanismos de controle e monitoramento do uso e ocupação do solo.
Terça, 18 Setembro 2012 13:53

Ministros discutirão clima

Reunião no Itamaraty é oportunidade para que Brasil, África do Sul, Índia e China unifiquem discurso para futuros acordosSerá realizada nesta quinta e sexta-feira, 20 e 21/09, no Palácio Itamaraty, a XII Reunião Ministerial do BASIC, para coordenação entre Brasil, África do Sul, Índia e China, sobre as negociações em curso no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e do Protocolo de Kyoto. A reunião terá início com encontros técnicos e de negociadores, no dia 20. O encontro de ministros, no dia 21, será copresidido pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.As discussões da XII Reunião Ministerial do BASIC favorecerão a aproximação de posições em aspectos substantivos das negociações internacionais, com vistas à próxima Conferência das Partes da UNFCCC (COP 18), que será realizada em Doha, no Catar, em novembro e dezembro deste ano.O BASIC foi criado em 2007, como grupo informal de diálogo sobre as negociações sob a UNFCCC. Desde sua criação, o Grupo vem desempenhando papel importante na construção de entendimento no regime de mudança do clima e na definição de resposta global efetiva e justa para o aquecimento global. A atuação coordenada do BASIC tem estimulado nível maior de ambição no combate à mudança do clima e tem contribuído para o tratamento do apoio financeiro, tecnológico e técnico internacional para ações de mitigação e adaptação em países em desenvolvimento.SERVIÇOXII Reunião Ministerial do BASICData: 20 e 21 de setembroLocal: Ministério das Relações Exteriores - Palácio do ItamaratyAssessoria de ImprensaMinistério do Meio AmbienteTelefone (61) 2028-1227Credenciamento para imprensaOs profissionais de imprensa brasileiros e estrangeiros interessados em cobrir o encontro devem enviar dados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. document.getElementById('cloaka745498bfe2b9f398c0c80e74c05e2fc').innerHTML = ''; var prefix = 'ma' + 'il' + 'to'; var path = 'hr' + 'ef' + '='; var addya745498bfe2b9f398c0c80e74c05e2fc = 'credenciamento' + '@'; addya745498bfe2b9f398c0c80e74c05e2fc = addya745498bfe2b9f398c0c80e74c05e2fc + 'itamaraty' + '.' + 'gov' + '.' + 'br'; var addy_texta745498bfe2b9f398c0c80e74c05e2fc = 'credenciamento' + '@' + 'itamaraty' + '.' + 'gov' + '.' + 'br';document.getElementById('cloaka745498bfe2b9f398c0c80e74c05e2fc').innerHTML += ''+addy_texta745498bfe2b9f398c0c80e74c05e2fc+''; , impreterivelmente até 19h do dia 18 de setembro. Confira os documentos necessários aqui. (Com Ascom/MRE)
Terça, 18 Setembro 2012 13:46

Sociobiodiversidade reavaliada

Política de subsídio aos extrativistas que comercializam produtos como açaí, babaçu, pequi e mangaba, entre outros, é reavaliadaSophia GebrimUm balanço da Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio) está sendo feito durante toda esta terça-feira (18/09), na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília. Participam do encontro representantes dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), Desenvolvimento Agrário (MDA), Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Conab, coordenadores da ação.A política, executada desde 2009 pela Conab, é uma subvenção ao s extrativistas que comercializam produtos da sociobiodiversidade como açaí, babaçu, pequi e mangaba, entre outros, garante o pagamento do preço mínimo na venda desses produtos. Dessa forma, se um seringueiro vender 1 kg de borracha por R$ 2,00, a Conab poderá complementar com a subvenção de R$ 1,50/kg, já que o preço mínimo da borracha natural do bioma amazônico é de R$ 3,50. PRÓS E CONTRAS Durante o encontro, representantes de associações, cooperativas e organizações de produtores que comercializam produtos da sociobiodiversidade apontaram os principais problemas e gargalos na operacionalização do programa de subvenção aos extrativistas. “Grande maioria apontou que, problemas na documentação, foi a principal dificuldade apresentada”, cita o analista ambiental da Gerência de Extrativismo da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Luis Volei, que participa do encontro. Segundo Volei, os benefícios do programa são claros e unanimidade entre todos os participantes do evento. “Vemos em todas as regiões que tem seus produtos da sociobio amparados pelo programa, melhoria na qualidade de vida da população, aumento de renda e certa liberdade na escolha para quem vender o produto”, explica. Ele mostra um exemplo dos produtores de açaí da região Norte que, ao invés de vender para um produtor específico, podem vender para quem quiser, abrindo mercado e ganhando autonomia no processo de venda e comercialização. Ao término do dia de debates será elaborado documento com alternativas e recomendações ao Grupo Gestor das Ações de Apoio à Comercialização de Produtos Extrativistas, visando o aperfeiçoamento do Programa. SAIBA MAISEntre os produtos da sociobiodiversidade que recebem a subvenção do governo estão os frutos do açaí, baru, mangaba, pequi e umbu, além da amêndoa do babaçu, borracha natural extrativa, castanha do brasil com casca, cera de carnaúba tipo 4, fibra de piaçava e pó cerífero tipo B.Mais informações no site www.conab.gov.br
Terça, 18 Setembro 2012 13:17

