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Quarta, 10 Outubro 2012 15:15
Turismo sustentável na Copa
Passaporte Verde é um guia com orientações sobre o turismo sustentável, respeito ao meio ambiente e apoio ao desenvolvimento social e econômico das comunidades.Sophia Gebrim (*)Sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil adotará o conceito de turismo sustentável para receber milhares de turistas estrangeiros que virão ao país em função do evento. Representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) reuniram-se, na tarde desta terça-feira (09/10), em Brasília, para definir uma lista de cooperação com ações estratégicas que serão desenvolvidas por meio de parceria entre os órgãos. E uma dessas ações é o fortalecimento da campanha Passaporte Verde durante a Copa.O Passaporte Verde é um guia, disponível na maioria dos pontos turísticos e na rede hoteleira, com detalhes, informações e orientações sobre o turismo sustentável, atividade que respeita o meio ambiente, favorece a economia local e o desenvolvimento social e econômico das comunidades. A publicação é resultado da força-tarefa internacional para o desenvolvimento do turismo sustentável. No Brasil, a campanha é coordenada pelos ministérios do Meio Ambiente e do Turismo, em parceria com o Pnuma. As práticas do turista sustentável vão desde o planejamento até o meio de transporte utilizado na viagem. Ao escolher seu destino, o turista deve certificar-se que o local oferece meios de transporte, acomodações e tratamento de lixo e esgoto adequados. Para isso, deve preferir acomodações que tenham equipamentos eficientes e que permitam o uso racional da energia e da água e priorize o serviço de guias e condutores integrantes das comunidades locais. ESTÍMULO O governo brasileiro pretende que o Passaporte Verde funcione como estímulo para que os torcedores adotem práticas sustentáveis previstas para as cidades-sede brasileiras. “Estamos pensando em inovações consideráveis para comunicar - relacionar locais e ações sustentáveis nas cidades e, também, atrair a adesão das pessoas para que adotem estas ações durante o evento”, explicou coordenador da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade para a Copa do Mundo de 2014. Cláudio Langone.Sem adiantar detalhes, Langone explicou que a expectativa é rastrear a adesão das pessoas às práticas sustentáveis previstas para os dias do evento, como as instalações dos estádios. “Nossa prova de fogo será no final da Copa do Mundo, se tiver uma pesquisa aleatória questionando se as pessoas perceberam iniciativas de sustentabilidade durante o evento”, disse. Ele acrescentou, ainda, que o Passaporte Verde e as Compras e Contratações Sustentáveis são temas que o Pnuma pode dar uma contribuição importante e devem ser definidos como prioridade.A lista de cooperação com ações estratégicas que serão desenvolvidas por meio de parceria entre MMA e Pnuma, preparatórias para a Copa do Mundo de 2014, será divulgada posteriormente pelo organismo internacional. (Com Carolina Gonçalves, da Agência Brasil)
Quarta, 10 Outubro 2012 13:32
A vez da pecuária sustentável
Poder público, setor privado e sociedade querem que a atividade utilize práticas socialmente justas, ambientalmente corretas e economicamente viáveis Sophia GebrimO conceito de pecuária sustentável vem sendo amplamente discutido entre poder público, setor privado e sociedade. A atividade, que prevê práticas socialmente justas, ambientalmente corretas e economicamente viáveis, conta com apoio do governo federal, colaborador do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS). O grupo é formado por representantes de diferentes segmentos que integram a cadeia de valor da pecuária bovina no Brasil, entre representantes das indústrias e de organizações do setor, associações de pecuaristas, varejistas, bancos, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e universidades. No mês do consumo consciente, celebrado no próximo dia 15 de outubro, o Ministério do Meio Ambiente fomenta a prática da pecuária sustentável, de forma que a atividade contribua para a regularização ambiental e manejo adequado de pastagens e áreas pastoris. INTERLOCUÇÃO“A nossa relação no GTPS é um importante espaço de interlocução com o setor produtivo tanto no sentido de levantar demandas da área ambiental quanto propor ações conjuntas com o setor privado”, destaca o gerente de Sustentabilidade Ambiental do Agronegócio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Moisés Savian.Para dar escala às iniciativas de pecuária sustentável, Mato Grosso irá receber projeto piloto do GTPS. O projeto prevê ações de recuperação de áreas degradadas e capacitação técnica. Dessa forma, pretende-se aumentar a produção de carne bovina na região com a redução de áreas desmatadas com o avanço da pecuária. O projeto piloto faz parte de protocolo de intenções assinado, no último mês de maio, pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o GTPS. O protocolo busca, entre outras coisas, reduzir a emissão de gases de efeito estufa por meio de recuperação de pastagens degradadas. Para isso, a ação contará com fomento de 300 mil euros da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Governo da Holanda. “O protocolo de intenções é uma grande experiência que pretende desenvolver a atividade e, a partir dela, gerar outras ações no que se refere à recuperação de pastagens, o que vai gerar o incremento da produção sem necessidade de gerar novos desmatamentos”, finaliza o gerente da SEDR, Moisés Savian.
