Formação (52)
Sexta, 11 Maio 2012 17:59
Biblioteca
Materiais com conteúdo relacionado aos Coletivos Educadores:
Livro "Encontros e Caminhos - Vol 1"
Livro "Encontros e Caminhos - Vol 2"
Cartilha para os Coletivos Educadores - NOVA !
Apresentação sobre os Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis em formato pdf
Video no padrão wmv / 6.500 kB. - Entrevista com o Prof. Marcos Sorrentino - ex-Diretor de Educação Ambiental do MMA - sobre a integração dos Coletivos Educadores no âmbito do SisNEA (Sistema Nacional de Educação Ambiental).
Documento Técnico Nº 8 - Programa Nacional de Formação de Educadoras(es) Ambientais
Documento Técnico Nº 15 - Mapeamentos, Diagnósticos e Intervenções Participativos no Meio Ambiente
Para acessar outros materiais do órgão Gestor da PNEA acesse: Portfólio PNEA
Sexta, 11 Maio 2012 17:58
Sistema de Acompanhamento
Com a intenção de melhorar a comunicação e a sistematização de informações sobre os Coletivos Educadores para a sociedade, desenvolvemos um sistema que permitirá o acompanhamento dos trabalhos realizados por esses grupos, e organizará suas demandas junto ao Órgão Gestor da PNEA e demais órgãos do Governo Federal.Esse sistema deverá ser alimentado regularmente pelos próprios Coletivos Educadores. As informações inseridas possibilitarão a elaboração de relatórios contendo informações sobre as atividades desenvolvidas nos territórios de cada um desses grupos. Assim, será possível que cada cidadão e cidadã acesse o sistema e conheça as experiências desenvolvidas, obtendo assim, o estado da arte dos Coletivos Educadores.Consultando o SACE, será possível saber quais instituições ou grupos compõem os Coletivos Educadores, seu território de abrangência, seu projeto político pedagógico, os recursos utilizados pelo grupo, o cardápio de aprendizagem, os grupos de educandos/as e muitas outras informações úteis para a sociedade.Acesse o SACE pelo link: http://sistemas.mma.gov.br/coletivos/
Sexta, 11 Maio 2012 17:57
Como articular um CE
Algumas sugestões de passos para articular um Coletivo Educador:
Reunião de Articulação: uma instituição articuladora, setorial ou territorial, reúne um pequeno conjunto de instituições que também desempenham atividades formativas no campo da educação ambiental, educação popular, educomunicação ambiental, formação de educadores/as, formação de professores/as... Nesta reunião, é apresentada e debatida a proposta de um Programa de Formação de Educadores/as Ambientais (podendo-se tomar por base o programa elaborado e disponibilizado pelo DEA/MMA), inicia-se um primeiro levantamento das ações realizadas ou planejadas e das outras instituições que possam contribuir com o Coletivo Educador. Uma agenda de trabalho pode ser organizada para socialização interna às instituições, para mapeamento e articulação de outras instituições correlatas. É importante que se defina um recorte territorial prévio a ser envolvido pelo Coletivo Educador.
Oficina de trabalho para Constituição do Coletivo Educador: com o objetivo de constituir e planejar o trabalho do Coletivo Educador debate-se e aprofunda-se o entendimento e comprometimento com uma perspectiva crítica, emancipatória e popular de educação ambiental, sistematizam-se as experiências acumuladas pelas instituições presentes para formação do primeiro Cardápio de Aprendizagem, avaliam-se as estratégias mais interessantes para envolvimento da região, seus poderes públicos e sociedade civil. Para a operacionalização das ações pode-se dividir o Coletivo Educador em subgrupos ou núcleos que possam ter uma agenda mais sistemática de encontros. Quando necessário, pode-se definir um Grupo Articulador operacional, representativo do Coletivo Educador.
Articulação Político-Institucional: o grupo articulador do Coletivo Educador buscará envolver instituições que possam dar tanto um suporte logístico-financeiro quanto político-pedagógico à proposta. O mapeamento dos recursos financeiros, materiais e humanos disponíveis é chave para a exeqüibilidade da proposta. Outro papel desta etapa de articulação político-institucional é criar as bases jurídicas necessárias para o envolvimento dos profissionais e suas instituições no Coletivo Educador.
