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Segunda, 25 Março 2013 17:42
Pau-brasil sustentável
Um dos objetivos e reintroduzir a espécie em fragmentos naturais da Mata Atlântica, considerando-se alternativas adequadas para os estados ao norte da Bahia.LUCIENE DE ASSISEspecialistas brasileiros e estrangeiros no plantio e conservação da espécie pau-brasil estarão reunidos nesta terça-feira e quarta-feira (26 e 27/03), em Recife, para o seminário Conservação, Repovoamento e Reflorestamento com Pau-Brasil com o objetivo de criar uma rede de promoção da espécie. A ideia é elaborar propostas viáveis de plantios comerciais heterogêneos e sistemas agroflorestais. “Queremos também eleger modelos de reintrodução do pau-brasil (Caesalpinia echinata Lam.) em fragmentos naturais da Mata Atlântica, considerando-se alternativas adequadas para os estados ao norte da Bahia”, explica o diretor técnico da Associação Plantas do Nordeste (APNE), Frans Pareyn. O evento será realizado na Fundação Centro de Educação Comunitária e Social do Nordeste (Cecosne), organizado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e pela Associação Plantas do Nordeste (APNE), em parceria com a ONG americana International Pernambuco Conservatory Initiative (IPCI) e apoiada pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), órgão de fomento à ciência e à tecnologia vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do governo estadual. “Os casos apresentados serão fundamentais para alimentar as políticas públicas de incentivo à produção sustentável e à conservação da espécie”, avalia o chefe de gabinete da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Fernando Tatagiba.HARPAS E VIOLINOSDepois de séculos de exploração predatória, a presença de pau-brasil na Mata Atlântica tornou-se escassa, sendo considerado crime, por lei federal, o corte ilegal desta árvore em risco de extinção. Conhecida também como pau-rosa, pau-de-tinta ou pau-pernambuco, entre outras denominações, a madeira desta leguminosa brasileira tem sido utilizada na confecção de arcos de violinos, harpas e violas. Os sistemas de plantios heterogêneos, os modelos agroflorestais e as metodologias de reintrodução do pau-brasil em espaços naturais permitirão produzir, de forma eficiente e sustentável, a matéria prima (madeira), promovendo, ao mesmo tempo, a conservação e reintrodução da espécie no seu habitat natural, confirma Frans Pareyn. Os sistemas definidos pelos especialistas orientarão iniciativas de plantio e reintrodução da espécie pelos interessados. De forma imediata, os modelos definidos serão implantados em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Atualmente, o Pau-brasil está classificado na Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção.
Segunda, 25 Março 2013 15:05
Ação sustentável gera economia
Mais de 22,3 mil copos descartáveis e 3,8 mil folhas de papel deixaram de ser utilizados no MMATINNA OLIVEIRAOs últimos três anos foram de economia no Ministério do Meio Ambiente (MMA). Por meio do programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), que incentiva a mudança de atitude no ambiente de trabalho a partir de ações sustentáveis, o ministério conseguiu poupar 22,3 mil unidades de copos descartáveis; 3,8 mil folhas de papel; 3.214 m³ de água e 257.999 kWh de energia elétrica.Algumas mudanças de hábito têm poupado despesas. É o caso do cafezinho muito comum na rotina de trabalho. Ele também pode ser consumido de forma sustentável. A alternativa é trocar os copos descartáveis pelas xícaras. Os copinhos de café foram reduzidos de 342 mil unidades em 2010, para 319 mil em 2012.PAPELOutra atividade muito comum no dia-a-dia dos órgãos é a impressão de documentos e materiais. Essa atividade gera um custo alto de utilização de folhas de papel. Mas, é possível reduzir o consumo, por exemplo, imprimindo nos dois lados da folha de papel ou reaproveitando as folhas impressas em apenas um lado para fazer blocos de anotações. No MMA, foi possível poupar 3,8 mil folhas nos últimos três anos. “A A3P tem justamente a proposta de contribuir para aumentar as atitudes conscientes no trabalho e os novos hábitos adotados também podem ser estendidos para o ambiente familiar”, destaca a gerente de Projeto da A3P do Ministério do Meio Ambiente, Ana Carla de Almeida. MUDANÇA DE HÁBITOA energia elétrica e a água também