Cerrado discute CAR

Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Piauí e do Distrito Federal tratam da regularização ambiental de imóveis ruraisSophia GebrimA regularização ambiental de imóveis rurais dos seis estados que fazem parte do bioma Cerrado – Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Piauí, além do Distrito Federal -, está sendo discutida no Seminário Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos Estados do Cerrado, que acontece até a próxima quinta-feira (20/09) em Brasília. Esse é o primeiro de uma série de encontros que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está promovendo com representantes dos estados brasileiros para discutir a implantação do CAR.Além de debates a cerca do Programa de Regularização Ambiental (PRA), que terá, entre os seus objetivos, o cadastro ambiental rural, faz parte da agenda do Seminário a apresentação da estratégia do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para regularização ambiental dos assentamentos rurais, as estratégias do MMA para regulamentação do PRA e a apresentação do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR). Por fim, serão ouvidas as propostas de cada um dos estados para adequação e sistematização dos processos de regularização ambiental. DIÁLOGO E ORIENTAÇÃOO secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral, destacou, durante a abertura do seminário, na manhã desta terça-feira (18/09), a necessidade de promover diálogos com os estados para ouvi-los e saber as necessidades de cada região. “Queremos avançar nas discussões do CAR e criar uma sinergia com cada estado, de forma que o entendimento sobre a legislação que regulamenta o cadastro de propriedades rurais seja construída com a participação de todos os envolvidos”, destaca o secretário da SEDR.Para o chefe da Consultoria Jurídica do Ministério do Meio Ambiente, Mauro de Almeida, a iniciativa da SEDR, de promover esses encontros com os representantes estaduais, faz parte de todo o contexto da formação do conteúdo necessário para formulação e aplicação da lei que regulamentará o CAR e o Programa de Regularização Ambiental (PRA), que serão aplicados dentro da nova Lei Florestal, em votação no Congresso Nacional. “Além de orientações sobre a legislação que está sendo consolidada, queremos ouvir os estados, de forma que eles tragam suas preocupações e entendimentos sobre o processo de regularização ambiental”, ressalta o chefe da Conjur do MMA.EXPECTATIVA POSITIVAO Estado de Mato Grosso do Sul está bastante adiantado no processo de implantação do CAR. Segundo o representante do Instituto de Meio Ambiente de MS, Roberto Gonçalves, a expectativa é de que, até o final do ano, o sistema responsável pelo cadastramento já esteja funcionando. “Esperamos começar 2013 com tudo pronto para começar a trabalhar com a regularização ambiental das nossas propriedades rurais”, diz. Ele cita, ainda, que a avaliação dos produtores rurais sul-mato-grossenes tem sido bastante positiva quanto ao processo de regulamentação ambiental. “Há anos todos estão aguardando, ansiosamente, pela aprovação da Lei Florestal que irá ditar as regras de todo o processo do CAR”, aponta Gonçalves. Ele finaliza que, com o processo parado, todos ficam prejudicados, tanto as propriedades rurais, quanto os produtores, a produção, a sociedade e o meio ambiente.O segundo seminário que o MMA irá promover com representantes estaduais para discussão do CAR está agendado para o período de 25 a 27 de setembro e será com os estados da Amazônia Legal, ainda sem local definido. Já no período de 2 a 4 de outubro o terceiro e último seminário será com os estados da Mata Atlântica e Caatinga.
Segunda, 17 Setembro 2012 13:14