Quarta, 10 Outubro 2012 12:49
Prêmio A3P bate recorde
Maior participação deve-se a inclusão de nova categoria, que permitiu inscrição de instituições que integram a rede, mesmo sem adesão formalLetícia VerdiChega a 74 o número de projetos inscritos no 4° Prêmio Melhores Práticas da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) que procura destacar o caráter socioambiental sustentável das atividades administrativas e operacionais do governo. Os motivos para comemorar são muitos: o número de inscrições mais próximo ao deste ano, até agora, foi o de 2009, com 39 inscritos. Segundo o analista ambiental Luiz Augusto Vitali, o motivo deve-se à inclusão da categoria “Destaque da Rede A3P”, que permitiu que instituições participantes da rede, mesmo sem termo de adesão formal, participassem do prêmio. “O nosso intuito ao ampliar a abrangência do prêmio foi chamar as instituições para conhecer a A3P e, futuramente, aderir formalmente, com metas e compromissos”, destacou Vitali. As categorias são: Gestão de resíduos (14); Inovação na gestão pública (26); e Uso sustentável dos recursos naturais (14). Os outros 20 inscritos são parceiros que concorrem na categoria “Destaque da rede”.Alguns exemplos de projetos que estão concorrendo: - Legislação ambiental voltada para a sustentabilidade; - Medidas educacionais para redução do uso do ar condicionado e das lâmpadas, com incentivo ao uso de ventilação e luz natural nos ambientes de trabalho; - Programa de coleta seletiva solidária que destinou 300 toneladas de papel, de 2007 a 2012, para cooperativas de reciclagem; - Unidade experimental de valorização energética de “manipueira” (resíduo obtido na fabricação da farinha e fécula de mandioca), com geração de 200 litros de etanol por dia para usar nos carros do serviço publico, além de biogás e biofertilizante;– Gestão eficiente de água subterrânea e reuso de água em aeroporto;- Uso de carimbo para substituir etiquetas adesivas nos processos jurídicos, economizando R$ 45 mil por ano e quase 4 milhões de etiquetas.O resultado do prêmio será divulgado no dia 21 de novembro de 2012.