estão sendo utilizadas com mais responsabilidade. Em 2012, o consumo de água caiu de 28,3 m³ para 25,3 m³. Já a utilização da energia elétrica reduziu de 3.499.275 kWh (2010) para 3.241.276 kWh (2012). Para Ana Carla Almeida, a economia é fundamental, pois mostra como a A3P atua na mudança da cultura institucional fazendo com que o “servidor-cidadão” passe a ter uma atitude mais consciente e sustentável. Apagar a luz quando sair da sala, desligar o monitor do computador quando não estiver usando, não exagerar no consumo de água nos banheiros, são exemplos de ações que contribuem para essas reduções. Vale ressaltar que o cálculo de consumo de água e energia elétrica é feito com base no prédio do MMA, que também inclui o Ministério da Cultura, e da outra unidade do Meio Ambiente localizada na Asa Norte. Ana Carla destaca, ainda, que o consumo desses itens tem sido reduzido desde 2009, quando o MMA realizou reformas. “Isso demonstra a tendência de redução para o consumo consciente”, reforça.SAIBA MAISA Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) incentiva a prática de ações que envolvam mudanças de atitudes nas atividades públicas, investimentos, compras, contratações e serviços prestados. Atualmente, 178 instituições públicas participam do programa.A A3P também prevê a sensibilização e capacitação dos servidores, além da promoção da melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho. O programa é dividido em cinco eixos temáticos. Os dados apresentados referem-se aos primeiro eixo que prevê usar os recursos naturais e bens públicos de forma econômica e racional, evitando o desperdício. Isso inclui o uso racional de energia, água e madeira, além do consumo de papel, copos plásticos e outros materiais de expediente.
Sábado, 23 Março 2013 12:01
Crianças pelo meio ambiente
Website voltado para o público infantil abre o debate sobre conservação dos recursos naturais LUCAS TOLENTINO Um sistema de internet capaz de ligar crianças de todo o país com um objetivo comum: salvar os recursos naturais. Essa é a proposta da "Rede+Criança - Alô, planeta Terra: vamos nos conectar". A plataforma foi lançada na tarde desta sexta-feira (22/03), no Rio de Janeiro, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pela apresentadora Xuxa Meneghel. A ferramenta resulta de articulação lançada na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho de 2012. Criada pela Fundação Xuxa Meneghel, a Rede+Criança conta com a parceria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e consiste numa página virtual dedicada ao público infantil. Pelo website, crianças em qualquer lugar do mundo poderão escrever textos, encaminhar fotos e compartilhar experiências a respeito do meio ambiente. A plataforma tem o objetivo de contribuir para as políticas públicas em desenvolvimento no país e estimular a discussão do tema entre os meninos e meninas de todo o país. O envolvimento do público infantil na questão ambiental é uma forma de chamar a atenção da sociedade. Para a ministra, é importante reforçar o conceito de responsabilidade comum em relação ao tema. "Uma rede como esse dá o sentido de coletividade em um mundo que está ficando cada vez mais individualizado", analisou. "É preciso criar espaços diversos para que todos possam dialogar e discutir o meio ambiente."DEBATE O lançamento da plataforma virtual ocorreu no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e teve a participação de crianças e adolescentes de várias partes do Brasil. Durante o evento, o público mirim participou do debate "Sustentabilidade: um diálogo entre gerações". Além da ministra e de Xuxa, o bate-papo incluiu a atriz Christiane Torloni e a secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Angélica Moura Goulart. O diálogo girou em torno das diferentes formas de preservar os recursos naturais, desde ações simples que podem começar em casa até o combate ao desmatamento. "O movimento é importante porque traz um conceito amplo da sustentabilidade e trata também de questões ligadas aos direitos humanos", declarou a ministra. Para Xuxa, é importante dar espaço para o público infantil no debate ambiental. "As crianças também precisam ser ouvidas. Espero que haja muitas contribuições na rede e que elas sejam vistas. É assim que a gente começa e chega a um resultado legal", defendeu. "Estamos vendo nascer no país um novo conceito. O amor à natureza está sendo despertado também aqui no asfalto", emendou Christiane Torloni. O evento marcou ainda o lançamento do livro Carta das Crianças para a Terra. A publicação mostra o histórico do projeto +Criança na Rio+20, embrião que originou a plataforma virtual. A carta foi escrita por meninos e meninas e entregue para a Izabella durante a Rio+20.Confira mais fotos no Flickr