Aprofundamento e debate sub-territorial: em cada sub-território, os membros do Coletivo Educador, sistematizam seu cardápio, definem competências para tutoria de educandos/as e planeja os demais papéis. É de fundamental importância que este grupo sub-territorial inicie um mapeamento das experiências sociais dos locais, as redes sociais, as estruturas educadoras, os grupos, a segmentação social e outros aspectos fundamentais para a seleção de educandos/as, para a valorização das experiências populares, para o diálogo de saberes e para a ampliação do cardápio. A formação dos grupos de Pesquisa-Ação-Participante de educandos/as pode estar sob a responsabilidade de uma instituição ou de frações do Coletivo Educador que, neste caso, reportam-se a ele como referência para coordenação das ações no território (como no exemplo do Coletivo Educador do Oeste da Bacia do Paraná-III, entorno do Parque Nacional de Foz do Iguaçu e área de Influência da Itaipu-Binacional).
Elaboração da proposta de formação: numa oficina, em um outro momento ou a partir de um grupo menor do Coletivo Educador elabora-se uma proposta de Formação Continuada de Pessoas que Aprendem Participando, construindo a sua sincronicidade com os demais processos formativos desenvolvidos ou planejados pelo Coletivo.
Seleção de educandos/as e desenvolvimento das propostas de formação: o Coletivo Educador deverá articular todo o processo seletivo dos/as formadores/as de educadores/as ambientais de modo a envolver a diversidade social e territorial do contexto em questão. As propostas de formação, desenvolvidas pelos núcleos, deverão atingir um profundo diálogo e interdependência, inclusive permitindo que educandos/as percebam-se como parte de um processo territorial-nacional, servindo-se do amplo conjunto de opções -cardápio- resultante do mesmo.
Avaliação/re-planejamento e articulação permanentes: o Coletivo Educador deverá se reunir para avaliar o andamento das propostas, desenvolver estratégias de avaliação dos projetos de intervenção dos/as educandos/as, re-orientar as propostas de formação, elaborar materiais de apoio pedagógico e, sempre que necessário, constituir grupos temáticos transversais aos sub-territórios atendendo às necessidades de conteúdos e instrumentos dos/as educandos/as.
Sexta, 11 Maio 2012 17:54
Espaços de Comunicação
Atualmente, existem algumas formas e espaços de comunicação entre os Coletivos Educadores de todo o país:
BLOG - Espaço da sociedade destinado aos Coletivos Educadores de todo o país para divulgação de suas ações e para reflexão sobre temas importantes para estes grupos: http://coletivoseducadores.blogspot.com/
LISTAS - Listas de discussão via internet onde os Coletivos debatem temas referentes a sua ação conjunta e colaboram com o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental na elaboração e aperfeiçoamento desta política pública. Além da lista de discussão nacional, existem listas específicas dos Coletivos de determinados estados que se articularam e organizaram suas próprias listas.
ENCONTROS - Encontros presenciais de Coletivos Educadores foram realizados para reunião de Coletivos de todo o país, além de encontros estaduais onde foi trabalhada a formação desses grupos e a articulação entre os próprios Coletivos Educadores e entre estes com o Órgão Gestor.
Outros Espaços Interativos:
e-ProInfo - O E-ProInfo é um ambiente colaborativo de aprendizagem gratuito, criado e gerenciado pela Secretaria de Educação a Distância - SEED - do Ministério da Educação, que utiliza a Tecnologia Internet e permite a concepção, administração e desenvolvimento de diversos tipos de ações, como cursos a distância, complemento a cursos presenciais, projetos de pesquisa, projetos colaborativos e diversas outras formas de apoio a distância.
O site permite que pessoas interessadas se inscrevam e participem dos cursos e diversas outras ações oferecidas por várias entidades conveniadas. É através dele que os participantes têm acesso a conteúdos, informações e atividades organizadas por módulos e temas, além de poderem interagir com coordenadores, instrutores, orientadores, professores, monitores e com outros colegas participantes.
No Ambiente Colaborativo do e-ProInfo, há um conjunto de recursos disponíveis para apoio às atividades dos participantes, entre eles, Tira-dúvidas, Notícias, Avisos, Agenda, Diário e Biblioteca. Há ainda um conjunto de ferramentas disponíveis para apoio a interação entre os participantes, tais como: e-mail, chat e fórum de discussões e banco de projetos.
