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Terça, 04 Setembro 2012 19:23
Sustentabilidade revista
MMA estuda praticas de nove entidades e empresas para fomentar a conservação ambientalLucas TolentinoO Ministério do Meio Ambiente (MMA) estuda o estabelecimento de novas políticas de desenvolvimento sustentável. As medidas serão criadas com base em estudos de caso de empresas e instituições públicas de todo o país. Ao todo, estão sendo analisadas iniciativas executadas por nove entidades que atuam em setores diversos, como o manejo florestal, a agricultura, a produção de energias renováveis e a indústria siderúrgica.A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), realizada em junho, no Rio de Janeiro, marcou a apresentação inicial das pesquisas. Todas elas foram realizadas pelo MMA em parceria com o Banco Mundial. Na tarde desta terça-feira (04), a equipe do Ministério assistiu à apresentação do estudo de caso de uma empresa que promove o manejo florestal na Amazônia. PRÁTICASA iniciativa tem o objetivo de identificar oportunidades de melhoria na cadeia de produção. “É uma tentativa de identificar práticas com potencial de replicação para o Brasil e para o mundo e, com isso, fomentar a conservação ambiental”, afirmou o especialista em políticas públicas governamentais Vitor Fazio, da Secretaria-Executiva do MMA.Entre os diversos exemplos encontrados por meio do estudo de caso, Fazio destacou o uso de resíduos de madeira na geração de energia elétrica, iniciativa desenvolvida por uma empresa que promove o manejo florestal na Amazônia, e projetos sustentáveis de agricultura de cana orgânica.
Terça, 04 Setembro 2012 15:32
Dia da Amazônia
Duas unidades de conservação da região receberão recursos perpétuos para operações de campoLuciene de AssisComemora-se nesta quarta-feira (05/09) o Dia da Amazônia, região brasileira que abrange sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas, constituindo-se num dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade. Existem no bioma 306 Unidades de Conservação (UCs), sendo que 95 dessas recebem recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Destas, duas começam, a partir deste mês de setembro, a receber recursos do Fundo de Áreas Protegidas (FAP) porque são as primeiras unidades de conservação consolidadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa): “Vamos apoiar a manutenção do Parque Estadual do Cantão, no Tocantins, e da Reserva Biológica (Rebio) do Jaru, em Rondônia”, esclarece o coordenador do programa, Trajano Quinhões.As duas Unidades de Conservação receberão, cada uma, R$ 250 mil anuais. “Significa um grande benefício para Amazônia, porque o FAP é um fundo do Arpa e estes repasses marcam, concretamente, o uso dos rendimentos do fundo para auxiliar na manutenção das UCs consolidadas pelo programa”, explica a analista ambiental da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Rosiane Pinto, que está em visita a Cantão e Jaru. Esses recursos, segundo o coordenador do Arpa, poderão ser utilizados para reformar a sede da UC, fazer reposição e aluguel de equipamentos, operações de campo, aquisição de combustível, alimentação e revisão do Plano de Manejo da UC, entre outros usos permitidos.MUNDO VERDEO bioma Amazônia ocupa 60% do território brasileiro e abrange oito países além do Brasil (Peru, Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa). Em território brasileiro abriga, hoje, pelo menos 30 milhões de pessoas, é maior floresta tropical do mundo e a mais biodiversa. Os repasses de recursos do FAP/Arpa para as primeiras duas UCs da região têm caráter perpétuo e ocorrerão anualmente enquanto preencherem as condições de elegibilidade estabelecidas pelo Arpa. A Rebio do Jaru ocupa uma área de 328.150 hectares, está sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e já recebeu do Arpa, entre 2005 e 2012, investimentos aproximados de R$ 3 milhões. O Parque do Cantão engloba mais de 100.400 hectares e pertence ao Instituto Naturatins, de Tocantins, sendo beneficiado com R$ 1,8 milhão do Arpa, nos últimos sete anos.