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Notícias

Segunda, 02 Abril 2012 15:07

Manejo sustentável é tema de reunião

Martim Garcia/MMA Representantes de oito países participam de encontro em Brasília. O objetivo é avaliar o Programa de Investimentos em Florestas, iniciativa de alcance internacional que destina recursos financeiros para o manejo sustentável Mariana Branco Os países-piloto do Programa de Investimentos em Florestas (Fip, na sigla em inglês) reuniram-se nesta segunda-feira (02/04) em Brasília. Durante o encontro, que vai até quarta-feira (04/04), representantes de oito países (Brasil, Burkina Faso, República Democrática do Congo, Gana, Indonésia, Laos, México e Peru ) falarão sobre iniciativas de sucesso em seus territórios e discutirão o que é preciso melhorar na implementação do programa. O Fip é iniciativa de alcance internacional, que destina recursos financeiros para o manejo sustentável de florestas e redução de emissões dos gases do efeito estufa causadas por desmatamento. O programa é uma das iniciativas do Fundo de Investimento no Clima (CIF, na sigla em inglês). Criado em 2007, funciona graças a doações de países como Austrália, Dinamarca, Espanha, Japão, Noruega, Reino Unido e Estados Unidos, que reservam verba para os países-piloto. Atualmente, possui US$ 639 milhões (o equivalente a R$ 1,167 bilhão) em caixa. Na abertura da reunião sobre os rumos do programa, o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, ressaltou o papel de liderança do Brasil no diálogo internacional sobre mudanças do clima, mas frisou que o país precisa intensificar as ações internas. "O Brasil tem tido um papel muito crucial nas negociações internacionais. Mas não quer apenas isso, quer ações concretas", afirmou. O plano de investimentos brasileiro para o Fip tem foco no Cerrado. Ele inclui a expansão do monitoramento de florestas do país para o bioma; o fortalecimento da agricultura sustentável e de baixo carbono na área e o apoio à conservação de florestas com a participação de comunidades locais. TROCA A vice-gerente de programa do Fundo de Investimentos no Clima, Funke Oyewole, da Nigéria, disse acreditar que as discussões entre os países-piloto do Fip serão proveitosas. "É uma oportunidade muito boa de troca", comentou. Além de representantes das nações, organizações não-governamentais como WWF e Global Witness enviaram participantes à reunião, organizada pelo MMA e se realiza na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os dois primeiros dias do encontro serão de debates. Na quarta-feira, os visitantes serão levados para conhecer a Área de Proteção Ambiental (APA) Gama Cabeça de Veado, o Jardim Botânico do Distrito Federal e uma fazenda que pratica plantio sustentável de soja em Luziânia (GO). ASCOM
Segunda, 02 Abril 2012 14:54

Nota à imprensa

Diante da notícia publicada pela revista Veja, envolvendo seu nome, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informa que recebeu o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), em 2010, atendendo a pedido de audiência do senador, para tratar da aprovação da PL de Resíduos Sólidos (ele era Presidente da CCJ) e de audiência com MPE/GO para tratar de degradação dos rios naquele estado. Uma segunda reunião foi realizada com a presença de membros do MPE/GO, representantes do MMA e da Agência Nacional de Águas, para discutir iniciativa de projeto do MPE/GO de recuperação de bacia hidrográfica no sul do Estado. Em 2011, o Senador foi ao MMA para entregar convite à ministra para participar de evento promovido pelo Ministério Público e Governo Estadual sobre Meio Ambiente.A ministra esclarece que em nenhum momento o senador apresentou qualquer assunto relacionado ao Ibama. Informa, ainda, que o atual presidente do Ibama, Curt Trennepohl, e Abelardo Bayma, seu antecessor, nunca receberam em audiência o aludido senador, conforme relato de ambos.Assessoria de Comunicação do MMA
Sexta, 30 Março 2012 14:51