Endereço para inscrição: www.eproinfo.mec.gov.br
Sexta, 11 Maio 2012 17:54
Histórico de Coletivos Educadores
A idéia e a concepção da proposta de Coletivos Educadores é fruto de alguns fatores imbricados e relacionados à história da EA brasileira e ao processo da gestão do DEA/MMA desenvolvido em 2003 - 2008
a) A experiência da RUPEA
A Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental (RUPEA) surgiu do desafio da formação de educadores e educadoras ambientais. Há, nas universidades brasileiras, um grande número de iniciativas no campo da formação de educadores/as ambientais, entretanto, cada universidade isoladamente carece de recursos, de espaços institucionais, de quantidade de profissionais engajados na área. Três Universidades (UESB-Universidade Estadual do Sudoeste Baiano, UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana e USP- Universidade de São Paulo), em 1999, começaram a se articular para que cada uma delas pudesse, partilhando recursos, profissionais e materiais, realizar um programa mais consistente de formação de educadores/as ambientais. Esta iniciativa, que se provou extremamente frutífera para todas as envolvidas deu origem à RUPEA que hoje articula mais de 12 universidades que têm partilhado e desenvolvido projetos em comum.
No diálogo destas universidades foram se construindo parâmetros e estratégias para a formação de educadores e educadoras ambientais que se tornaram base para o ProFEA, como Comunidades de Aprendizagem, Intervenção Educacional e Cardápio de Aprendizagem.
b) O ProFEA
Pautado nos princípios contidos na PNEA e no ProNEA, o Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (DEA/MMA) elaborou este Programa Nacional de Formação de Educadoras(es) Ambientais (ProFEA) com a pretensão de qualificar as políticas públicas federais de Educação Ambiental para que estas exijam menos intervenções diretas e mais apoio supletivo às reflexões e ações autogeridas regionalmente, no sentido de desenvolver uma dinâmica nacional contínua e sustentável de processos de formação de educadores/as ambientais a partir de diferentes contextos. Para isso propomos um conjunto de procedimentos entendidos didaticamente em 4 Processos Educacionais, 3 Eixos metodológicos e 3 Modalidades de Ensino, que chamamos metaforicamente de estratégia 4-3-3. O objetivo de promover uma continuidade autogerida, perene e sustentável foi, pouco a pouco, sugerindo a necessidade de Coletivos Educadores. Assim, esta dinâmica articulada, autônoma e interdependente tem como orientação, ou por utopia, a formação de 180 milhões de brasileiros/as educados/as e educando ambientalmente e tem na formação de Coletivos Educadores uma das suas estratégias essenciais de implementação.
Os 4 Processos Educacionais são: a Formação de Educadoras/es Ambientais; a Educomunicação Socioambiental; a Educação através da escola e de outros espaços e Estruturas Educadoras; e a Educação em Foros e Colegiados. Os 3 Eixos Pedagógicos são: i) O acesso a conteúdos e processos formadores através de Cardápios; ii) A constituição e participação em Comunidades Interpretativas e de Aprendizagem; e iii) A elaboração, implementação e avaliação de Intervenções Educacionais como Práxis Pedagógica. As 3 modalidades de Ensino/Aprendizagem são: 1) Educação Presencial; 2) Educação à Distância; e 3) Educação Difusa .
c) A proposta de ação em um território
Na história da educação popular e da educação ambiental brasileira sempre foi apontada a necessidade da contextualização, do processo educacional ser referido à realidade vivida, à história, ao ambiente. Somado a isso, temos, nos últimos anos, uma forte emergência do conceito de território, nas políticas públicas e nos movimentos sociais ou socioterritoriais como sugere Bernardo Mançano (1). Setores como recursos hídricos, desenvolvimento agrário, segurança alimentar, áreas protegidas, desenvolvimento social, entre outros, têm organizado suas políticas e sua interlocução com a sociedade em recortes territoriais. A área de educação ambiental, além de reforçar o princípio da contextualização, reforça, por meio da territorialização, a aproximação com muitos destes setores que vêm atuando desta forma. O recorte do território para a EA não obedece a regras rígidas, mas acolhe, entre as territorialidades em disputa, aquela definida, em dado momento, pelos atores.
d) O desafio da permanência e continuidade
Os recursos públicos federais para educação ambiental são restritos e só podem ser pensados como subsidiários à articulação de recursos dos territórios. A execução de políticas em territórios, além de fortalecer a contextualização é uma maneira de fazer, destes poucos recursos, um dinamizador oportuno das instituições do Coletivo. A carência de recursos financeiros e humanos é muito presente em grande parte das ações de EA. Quando os recursos destinados por instituições governamentais, não-governamentais e privadas se esgotam, existe uma tentência dos projetos finalizarem, não assegurando a sua continuidade. Portanto, ao estimularmos que um programa de educação ambiental seja alimentado por diferentes formas de recursos (humanos, financeiros, estruturas, materiais) advindos de diferentes instituições, sua continuidade fica fortalecida.