“Escolhemos iniciar os repasses do FAP neste mês em comemoração ao Dia da Amazônia”, confirma Quinhões, que insiste na importância deste fato. É bom lembrar que, somente de floresta, o bioma ocupa uma área total estimada em mais seis milhões de quilômetros quadrados, abrangendo todo Norte do Brasil, o Sul da Venezuela e da Colômbia, e Norte do Peru e da Bolívia. A Amazônia Legal abrange os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso e Tocantins e parcialmente o estado do Maranhão.EXPLOSÃO DE VIDA As 95 Unidades de Conservação apoiadas pelo Programa Arpa encontram-se nos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso e Tocantins. O Arpa é o maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta e tem como objetivo proteger 60 milhões de hectares da Amazônia brasileira. Combina a biologia da conservação com as melhores práticas de planejamento e gestão para criar, equipar e consolidar as unidades de conservação, e suas ações são realizadas em ecossistemas considerados essenciais para a integridade da sociobiodiversidade amazônica.Encontram-se, em território amazônico, densas florestas, savanas e florestas de igapó permeadas pelos rios. Levantamentos recentes mostram que a Amazônia abriga pelo menos 40 mil espécies de plantas, 427 de mamíferos, 1.294 de aves, 378 de répteis, 427 de anfíbios e cerca de três mil espécies de peixes. Seus rios comportam cerca de 20% da água doce do mundo e a floresta constitui importante estoque de gases responsáveis pelo efeito estufa.
Terça, 04 Setembro 2012 13:57
Água de beber
Trinta municípios do semiárido baiano terão sistema de dessalinização que transformará a água salobra, permitindo o consumo humanoRafaela Ribeiro (*)O Ministério do Meio Ambiente anunciou nesta terça-feira (04/09) convênio do Programa Água Doce (PAD) firmado com o Estado da Bahia para garantir água potável com a construção de 385 dessalinizadores de água em 30 municípios do semiárido que estão entre os mais pobres e com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado. O governo federal está investindo, neste convênio, um total de R$ 61 milhões. “É o maior contrato no âmbito do Programa Água Doce”, disse o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Pedro Wilson Guimarães, que representou a ministra Izabella Teixeira na solenidade. O anúncio aconteceu em Salvador, com a presença do governador Jacques Wagner. O recurso possibilitará a instalação do sistema simples de dessalinização composto pelo poço, o dessalinizador, chafariz de distribuição da água para a população e o poço de contenção dos rejeitos, que impede que os rejeitos contaminem o solo. Cerca de 150 mil pessoas serão beneficiadas recebendo água potável para consumo. “Em Israel, são utilizadas grandes unidades para aproveitamento de água do mar: é uma ação estratégica de redução dos efeitos da seca”, disse Wagner. “Aqui, os dessalinizadores vão resolver a escassez de muitas comunidades do semiárido”.AÇÃO COMUNITÁRIAO convênio prevê a instalação do sistema, gestão, treinamento e acompanhamento da população para uso do maquinário e a manutenção do sistema. O envolvimento da comunidade no processo, com treinamento adequado para manusear o equipamento, garantirá a preservação e sustentabilidade do sistema. A região semiárida baiana compreende 265 municípios do total de 417 no Estado, representando 23% de todo o semiárido brasileiro, perfazendo uma à área de 393.056,10 Km² . Esta região é uma das mais pobres e carentes de informações, onde se encontra os biomas: floresta tropical úmida, cerrado e o bioma caatinga com cerca de 70% da área do estado e 40% de toda a região. A população residente é de aproximadamente 6,5 milhões de pessoas, o que significa quase 50% da população da Bahia e 31% das pessoas residentes no semiárido brasileiro.Em 2011, o Programa Água Doce foi contemplado pelo Plano Brasil sem Miséria. É um esforço do governo federal no combate à pobreza extrema e visa reduzir as desigualdades sociais e promover melhorias na qualidade de vida dos brasileiros. O PAD é uma das iniciativas que integram o Programa Água para Todos, no âmbito do Plano Brasil sem Miséria, juntamente com construção de cisternas e sistemas simplificados de abastecimento. O Água Doce assumiu a meta de aplicar a metodologia do programa na recuperação, implantação e gestão de 1.200 sistemas de dessalinização até 2014, com investimentos de cerca de 168 milhões de reais. Neste contexto foram firmados, até o momento, seis convênios com os estados do Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Sergipe, Ceará e Bahia. (*) Com a Secom-BA.