Sexta, 22 Março 2013 19:03
Segurança hídrica é desafio
Sociedade precisa tomar conhecimento de que água é um recurso finito e escassoLUCIENE DE ASSISEspecialistas, comunicadores e representantes da sociedade civil participaram, na tarde desta sexta-feira (22/03), da sexta edição do seminário “Água, Comunicação e Sociedade no Ano Internacional de Cooperação pela Água”, realizado com o objetivo de divulgar como é feita a gestão dos recursos hídricos no Brasil. Durante o evento, realizado no Museu da República, em Brasília, foi lançado um selo comemorativo à data, que integra as atividades pelo Dia Mundial da Água, data instituída pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em 1992. O seminário foi promovido, de forma conjunta, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Agência Nacional de Águas (ANA), Unesco e da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal, com apoio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e do Museu da República. Na abertura do evento, o secretário executivo do MMA, Francisco Gaetani, lembrou que o Brasil está em posição de destaque por ser um país megadiverso em água, florestas e biodiversidade. “A segurança hídrica é um dos grandes desafios da humanidade neste século”, disse Gaetani, representando a ministra Izabella Teixeira.FONTE DE VIDAO diretor da ANA, João Gilberto Lotufo, lembrou que a água é um bem sem o qual não se consegue viver, daí a necessidade de se fazer com que a sociedade participe de eventos como as comemorações pelo Dia Mundial da Água, um recurso finito e cada vez mais escasso, alertou. Como 2013 é o Ano Internacional de Cooperação pela Água, o representante da Unesco no Brasil, Lucien André Muñoz, disse que as diferentes parcerias em torno do tema mostra a relevância desta substância para a vida, a saúde e o desenvolvimento humano. Ele acredita que a gestão eficiente desse recurso natural passa pela conscientização dos usuários, dentro e fora das fronteiras brasileiras. “Cooperação é nossa palavra de ordem”, enfatizou.A 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, prevista para ocorrer de 24 a 27 de outubro com o tema resíduos sólidos, foi apresentada aos participantes do seminário pelo diretor de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do MMA, Geraldo Vitor de Abreu, que enfatizou o impacto dos resíduos gerados na gestão dos recursos hídricos. A proposta colocada pelo MMA na política ambiental brasileira, segundo Abreu, tem como meta a eliminação dos lixões até 2014, eliminando-se um modelo que gerou passivo ambiental e social impactantes, pois envolve, hoje, pelo menos 600 mil trabalhadores que fazem a catação nos lixões. TUDO AZULEm comemoração ao Ano Internacional de Cooperação pela Água e para incentivar a participação popular na Hora do Planeta, a partir da noite desta sexta-feira, 22/3, os principais edifícios da Esplanada dos Ministérios serão iluminados de azul em função de uma parceria entre a ANA, GDF, Unesco, WWF Brasil e o Programa Água Brasil do Banco do Brasil. O objetivo desta iniciativa é chamar atenção da sociedade para as questões que envolvem o uso e a preservação da água, desafio crescente dos governos de todos os países.A quinta edição da Hora do Planeta ocorrerá no sábado, dia 23, entre 20h30 e 21h30, quando a luz azul da Esplanada dos Ministérios será apagado, bem como a iluminação dos demais edifícios públicos do GDF e de toda a Terra, numa demonstração de que as pessoas estão preocupadas e dispostas a fazer sua parte para combater o aquecimento global. Na sequência, os prédios voltam a receber a azul até domingo, 31 de março. Serão iluminados o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, o Palácio do Buriti e a Catedral.A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela organização não governamental WWF. Este ano, a entidade chamará atenção para os desafios em torno dos recursos hídricos, por se tratar do Ano Internacional de Cooperação pela Água.