e) A ação junto à população pelo Educador Ambiental Popular
A questão ambiental sob a perspectiva popular não é uma questão pós-materialista, das elites que tendo resolvido suas necessidades podem se dedicar a causas mais amenas e politicamente corretas. Na perspectiva popular a educação ambiental refere-se à autonomia das populações sobre seu ambiente e sua vida, à justiça ambiental, à busca por melhor qualidade ambiental e de vida por parte de todos e para todos. A estratégia e o objetivo propostos na idéia de Coletivos são a formação e articulação de grupos permanentes, junto à base da população, animados pelos educadores/as ambientais populares e denominados Comunidades de Aprendizagem para a Qualidade Ambiental e de Vida. Formar Educadores/as Ambientais Populares atuando em todo o território, formando e animando COM-VIDAs junto aos mais diferentes grupos sociais requer diferentes competências, adequadas aos mais diversos públicos, encontrável tão somente em um conjunto de instituições.
Estes fatores, listados acima, foram mais que motivos para pensar na proposta de Coletivos Educadores, foram elementos que delinearam a proposta como um todo.
f) Edital FNMA 05/2005 "Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis"
g) Chamada Pública MMA nº 01/2006 "Mapeamento de potenciais Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis"
(1) Fernandes, Bernardo Mançano. Questão agraria, pesquisa e MST / Bernardo Mançano Fernandes. São Paulo : Cortez Editora, 2001. 120 p.. (Questoes da nossa epoca ; v. 92)
Sexta, 11 Maio 2012 17:52
Apresentação de Coletivos Educadores
Que são Coletivos Educadores?
Coletivos Educadores são conjuntos de instituições que atuam em processos formativos permanentes, participativos, continuados e voltados à totalidade e diversidade de habitantes de um determinado território. O Coletivo Educador é, ao mesmo tempo, resultado e realizador do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA) e do Programa Nacional de Formação de Educadoras e Educadores Ambientais (ProFEA). O papel de um Coletivo Educador é promover a articulação institucional e de políticas públicas, a reflexão crítica acerca da problemática socioambiental, o aprofundamento conceitual e criar condições para o desenvolvimento continuado de ações e processos de formação em Educação Ambiental com a população do contexto, visando a sinergia dos processos de aprendizagem que contribuem para a construção de territórios sustentáveis.
Os Coletivos Educadores favorecem a continuidade das propostas de formação, a otimização de recursos locais, regionais e federais, a articulação de programas e projetos de desenvolvimento territorial sustentável. Para que o desenvolvimento de processos educacionais amplos, continuados, sincrônicos e permanentes, perpassem todo o tecido social há a necessidade da conjunção de recursos e competências que dificilmente se encontram numa única instituição.
Qual o objetivo do Programa de Coletivos Educadores?
Esperamos que, com a articulação e fortalecimento desses Coletivos Educadores em todo o país, possamos ver a formação de atores sociais/educadores ambientais populares críticos e atuantes. Ou seja, esperamos que com um processo qualificado e fortalecido de formação e diálogo nos territórios, as pessoas se sintam parte de um mundo onde podem interferir nas decisões e caminhos escolhidos para seu país, seu estado, sua cidade, seu bairro, sua vida!
Acreditamos que para termos uma participação social que leve em consideração a necessidade de um mundo mais justo, mais preservado e mais harmonioso é necessário investirmos no potencial transformador das pessoas e, para tanto, achamos que a melhor forma seja através da educação, da formação responsável de cada brasileiro e brasileira.
Assim, o objetivo do Programa de Coletivos Educadores é que cada pessoa deste país tenha acesso a um processo de formação que permita sua transformação crítica, sua atuação e sua participação nas definições dos rumos para este país e este mundo!
Quem compõe o Coletivo Educador ?
O Coletivo pode ser constituído por educadores/as e agentes sociais/ambientais de diferentes instituições que desenvolvam ações formativas no campo da educação ambiental, da educação popular, da formação de professores/as, da extensão rural, da formação técnica socioambientalista, dentre os mais diferentes setores, nas Universidades, nas Secretarias de Educação, nas Secretarias de Meio Ambiente, no IBAMA, no Instituto Chico Mendes, nas ONGs, nas Pastorais, nas Federações Sindicais, nas CIEAs, nas Redes de Educação Ambiental, nos Movimentos Sociais.
Estes grupos, articulados com os Poderes Públicos Municipais e Estaduais e outras instituições (empresas, organizações não governamentais, movimentos sociais, movimentos sindicais, pastorais, etc) avaliarão, planejarão e desenvolverão projetos e práticas voltadas à constituição de cada município do território como um Município Educador Sustentável - MES e o território, como um todo, como um Território Educador Sustentável.
Quem pode ser envolvido no processo educativo?
