Produção de Consumo Sustentáveis (35)
Quarta, 09 Maio 2012 08:49
Vamos tirar o planeta do sufoco
VAMOS TIRAR O PLANETA DO SUFOCO!
Depois de três anos de sensibilização do consumidor a respeito dos impactos ambientais negativos do consumo exagerado de sacolas plásticas, o Ministério do Meio Ambiente lança a segunda fase da campanha “Saco é um Saco”, agora falando sobre as alternativas reutilizáveis às sacolinhas. Em parceria com a ABRAS e a APAS – Associações Brasileira e Paulista de Supermercados – o MMA lança nacionalmente a campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco”.A nova campanha fala da alternativa às sacolas descartáveis: as embalagens reutilizáveis. É reutilizável toda embalagem, recipiente, sacola, caixa, que possa ser utilizada várias vezes – é, portanto, feita de material durável. São sacolas de pano ou plástico resistente, caixas de papelão, engradados plásticos, carrinhos de feira, etc. “O Ministério entende que a sensibilização dos consumidores sobre a tragédia ambiental causada pelo excesso de sacolas plásticas e seu descarte incorreto, foi exitosa. O próximo passo é apresentar soluções para seu dia a dia”, coloca Samyra Crespo, Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. “Saem os descartáveis, entram os duráveis. O importante é reutilizar ao máximo, diminuindo a pressão por matéria-prima e a geração de resíduos”, completa.A campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco”, iniciada em São Paulo, será levada aos demais estados do país, para mobilizar cidadãos e empresários locais. Mais de 100 municípios paulistas aderiram à campanha, o que abrange 75% da população do estado. O grande benefício da campanha é a preparação da comunidade para a redução da oferta de sacolas plásticas, seja por política interna das redes supermercadistas seja por legislação.FilmePara dar o pontapé inicial da campanha em nível nacional, foi produzido um filme de 30 segundos para veiculação nas TVs e mídias digitais, chamando a população a diminuir o uso de sacolas descartáveis durante as compras de Natal. O filme pode ser visto através do link: http://youtu.be/D112guXYTZ0.O filme lembra que Papai Noel sempre usou uma sacola reutilizável e que não importa o tamanho do presente para fazer o mesmo: presentinho ou presentão, sacola reutilizável na mão!
Quarta, 09 Maio 2012 08:47
Separe o Lixo e Acerte na Lata
Quarta, 09 Maio 2012 08:39
O papel de cada um
Soluções
O papel de cada um
Consumidor
A geração de lixo cresce no mesmo ritmo em que aumenta o consumo. Quanto mais mercadorias adquirimos, mais embalagens vêm junto, mais recursos naturais consumimos e mais lixo geramos.
Hoje já sabemos que poderemos chegar, em um curto espaço de tempo, a um esgotamento dos recursos naturais e a níveis altíssimos de contaminação e geração de resíduos.
O desafio impõe-se a todos: consumir de forma sustentável implica poupar os recursos naturais, conter o desperdício, diminuir a geração de resíduos, reutilizar e reciclar a maior quantidade possível de produtos e embalagens. Só assim conseguiremos harmonizar nossa relação com o planeta e não comprometer sua capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.
É papel do consumidor, de cada um de nós, no que diz respeito ao nosso consumo de embalagens:
I. Reduzir o consumo desnecessário
Recusar embalagens desnecessárias, incluindo as sacolas plásticas. Evitar produtos "superembalados".
II. Procurar alternativas ambientalmente amigáveis
Dar preferência a produtos com refis e produtos com embalagens que possam ser reutilizadas ou recicladas.
Comprar apenas produtos que não tenham embalagens em excesso e que sejam recicláveis.
Reduzir a quantidade de sacolas plásticas nas compras, utilizando sacola retornável ou caixas plásticas reutilizáveis para compras maiores.
III. Demandar soluções e racionalização de embalagens
Ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor ou enviar um e-mail e demandar das empresas que fabricam as marcas que costumamos comprar a eliminação de embalagens desnecessárias, a oferta de embalagens retornáveis ou recicláveis, e a utilização de novas tecnologias como os bioplásticos e materiais reciclados.