Sexta, 22 Março 2013 18:56
Parceria pela Tijuca
Governo federal e prefeitura do Rio firmam parceria em favor da unidade de conservação federal que recebe o maior número de visitantes em todo o paísLUCAS TOLENTINOO governo federal e a prefeitura do Rio de Janeiro atuarão de forma compartilhada na gestão do Parque Nacional da Tijuca. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o prefeito Eduardo Paes e autoridades locais se reuniram nesta sexta-feira (22), no Rio, no comitê de acompanhamento da gestão compartilhada do espaço. Na ocasião, foi assinado protocolo de cooperação entre o poder público e a sociedade civil para o fomento de ações sustentáveis no local.A intenção é dar agilidade aos projetos previstos e promover melhorias que transformem o parque em exemplo de gestão a ser seguido no restante do país. A ministra destacou o potencial e a necessidade de investimentos na área. "É importante trazer estratégias inovadoras para a gestão de florestas e dar visibilidade ao parque, como um modelo para o país", declarou. SATÉLITEA ministra citou, como exemplo de inovação, as imagens de satélite de todo o país adquiridas pelo MMA e encaminhadas, esta semana, aos governos estaduais, como parte da implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que pretende regularizar 5,2 milhões de propriedades rurais. Segundo Izabella, o sistema também auxiliará a tomada de decisões sobre o parque. "Esse é um instrumento de planejamento que tem de ser usado", alertou. "O foco tem de se reajustado e o desafio é correr atrás dos prejuízos".Estabelecido por meio de portaria publicada em julho de 2012, o comitê tem se firmado como um canal de diálogo entre os diversos envolvidos na gestão do parque. "A gestão compartilhada é um avanço para a Floresta da Tijuca", afirmou o secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, que também participou do evento. O prefeito Eduardo Paes defendeu a participação do terceiro setor nesse processo. "Algumas ações de custeio podem ser feitas por meio de parcerias com organizações não governamentais", afirmou.COOPERAÇÃOO acordo assinado durante a reunião permitirá cooperação técnica entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação SOS Mata Atlântica nos trabalhos desenvolvidos na Floresta da Tijuca. O espaço é a unidade de conservação federal que mais recebe visitantes. Por ano, mais de 2,5 milhões de pessoas passam pelo parque de 3.972 hectares, que abriga pontos turísticos como o Monumento ao Cristo Redentor, no Morro do Corcovado, e a Vista Chinesa.Por meio da parceria, serão realizados estudos para o planejamento de um fundo financeiro destinado à conservação e ao manejo do parque. Também será avaliado o potencial de captação de recursos por meio de adoção de áreas, patrocínio e outras fontes de recursos.
Sexta, 22 Março 2013 18:24
Sessenta minutos sem luz
MMA adere à campanha “Hora do Planeta”: Esplanada dos Ministérios ficará às escuras neste sábadoLUCAS TOLENTINOAquecimento global, desperdício e conscientização. Com o objetivo de alertar a sociedade sobre os problemas que ameaçam os recursos naturais, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) aderiu à campanha “Hora do Planeta”, iniciativa global da Rede WWF que incentiva a população a desligar as luzes por uma hora. O movimento ocorrerá neste sábado (23/03), das 20h30 às 21h30, e traz à tona a importância da economia de energia e do consumo sustentável como forma de diminuir os impactos ambientais causados pela atividade humana.O protocolo de adesão à iniciativa foi assinado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, com representantes da WWF. Em Brasília, a Hora do Planeta se espalhará por toda a área central. Além da sede do MMA, os demais prédios da Esplanada dos Ministérios ficarão às escuras durante 60 minutos. O ato simbólico também ocorrerá em outros pontos do país e do mundo. No ano passado, 7 mil cidades de 152 países aderiram à campanha e apagaram as luzes de monumentos e edifícios. IMPORTÂNCIAAções ambientais com foco no setor energético estão entre as prioridades do MMA no combate às mudanças climáticas. Atualmente, o Brasil possui uma das matrizes mais limpas do mundo, com mais de 40% de participação de fontes renováveis contra uma média mundial de 13%. “A “Hora do Planeta” é uma iniciativa importante para despertar nas pessoas a importância de economizar energia e se alinha aos esforços do governo na busca pelo aumento da eficiência energética”, explica a gerente do Departamento de Mudanças Climáticas, Ana Dolabella. Entre as iniciativas do MMA, há projetos de fomento ao uso de fontes renováveis e sustentáveis como a eólica, além da articulação para implantação dos planos setoriais de mitigação e adaptação à mudança do clima. “É preciso apostar fortemente em medidas de eficiência energética e isso somente é possível com o comprometimento e participação da população como um todo”, salienta a gerente. O crescimento econômico e populacional do país gera um aumento na demanda e a necessidade de mudança de hábitos. Adquirir lâmpadas que consomem menos energia e são mais duradouras e eletrodomésticos com a etiqueta A do Inmetro e o selo Procel estão entre as medidas simples que podem fazer a diferença. O uso de sistemas de aquecimento solar de água para banhos também é uma boa opção.
