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LUCAS TOLENTINOA consciência ambiental passará a fazer parte do processo produtivo do país. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou, nesta segunda-feira (07/10), a primeira reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial sobre Produção e Consumo Sustentáveis. Com o objetivo de debater medidas que estimulem a produção e o consumo sustentáveis, o encontro ocorreu em Brasília, com realização do Ministério do Meio Ambiente e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), contando com a participação dos Ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, além de Associações Setoriais e Federações de Indústria.O Grupo de Trabalho é resultado das atividades da Semana do Meio Ambiente, realizada pelo MMA e CNI em junho deste ano, no Rio de Janeiro. A ideia é promover a troca de informações entre os envolvidos no processo industrial do país. “Não tem como avançarmos nas políticas ambientais sem discutir as dificuldades e as formas de mobilização e capacitação do setor”, afirmou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Mariana Meirelles.COMPRAS SUSTENTÁVEISA pauta do primeiro encontro foi aadoção de iniciativas de compras sustentáveis na administração pública. A intenção do grupo é envolver o setor privado no processo de definição de critérios para compras públicas sustentáveis. De acordo com Mariana, “é preciso discutir as formas de incluir companhias de pequeno e médio porte em uma lógica de desenvolvimento sustentável. O diálogo aberto entre indústria e governo é necessário para mudar os padrões de produção e consumo no país”, explicou.A indústria defendeu que as particularidades de cada setor industrial sejam levadas em consideração. “Esse é um tema que precisa do amadurecimento do setor. É importante ponderar o que cada setor pode contribuir, disse Sérgio Monforte, representante da CNI.PLANO DE AÇÃO PARA PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEISPara relembrar os compromissos assumidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, o MMA articulou com a sociedade civil uma série de eventos no início de junho deste ano, no Rio de Janeiro, em comemoração à Semana do Meio Ambiente.Tema do evento, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) fomenta políticas, programas e ações que promovam a produção e o consumo sustentáveis no país. A iniciativa está de acordo com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, sobretudo com as diretrizes do Processo de Marrakesh, que foi criado para dar aplicabilidade ao conceito de Produção e Consumo Sustentáveis e promover mudanças verificáveis nos padrões de produção e consumo no mundo. O PPCS está focado em seis áreas principais: Educação para o Consumo Sustentável; Varejo e Consumo Sustentável; Aumento da reciclagem; Compras Públicas Sustentáveis; Construções Sustentáveis e Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P).Para saber mais sobre o PPCS, acesse aqui.
Objetivo é estimular a reflexão para inserção da perspectiva de gênero nas políticas públicas TINNA OLIVEIRA O Ministério do Meio Ambiente (MMA) está promovendo uma série de capacitações na temática de gênero, chamadas de "Aprendendo a olhar - Oficinas de capacitação do Comitê Interno de Gênero do MMA". O objetivo é estimular a reflexão para inserção da perspectiva de gênero nas políticas ambientais. Serão, ao todo, nove encontros sempre às tardes de sextas-feiras, até 29 de novembro. "Uma das prioridades do Comitê Interno de Gênero do MMA é sensibilizar e capacitar gestores e demais servidores na temática", ressalta a assessora técnica do MMA e coordenadora do comitê, Ana Carolina Santos. "Só assim estaremos aptos a elaborar e implantar políticas públicas ambientais que incorporem a variável de gênero". Nesta sexta-feira (04/10) aconteceu a segunda oficina, com o tema "Feminino e masculino: desconstruindo estereótipos de gênero". Atuou como painelista a professora titular do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, Lia Zanotta Machado. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). POLÍTICAS ABRANGENTES "O compromisso com a implantação de políticas públicas que acelerem a redução das desigualdades de gênero já é uma questão do Estado Brasileiro", destaca Ana Carolina Santos. Ela explica que com o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, o governo federal reorientou suas ações em diversas áreas, como saúde, educação, trabalho, meio ambiente, para incorporar a dimensão de gênero. Ana Carolina lembra também que o próprio Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, que estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal, traz importantes mudanças visando incorporar explicitamente compromissos do governo para públicos específicos. "No entanto, percebemos um desinteresse de alguns gestores públicos em abordar a temática de gênero", explica. "Como se trata de um tema transversal, aqueles que não atuam diretamente com esse assunto desconhecem sua importância e como inseri-lo no seu cotidiano". E reforça a necessidade de se conhecer e internalizar a problemática de gênero nas instituições. "Assim, os gestores podem contribuir para o combate à desigualdade, que em última instância também afeta o desenvolvimento", conclui. PROGRAMAÇÃO As oficinas de capacitação acontecerão ao longo deste mês e em novembro. O painel do dia 11/10 contará com a palestra da secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres da SPM-PR, Tatau Godinho, que falará sobre o uso do tempo e as múltiplas jornadas das mulheres. A palestrante do dia 18/10 será a professora da Universidade Católica de Brasília, Judith Santos, que debaterá o desafio das mulheres nos grandes centros urbanos. No dia 25/10 será a vez de debater os desafios das mulheres rurais com a diretora de Políticas para as Mulheres Rurais e Quilombolas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Karla Hora. A pesquisadora Emma Siliprandi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), falará sobre economia criativa, desenvolvimento sustentável e gênero no dia 01/11. No dia 08/11, o assunto a ser tratado é a elaboração de políticas públicas de gênero no Brasil. Quem irá falar sobre o tema é a secretária-executiva da SPM e professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), Lourdes Bandeira. Na data de 22/11 o tema abordado é gênero e violências contra a mulher, com a palestra da secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (SPM-PR), Aparecida Gonçalves. O último encontro tratará sobre questões transversais às relações de gênero com o painel da secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM-PR, Vera Soares.
Instituições públicas que promovem ações de responsabilidade socioambiental podem participar TINNA OLIVEIRA As instituições públicas que ainda não se inscreveram para a 5ª edição do concurso Melhores Práticas de Sustentabilidade – (Prêmio A3P) têm até 15 de novembro para participar. A prorrogação do prazo foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana (confira aqui). A portaria nº 401 também traz as novas datas do processo da premiação. A divulgação do resultado final acontecerá até 30 de março de 2014. Antes disso, será feito a avaliação, classificação e vistoria in loco dos projetos inscritos. O Prêmio A3P tem o objetivo de dar visibilidade às iniciativas de responsabilidade socioambiental da administração pública e estimular a propagação dessas ações bem-sucedidas. A premiação faz parte da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que visa estimular ações sustentáveis no cotidiano das instituições públicas, como, por exemplo, o reaproveitamento de papel, atitudes de economia de água e energia, separação do lixo, capacitação dos servidores, compras públicas sustentáveis e etc. MÉRITO“ “Buscamos com essa premiação reconhecer o mérito das atividades promovidas pelos órgãos públicos no âmbito do programa, por isso estamos ampliando o prazo de inscrição, para que mais experiências bem sucedidas apareçam e sirvam de exemplo”, destaca a analista ambiental do MMA Angelita Coelho. As instituições que possuem termo de adesão vigente da A3P podem concorrer em três categorias: Gestão de Resíduo, Uso/Manejo Sustentável dos Recursos Naturais e Inovação na Gestão Pública. Os órgãos que estão inseridos na Rede A3P, canal de comunicação que promove o compartilhamento de experiências, podem concorrer apenas na quarta categoria - Destaque da Rede A3P. Os órgãos públicos devem apresentar resultados concretos qualitativos ou quantitativos de que executam as ações da categoria escolhida. Serão feitas vistorias para verificação. Para participar, é necessário preencher uma ficha de inscrição e um relatório da iniciativa no site do Prêmio (veja aqui). Receberão certificados e troféus os três primeiros colocados de cada categoria. Mais informações no site do evento.  