Terça, 09 Outubro 2012 16:02
Força Nacional na floresta
MMA consegue apoio do Ministério da Justiça e do Exército para enfrentar o desmatamento, crime que está cada vez mais sofisticadoPaulenir ConstâncioLucas TolentinoA ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou, nesta terça-feira (09/10), em Brasília, a criação da Força Nacional de Segurança Ambiental para enfrentar o avanço do desmatamento ilegal na Amazônia. A nova companhia atuará no apoio as ações de fiscalização no bioma, que passam a ocorrer em caráter permanente e de forma ostensiva. O governo vai aproveitar a experiência adquirida com a criação de gabinetes de crise, criados em períodos de pico nas taxas registradas pela fiscalização por satélite. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva, da qual participaram o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o comandante do Exército, general Enzo Peri, que mobilizarão pessoal para o cumprimento da missão. O conjunto de medidas inclui, ainda, o Proteger Ambiental, que se constitui no reforço e integração das ações de inteligência ambiental coordenadas pelos órgãos federais. As operações de combate ao desmatamento serão definidas de forma integrada pelas Forças Armadas, pela Força Nacional, pela Polícia Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “O crime ambiental vem se sofisticando”, declarou a ministra. “Para combatê-lo, estamos modernizando nosso sistema de controle”.REDUÇÃOO Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registrou queda de 45,9% no número de alertas de desmatamento em setembro em relação a agosto de 2012, mês que registrou um pico de 140% de aumento. Os dados serviram para direcionar o sistema de fiscalização do Ibama, que, entre esses dois meses, autuou 226 propriedades. Ao todo, foram aplicados R$216,3 milhões em multas com o embargo de 30,4 mil hectares em áreas. As operações desencadeadas para conter o aumento do desmatamento resultaram na apreensão de 32 tratores, 19 caminhões, motosserras e armas de fogo. O volume de apreensões chegou a 4,4 mil metros cúbicos em madeira e 10,6 mil em toras.INVERSÃOEm setembro, além da redução, ocorreu uma inversão no perfil da área observada. Por meio da fiscalização direta, o Ibama constatou que, em agosto, 40% dos alertas decorreram do corte raso, etapa final do desmatamento. O restante se refere a mudanças de paisagem devido a fenômenos como queimadas. “Após as chuvas ocorre a regeneração da vegetação atingida, por isso não é caracterizado o desmatamento nem a mudança de uso do solo”, justificou Izabella. O período de forte seca e estiagem, sob a influência do fenômeno El Niño, a pressão econômica dos preços internacionais do ouro e commodities e a grilagem de terras na BR-163 foram os fatores apontados como causas do comportamento atípico das taxas de desmatamento. O Deter indicou redução de 23% entre agosto de 2011 e julho deste ano, em relação ao mesmo período anterior.Confira aqui a avaliação do desmatamento DETER/INPE
Terça, 09 Outubro 2012 15:58
Conservação remunerada
Para o MMA, é necessário avaliar os custos e benefícios decorrentes dos diferentes usos do solo, além de se combinar conservação de florestas com o pagamento pelo serviçoLuciene de AssisO Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), tema do Projeto de Lei PSA 792/2007, foi objeto de um seminário, na tarde desta terça-feira (09/10), na Câmara dos Deputados, em Brasília. O debate, promovido pela Comissão de Finanças e Tributação, teve por base a transferência de recursos àqueles que, voluntariamente, ajudam a conservar os ecossistemas e a diversidade biológica do país, além de produzir serviços fundamentais à manutenção da vida no planeta.O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Cavalcanti, representando disse que o debate é uma oportunidade de unir todos os setores do governo e o parlamento em torno do tema sustentabilidade. “Pagar por serviços ambientais é colocar preço no trabalho voluntário de povos indígenas e comunidades tradicionais por conservarem as florestas e o meio ambiente de onde retiram seu sustento, com a preocupação de não destruir”, argumentou.COMUNIDADESDe acordo com Cavalcanti, é necessário avaliar os custos e os benefícios decorrentes dos diferentes usos do solo, além de se combinar conservação de florestas com o pagamento pela conservação ambiental. Para o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que solicitou a realização do seminário, “o debate sobre o PSA permite recolher subsídios de técnicos, cientistas, parlamentares, empresários, ambientalistas e da sociedade em geral, que são fundamentais para a elaboração do parecer ao Projeto de Lei”.O professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), Maurício Carvalho Amazonas, um dos convidados do seminário, destacou como principal problema da proposta é o aspecto contratualista da proposta em tramitação na Câmara. “Essa concepção provoca conflitos por tratar o pagamento pelo serviço de forma equivocada”, avaliou o professor, para quem a remuneração em dinheiro por um serviço já prestado à sociedade faz parte de uma lógica compensatória.O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Luciano Mattos, criticou o texto atual do projeto de lei, sob o argumento de que a proposta deixou de fora a produção agropecuária sustentável. “O enfoque apenas em conservação traz consequências negativas do ponto de vista econômico, pois a produção agropecuária cria laços econômicos, como a venda de insumos, e se o agricultor simplesmente para de produzir, isso acaba com a cadeia produtiva”, argumentou.