Sexta, 22 Março 2013 17:15
Conhecimento que vem do campo
MMA tem apoio das Emater para a implantação do Cadastro Ambiental Rural SOPHIA GEBRIM O Ministério do Meio Ambiente (MMA) quer fortalecer o processo de implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com o apoio das Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Nesta sexta-feira (22/03), o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral, participou da 44ª Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), e irá apresentar a Nova Lei Florestal, com destaque para o CAR e o Programa de Regularização Ambiental (PRA). O encontro, que acontece em Cabo de Santo Agostinho (PE), reúne todos os presidentes das Emater do Brasil. Melhorar a renda e a qualidade da produção agrícola são os objetivos da assistência técnica e extensão rural, serviço prestado aos agricultores por Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). “A participação do MMA nesse encontro é uma oportunidade para aproximar os órgãos de assistência técnica e extensão rural da legislação prevista no novo Código Florestal”, explica Cabral. Dessa forma, será promovido o envolvimento desses órgãos no apoio aos produtores familiares para elaborarem seus cadastros com posterior envio aos órgãos estaduais de meio ambiente, responsáveis pelo Cadastro Ambiental Rural, que conta com apoio técnico e operacional do Ministério do Meio Ambiente. ALTERNATIVAS O secretário acrescenta que, por meio das Emater, o MMA pretende envolver também os demais órgãos estaduais relacionados com a produção agropecuária, fundamental para efetivar a recuperação ambiental daqueles imóveis rurais que tenham passivo ambiental. “O encontro representa, ainda, oportunidade para desenvolver novas alternativas produtivas para os produtores rurais, que certamente demandarão assistência técnica para serem estimulados e orientados para a implantação, por exemplo, de sistemas agroflorestais para recomporem as áreas de preservação permanente e reserva legal”, acrescenta. O Brasil possui 27 representações de Emater em todos os estados e no Distrito Federal. A capilaridade do serviço prestado por 26 mil técnicos, sendo que 16 mil atua diretamente no campo, foi destacada pelo presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), Júlio Zoé de Brito, como ferramenta de apoio ao CAR. “Hoje os nossos técnicos atendem a mais de 12 milhões de trabalhadores rurais e a expectativa é que, com a mobilização e apoio deles, seja possível aperfeiçoar o processo de regularização de imóveis rurais”, disse.