Troca de experiências é fundamental para o desenvolvimento sustentável da AmazôniaDA REDAÇÃORepresentantes do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname, países que integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), participaram, em Brasília, na terça e quarta-feira (02 e 03/10), da Oficina Regional dos Sistemas Nacionais de Áreas Protegidas nos Países Membros da OTCA. Na oportunidade, conheceram as experiências exitosas do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), e ainda trocaram experiências sobre a criação e consolidação de projetos semelhantes. Ao participar do evento, realizado na Sala Santiago Dantas do Palácio Itamaraty, o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente do Brasil (MMA), Roberto Cavalcanti, disse que os países que integram a OTCA compartilham do capital natural que compõe a megadiversidade Amazônica e precisa ter garantias. ”É fundamental que consigamos ter um sistema de áreas protegidas efetivamente sustentável, que satisfaça as expectativas das comunidades regionais e globais”, disse Cavalcanti. Ele ressaltou a importância do papel de instituições parceiras, como o Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KFW), pelo investimento em programas como o Arpa e em ações transversais de âmbito global.PROTEÇÃOO secretário-geral da OTCA, embaixador Robby Dewnarain Ramlakhan, garantiu que experiências com as desenvolvidas pelo Brasil servem de parâmetro para a instituição de outras políticas. “Aprendendo mais sobre os casos como os do Brasil, teremos um intercâmbio de experiências bem sucedidas para consolidar as áreas protegidas”, argumentou. “A troca de experiências entre os países que abrigam a Amazônia é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e sustentável da região”.O coordenador do Programa Arpa, Sérgio Collaço de Carvalho, apresentou dados sobre a estrutura, o funcionamento e os resultados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e sobre o Arpa, considerado o maior programa de florestas tropicais do mundo. Segundo ele, de 2000 a 2008, o Brasil foi o país que mais contribuiu para a criação de novas áreas protegidas no mundo. Atualmente, existem 1.783 Unidades de Conservação (UCs), que correspondem a 1,48 milhão quilômetros quadrados ou 16,9% do território continental.
Objetivo é promover trocas de experiências entre cinco países para futuros intercâmbios de conhecimento e tecnologia.SOPHIA GEBRIMPara intensificar o intercâmbio de informações na área agroambiental entre Brasil, Colômbia, Chile, México e Nicarágua, será realizado, de 7 a 18 de outubro, via internet, o Fórum Eletrônico para Diálogo Regional de Políticas Agroambientais em Países da América Latina e Caribe. A atividade faz parte do Projeto de Cooperação Técnica firmado em junho de 2012 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) entre o Ministério do Meio Ambiente e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O objetivo é promover estudos e trocas de experiências entre os cinco países e identificar casos de sucesso para futuros intercâmbios de conhecimento e tecnologia. “Por meio desse espaço eletrônico será possível promover o diálogo entre os diversos setores para troca de conhecimento e experiências geradas nos respectivos países que integram a agenda”, destaca o gerente de Políticas Agroambientais da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Moisés Savian. O fórum pretende, ainda, listar conclusões e recomendações sobre a abordagem e progresso de políticas e instrumentos agroambientais por meio do diálogo institucional entre governo, sociedade e universidades.Savian explica que se espera, a partir do evento, reunir documentação preliminar sobre políticas agroambientais na região, geradas a partir da síntese dos estudos nos cinco países, com destaque aos pontos fortes e fracos, bem como a análise dos conceitos e abordagens para o desenvolvimento da agenda. “As informações geradas poderão servir como referência e replicação em outras nações”, acrescentou.Podem participar do fórum representantes dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura dos países da região, bem como instituições acadêmicas e de pesquisa e o setor privado. A atividade, organizada pela Coordenação Regional do Projeto de Cooperação Técnica, conta com o apoio do Centro de Política e Formação Pública da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela são os países beneficiados.LUCAS TOLENTINOAs técnicas brasileiras de combate ao desmatamento serão usadas pelo restante dos países com Floresta Amazônica. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, presidiu, nesta quinta-feira (03/10), a solenidade de assinatura de acordo que libera R$ 23 milhões do Fundo Amazônia para financiamento do projeto. A iniciativa, que faz parte de cooperação com o governo da Noruega, tem o objetivo de contribuir para a conservação ambiental do bioma. O protocolo foi firmado com a Organização do Tratado da Cooperação Amazônica (OTCA), formada por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Juntos, os países correspondem a 99% da Amazônia. O acordo também teve a participação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o montante será operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). CONTROLECom a medida, a Amazônia dos demais países da América do Sul terá mecanismos de controle do desmatamento como os que já estão em curso no Brasil. Entre eles, a implantação de