Segunda, 08 Outubro 2012 17:36
Biodiversidade em pauta
Na Índia, representantes de 100 países discutem uso e manuseio de organismos vivos modificados Luciene de Assis Começou nesta segunda-feira (08/10), na Índia, a 11ª Conferência das Partes (COP-11) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), no Centro de Convenções Internacional de Hyderabad, na Índia, com a presença de representantes dos 100 países. O encontro acontece logo após a Sexta Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP-6), realizada de 1º a 5 de outubro, no mesmo local, com saldo positivo para o Brasil, segundo observadores brasileiros.A avaliação foi feita mesmo diante das dificuldades para se concluir as negociações de alguns itens da pauta, como as relacionadas às questões socioeconômicas, à avaliação e manejo de risco e aos recursos financeiros necessários à implementação das decisões do Protocolo de Cartagena. O documento, aprovado em 29 de janeiro de 2000 e vigorando desde 11 de setembro de 2003, é um acordo internacional que visa garantir o manuseio, transporte e uso de organismos vivos modificados (OVMs). Tais orginamismos são resultantes da biotecnologia moderna, capazes de gerar efeitos adversos sobre a diversidade biológica, levando-se em conta, também, os riscos para a saúde humana.As conquistas obtidas para o país enquadram-se nas expectativas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), na avaliação do analista ambiental da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Lídio Coradin. “O Brasil logrou êxito nas negociações relativas à criação de um grupo técnico ad hoc (reunidos para finalidades e ocasiões específicas) de especialistas, com vistas à implementação do Artigo 26 da Convenção sobre Diversidade Biológica, que trata das questões socioeconômicas e com a renovação, em 50% dos integrantes de outro colegiado, encarregado de analisar o tema “Avaliação e Manejo de Risco”. PRESSÃO DOS RICOSEm relação aos recursos financeiros, ressalta a diretora do Departamento de Patrimônio Genético do MMA, Eliana Fontes, presente à MOP-6, enormes dificuldades foram criadas por alguns países e pela União Europeia na negociação e aprovação do orçamento do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança para o biênio 2013/2014. “Os valores aprovados ficaram muito abaixo do necessário e esperado para a implementação dos compromissos aprovados nesta reunião”, acrescenta.A partir desta segunda-feira, o desafio principal da 11ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP11) será a captação de recursos para a conservação das espécies ainda existentes no mundo. Os países partes da COP-11 defendem que as economias mais desenvolvidas contribuam financeiramente para a conservação da biodiversidade. O ponto alto do evento será o encontro ministerial, organizado pelo país anfitrião, a Índia, de 17 a 19 de outubro, do qual participará a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Segunda, 08 Outubro 2012 14:42
Aviso de pauta: Divulgação dos índices de desmatamento na Amazônia Legal
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciará, nesta terça-feira (09/10), às 15h, as taxas do desmatamento da Amazônia Legal medidas pelo Sistema de Monitoramento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), no período de agosto e setembro de 2012.Coletiva de imprensa: taxas de desmatamento na Amazônia LegalData: Terça-feira, 9 de outubro de 2012Horário: 15hLocal: Auditório – Ministério do Meio Ambiente, Esplanada dos Ministérios, Bloco B, TérreoTelefone: (61) 2028-1227
Segunda, 08 Outubro 2012 13:18
Dia das Crianças sustentável