Sexta, 22 Março 2013 15:00
Novos hábitos economizam água
No Dia Mundial da Água, o MMA alerta para o desperdício de um bem tão vital.TINNA OLIVEIRADá para economizar água a partir de algumas mudanças de hábitos no dia-a-dia. Esse é o recado que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) passa no Dia Mundial da Água, comemorado neste 22 de março. A água destinada à população das cidades chega a ter 40% de desperdício. Economizar água é uma responsabilidade compartilhada por todos. Aproximadamente 75% da água consumida numa casa são gastos no banheiro. Uma boa dica é evitar tomar banhos prolongados. As pias não devem ficar abertas enquanto se escova os dentes ou faz a barba. Também é importante observar todas as torneiras da casa, prevenindo e consertando goteiras e vazamentos. Uma goteira pode desperdiçar até 46 litros de água por dia. E, se a água estiver fluindo em forma de filete, perde-se de 180 a 720 litros diários.A Política Nacional de Recursos Hídricos, associada a atitudes conscientes dos cidadãos, pode contribuir decisivamente para a economia da água, que é fonte a todas as formas de vida. “A educação ambiental se propõe a chamar a atenção de gestores e da sociedade para uma consciência mais solidária na conservação deste bem vital”, afirma o diretor do Departamento de Educação Ambiental (DEA), da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) do MMA, Nilo Diniz. Essas ações educativas geram um impacto positivo no planeta. Para regar as plantas, por exemplo, uma boa alternativa é guardar a água da chuva que desce pelas calhas. “VARRER” O CHÃOOutras dicas incluem reutilizar a água da máquina de lavar para limpar calçadas ou o quintal, evitando a prática de “varrer” o chão com água potável, não deixar torneiras abertas enquanto ensaboa as mãos ou as louças, assim como preferir lavar o carro usando baldes de água e panos em vez da mangueira. Quando a água está correndo normalmente pela torneira, chegam a ser desperdiçados até 12 mil litros por dia. Se estiver fluindo em forma de jato, pode chegar a 45 mil litros diários.Maria Georgete da Silva Santos, moradora de Sobradinho I (DF), mudou os hábitos há sete anos para diminuir o desperdício de água. “Como já tinha piscina em casa e com isso gastava muita água, resolvi adotar medidas de reaproveitamento”, afirma. Georgete reutiliza a água da máquina de lavar para limpar toda área de serviço e as garagens. Ela mandou fazer dois baldes grandes que servem para recolher a água que será reaproveitada. “Um investimento que tem gerado economia”, destaca.NO TRABALHONão é só em casa que dá para economizar água. No trabalho também é possível adotar medidas de contenção. Uma recomendação simples é colocar adesivos com mensagens educativas, lembrando a todos da necessidade do bom uso da água, principalmente nos banheiros. A substituição das torneiras e as caixas de descarga por outras mais econômicas também ajuda, além da utilização de dispositivos que podem resultar numa redução de vazão de até 12 litros por minuto por peça sanitária (torneiras, chuveiros, etc.). A reutilização da chuva pode ser feita por meio de um sistema de reaproveitamento. Essa água não potável pode ser usada nas instalações sanitárias, lavagens de garagens e automóveis e para irrigação de jardins. Observar as contas de água do edifício também pode ajudar a indicar aumentos de consumo incomuns que podem representar vazamentos ou desperdício de água pelos usuários. Por isso, é preciso ficar atento a esse tipo de problema para solicitar o imediato conserto de torneiras, bebedouros e descargas vazando no local de trabalho.Essas ações estão inseridas na Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa do MMA que promove a reflexão sobre a responsabilidade socioambiental e incentiva a adoção de práticas sustentáveis no ambiente de trabalho. Um dos eixos do programa estimula o uso racional dos recursos naturais e bens públicos.
Quinta, 21 Março 2013 16:52
CAR entra na fase operacional
Técnicos dos órgãos estaduais de meio ambiente são treinados para utilizar as imagens de satélite SOPHIA GEBRIM A fase operacional do Cadastro Ambiental Rural (CAR) começou com a capacitação dos técnicos de órgãos estaduais de meio ambiente, que acontece desde ontem (20/03) e será encerrada nesta quinta-feira (21/03), na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. Durante o encontro, dois representantes de cada estado receberam treinamento para o uso das imagens de satélite, adquiridas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e repassada aos órgãos ambientais para auxiliá-los no processo de implantação do CAR, ação do MMA que prevê a regularização ambiental de 5,2 milhões de imóveis rurais em todo o país. A capacitação foi dividida em duas turmas. A primeira, formada por representantes do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal, recebeu o treinamento na quarta-feira. Já a segunda turma, que engloba o restante dos estados, finalizou o treinamento hoje: Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. USUÁRIOSO secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, disse que receberam treinamento os técnicos em geoprocessamento que trabalham com o CAR, que serão os principais usuários das imagens. “Essa ação faz parte do processo de implantação do CAR, pois não adianta somente o Ministério ceder as imagens, é necessário capacitar os usuários que irão trabalhar na ponta com o uso desse recurso”, afirmou.Além de conhecer os aspectos legais das imagens de satélite e a forma como podem contribuir para o implantação do CAR nos estados, foi criado um perfil de cada participante, para acesso via geocatálogo, permitindo que esses servidores possam baixar o lote de imagens do seu estado. Para Manno França, representante de Minas Gerais, como o governo local já vinha trabalhando com o CAR por conta própria, ele acredita que com as imagens será possível ter um nível mais detalhado de informações. “Tudo isso reduzirá o tempo gasto com o cadastro e garantirá informações e imagens de qualidade”, ressaltou. Como parte da capacitação, técnicos do Ministério do Meio Ambiente também orientaram os participantes no que diz respeito às restrições de uso das imagens e outros aspectos técnicos. Roberto Passo, representante de Mato Grosso, conta que o estado já vinha desenvolvendo um sistema próprio e está migrando as informações para o sistema federal do CAR, de modo que sejam atendidas as diretrizes e necessidades dispostas no Código Florestal. “A partir da perspectiva que está sendo proposta pelo governo federal para o Cadastro, adequaremos as propriedades rurais mineiras ao que prevê a legislação”, explicou.