O público diretamente envolvido no processo educativo, a ser implementado pelo Coletivo Educador, deve ser composto por todos os segmentos sociais daquele território, especialmente aqueles indivíduos que têm atuado em processos de enfrentamento da problemática socioambiental. Deve envolver, por exemplo, lideranças comunitárias, professoras/es, agentes de saúde, agentes pastorais, extensionistas, técnicas/os municipais, participantes de sindicatos e federações de trabalhadoras/es, movimentos sociais, ONGs, etc.
Como atuam os Coletivos Educadores?
Os Coletivos Educadores devem promover processos sincrônicos de formação de educadoras/es, educomunicação, educação por meio de fóruns e colegiados e educação por meio de estruturas educadoras.
Esses processos de formação podem envolver diferentes modalidades e estratégias de ensino-aprendizagem visando a participação de todos os setores sociais daquele território. Assim, uma articulação de diversos grupos de educadoras/es ambientais (acadêmicos e populares) é fundamental para que o Coletivo Educador possa atuar nos mais diferentes contextos. A constituição do Coletivo Educador surge como uma estratégia para a implementação de políticas públicas federais, estaduais e municipais de educação ambiental, uma vez que é uma instância institucional de interlocução e de referência para as ações educadoras locais. Por meio dos Coletivos Educadores, os diversos Ministérios e instituições com atuação junto a temas como educação ambiental, extensão rural, saneamento ambiental, sustentabilidade, diversidade, qualidade de vida, autonomia, educação e participação social poderão articular suas políticas de formação de gestoras/es públicos, conselheiras/os, técnicas/os, educadoras/es, professoras/es e lideranças em geral, assim como qualificar seus fóruns de participação social e suas intervenções educacionais voltadas à criação e/ou aprimoramento de estruturas e espaços que sejam potencialmente educadoras na direção da sustentabilidade. Os Coletivos Educadores podem constituir-se em parcerias estratégicas na elaboração, na implementação e no controle social de Políticas Públicas no âmbito dos territórios onde atuam.
Áreas geográficas contínuas, definidas enquanto Territórios, Bacias, Pólos, Áreas de Proteção Ambiental, têm sido objeto de políticas e programas que visam um planejamento e gestão participativa regional com vistas à qualidade ambiental e sustentabilidade. A maior parte destas propostas inclui, invariavelmente, componentes de educação ou capacitação de lideranças, agentes de desenvolvimento, conselheiras/os ou educadoras/es que dêem consistência e capilaridade aos processos implicados na busca pela sustentabilidade. Estas iniciativas, quando não articuladas, podem padecer de sombreamentos e competições no que se refere a recursos regionais, instituições parceiras, recursos logísticos e financeiros uma vez que pela convergência política das propostas elas tendem a encontrar os mesmo sujeitos.
O Coletivo Educador e as COM-VIDAs
As COM-VIDAs são grupos que pensam seu espaço no tempo, tanto na Escola (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola) quanto fora dela, que são as Comunidades de Aprendizagem para Qualidade Ambiental e de Vida na comunidade, no bairro, na quadra, na Associação de Bairro, etc. Ambas dialogam e se fortalecem na medida em que a ação de uma reforça a atuação e necessidade da outra. Assim, não são propostas separadas por utilizarem metodologias diferentes, são complementares.
A proliferação de Comunidades de Aprendizagem pela Qualidade Ambiental e de Vida é um dos mais importantes resultados esperados do ProFEA e da ação dos Coletivos Educadores.
As COM-VIDAS são espaços situados no tempo que participam de um conjunto presente de relações sociais, humanas, econômicas, ambientais que foi construído, mais ou menos democraticamente, ao longo da história passada, e que pode ser reconstruído para um futuro desejado por todos que dele participam.
Nas comunidades dão-se encontros presenciais de sujeitos de saberes com suas histórias de vida e de seu lugar e que neste encontro fazem das Comunidades espaços privilegiados, plenos de potencial para a realização de diagnósticos, planejamentos dialógicos e intervenção para construção de projetos de futuro. Lugar de pesquisa, avaliação, reflexão, decisões, práticas, ações, afetividade, cultivos, cultura. Assim, o diálogo nas Comunidades de Aprendizagem pela Qualidade Ambiental e de Vida cria espaços emancipatórios dos sujeitos e dos lugares.