Terça, 04 Setembro 2012 13:33
Um mascote bom de bola
Tatu genuinamente brasileiro é escolhido como mascote para a Copa de 2014. Animal está ameaçado de extinçãoLuciene de AssisO tatu-bola será o mascote oficial da para a Copa do Mundo de 2014, a se realizar no Brasil. Esta espécie da fauna brasileira, natural do cerrado e da caatinga, figura na lista vermelha das espécies em risco de extinção. “Vamos aproveitar a oportunidade para promover a conservação do tatu-bola e sua manutenção na natureza”, explica o secretário-executivo da Associação Caatinga, Rodrigo Castro, idealizador da proposta apresentada. Ele esteve com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na tarde desta segunda-feira (03/09).A escolha foi feita pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), promotora do evento. Deveu-se ao fato do animal assumir o formato de uma bola quando se sente ameaçado. O tatu-bola faz parte de um grupo de 11 espécies de tatu existentes no Brasil. É primo do tamanduá e das preguiças. PUBLICIDADEAo ser informada da aprovação da Fifa, a ministra falou do seu contentamento em relação ao sucesso do projeto da Associação Caatinga: “A proposta lança um novo olhar sobre a fauna brasileira e fico feliz com a escolha do tatu-bola como mascote”, disse. A ideia, segundo Rodrigo Castro, é aproveitar o momento atual para converter essa publicidade positiva em ativo para beneficiar a biodiversidade dos biomas caatinga e cerrado. Estudo recentes mostram que o tatu-bola sofreu um declínio superior a 30% ao longos dos últimos 12 anos. E as principais ameaças à sua sobrevivência são, principalmente, a caça, a agricultura, a redução dos seu habitat e os assentamentos rurais.
Sábado, 01 Setembro 2012 19:11
Cerrado pede socorro
Savana mais rica do planeta sofre grave processo de degradação. Poderes públicos tomam providências para reverter a situação.Lucas TolentinoLuciene de AssisO Ministério do Meio Ambiente (MMA) deu início, neste sábado (01/09), a programação especial que acontecerá ao longo do mês para chamar a atenção da sociedade e os habitantes da região sobre a necessidade de preservar o bioma cerrado, a savana mais rica do planeta, que vem sendo dilapidado pela ação do homem. No Jardim Botânico de Brasília, foi formalizada a criação do Centro de Excelência do Cerrado, criado como forma de forma de promover e incentivar a preservação ambiental, em solenidade que contou com a participação do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e do secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Roberto Cavalcanti, representando a ministra Izabella Teixeira. No mesmo local foi inaugurada a exposição itinerante Cerrado, com imagens captadas no Parque Nacional de Brasília pelos repórteres fotográficos Martim Garcia e Paulo de Araújo, da Assessoria de Comunicação Social do MMA. Houve, também, passeio ciclístico e sarau musical. Para o secretário Roberto Cavalcanti, o cerrado é um bioma estratégico para as políticas ambientais do Brasília. "O que acontecer com o cerrado vai definir os rumos do desenvolvimento sustentável no país”, disse. “Há uma grande importância tanto do ponto de vista biológico quanto do econômico".O Distrito Federal concentra, na opinião de Cavalcanti, os principais exemplares do bioma. "Grande parte da biodiversidade está aqui e Brasília tem a maior proporção de cerrado em áreas de proteção", afirmou. "O Jardim Botânico de Brasília atrai um dos maiores grupos de pesquisas para o cerrado".MAIS ATIVIDADES Como parte do mês do cerrado, de 12 a 16 de setembro acontece o Encontro dos Povos do Cerrado, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília, com palestras, exposições e apresentação de filmes e vídeos. O objetivo é mobilizar a sociedade e os povos do cerrado para o estímulo de ações voltadas à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais do bioma. A previsão dos organizadores é que o evento reúna cerca de mil representantes de comunidades e organizações da sociedade civil dos 14 estados abrangidos pelo cerrado. O evento terá uma extensa programação com palestras, mesas redondas, oficinas, audiência pública e outras atividades sobre temas relativos à conservação do bioma e à defesa de seus povos, além da feira de produtos sustentáveis