Quinta, 21 Março 2013 15:13
Os guardiões da floresta
Extrativistas, ribeirinhos, indígenas, quilombolas, pantaneiros, entre outros, dão exemplo de sustentabilidade.SOPHIA GEBRIM Na semana do Dia Mundial da Floresta, comemorado nesta quinta-feira (21/03), o Ministério do Meio Ambiente destaca o papel das famílias que habitam as florestas, sobrevivem do uso sustentável dos recursos naturais e contribuem para a conservação da fauna e flora brasileiras. São extrativistas, ribeirinhos, indígenas, quilombolas, pantaneiros, entre outras inúmeras comunidades e povos que atuam como “guardiões das florestas”, nas regiões Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal.Números do Cadastro Nacional de Florestas Públicas (instrumento de planejamento da gestão florestal ligado ao Serviço Florestal Brasileiro - SFB) mostram que as áreas de florestas públicas comunitárias (aquelas habitadas por grupos familiares) representam 62% das florestas públicas brasileiras, o que equivale a 128,2 milhões de hectares, distribuídas da seguinte forma: 76% em áreas indígenas, 17% em Unidades de Conservação de Uso Sustentável e 7% em projetos de Assentamentos Ambientalmente Diferenciados. Nessas áreas vivem 213 mil famílias e aproximadamente 1,5 milhão de pessoas.ESTÁ NA LEI“De acordo com a legislação brasileira, a gestão de florestas públicas para produção sustentável, visando a conservação e a geração de renda, deve ocorrer, principalmente, por meio de sua destinação às comunidades locais”, ressalta a gerente de Gestão Socioambiental da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Andrea Oncala. Para ela, esses números indicam que as famílias que vivem em florestas são grandes responsáveis pela conservação dos ecossistemas associados a suas áreas, sendo atores decisivos para a conservação ambiental no país.Nesse sentido, o governo federal tem realizado um grande esforço, por meio das ações do Programa de Apoio a Conservação Ambiental Bolsa Verde, para incentivar a preservação dos ecossistemas, promover a cidadania e aumentar a renda das populações que vivem em unidades de conservação, assentamentos e povos ribeirinhos. O Bolsa Verde é um ação dentro das atividades do Plano Brasil sem Miséria voltado a famílias em situação de extrema pobreza que exercem atividades de conservação ambiental. USO SUSTENTÁVELCada família beneficiada pelo programa recebe R$ 300, pagos a cada três meses. O saque pode ser feito com o cartão do Bolsa Família. Desde o seu lançamento, em setembro de 2011, o programa já beneficiou 36.384 famílias extrativistas, sendo 11.488 de Unidades de Conservação de Uso Sustentável (31,6 %), 22.877 de Assentamentos da Reforma Agrária (62,9%) e 2.019 de áreas de ribeirinhos reconhecidas pela Secretaria de Patrimônio da União (5,5%).“As atividades de conservação ambiental praticadas pelos beneficiários são ações de uso sustentável dos recursos naturais e de manutenção da cobertura vegetal da área onde a família está inserida”, destaca Andrea Oncala, que também é coordenadora do Bolsa Verde. São exemplos dessas atividades o manejo florestal sustentável, os sistemas agroflorestais, o enriquecimento florestal com espécies nativas, a aquicultura e pesca praticada segundo diretrizes de sustentabilidade e demais atividades sustentáveis e agroecológicas que não conflitam com o previsto no instrumento de gestão da área.