Quinta, 03 Maio 2012 14:51
Formação de Educadores Ambientais
Agendas Temáticas
Cursos EaD
Pronatec
DESTAQUES
Quinta, 03 Maio 2012 14:49
Unidades de Conservação
Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - ENCEA A ENCEA é considerada um instrumento orientador que deve ser efetivamente utilizado por todos gestores e demais atores e instituições envolvidos com o planejamento e a execução de ações de comunicação e educação ambiental em unidades de conservação e seu entorno. É importante frisar que esta política pública deve se caracterizar como um primeiro passo para que a elaboração de documentos e políticas abranjam a diversidade de áreas destinadas à conservação ambiental e à ocupação por minorias étnicas. Vários documentos versam sobre a importância e necessidade de implementação e fortalecimento de ações de educação ambiental e comunicação em unidades de conservação. Esta estratégia aponta para o potencial transformador dessas ações, possibilitando que a sociedade conheça a necessidade e oportunidade das UC's, enquanto espaços privilegiados para a conservação da biodiversidade, manutenção da qualidade de vida e, portanto, para o progresso social. Capacitar e envolver as comunidades do entorno e interior de UC's é iniciativa relevante para que as mesmas se corresponsabilizem pela gestão destes espaços, beneficiando-se de sua integridade ou o seu uso sustentável. Estes são pilares para uma política pública cujo desafio é a conservação e a sustentabilidade em nosso país.Implementação e fortalecimento da ENCEAPara dar continuidade no processo uma consultoria foi contratada com o propósito de desenvolver estudo e conteúdo técnico que contribua com o fortalecimento e a promoção de ações integradas e articuladas de educação ambiental e comunicação no âmbito das unidades de conservação, para que as diretrizes e ações relativas a ENCEA sejam efetivamente implementadas e avaliadas, como um instrumento potencializador da inclusão e participação social em unidades de conservação, promovendo sua consolidação. Os trabalhos da consultoria estão sendo desenvolvidos desde setembro de 2014 com previsão de término para o primeiro semestre de 2015.Metodologia De ElaboraçãoA metodologia de elaboração da ENCEA é redesenhada e aprimorada constantemente pelos membros do Grupo de Trabalho e prevê momentos de participação e envolvimento que abarquem a diversidade de sujeitos que pensam e atuam com educação ambiental e com comunicação em Unidades de Conservação brasileiras.As etapas previstas para a construção desta estratégia incluem mapeamento de atores e instituições potencialmente parceiros, elaboração de um diagnóstico contínuo da comunicação e da educação ambiental nas Unidades de Conservação e entorno, em todas as regiões e setores da sociedade, e a publicação deste material de forma a subsidiar as discussões em torno das reais necessidades e potencialidades das e nas UC's e entorno para desenvolver atividades de Educação Ambiental e de Comunicação.O processo de elaboração da ENCEA prevê ainda a realização de oficinas específicas com membros dos 3 âmbitos de governo e sociedade organizada, uma fase de consulta pública presencial e virtual. Após sistematizada uma primeira versão do documento da estratégia está prevista uma fase de avaliação do período de construção do documento e de planejamento de implementação da ENCEA por meio de apoio e estímulo à elaboração de Planos de Ação (federal, estaduais e municipais).MAPEAMENTO E DIAGNÓSTICO DAS AÇÕES DE COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ÂMBITO DO SNUC - JUL 2008
VERSÃO FINAL DA ENCEA
Uma nova versão da Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental (ENCEA) foi gerada a partir da análise e da sistematização das diversas sugestões e contribuições encaminhadas em Oficinas realizadas pelo país.DOCUMENTO FINALDiretrizes para Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental em Unidades de Conservação - SET 2011
Histórico do Processo de Elaboração da ENCEA
Quinta, 03 Maio 2012 14:48
Saneamento
O Grupo de Trabalho Interinstitucional de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento (GTIEAMSS) lançou em 2009, durante reunião ordinária do Conselho das Cidades, realizada em Brasília, um conjunto de materiais, nas versões digital e impressa, visando subsidiar o trabalho de educadores ambientais e responsáveis pelo desenvolvimento de projetos socioambientais nos empreendimentos de saneamento apoiados com recursos federais e de fundos públicos. Entre os materiais foram lançadas duas publicações do Programa de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento (PEAMSS), do DEA/SAIC/MMA. A primeira é um caderno metodológico para ações de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento, que apresenta algumas referências metodológicas voltadas a estimular e contribuir para o desenvolvimento de ações articuladas de educação ambiental e mobilização social, que tenham como características a participação popular e o comprometimento com mudanças estruturantes na busca pela construção de sociedades sustentáveis. A segunda publicação do PEAMSS é uma cartilha ilustrada que trata de um caso hipotético de mobilização e organização social, com uma linguagem clara e didática, que aborda aspectos relativos à organização comunitária e ao planejamento participativo a partir