desse bioma e de uma intensa programação cultural. “Pretendemos divulgar para a sociedade civil as ações governamentais do Ministério do Meio Ambiente para o bioma cerrado, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento, a Política Nacional sobre Mudança do Clima e o Fundo Amazônia”, explica a analista ambiental do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento (DPCD/MMA), Larissa Malty. Será realizado, ainda, o Grito do Cerrado, passeata pela Esplanada dos Ministérios, que pretende alertar a sociedade para o crescente processo de degradação do bioma e ameaça a seus povos, bem como chamar atenção para a urgência de se adotar ações voltadas à sua conservação e uso sustentável. No Congresso Nacional, haverá audiência pública sobre o tema, que deverá ocorrer logo após a Corrida de Toras entre as etnias indígenas, também na Esplanada. Na quinta-feira (13/09), o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Carlos Klink, fará palestra sobre Fundo Amazônia, que pode destinar 20% dos seus recursos para ações de monitoramento do desmatamento em outros biomas e países. No dia seguinte, haverá debates sobre o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento do Cerrado (PPCerrado); apresentação dos Projetos de Cooperação Internacional do Brasil com Alemanha e Reino Unido, pelo diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento (DPCD/MMA), Francisco Oliveira; e palestra sobre os recursos hídricos no Cerrado, feita pelo secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), Pedro Wilson.No sábado (15/09), além da troca de sementes, ocorrerá uma apresentação do Programa de Prevenção e Combate a Queimadas no Cerrado (Prevfogo), por representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Está prevista, ainda, exibição de vídeos do Circuito Tela Verde, material audiovisual destinado à educação ambiental, organizado pelo Departamento de Educação Ambiental do MMA.
Sexta, 31 Agosto 2012 16:59
Fauna sob ameaça de extinção
Fauna sob ameaça de extinção Luciene de Assis Cerca de 400 especialistas participaram da Oficina de Validação das Avaliações da Fauna Brasileira, promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) na sexta-feira (31/08), em Brasília. Na oficina, foram analisadas 1.800 espécies de diversos grupos, como mamíferos aquáticos, peixes marinhos, anfíbios, crustáceos, moluscos, entre outros, que já haviam sido estudados em oficinas específicas anteriores, entre 2008 e 2011. Os resultados desse trabalho serão divulgados ainda esta semana pelo ICMBio e encaminhados ao MMA para subsidiar a atualização da Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.De acordo com o analista ambiental da Coordenação Geral de Manejo para Conservação do ICMBio, Ugo Eichler Vercillo, o produto apresentado durante o evento confirma que várias espécies entraram na lista de risco de desaparecer e outras foram dela retiradas, embora os números somente estarão consolidados no correr desta semana.ESTRATÉGIAA lista, publicada em 2009, permite definir estratégias para combater as ameaças capazes de levar as espécies à extinção, além de buscar formas de proteger a fauna nacional. Para o secretário de Biodiversidade e Florestas, Roberto Cavalcanti, que participou do encerramento da oficina, é importante identificar as espécies que integram a lista e estão em Unidades de Conservação (UCs).O encontro em Brasília analisou a consistência da aplicação do método UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) para validar as categorias de ameaça indicadas pela comunidade científica brasileira para as espécies durante as oficinas específicas de avaliação dos grupos. Segundo Rosana Subirá, coordenadora de Avaliação do ICMBio, o instituto já organizou 34 oficinas sobre o tema e a validação permite que dois especialistas na metodologia, que não participaram da avaliação do grupo, avaliem a aplicação das categorias.“É a etapa final do processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. Esta oficina finaliza o processo de avaliação de diversos grupos taxonômicos que foram avaliados entre 2008 e 2011”, diz. “É a primeira oficina deste tipo realizada e o plano é realizar encontros desses por semestre, de modo que a conclusão dos processos ganhem celeridade”.