Mais prazo para prêmio da A3P

Inscrições para o prêmio Melhores Práticas da Agenda Ambiental na Administração Pública vão até 2 de outubroLetícia VerdiA ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assina, nesta semana, portaria que prorroga o prazo de inscrições para o prêmio Melhores Práticas na Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P). Os órgãos municipais, estaduais e federais que quiserem participar terão até o dia 2 de outubro para inscrever os projetos. O prêmio é um reconhecimento às ações dos servidores em prol da sustentabilidade na administração pública.“A cada ano, temos mais inscritos no prêmio. No ano passado, foram 39. Nossa expectativa é superar a marca dos 40 projetos inscritos este ano”, disse a coordenadora da A3P, Ana Carla Almeida, do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Ela explica que o número de adesões deve aumentar em decorrência do projeto Esplanada Sustentável – do qual o MMA é um dos coordenadores, junto com os ministérios do Desenvolvimento Social, Planejamento, Orçamento e Gestão e Minas e Energia.ECONOMIAA meta do projeto Esplanada Sustentável é atingir, até julho de 2013, uma economia de R$ 12 milhões com energia, água, papel e copos descartáveis, entre outros. Cada ministério terá o próprio plano de ação para a redução de gastos. O monitoramento já está sendo feito. ”O sucesso depende do compromisso e da estrutura que cada órgão disponibilizará para a gestão do projeto”, diz Ana Carla.Até esta sexta-feira (31/08), a A3P já contava com 31 novas adesões, feitas somente este ano. O número é praticamente igual ao de todo o ano de 2011, quando 32 órgãos públicos aderiram à agenda. O ano recorde foi o de 2009, em que foram contabilizadas 39 novas adesões. No total, hoje são 156 órgãos comprometidos com a Agenda Ambiental na Administração Pública em todo o Brasil. Entre os mais comprometidos, estão: Caixa Econômica Federal, Advocacia-Geral da União (AGU), Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Exército, Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Agência Nacional de Águas (ANA) e Ministérios Públicos Federal e Estaduais.O QUE ÉA A3P é um programa que busca programar a gestão socioambiental sustentável das atividades administrativas e operacionais do governo. O programa tem como princípios a inserção dos critérios ambientais, desde uma mudança nos investimentos, compras e contratação de serviços pelo governo, até uma gestão adequada dos resíduos gerados e dos recursos naturais utilizados.Os eixos temáticos da A3P são: gestão adequada dos resíduos; licitação sustentável; qualidade de vida no ambiente de trabalho; sensibilização e capacitação dos servidores; e uso racional dos recursos.Confira o regulamento do prêmio aqui.
Segunda, 17 Setembro 2012 12:49

Conhecer para incluir

Cadastro procura identificar 13 diferentes grupos familiares para inclusão nos programas sociais do governo federalSophia GebrimPara aprimorar o trabalho de identificação de comunidades tradicionais, o governo federal lançou, na manhã desta segunda-feira (17/09), o Guia de Cadastramento de Grupos Populacionais Tradicionais e Específico. O lançamento aconteceu durante a 19ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais, em Brasília. O encontro contou com a presença da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, do secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Cabral, e do secretário-executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mário Theodoro.A cartilha funcionará como guia de treinamento para os gestores municipais do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família na identificação e cadastramento de 13 diferentes grupos familiares para inclusão nos programas sociais do governo federal. A publicação especifica, detalha e identifica os seguintes grupos de famílias: ciganos, extrativistas, pescadores artesanais, comunidades de terreiro, ribeirinhos, agricultores familiares, assentados da reforma agrária, beneficiários do Programa Nacional do Crédito Fundiário, acampados, atingidos por empreendimentos de infraestrutura, presos do sistema carcerário, catadores de material reciclável e resgatados da condição de trabalho análogo à de escravo. Esse guia se soma à cartilha lançada em 2009, com orientações específicas para o cadastramento de quilombolas, indígenas e pessoas em situação de rua.BOM PARA TODOSPara o secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, a questão social faz parte da agenda ambiental e integra os desafios do Ministério do Meio Ambiente. “Assuntos ligados à sociobiodiversidade, Bolsa Verde, Cadastro Ambiental Rural (CAR), dentre outros, estão ligados intrinsecamente ao trabalho de conservação ambiental e fortalecimento das comunidades que vivem em torno de áreas de preservação ambiental”, disse. Ele destacou, ainda, a visão de que a pobreza é um problema de governo e é responsabilidade do próprio governo correr atrás de pessoas que vivem em situação de pobreza e muitas vezes estão em locais de difícil acesso, o que vem sendo feito pela Busca Ativa, ação que vai até os beneficiários em potencial de programas sociais. A necessidade de visibilidade das ações em favor dos povos e comunidades tradicionais também foi ressaltada por Gaetani. Para ele, é necessário trazer esse assunto à luz do dia, destacando as especificidades dessas comunidades e garantindo o acesso aos bens e serviços públicos. “O governo entende que povos e comunidades tradicionais, mais do que outros, têm importância na preservação ambiental, que muitas vezes funciona para a sua própria sobrevivência, e nós, do MMA, apoiamos esse processo, o qual traz benefícios para toda a sociedade”.DEDICAÇÃOA ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, citou a publicação como mais uma das ferramentas do governo para inclusão daquelas famílias beneficiárias dos programas sociais, espalhadas por todo o país. “Estamos totalmente engajados na ampliação do processo de cadastramento, que é uma forma de dar visibilidade a essas famílias que sofrem duas vezes, uma pela situação de extrema pobreza e outra relacionada aos preconceitos por parcela da sociedade por conta das suas diferencias culturais e religiosas”, salientou. Segundo a ministra, com esse campo especifico de cadastramento de povos e comunidades tradicionais, o Estado reconhece e vê as diferenças, de forma que será possível atender melhor as demandas específicas, identificando essas comunidades, com suas peculiaridades. “A partir desse olhar, estamos conseguindo que o Brasil Sem Miséria realmente chegue a quem precisa de verdade, de forma que seja erradicada a pobreza, preservado o meio ambiente e respeitadas as diferenças culturais das comunidades”, acrescentou.
Sexta, 14 Setembro 2012 17:41