dos problemas relacionados ao saneamento e à saúde ambiental. O PEAMSS propõe a implementação de projetos de educação ambiental, a criação de instâncias de participação popular e, com esta iniciativa, reafirma a importância do controle social na gestão dos serviços públicos, como estratégia de comprometimento da sociedade no processo de transformação de sua realidade, na busca pela universalização do acesso aos serviços de saneamento. Histórico Instituído pela Portaria Ministerial nº 218/2006, o GTIEAMSS (Grupo de Trabalho Interministerial de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento) está inserido no Programa de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento que se fundamenta na legislação que estabelece as políticas correlatas do saneamento, da educação ambiental, da saúde, do desenvolvimento urbano e de recursos hídricos. O GTIEAMSS iniciou seus trabalhos com a realização de uma agenda de oficinas ao longo de 2006, caracterizadas como observatórios regionais, com ampla participação de diversos atores sociais de todo o país envolvidos com ações de educação ambiental em saneamento. Em agosto de 2007 foi realizado um seminário nacional em Brasília, como estratégia que submeteu os materiais em elaboração e documentos preliminares do programa a consulta pública. Ao longo de 2008, foi realizada uma agenda de dez oficinas regionais, envolvendo a participação de representantes de prestadores de serviço de saneamento, da Caixa Econômica Federal, de Coletivos Educadores e de diversas organizações sociais que atuam com educação ambiental em saneamento. Acesse nos links abaixo alguns materiais:
Cartilha - Educação Ambiental e Mobilidade Social em Saneamento
Caderno Metodológico para Ações de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento
Diretrizes para ações de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento
Quinta, 03 Maio 2012 14:41
Coletivos Educadores
Que são Coletivos Educadores?
Coletivos Educadores são conjuntos de instituições que atuam em processos formativos permanentes, participativos, continuados e voltados à totalidade e diversidade de habitantes de um determinado território. O Coletivo Educador é, ao mesmo tempo, resultado e realizador do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA) e do Programa Nacional de Formação de Educadoras e Educadores Ambientais (ProFEA). O papel de um Coletivo Educador é promover a articulação institucional e de políticas públicas, a reflexão crítica acerca da problemática socioambiental, o aprofundamento conceitual e criar condições para o desenvolvimento continuado de ações e processos de formação em Educação Ambiental com a população do contexto, visando a sinergia dos processos de aprendizagem que contribuem para a construção de territórios sustentáveis.Os Coletivos Educadores favorecem a continuidade das propostas de formação, a otimização de recursos locais, regionais e federais, a articulação de programas e projetos de desenvolvimento territorial sustentável. Para que o desenvolvimento de processos educacionais amplos, continuados, sincrônicos e permanentes, perpassem todo o tecido social há a necessidade da conjunção de recursos e competências que dificilmente se encontram numa única instituição.
Qual o objetivo do Programa de Coletivos Educadores?
Esperamos que, com a articulação e fortalecimento desses Coletivos Educadores em todo o país, possamos ver a formação de atores sociais/educadores ambientais populares críticos e atuantes. Ou seja, esperamos que com um processo qualificado e fortalecido de formação e diálogo nos territórios, as pessoas se sintam parte de um mundo onde podem interferir nas decisões e caminhos escolhidos para seu país, seu estado, sua cidade, seu bairro, sua vida!Acreditamos que para termos uma participação social que leve em consideração a necessidade de um mundo mais justo, mais preservado e mais harmonioso é necessário investirmos no potencial transformador das pessoas e, para tanto, achamos que a melhor forma seja através da educação, da formação responsável de cada brasileiro e brasileira.Assim, o objetivo do Programa de Coletivos Educadores é que cada pessoa deste país tenha acesso a um processo de formação que permita sua transformação crítica, sua atuação e sua participação nas definições dos rumos para este país e este mundo!Quem compõe o Coletivo Educador?O Coletivo pode ser constituído por educadores/as e agentes sociais/ambientais de diferentes instituições que desenvolvam ações formativas no campo da educação ambiental, da educação popular, da formação de professores/as, da extensão rural, da formação técnica socioambientalista, dentre os mais diferentes setores, nas Universidades, nas Secretarias de Educação, nas Secretarias de Meio Ambiente, no IBAMA, no Instituto Chico Mendes, nas ONGs, nas Pastorais, nas Federações Sindicais, nas CIEAs, nas Redes de Educação Ambiental, nos Movimentos Sociais.Estes grupos, articulados com os Poderes Públicos Municipais e Estaduais e outras instituições (empresas, organizações não governamentais, movimentos sociais, movimentos sindicais, pastorais, etc) avaliarão, planejarão e desenvolverão projetos e práticas voltadas à constituição de cada município do território como um Município Educador Sustentável - MES e o território, como um todo, como um Território Educador Sustentável.