Sexta, 31 Agosto 2012 16:20
Resíduos sólidos na prática
Ministra afirma que classe média está, a cada dia que passa, dando mais valor à coleta seletivaSophia Gebrimenviada especialConquistas, desafios e perspectivas da reciclagem e coleta seletiva no Brasil foram discutidos nesta sexta-feira (31/08) durante o Seminário Política Nacional de Resíduos Sólidos: A Lei na Prática. O encontro, promovido pelo jornal Valor Econômico no Teatro Tom Jobim do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, reuniu representantes do governo, sociedade, empresas, associações e organizações não governamentais (ONGs). Participaram dos debates a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Wilson. Para a ministra, as discussões em torno da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) devem ser distribuídas em três blocos: a questão do que, de fato, a política demanda do Brasil; a visão de consumo do brasileiro, principalmente no que diz respeito aos resíduos sólidos e como essas duas questões anteriores se relacionam, no âmbito da reciclagem e do papel do catador de lixo no país. “A tecnologia e infraestrutura irão determinar qual o melhor caminho para trilhar o desenvolvimento da Política”, disse. Além disso, as diferenças regionais devem ser destacadas durante as discussões, já que os debates passam tanto pelas grandes cidades quanto os pequenos municípios. COMPROMISSO MAIORO que o brasileiro pensa a respeito do consumo e dos resíduos sólidos também foi focado por Izabella durante o seminário. Recentemente, o Ministério do Meio Ambiente realizou pesquisa sobre o tem. O trabalho apurou, entre outros aspectos, que a classe média está cada vez mais compromissada quando o assunto é reciclagem. A ministra destacou, ainda, o desenvolvimento da categoria de catadores de lixo como forma de fortalecer a PNRS, gerando benefícios sociais, econômicos e ambientais, e a organização da categoria em cooperativas, fortalecendo e gerando escala no processo de criação das cooperativas.Como parte da programação do seminário, a associação sem fins lucrativos Compromisso Empresarial Para Reciclagem (Cempre) apresentou os números da pesquisa Ciclosoft 2012, realizada de dois em dois anos, com números atualizados mês a mês diretamente com as hoje 766 prefeituras de municípios que operam com programas de coleta seletiva. O diretor-executivo da entidade, André Vilhena, situou, geograficamente, a localização desses municípios: 14 na região Norte, 18 no Centro-Oeste, 401 no Sudeste, 257 na Sul e 76 no Nordeste.Em linhas gerais, ele descreveu o que pode ser notado com a avaliação dos resultados da pesquisa, que apontou, ainda, dados relacionados ao volume coletado em cada região, acesso aos programas municipais, separação por tipo de material, participação de cooperativas e catadores, entre outros. “É uma evidência que a PNRS já traz benefícios e impactos positivos palpáveis”, citou. Ele também apontou os gargalos municipais quando o assunto é capacitação técnica, a conscientização crescente da população com o tema reciclagem e que a contratação das cooperativas pelas prefeituras traz benefícios, além de econômicos e ambientais, sociais.TODOS POR UMConhecido em todo o Brasil como um dos principais representantes da categoria, Severino Lima, representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) no Rio Grande do Norte, afirmou que, para a PNRS “deslanchar” e seguir com todo o sucesso é preciso investir no desenvolvimento da categoria, com incentivos e recursos adequados. Segundo ele, em Natal os benefícios das cooperativas de catadores de lixo são visíveis. “Pessoas como eu que fazem parte do movimento estão felizes em ver que o trabalho de coleta seletiva esta dando certo em Natal, contratando catadores e cooperativas para ajudar no processo”, diz Lima. Segundo ele, a PNRS incentivou e possibilitou que o governo local empregasse catadores no trabalho de coleta seletiva, além de contratar das cooperativas com dispensa de licitação. “Assim, conseguimos ajudar o Estado e o país promove a inserção social e economia dos profissionais da coleta seletiva e preservadores do meio ambiente”, finaliza.