Missão cumprida

Ministra afirma que o Brasil atingiu as principais metas do Protocolo de Montreal para reduzir os danos na camada de ozônioLucas TolentinoO Brasil alcançou as principais metas estabelecidas para o controle do buraco da camada de ozônio. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou como excepcional a atuação do país na redução do consumo de clorofluorcarbonos (CFCs). Presentes em equipamentos de refrigeração, aerosóis, entre outros produtos, os CFCs são as principais substâncias que afetam a concentração de gás ozônio na estratosfera. “Esse é um resultado do esforço de todos os agentes envolvidos”, afirmou.As declarações foram dadas, nesta sexta-feira (14/09), durante as comemorações do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio e dos 25 anos do Protocolo de Montreal, acordo internacional com o objetivo de eliminar as substâncias destruidoras do ozônio. Para celebrar a data, o MMA realizou, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o seminário “Protegendo nossa atmosfera para as gerações futuras”.RESULTADOSEntre os resultados obtidos com a implantação do Protocolo de Montreal no âmbito brasileiro, está a eliminação de 10.525 toneladas de substâncias com Potencial de Destruição do Ozônio (PDO), equivalente ao consumo de CFC constatado entre 1995 e 1997. Foi implantado, ainda, um sistema de recolhimento, reciclagem e regeneração de substâncias nocivas em todo o país. Além disso, 24,6 mil técnicos receberam capacitação em boas práticas de refrigeração.Comerciantes de Brasília receberam, durante o evento, certificado de participação no programa de substituição de refrigeradores antigos do MMA. O projeto também aparece como uma das iniciativas do governo federal voltadas para a proteção da Camada de Ozônio. Ao todo, 100 estabelecimentos foram analisados e quatro receberam novos freezers e geladeiras, como forma de incentivar a consciência ambiental e troca dos equipamentos antigos que ainda contêm CFC.EXPANSÃOA ministra Izabella Teixeira ressaltou, ainda, a posição avançada do Brasil e defendeu a exportação das boas práticas desenvolvidas no país. “Os resultados são extremamente estruturantes. Chegou o momento de o Brasil oferecer conhecimento para outros países. Já fazemos isso em áreas como a de florestas e devemos começar a fazer o mesmo no setor de desenvolvimento industrial”, explicou.O representante-residente do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, afirmou que o Protocolo de Montreal é um modelo de articulação internacional e elogiou o desempenho brasileiro no acordo. “O protocolo estabelece o princípio da responsabilidade compartilhada”, disse. “Dentro disso, o Brasil tem se tornado modelo tanto nas questões institucionais quanto na realização das metas e objetivos”.
Sexta, 14 Setembro 2012 17:33