Ibama regulamenta educação ambiental

Letícia Verdi O VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental termina neste sábado (31/03), em Salvador, com balanço positivo: 2,5 mil educadores de todo o Brasil trocaram experiências e levam para as cidades de origem novas possibilidades de atuação. Entre as novidades, está a Instrução Normativa 2/2012, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), publicada na edição desta quinta-feira (29/03) do Diário Oficial da União. Por meio dela, foram regulamentados os já obrigatórios projetos de educação ambiental nos processos de licenciamento de obras no país. "As medidas mitigadoras e compensatórias dos impactos ambientais causados por empreendimentos imobiliários, envolvendo educação ambiental, serão agora analisadas e fiscalizadas pelo Ibama", afirma o diretor do Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério de Meio Ambiente, Nilo Diniz. "Todo e qualquer licenciamento ambiental terá que considerar essa instrução normativa". CRIME AMBIENTAL Os projetos de educação ambiental serão destinados aos grupos sociais direta ou indiretamente afetados pelo empreendimento objeto do licenciamento do Ibama e aos trabalhadores da obra. O empreendedor que não cumprir as medidas compensatórias terá que responder à Lei de Crimes Ambientais. "A Câmara Técnica de Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) já está aguardando a proposta do Ibama que transforma essa regulamentação numa possível resolução para orientar os órgãos estaduais e municipais, para ser aprovada ainda este ano", acrescenta Diniz, que também é presidente dessa Câmara Técnica. Ele destaca que alguns estados já dispõem de orientação para educação ambiental no licenciamento, mas que a medida adotada pelo Ibama traz a novidade de prever ações educativas seja para os trabalhadores que para as comunidades afetadas pelas obras. BOAS PRÁTICAS Outra notícia anunciada no VII Fórum foi o lançamento do edital do MMA para boas práticas em educação ambiental na agricultura familiar. O objetivo é divulgar nacionalmente até 30 experiências bem sucedidas e juntá-las em uma publicação. As sete melhores em cada bioma brasileiro serão usadas como exemplo nos cursos oferecidos pelo recém-lançado Programa de Educação Ambiental na Agricultura Familiar (PEAAF).  Para conferir a íntegra da publicação da IN n.2/2012 no DOU: http://www.lex.com.br/legis_23133441_INSTRUCAO_NORMATIVA_N_2_DE_27_DE_MARCO_DE_2012.aspx ASCOM
Sophia GebrimAs luzes de 5 mil cidades em 147 países serão apagadas neste sábado (31/03) de 20h30 às 21h30, no ato simbólico conhecido como "A Hora do Planeta 2012". O objetivo do movimento, organizado pela organização não-governamental WWF-Brasil, é criar um instante de reflexão sobre como as pessoas podem mudar seu estilo de vida em prol da sustentabilidade.No Brasil, 24 estados participarão do movimento. Cerca de 500 monumentos e pontos turísticos terão suas luzes apagadas em 125 cidades. No Rio de Janeiro, cidade oficial do movimento no Brasil, as luzes do Cristo Redentor, Orla de Copacabana, Arcos da Lapa e outros símbolos serão apagados às 20h30. O evento oficial do movimento, organizado pelo WWF-Brasil, acontecerá no Arpoador a partir das 17h com oficinas, exibição de vídeos, música e apresentações de dança e circo.CORDAS E CORALA capital federal também participará da "Hora do Planeta 2012". As luzes do Congresso Nacional, Esplanada dos Ministérios, Catedral e Ponte JK serão apagadas às 20h30. Ainda em Brasília está programado ato simbólico no Parque Olhos D'Água, com apresentação à l uz de velas do quarteto de cordas e coral.Todos podem participar da "Hora do Planeta 2012". Para enviar o seu sinal de alerta e preocupação com a preservação ambiental e aquecimento global, basta apagar as luzes de casa durante 60 minutos. Aproveite o momento para pensar como o cidadão pode ajudar a construi r um mundo mais sustentável.
Sexta, 30 Março 2012 14:45