Quem pode ser envolvido no processo educativo?
O público diretamente envolvido no processo educativo, a ser implementado pelo Coletivo Educador, deve ser composto por todos os segmentos sociais daquele território, especialmente aqueles indivíduos que têm atuado em processos de enfrentamento da problemática socioambiental. Deve envolver, por exemplo, lideranças comunitárias, professoras/es, agentes de saúde, agentes pastorais, extensionistas, técnicas/os municipais, participantes de sindicatos e federações de trabalhadoras/es, movimentos sociais, ONGs, etc.Como atuam os Coletivos Educadores?Os Coletivos Educadores devem promover processos sincrônicos de formação de educadoras/es, educomunicação, educação por meio de fóruns e colegiados e educação por meio de estruturas educadoras.Esses processos de formação podem envolver diferentes modalidades e estratégias de ensino-aprendizagem visando a participação de todos os setores sociais daquele território. Assim, uma articulação de diversos grupos de educadoras/es ambientais (acadêmicos e populares) é fundamental para que o Coletivo Educador possa atuar nos mais diferentes contextos.A constituição do Coletivo Educador surge como uma estratégia para a implementação de políticas públicas federais, estaduais e municipais de educação ambiental, uma vez que é uma instância institucional de interlocução e de referência para as ações educadoras locais. Por meio dos Coletivos Educadores, os diversos Ministérios e instituições com atuação junto a temas como educação ambiental, extensão rural, saneamento ambiental, sustentabilidade, diversidade, qualidade de vida, autonomia, educação e participação social poderão articular suas políticas de formação de gestoras/es públicos, conselheiras/os, técnicas/os, educadoras/es, professoras/es e lideranças em geral, assim como qualificar seus fóruns de participação social e suas intervenções educacionais voltadas à criação e/ou aprimoramento de estruturas e espaços que sejam potencialmente educadoras na direção da sustentabilidade. Os Coletivos Educadores podem constituir-se em parcerias estratégicas na elaboração, na implementação e no controle social de Políticas Públicas no âmbito dos territórios onde atuam.Áreas geográficas contínuas, definidas enquanto Territórios, Bacias, Pólos, Áreas de Proteção Ambiental, têm sido objeto de políticas e programas que visam um planejamento e gestão participativa regional com vistas à qualidade ambiental e sustentabilidade. A maior parte destas propostas inclui, invariavelmente, componentes de educação ou capacitação de lideranças, agentes de desenvolvimento, conselheiras/os ou educadoras/es que dêem consistência e capilaridade aos processos implicados na busca pela sustentabilidade. Estas iniciativas, quando não articuladas, podem padecer de sombreamentos e competições no que se refere a recursos regionais, instituições parceiras, recursos logísticos e financeiros uma vez que pela convergência política das propostas elas tendem a encontrar os mesmo sujeitos.
O Coletivo Educador e as COM-VIDAs
As COM-VIDAs são grupos que pensam seu espaço no tempo, tanto na Escola (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola) quanto fora dela, que são as Comunidades de Aprendizagem para Qualidade Ambiental e de Vida na comunidade, no bairro, na quadra, na Associação de Bairro, etc. Ambas dialogam e se fortalecem na medida em que a ação de uma reforça a atuação e necessidade da outra. Assim, não são propostas separadas por utilizarem metodologias diferentes, são complementares.A proliferação de Comunidades de Aprendizagem pela Qualidade Ambiental e de Vida é um dos mais importantes resultados esperados do ProFEA e da ação dos Coletivos Educadores.As COM-VIDAS são espaços situados no tempo que participam de um conjunto presente de relações sociais, humanas, econômicas, ambientais que foi construído, mais ou menos democraticamente, ao longo da história passada, e que pode ser reconstruído para um futuro desejado por todos que dele participam.Nas comunidades dão-se encontros presenciais de sujeitos de saberes com suas histórias de vida e de seu lugar e que neste encontro fazem das Comunidades espaços privilegiados, plenos de potencial para a realização de diagnósticos, planejamentos dialógicos e intervenção para construção de projetos de futuro. Lugar de pesquisa, avaliação, reflexão, decisões, práticas, ações, afetividade, cultivos, cultura. Assim, o diálogo nas Comunidades de Aprendizagem pela Qualidade Ambiental e de Vida cria espaços emancipatórios dos sujeitos e dos lugares.
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