sistemas de monitoramento por satélite, a instalação de salas de observação e pesquisa e a realização de treinamento e suporte de tecnologia para acompanhamento das imagens da cobertura florestal. A operação do governo federal alcançou marcos históricos no combate à devastação amazônica e colocou o Brasil em posição de destaque no cenário internacional. Em 2012, houve a menor taxa de desmatamento da região, equivalente a 4.571 km². O índice representa queda de 84% quando comparado a 2004, data de implantação do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm). CLIMA Até agora, o Brasil já cumpriu 76% da meta voluntária de redução do desflorestamento prevista para 2020. A redução do desmatamento traz resultados positivos para o Brasil nas negociações de acordos globais para frear as emissões de gases de efeito estufa. “A questão climática vai estar em alta na agenda ambiental pelos próximos anos”, disse a ministra Izabella Teixeira. “O controle do desmatamento integra um desenvolvimento sustentável que considere o clima como fator determinante.” O compartilhamento da experiência brasileira possibilita um maior envolvimento internacional com o aquecimento global e a liberação de gás carbônico na atmosfera. “O bioma não está localizado apenas no Brasil”, analisou o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo. “Então, nada mais justo do que envolver os outros países que têm Floresta Amazônica nesse grande projeto de conservação.” Para os vizinhos sul-americanos, os investimentos representam maior segurança e autonomia em relação à conservação do bioma. “O projeto é uma das formas de garantir a soberania dos países sobre a Amazônia e vai proporcionar insumos para o estabelecimento de políticas públicas para as próprias nações”, afirmou o secretário-geral da OTCA, Robby Ramlakhan. SAIBA MAIS Criado em 2008, o Fundo Amazônia surgiu com o objetivo de captar recursos para investimentos não-reembolsáveis em iniciativas de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de conservação e uso sustentável do bioma. Entre as áreas de atuação, estão projetos como os de gestão de áreas protegidas, manejo florestal e redução de emissões de gases de efeito estufa. Já foram aprovados 42 projetos, que totalizam um desembolso de R$ 555 milhões.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, preside, nesta quinta-feira, 3 de outubro, às 10h30, a assinatura de contrato no valor de R$ 23 milhões provenientes do Fundo Amazônia. O documento será assinado por representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gestor do Fundo Amazônia, e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) visando apoiar o Monitoramento da Cobertura Florestal na Amazônia Regional.Evento: Assinatura de contrato de monitoramento da Floresta Amazônia entre BNDES e OTCAData: 3 de outubro, às 10h30Hora: 10h30 Local: Ministério do Meio Ambiente, 5º andar, no Salão de Ministros Para mais informações: Assessoria de Comunicação do MMA Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. document.getElementById('cloak54abfe1b7633bc4b51d4b1cee1f3b2ad').innerHTML = ''; var prefix = 'ma' + 'il' + 'to'; var path = 'hr' + 'ef' + '='; var addy54abfe1b7633bc4b51d4b1cee1f3b2ad = 'imprensa' + '@'; addy54abfe1b7633bc4b51d4b1cee1f3b2ad = addy54abfe1b7633bc4b51d4b1cee1f3b2ad + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br'; var addy_text54abfe1b7633bc4b51d4b1cee1f3b2ad = 'imprensa' + '@' + 'mma' + '.' + 'gov' + '.' + 'br';document.getElementById('cloak54abfe1b7633bc4b51d4b1cee1f3b2ad').innerHTML += ''+addy_text54abfe1b7633bc4b51d4b1cee1f3b2ad+'';  (61) 2028-1227
Ambientalistas, setor privado e governos federal, estaduais, municipais e judiciário apresentam desafios e propostas.  CAMILLA VALADARES Nesta terça-feira (02/10), o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) realizou, na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília, o “Seminário sobre licenciamento ambiental: da Resolução 01/86 aos dias atuais”. O evento foi coordenado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que destacou a importância dos diferentes atores dialogarem sobre os desafios e apresentarem soluções para aprimorar o licenciamento. Entre os convidados esteve o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, que lembrou a importância do diálogo da Lei Complementar 140 (que trata das competências dos entes federativos na proteção ambiental) com a Constituição Federal. O ministro destacou, ainda, a preocupação com a segurança jurídica e atuação do Conama nos processos de licenciamento. Além dos ministros, a mesa de abertura contou com a presença do presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Hélio Gurgel; do representante da Advogacia Geral da União (AGU), Fernando Luiz Albuquerque; da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mônica Messenberg; do presidente da Associação Nacional de Entidades de Meio Ambiente (Anama), Pedro Wilson Guimarães e Paulo Nogueira Neto, representando a sociedade civil. Diferentes setores apresentaram seus desafios e avaliações entre eles o Ministério Público Federal, o Ibama, a Abema, os ambientalistas e a CNI. O conteúdo do Seminário será sintetizado para dar continuidade ao processo de discussão e aprimoramento do licenciamento ambiental brasileiro. Para a ministra, a legislação atual traz benefícios, no entanto é preciso aprimorar questões técnicas e jurídicas a fim de resolver os impasses encontrados no dia a dia.