Sexta, 31 Agosto 2012 15:37
Cerrado em estado de alerta
Setembro será dedicado à savana mais rica do planeta, que se encontra em grave processo de degradaçãoLuciene de AssisO mês de setembro será todo dedicado à exaltação do cerrado brasileiro, a savana mais rica do planeta. A abertura oficial das comemorações acontece neste sábado (01/09), às 15h, com exposição de fotografias do bioma no Espaço Casa do Visitante do Jardim Botânico de Brasília, parceiro do Ministério do Meio Ambiente na organização deste evento. De 12 a 16 de setembro acontece o Encontro dos Povos do Cerrado, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília, com palestras, exposições e apresentação de filmes e vídeos. O objetivo desses eventos é mobilizar a sociedade e os povos do cerrado para o estímulo de ações voltadas à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais do bioma. É com esta visão que se realizará o VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado.CONSCIENTIZAÇÃOA previsão dos organizadores é que o evento reúna cerca de mil representantes de comunidades e organizações da sociedade civil dos 14 estados abrangidos pelo cerrado. O evento terá uma extensa programação com palestras, mesas redondas, oficinas, audiência pública e outras atividades sobre temas relativos à conservação do bioma e à defesa de seus povos, além da feira de produtos sustentáveis desse bioma e de uma intensa programação cultural. “O objetivo desse evento é divulgar para a sociedade civil as ações governamentais do Ministério do Meio Ambiente para o bioma cerrado, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento, a Política Nacional sobre Mudança do Clima e o Fundo Amazônia”, explica a analista ambiental do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento (DPCD/MMA), Larissa Malty. NA ESPLANADASerá realizada uma passeata pela Esplanada dos Ministérios, o Grito do Cerrado, que visa alertar a sociedade para o crescente processo de degradação do bioma e ameaça a seus povos, bem como chamar atenção para a urgência de se adotar ações voltadas à sua conservação e uso sustentável. Está prevista a realização de uma audiência pública no Congresso Nacional, que deverá ocorrer logo após a Corrida de Toras entre as etnias indígenas, também na Esplanada. Na quinta-feira (13/09), o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ) do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, fará palestra sobre Fundo Amazônia, que pode destinar 20% dos seus recursos para ações de monitoramento do desmatamento em outros biomas e países. No dia seguinte, haverá debates sobre o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento do Cerrado (PPCerrado); apresentação dos Projetos de Cooperação Internacional do Brasil com Alemanha e Reino Unido, pelo diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento (DPCD/MMA), Francisco Oliveira; e palestra sobre os recursos hídricos no Cerrado, feita pelo secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), Pedro Wilson.FRAGILIDADE E FORÇANo sábado (15/09), além da troca de sementes, ocorrerá uma apresentação do Programa de Prevenção e Combate a Queimadas no Cerrado (Prevfogo), por representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Durante a semana de atividades está prevista, ainda, exibição de vídeos do Circuito Tela Verde, material audiovisual destinado à educação ambiental, organizado pelo Departamento de Educação Ambiental do MMA.Haverá, também, a exposição fotográfica sobre o cerrado, montada numa Geodésica (estrutura feita de madeira na parte externa do Memorial dos Povos Indígenas) feita especialmente para abrigar as 20 fotos do bioma de autoria dos repórteres fotográficos Paulo de Araújo e Martim Garcia, da Assessoria de Comunicação do MMA, semelhante à exposição a ser aberta à visitação no Jardim Botânico de Brasília neste sábado. Mostram um breve passeio pela beleza singela e pujante do cerrado. São 20 instantâneos que retratam um bioma em transformação, revelando um pouco da sua fragilidade e da sua força. É uma coletânea de imagens reunidas ao acaso, despretensiosa, simples, básica, mas representativa.Curiosidade sobre o Cerrado