MMA e TNC discutem parcerias

Mariana BrancoO Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Organização Não-Governamental (ONG) norte-americana The Nature Conservacy (TNC) reuniram-se nesta sexta-feira (29/03), com o objetivo de trocar experiências e discutir parcerias. O assunto tratado foi a adaptação às mudanças do clima, ou seja, os mecanismos para lidar com os impactos do fenômeno quando já não é possível revertê-los. Esse e outros debates servirão de parâmetro para o MMA trabalhar em políticas abrangendo a questão.O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (MMA), Carlos Klink, destacou que a adaptação envolve ações como o planejamento sustentável das cidades, bom uso da água e preparação para lidar com eventos extremos, como enchentes. Para Klink, é importante ampliar a discussão sobre a água e encaixá-la nos debates sobre alteração do clima. "Água e mudança do clima vêm juntos", afirmou. "A TNC vem trabalhando isso em várias partes da América Latina", afirmou.PLANTAS E ANIMAISO diretor de Adaptação do Clima da ONG na América Latina, James Rieger, disse que a entidade pretende conhecer as políticas do Brasil frente ao tema. "Estamos muito interessados em saber o que está ocorrendo com relação a isso no país", destacou.Criada em 1951, a TNC atua em mais de 30 países, adotando diferentes estratégias com um objetivo comum: conservar plantas, animais e ecossistemas, para o bem da natureza e do próprio ser humano. No Brasil desde 1988, trabalha com governos, empresas e  parceiros locais para promover a conservação ambiental em larga escala.
Divulgação Até agora, o projeto atende apenas moradores das unidades de conservação e assentamentos ambientalmente diferenciados em condições de pobreza extrema. Maioria dos futuros beneficiados são residentes na Ilha de Marajó. Sophia Gebrim As comunidades ribeirinhas que vivem em situação de extrema pobreza serão incluídas no Programa Bolsa Verde. Para orientar as famílias que vivem nessas áreas da Amazônia, o Conselho de Desenvolvimento Territorial do Marajó reúne-se nesta quinta e sexta-feira (29 e 30/03), na Ilha do Marajó, para apresentação especial do programa e definição da estratégia de atendimento aos beneficiários da região. Até agora, o projeto atende apenas moradores das unidades de conservação e assentamentos ambientalmente diferenciados. "Grande parte dos ribeirinhos que vive na Amazônia está inserida na região do Marajó", destaca a gerente de Projeto do Departamento de Extrativismo da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Andrea Oncala. Segundo ela, o conselho está verificando, por meio de trabalho visitas às comunidades, as necessidades dessas comunidades para a elaboração de um cronograma de ações e compromissos. "Nessa etapa já estamos selecionando 6 mil famílias ribeirinhos aptas a serem incluídas na região do Marajó", explica Andrea Oncala. As comunidades estão sendo previamente identificadas, com o objetivo de agilizar o processo de adesão. De forma complementar, as áreas de ribeirinhos devem estar cadastradas com documentos que reconhecem, estabelecem e descrevem as regras de uso dos recursos naturais, de convivência dos beneficiários e de ocupação da região socioambientais. O Conselho de Desenvolvimento Territorial do Marajó é integrado por representantes da sociedade civil e governos federal, estadual e municipal. As ações desenvolvidas pelo Programa Bolsa Verde na região do Marajó estão sendo orientadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Secretaria do Patrimônio da União (SPU), gestores locais do Bolsa Verde. O QUE É O Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde, lançado em setembro de 2011, concede, a cada trimestre, um benefício de R$ 300 às famílias em situação de extrema pobreza que vivem em áreassocioambientais prioritárias. São 16,2 milhões de pessoas nesta condição, das quais 47% estão na área rural. A proposta é promover aumento na renda dessa população, ao mesmo tempo em que se incentiva a conservação dos ecossistemas e o uso sustentável dos recursos naturais. O Ministério do Meio Ambiente é responsável pela coordenação do Programa Bolsa Verde, com a participação direta dos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que fazem uma gestão compartilhada abrangendo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) como os gestores das áreas selecionadas. Na prática, os objetivos do programa são incentivar a conservação dos ecossistemas (manutenção e uso sustentável), a promoção da cidadania e melhoria das condições de vida e elevação da renda da população em situação de extrema pobreza que exerça atividades de conservação dos recursos naturais no meio rural, e o incentivo participativo de seus beneficiários em ações de capacitação ambiental, social, educacional, técnica e profissional. RESULTADOS A primeira etapa do programa aconteceu no final de 2011, com a identificação de cerca de 18 mil famílias localizadas em 33 unidades de conservação (florestas nacionais e reservas extrativistas) e em 140 assentamentos ambientalmente diferenciados da reforma agrária, geridos pelo Incra, localizados na Amazônia Legal, sendo inseridas 16.634 famílias. A meta para a segunda etapa do programa, em 2012, é beneficiar 50 mil famílias, em virtude da promoção do programa, que vem sendo divulgado como parte dos preparativos da Conferência Rio +20. O público-alvo será ampliado para todo o Brasil, envolvendo, além das áreas já listadas, também projetos de assentamentos convencionais e áreas de ribeirinhos agroextrativistas cadastradas pela Secretaria doPatrimônio da União. ASCOM
Rafaela Ribeiro O Ministério do Meio Ambiente (MMA) aproveitou o1º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável para premiar as melhores experiências em sustentabilidade ambiental urbana. A iniciativa tem como finalidade promover a divulgação e o intercâmbio de experiências municipais de sucesso, valorizando e estimulando os avanços no desenvolvimento de cidades sustentáveis. As boas práticas selecionadas serão publicadas pelo Ministério e divulgadas em eventos de grande presença de público, como a Semana do Meio Ambiente e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho, no Rio de Janeiro. As experiências vencedoras são as seguintes: *Áreas Verdes Urbanas e Gestão de Áreas de Preservação Permanente* 1º lugar -Programa Mutirão de Reflorestamento da Cidade do Rio deJaneiro - Município do Rio de Janeiro/ RJ 2º lugar - Trilha do Saber - Educação Ambiental, Pesquisa Científica ePreservação Ambiental - Município de Pinhalzinho/SC 3º lugar - Programa 100 Parques - Etapa 2011 - Município de São Paulo/SP _Menção Honrosa_:- Zeladores de Praças / Florir - Município de _São Paulo/SP_- Revitalização do Parque do Ingá - Município de _Maringá/PR_- Programa Floresta Urbana - Manejo de Áreas Verdes e Fauna SilvestreAssociada - Município de _Barueri/SP_ *Manejo das águas no contexto urbano* 1º lugar - Programa Córrego Limpo, Cidade Viva - Município de CampoGrande /MS 2º lugar - Programa Pagamento por serviços ambientais: "Produtor de ÁguaRio Vermelho Município de São Bento do Sul/SC 3º lugar - Aproveitamento da Água da Chuva - Município de Florianópolis/SC _Menção Honrosa_:- Projeto "Reaproveitamento de Águas Cinzas" - Lei nº 2856 - Municípiode _Niterói/RJ_ *Prevenção de desastres em áreas urbanas* 1º lugar - Ampliação e Efetivação da Atuação da Defesa Civil de SBC naPrevenção Municipal de Desastres na Área Urbana - Município de SãoBernardo do Campo/SP *Mobilidade Sustentável e qualidade do ar* 1º lugar - Ciclovia - Município de Forquilhinha/SC 2º lugar - Ampliação da Malha Cicloviária - Município de Santos/SP 3º lugar - Plano Cicloviário da Cidade de Pelotas - Município de Pelotas/RS *Resíduos Sólidos Urbanos* 1º lugar - Catavida - Programa Municipal de Gestão Social de Resíduos -Município de Novo Hamburgo/RS 2º lugar - Projeto Cidade Limpa e Solidária - Município de LençóisPaulista/SP 3º lugar - Programa Recicla Tibagi - Município de Tibagi/PR _Menção Honrosa_:- Programa de Implantação de Ecopontos - Município de _Santos/SP_- Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos da Construção Civil: Implantaçãode Ecopontos - Município de _São Carlos/SP_- Coleta e Destino Final de Resíduos Sólidos - Programa Coleta Seletiva& Cidadania - Município de _Lucrécia/RN_ *Fortalecimento institucional, planejamento e gestão* 1º lugar - Consorcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Região doCircuito das Águas - Município de Amparo/SP 2º lugar - Política de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentáveldo Rio de Janeiro - Município do Rio de Janeiro/RJ 3º lugar - Programa de Arborização Urbana - Manaus Mais Verde -Município de Manaus/AM. _Menção Honrosa_:- Programa Barueri Sustentável - Município de _Barueri/SP_- A Transformação de uma Área Degradada em uma Nova RealidadeSócio-Ambiental - Município de _Ivoti/RS_
Quarta, 28 Março 2012 21:00