Produtores podem enviar suas realizações para participar da seleção TINNA OLIVEIRA O Ministério do Meio Ambiente (MMA) já está recebendo vídeos de todo o Brasil para compor a 5ª Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente – Circuito Tela Verde, previsto para acontecer no primeiro semestre do ano que vem. O objetivo é divulgar e estimular atividades de educação ambiental, participação e mobilização social por meio da produção independente audiovisual. O material pode ser encaminhado por escolas, redes de meio ambiente e educação ambiental, estruturas educadoras, sociedade civil organizada, comunidades e produtoras até 14 de novembro. Os vídeos podem ser curtas, vinhetas, animações e produzidos a partir de filmadoras, câmeras de celular, câmeras digital ou qualquer outro material que capture imagem e som. O Circuito Tela Verde também procura suprir a carência que espaços educadores têm por materiais pedagógicos multimídias na temática socioambiental. “Buscamos atender às demandas de inúmeras instituições que buscam, no Ministério do Meio Ambiente, materiais que subsidiem suas ações de Educação Ambiental”, afirma o diretor do Departamento de Educação Ambiental (DEA) da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) do MMA, Nilo Diniz. VÍDEOS EDUCADORES Os vídeos selecionados farão parte de um kit composto também por cartazes e orientações para realização da mostra. Receberão esse material as instituições interessadas em exibir os filmes, chamadas de espaços exibidores, que já estão cadastradas junto ao MMA. São cerca de 1,5 mil em todo país. O circuito Tela Verde é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente,executada pelo Departamento de Educação Ambiental em parceria com a Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura. As edições do Circuito Tela Verde já exibiram mais de 190 filmes para quase 400 mil pessoas. As produções da última edição, por exemplo, trataram de temas como separação do lixo, reciclagem, consumo sustentável e biodiversidade, conservação de parques ambientais, dentre outros. O público do circuito é formado, em geral, por estudantes de todos os níveis - fundamental, médio e superior - professores, ambientalistas, servidores públicos, representantes de movimentos sociais, técnicos e funcionários de instituições ou empresas privadas. Mais detalhes aqui.