Possui clima tropical sazonal, com duas estações bem definidas – uma seca e outra chuvosa
Detém 5% da biodiversidade do planeta
É a savana mais rica do mundo
É a maior região de savana tropical da América do Sul
É o segundo bioma brasileiro em extensão
Ocupa 24% do território brasileiro
Compõe 100% da área do Distrito Federal e 97% de Goiás
Abriga 11 tipos distintos de vegetação
São 12.356 espécies de plantas herbáceas, arbóreas, arbustivas e cipós
A flora vascular nativa compõe um catálogo com 11.627 espécies
A fauna é extremamente rica, somando 320 mil espécies de animais na região
Cerca de 90 mil espécies de insetos povoam o bioma
Possui 181 áreas protegidas
Das 12 regiões hidrográficas brasileiras, metade tem nascente no bioma
Responde por mais de 70% da vazão gerada nas bacias hidrográficas do Araguaia/Tocantins, do São Francisco e do Paraná/Paraguai
Há 12 mil anos o cerrado recebeu seus primeiros habitantes
Foi colonizado pelos portugueses no século XVI
Ameaças ao Cerrado
É um dos biomas brasileiros mais ameaçados
Já perdeu quase metade de sua cobertura vegetal original
Todo ano são desmatados mais de 14 mil km2 de área
Queimadas e incêndios florestais têm relação direta com o desmatamento
132 espécies da flora estão ameaçadas de extinção
A degradação da vegetação remanescente ameaça a qualidade dos recursos hídricos
Dados recentes mostram que já foram desmatados um total de 975,7 mil km2, quase metade da área total do bioma
Mato Grosso é o estado que mais desmatou, somando quase 359 mil km2
O município campeão em desmatamento é Formosa do Rio Preto, na Bahia, com 16.186 km2
Sexta, 31 Agosto 2012 14:56
Rio combate desmatamento
Acordo de cooperação técnica permitirá que o estado utilize o cadastro nacional do Ibama, reforçando ações de política ambiental.Sophia Gebrim enviada especialA ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, reforçou, na manhã desta sexta-feira (31/08), durante assinatura de acordo de cooperação técnica com o governo Rio para regularização dos imóveis rurais fluminenses, a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no combate ao desmatamento no país. Participaram da cerimônia, que aconteceu às 11h no Solar da Imperatriz do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, e representantes de órgãos ligados à área ambiental. “A partir da experiência que tivemos, por meio de projetos internacionais e que começamos a financiar o CAR na Amazônia como instrumento na redução ao desmatamento e, consequente retirada dos municípios da lista do desmatamento, nós provamos que o CAR é um instrumento bem sucedido para política ambiental e regularização ambiental”, destacou a ministra. O primeiro passo para a regularização, explica, é o cadastro. Dessa forma, o Ministério do Meio Ambiente desenvolveu o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) que, como alei define, é prioritariamente executado por estados e municípios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem a responsabilidade de dar apoio técnico e tem um grande banco de dados para isso. Já o MMA coordena essa iniciativa.OITO PARCEIROSA ministra apontou, ainda, a importância de atos como o desta sexta-feira. “Estamos firmando uma série de acordos como esse, já temos parcerias com oito estados e mais 16 estão em processo de fechamento, para que os que não possuem o sistema próprio possam utilizar-se do cadastro nacional e fazer as devidas adaptações”, explicou. Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Roraima, Sergipe e, agora, Rio de Janeiro fazem parte desse grupo.O acordo com o Rio prevê uma série de ações conjuntas de apoio à regularização ambiental de propriedades fluminenses. Entre as atribuições do Ministério do Meio Ambiente está a integração do SiCAR do MMA com o sistema estadual, além de apoio técnico e logístico ao Ibama e governo local no processo de cadastramento. O Ibama ficará responsável, entre outras coisas, por registrar as propriedades que se encontram em processo de regularização no SiCAR, implantar sistemas informatizados para efetuar o cadastro, além de auditoria dos dados inseridos no sistema.Por fim, a execução das atividades que garantirão a implantação do CAR no Rio será competência da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e Instituto Estadual de Ambiente (INEA). A secretaria também deverá instruir e treinar seu quadro técnico para o processo de regularização ambiental dos imóveis, firmar parcerias com órgãos e instituições públicas e privadas para divulgação do CAR, certificar os documentos inseridos no sistema e apoiar os municípios fluminenses no processo de cadastro ambiental.LEI FLORESTALAo término da solenidade, a ministra Izabella Teixeira, questionada por jornalistas, esclareceu que o Poder Executivo não negociou, ao contrário do que foi noticiado, mudanças na Medida Provisória da nova Lei Florestal. A negociação, segundo ela, deve ser atribuída a parlamentares da base do governo.“Devemos preservar a MP com o equilíbrio das questões sociais e ambientais. O discurso político continua acontecendo no Congresso”, disse. “É importante que as pessoas entendam que a disputa não é porque a gente quer preservar ou tem que preservar, é um processo de convencimento e de construção nacional daqueles que são os requisitos necessários para que a Lei fique em pé, com a gente diz no jargão popular”.
Sexta, 31 Agosto 2012 14:49
Segurança no mar
Estudo definirá políticas voltadas para a costa brasileira e evitará transtornos e acidentes Lucas TolentinoOs primeiros estudos que permitirão o a gestão dos recursos naturais do litoral brasileiro começaram, na manhã desta quarta-feira (29/08), em Recife e no norte do Rio Grande do Norte. A pesquisa faz parte dos trabalhos de desenvolvimento do Sistema de Modelagem Costeira (SMC), desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) por meio de um acordo de cooperação técnica com o governo espanhol. A intenção é garantir a segurança da zona litorânea. A chefe da Gerência Costeira do MMA, Leila Swerts, explicou que o foco do SMC é fomentar a gestão de políticas e de intervenções estabelecidas para a área. “Há várias questões estratégicas que precisam ser trabalhadas”, afirmou. “Queremos envolver todos os atores e verificar de que forma esses estudos poderão contribuir para a gestão.”ACIDENTESO levantamento auxiliará a execução de políticas voltadas para a costa brasileira e evitará transtornos e acidentes que possam ocorrer na região. “Não existem, hoje, parâmetros para embasar obras costeiras no país. Por isso, algumas delas acabam gerando prejuízos socioeconômicos”, afirmou a analista ambiental Márcia Oliveira. “Os estudos serão uma ferramenta para apoiar a tomada de decisões.”A largada para o desenvolvimento dos estudos de caso foi dada por meio de um videoconferência da equipe do MMA com representantes das universidades federais de Santa Catarina, de Pernambuco e do Rio Grande Norte, além de representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e das secretarias estaduais de Meio Ambiente dos dois estados. Em breve, deverão ser iniciados os estudos de caso em outros pontos do litoral brasileiro. O SMC foi originalmente desenvolvido pelo governo espanhol. Em 2010, o Brasil fechou o acordo de cooperação técnica que viabilizou a troca de experiências para o desenvolvimento de um sistema semelhante, adaptado à realidade brasileira. O investimento foi de 500 mil euros.