Diretos dos índios em debate

Convenção da OIT adotada pelo Brasil estabelece respeito à diversidade étnico-cultural e é pouco divulgadaSophia GebrimOs direitos fundamentais dos povos indígenas e tribais são regidos em todo o mundo pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no capítulo que trata da proteção ao meio ambiente e aos índios, cuja diversidade étnico-cultural tem de ser respeitada. Para discutir a legislação e estratégias de difusão dos direitos, representantes do governo e comunidades tradicionais reuniram-se na tarde desta sexta-feira (16/09) durante o 7º Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, no Memorial de Povos Indígenas, em Brasília. “Essa oficina nos permite conversar, ouvir e sentir a percepção das pessoas que vivem em comunidades tradicionais, saber o que pensam da Convenção 169 e o que pode ser aprimorado no atual processo de consulta que a lei está passando”, explica o ministro-chefe da Divisão de Temas Sociais do Itamaraty, Silvio José Albuquerque e Silva. O governo brasileiro instituiu em janeiro o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) com o objetivo de estudar, avaliar e apresentar proposta de regulamentação dos mecanismos de consulta prévia aos povos indígenas e tribais no âmbito da convenção. O grupo é coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores e pela Secretaria Geral da Presidência e conta com a participação de diversos órgãos e entidades governamentais, entre os quais participa o Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável. O GTI iniciou suas atividades em janeiro de 2012; em março promoveu a realização de seminário internacional com representantes indígenas, quilombolas e de povos e comunidades tradicionais para abrir o diálogo sobre o processo de regulamentação. CARÁTER VINCULANTEA convenção foi adotada na 76a Conferência Internacional do Trabalho, em 1989. No Brasil, foi ratificada em 2002, e entrou em vigor em 25 de julho de 2003. É o único instrumento jurídico internacional de caráter vinculante a tratar especificamente dos direitos dos povos indígenas e tribais. Em 2007, foi instituída a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), que tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável com ênfase no reconhecimento, fortalecimento e garantia dos direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais dos povos e comunidades tradicionais. O princípio desta política é o respeito e valorização da identidade de povos e comunidades tradicionais, bem como suas formas de organização e suas diferentes instituições, dialogando com os preceitos da Convenção 169. VISÃO INDÍGENAO cacique Evandro, da Tribo Gavião (também conhecida como Pykopcatejê), localizada próximo ao município de Amarante do Maranhão (835 km da capital São Luís), afirma que já ouviu falar da Convenção 169 da OIT, mas nunca soube, ao certo, do que trata a legislação e como os povos indígenas podem ser beneficiados. “Além do direito assegurado ao uso da terra, pontos importantes como o direito à coletividade do nosso povo e o reconhecimento, pelo Estado, da nossa tribo, com as suas crenças, valores e religião também é defendido pela lei”, afirma. Ele assegura que, encontros para discutir os diretos fundamentais dos povos e comunidades tradicionais reforçam a importância dessas pessoas perante a sociedade e fortalece cada vez mais o papel de tribos indígenas no uso e conservação do meio ambiente, como aliados da natureza. “Na nossa tribo plantamos milho, arroz e mandioca, de forma sustentável e sem agredir o meio ambiente e auxiliando na preservação dos recursos naturais da terra”, finaliza o cacique.
Quinta, 13 Setembro 2012 16:53

O Cerrado no Parlamento

Marcha “Grito do Cerrado” percorre a Esplanada dos Ministérios para discutir futuro do bioma Luciene de Assis Pelo menos mil pessoas participaram da marcha Grito do Cerrado, realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na tarde desta quinta-feira (13/09), em direção ao Senado, onde participaram da audiência pública que discutiu a realidade do bioma e dos povos que nele vivem. Índios da etnia Xerente realizaram uma corrida de revezamento com duas toras de pau de buriti, depois presenteadas ao presidente da Comissão de Meio Ambiente da casa, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). “Essas toras simbolizam a luta pela vida no Cerrado e sua biodiversidade, e a entrega delas aqui representa a defesa do cerrado também pelo Legislativo”, explicou Srewe Xerente, liderança indígena presente na audiência pública. O evento foi organizado pela Comissão de Meio Ambiente em comemoração ao mês do Cerrado e contou com a participação do secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Cavalcanti. Ele lembrou que este bioma é o ponto de interligação de todos os outros ecossistemas brasileiros, classificando-o como sendo “absolutamente único”, com existência estimada entre 30 mil e 50 mil anos. “O Cerrado nos dá uma coexistência com todos os tipos de povos e culturas que se espalham pelo bioma, formando um mosaico humano e biológico, que é o que uma lei feita para o Cerrado deve preservar”, afirma o secretário. Ele se refere ao Projeto de Lei 214/2012, que institui a Política de Desenvolvimento Sustentável do Cerrado, de autoria do senador Rollemberg, que se encontra em tramitação.
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