Campanha que estimular o sentido do desapego, o não acúmulo e o não consumismo, pilares da sustentabilidadeLetícia VerdiNeste 12 de outubro, Dia das Crianças, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lança a ação “Ganhou, Doou”. O objetivo é estimular nas crianças o sentido do desapego, o não acúmulo e o não consumismo, pilares da sustentabilidade – uma das principais bandeiras do MMA. A ação faz parte da campanha Criança e Consumo Sustentável, que contará com várias outras ações, e acontece no Zoológico de Brasília e no Parque da Cidade Sarah Kubitschek – onde se estende até sábado. "Sabemos que é quase impossível pedir aos pais que não deem mais brinquedos aos filhos, mas é urgente que consigamos estabelecer uma nova relação com as coisas - por que precisamos ter sempre mais?", afirma a gerente de projetos da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) do MMA, Fernanda Daltro. Segundo ela, a proposta da ação é convidar os pais a estabelecer uma nova rotina com seus filhos: ao ganhar um novo presente no Dia das Crianças, os pequenos deverão doar um brinquedo antigo, com o qual já não brincam mais. Ou seja, ganhou, doou. "Dessa maneira, os pais estimulam as crianças a ter uma relação de menor apego e necessidade de acúmulo de coisas em geral, o que ajudará a formar um adulto menos consumista", acrescenta. Quem participar da ação, levará para casa uma revistinha da Turma da Mônica sobre meio ambiente. Os brinquedos doados serão recebidos por voluntários de duas organizações não governamentais de apoio à infância em situação de risco e por voluntários do MMA. Para saber mais sobre consumo consciente: http://www.mma.gov.br/informma/item/8721-m%C3%AAs-do-consumo-consciente Serviço ZoológicoData: Sexta-feira, 12 de outubro de 2012.Local: Teatro de Arena do Zoológico Horário: 9h às 18h Parque da CidadeData: Sexta-feira,12, e sábado, 13 de outubro de 2012.Local: Parque Ana Lidia Horário: 9h às 18h
Sexta, 05 Outubro 2012 14:51
Ações simples e domésticas
Preservação do meio ambiente começa em casa. População precisa fazer a sua parteLucas TolentinoSimples ações que começam dentro de casa surgem como alternativas para a preservação do meio ambiente. Entre vários outros benefícios, a mudança de comportamento pode contribuir para a redução de emissões de gases poluentes e substâncias responsáveis pelas mudanças climáticas no planeta. O Dia do Consumo Consciente, comemorado em 15 de outubro, é uma oportunidade para que a população passe a fazer a sua parte. As geladeiras e os freezers antigos estão entre os principais vilões da atmosfera. Os equipamentos de refrigeração produzidos até 2001 contêm clorofluorcarbono (CFC), substância destruidora da camada de ozônio. Caso haja vazamentos do gás, esses aparelhos se tornam potenciais agressores da concentração do gás ozônio que filtra a radiação ultravioleta da Terra. PREVENÇÃONo Brasil, o consumo do clorofluorcarbono foi proibido, mas ainda existem os chamados bancos de CFC, presentes justamente nos refrigeradores mais velhos. De acordo com a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Magna Luduvice, o ideal seria substituí-los por equipamentos novos. Caso não seja possível trocá-los, a manutenção deve ser feita regularmente por técnicos especializados.O controle das substâncias destruidoras do ozônio deve se estender ao comércio. Para combater a liberação indevida de hidroclorofluorcarbono (HCFC), outro responsável pelo buraco da camada de ozônio, o MMA e a Associação Brasileira de Supermercados desenvolvem um projeto demonstrativo de treinamento para manutenção de refrigeradores em estabelecimentos do ramo. “O índice de vazamentos em supermercados é muito alto”, alerta Magna.ENERGIAA substituição por refrigeradores mais recentes também traz benefícios em relação ao consumo de energia. Tanto para as geladeiras, quanto para os demais eletrodomésticos, é necessário dar preferência a produtos com o Selo A do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). “A preservação da camada de ozônio e a eficiência energética têm