Campanha divulga parque nacional no Piauí. Meta é atrair 6 milhões de visitantes  LUCIENE DE ASSIS A Serra da Capivara, no Piauí, que virou parque nacional, tem uma história ancestral milenar. Registros históricos da região mostram que, há mais de 50 mil anos, os brasileiros já deixaram ali vestígios de sua vida de luta pela sobrevivência, contados, agora, em duas exposições e dez conferências, que começaram na noite desta terça-feira (01/10). A mostra e o ciclo de palestras acontecem no Espaço Israel Pinheiro (EIP), Praça dos Três Poderes, em Brasília, das 10h às 18h, de segunda a domingo, seguindo até 15 de dezembro. O evento “Exposições e Ciclo de Conferências Serra da Capivara: os brasileiros com mais de 50 mil anos” é aberto à visitação pública e terá a participação de especialistas internacionais nos assuntos relativos ao Parque Nacional Serra da Capivara. A área, considerada Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), abriga um dos mais ricos sítios arqueológicos do planeta. Os visitantes terão acesso a uma exposição contendo peças da coleção do Museu do Homem Americano, localizado na cidade piauiense São Raimundo Nonato, além de objetos de cerâmica, feitos pelos moradores das proximidades do Parque. A presidente da Fundação Museu do Homem Americano (Fundham), Niège Guidon, é a principal responsável pelo desenvolvimento da região, ao instalar o museu e uma faculdade de arqueologia, além de escolas de níveis fundamental e técnico, com o apoio das embaixadas da Itália, França, Alemanha, Suécia e da própria Unesco. Toda essa infraestrutura, segundo Niège Guidon, permite uma intensa atividade científica em toda a área do parque. “A pesquisa na região é diária, feita por especialistas brasileiros e cientistas de universidades estrangeiras”, afirmou.DIGNIDADE A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, elogiou os esforços de todos os envolvidos no projeto. Ela ressaltou que a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara, hoje, estimula atividades geradoras de renda para os moradores da região, inserindo-os num processo de inclusão econômica e social, que garante dignidade, inclusão e a permanência das pessoas na terra em que sempre viveram. A ministra lembrou que o Brasil tem o maior sistema de áreas protegidas do planeta e é o pais que mais faz em benefício da biodiversidade e dos seus ecossistemas.A exposição mostra aspectos da Serra da Capivara, que incluem a natureza local, os descobrimentos arqueológicos e paleontológicos e outros detalhes que testemunham a presença de homens e animais pré-históricos de mais de 50 mil anos. A exposição apresenta peças da fábrica de cerâmicas da Serra da Capivara, projeto responsável pela geração de renda para as famílias que moram nas áreas vizinhas ao parque nacional. Algumas dessas peças já são comercializadas até por redes supermercado. As peças expostas em Brasília estarão à venda.PATRIMÔNIOO ciclo de dez conferências sobre as descobertas e a importância do parque foi organizado por várias instituições e terá na pauta das discussões temas atuais sobre arqueologia, turismo, gestão de áreas protegidas, gestão de patrimônio natural e inclusão produtiva de populações vizinhas. Serão realizadas semanalmente, sempre às quartas-feiras, das 18h às 21h30, no auditório do EIP.São parceiros na organização do evento o ICMBio, União Europeia, Fundação do Homem Americano (FUNDHAM), Unesco no Brasil, governo do Piauí; as representações da Alemanha, da Embaixada da França e da Embaixada da Suécia no Brasil; e o Espaço Israel Pinheiro. Veja, no link, os temas das conferências no programa detalhado. A SERRA Ocupando área de 129 mil hectares, o Parque Nacional da Serra da Capivara, criado em 5 de junho de 1979, é uma unidade de conservação de proteção integral e está localizada nos municípios piauienses de Brejo do Piauí, Coronel José Dias, João Costa e São Raimundo Nonato. A paisagem atual da região é formada por planaltos, serras e planícies. Há nove mil anos, o clima da região era tropical úmido, o planalto era coberto pela Floresta Amazônica e a planície, pela Mata Atlântica. Algumas espécies animais e vegetais desses dois biomas subsistem até hoje nos vales mais úmidos e protegidos. O parque ocupa uma das regiões de maior concentração de áreas arqueológicas do país, com seus desenhos pré-históricos, com 737 sítios catalogados, onde foram encontrados esqueletos humanos, pinturas rupestres com cerca de 30 mil figuras coloridas representando cenas de sexo, dança e parto, entre outras. TURISMOAo longo de 14 trilhas e 72 sítios arqueológicos abertos à visitação, encontram-se tesouros, como os pedaços de cerâmicas mais antigas das Américas, datados de 8.960 anos. No circuito dos Veadinhos Azuis existem quatro sítios com pinturas azuis, as primeiras desta cor descobertas no mundo. As pinturas rupestres são a manifestação mais abundante, conspícua e espetacular deixada pelas populações pré-históricas que viveram na área. Trata-se do único Parque Nacional no domínio das caatingas, o que ressalta a necessidade de conservação e restauração da flora e da fauna específicas. E, devido ao potencial turístico da região, a expectativa de Niège Guidon é de receber 6 milhões de visitantes ao ano, depois que o aeroporto da cidade de São Raimundo Nonato estiver concluído.  
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