Governo e sociedade precisam se unir

Martim Garcia Construção de políticas e projetos que melhorem e ampliem a qualidade de vida da população dependem da participação de todos. Se nada for feito, as cidades brasileiras estão condenadas ao caos. Rafaela Ribeiro O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, foi incisivo, nesta quinta-feira (29/03), no debate sobre Qualidade Ambiental Urbana e Desenvolvimento Sustentável ocorrido no I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável - pequenos negócios, qualidade ambiental urbana e erradicação da miséria. Na sua avaliação, a gestão integrada dos resíduos sólidos, o saneamento, a prevenção e a mitigação de eventos climáticos extremos e da poluição são questões que demandam o comprometimento de governos e da sociedade civil, para que efetivamente sejam considerados na construção de políticas e projetos que melhorem e ampliem a qualidade de vida da população. Durante o evento, realizado em Brasília, promovido pela Frente Nacional dos Prefeitos, Bonduki evidenciou que não se pode mais pensar a questão ambiental desvinculada da questão urbana. "A sustentabilidade urbana é um dos principais temas da agenda de gestão pública", afirmou. "Tem relação com desastres urbanos, com mudanças climáticas e seus impactos no dia a dia das populações". COLAPSO À VISTA O secretário destacou a insustentabilidade do acelerado crescimento urbano brasileiro vivenciado na segunda metade do século XX: "Nós passamos de uma população urbana de 20 milhões de habitantes nos anos 1950 para, hoje, 60 anos depois, existirem 155 milhões de pessoas vivendo nas cidades. A continuidade desse modelo é insustentável", salientou. "Temos hoje 56% da nossa população ocupando apenas 0,6% do território brasileiro. São concentrações urbanas fortes que precisam ser alteradas". Para Bonduki, o crescimento econômico e até mesmo a inclusão social, se não forem acompanhados de uma nova visão de crescimento urbano, vão colocar as cidades em colapso. E chamou a atenção para uma necessidade urgente de mudança de hábitos e de prioridades. "Se houver o tratamento adequado para o lixo nas cidades, se tiver menos emissão de CO², se não tiver desmatamento, teremos uma gestão pública mais preparada para enfrentar os efeitos de mudanças climáticas, por exemplo", opinou.
Paulenir ConstâncioO engenheiro agrônomo Roberto Vizentin é o novo presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A nomeação foi publicada nesta quinta-feira (29/03) no Diário Oficial da União.  Ele deixa a Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, onde atuou, de 2003 a 2008, como diretor de Zoneamento Territorial. Desde então vinha exercendo o cargo de secretário.Vizentin recebe da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a tarefa de modernizar a gestão das 310 unidades de conservação brasileiras. Doutorando em Agroecologia, Sociologia e Desenvolvimento Rural Sustentável na Universidade de Córdoba, na Espanha, o novo presidente tem atuação voltada para  o desenvolvimento sustentável.Catarinense de Xanxerê,  com carreira acadêmica e trajetória profissional no Mato Grosso, atuou como pesquisador associado no Centro de Estudos e Pesquisas do Pantanal, Amazônia e  Cerrado, na Universidade Federal do Mato Grosso, técnico em agricultura e meio ambiente e secretário-executivo do Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Terça, 27 Março 2012 21:00

Jardim Botânico do Rio é premiado

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