uma ligação significativa. É importante incentivar boas práticas nesse sentido”, afirma Magna.Confira dicas de consumo consciente:- ECONOMIZE ENERGIA ELÉTRICA: - não deixe luzes acesas sem necessidade; - compre eletrodomésticos eficientes (Classe A); - troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes- não tome banhos demorados e, no verão, ajuste a chave do chuveiro; - utilize aquecedor solar quando possível; - mantenha a borracha vedadora de sua geladeira sempre em boas condições- limpe ou troque os filtros do ar-condicionado; - evite usar a secadora de roupas;- configure seu computador para o modo de economia de energia, o monitor é responsável por até 80% do consumo total de uma máquina;- TRANSPORTES- dê preferência ao transporte coletivo e à bicicleta; - ofereça ou pegue carona; - faça manutenção constante do veículo; - calibre seus pneus; - quando for trocar de carro, considere um modelo menos poluente;OUTRAS INICIATIVAS- compre móveis feitos com madeira certificada pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (CERFLOR) ou pelo Forest Stewardship Council (FSC);- separe o lixo;- não desperdice comida; - dê preferência aos alimentos frescos, em vez dos congelados, que, além de mais caros, consomem até 10 vezes mais energia para serem produzidos;- evite substituir desnecessariamente aparelhos que agregam alta tecnologia, como por exemplo celulares;- reduza o consumo de produtos descartáveis;- para subir dois ou três andares, dê preferência a escada ao invés de usar o elevador;- imprima apenas o que for necessário e use os dois lados das folhas. - dê preferência a papéis reciclados sempre que possível; - sempre que possível faça videoconferências, evitando descolamentos e viagens desnecessárias; - conscientize-se sobre o produto que está comprando; pesquise se empresa adota ações sustentáveis na produção e se já foi multada por crime ambiental; - ao investir em um fundo ou empresa, priorize aquelas que têm boas práticas sócio-ambientais.
Sexta, 05 Outubro 2012 12:49
Desmatamento: novo cálculo
A partir e agora, as áreas que apresentarem aumento das taxas em pelo menos dois dos últimos três anos passarão a integrar a lista de prioridadesLucas TolentinoOs critérios para a inclusão de municípios da Amazônia Legal na relação de prioridades de desmatamento foram alterados. Com a publicação da Portaria nº 322 do Ministério do Meio Ambiente (MMA), as áreas que apresentarem aumento das taxas em pelo menos dois dos últimos três anos passarão a integrar a lista. Antes da mudança, o critério era de crescimento dos índices em três dos últimos cinco anos.Hoje, 52 municípios da Amazônia Legal fazem parte da política de prioridades do governo federal. Desse total, 46 compõem a lista e outros seis se encontram em situação de desmatamento controlado. As últimas mudanças ocorreram, na última quarta-feira (03/10), com a publicação das portarias que retiraram Ulianópolis e Dom Eliseu da lista e incluíram Anapu e Senador José Porfírio na relação. As quatro cidades ficam no Pará.ACOMPANHAMENTOA mudança nos critérios tem o objetivo de acompanhar mais de perto a degradação ambiental na Amazônia. “Serão trabalhados dados mais atuais. Com isso, serão incluídos na lista os municípios onde, realmente, ocorrem um desmatamento mais ativo”, explica a gerente de projetos Juliana Simões, do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento (DPCD) do MMA.Os critérios de entrada na lista de municípios prioritários incluem, ainda, aspectos como a área total de floresta desmatada. Para sair da relação, além de atender aos limites de desmatamento definidos pelo MMA, os municípios precisam alcançar a meta de, pelo menos, 80% das propriedades monitoradas por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Após isso, eles passam a integrar um grupo de áreas em monitoramento.