IV. Reutilizar o que for possível
Escolher produtos com embalagens que possam ser reutilizadas: ao reutilizar embalagens, estaremos diminuindo a geração de resíduos.
V. Separar o lixo e encaminhar para reciclagem
A reciclagem é uma das alternativas de tratamento de resíduos sólidos mais vantajosa, tanto do ponto de vista ambiental como do social. Ela reduz o consumo de recursos naturais, poupa energia e água e ainda diminui o volume de lixo e a poluição. Além disso, quando há um sistema de coleta seletiva bem estruturado, a reciclagem pode ser uma atividade econômica rentável. Pode gerar emprego e renda para as famílias de catadores de materiais recicláveis, que devem ser os parceiros prioritários na coleta seletiva.
Para atrair mais investimentos para o setor, é preciso uma união de esforços entre o governo, o segmento privado e a sociedade no sentido de desenvolver políticas adequadas.
VI. Prestigiar empresas que ofereçam soluções sustentáveis em embalagens
Empresas preocupadas com o meio ambiente merecem nosso prestígio: é através do sucesso do exemplo delas que outras procurarão se adaptar e passarão a oferecer aos consumidores alternativas ambientalmente amigáveis em embalagens. Além disso, quanto maior a demanda por produtos mais sustentáveis, menor tenderá a ser o preço que pagamos por eles.
VII. Demandar do governo local a implementação de sistemas de coleta seletiva
É competência de municípios e do Distrito Federal a gestão dos resíduos sólidos produzidos em seu território. Demandemos de nossas prefeituras a instalação de sistemas de coleta seletiva e compostagem.
Varejo
Os varejistas podem contribuir para o consumo consciente de embalagens de diversas formas:
I. Minimizar o uso de embalagens
O varejista deve, sempre que possível, diminuir o uso de embalagens. Esta medida além de colaborar para a preservação do meio ambiente contribui para a redução das despesas. Portanto, sempre que for preparar alimentos para exposição (frios fatiados e produtos embalados em pequenas porções) pense em formas de reduzir a quantidade de embalagens.
II. Oferecer alternativas de embalagens para o transporte das compras
O varejo tem o importante papel de demonstrar aos consumidores que existem embalagens reutilizáveis e formas de transportar as compras que substituem as tradicionais sacolas plásticas.
Ter diferentes tipos de embalagens (sacolas de papel ou de pano, caixas e outros) à disposição no checkout ou carrinhos adaptados pode levar o consumidor a mudar seus hábitos. Conheça outras opções de embalagem aqui.
III. Incentivar o consumidor a adotar embalagens reutilizáveis
Mudar hábitos não é fácil! As lojas podem ajudar seus consumidores a adotar novas formas de embalar suas compras com iniciativas muito simples e baratas, confira:
Oferecer caixas exclusivos para consumidores conscientes que levem suas próprias sacolas;
Oferecer vantagens para os que reutilizam sacolas e embalagens;
Realizar campanhas, na loja, que incentivem o uso de sacolas reutilizáveis;
Cobrar pelo uso da sacola descartável;
Empréstimo de sacolas.
IV. Treinar os funcionários para empacotar e informar os consumidores como eles podem economizar recursos do planeta ao escolher as embalagens
Os funcionários são importantes tanto para provocar mudanças na utilização de embalagens como para explicar aos consumidores a importância de suas escolhas na conservação do planeta. É fundamental treiná-los e incentivar que apliquem em suas casas ações como redução do uso de embalagens, coleta seletiva e redução do consumo de luz e água.
V. Demandar aos fornecedores que utilizem as embalagens de maneira racional e eliminem os desperdícios
Todos os varejistas, independente do tamanho, podem partilhar com seus fornecedores o desafio de eliminar os desperdícios. Essas questões podem ser discutidas em reuniões anuais ou, informalmente, no momento da compra ou entrega dos produtos.
Mercado / Indústria
I. Estar atentos às demandas dos consumidores conscientes;
II. Desenvolver alternativas (utilizar material reciclado e bioplásticos quando possível, oferecer produtos com refil e concentrados);
III. Racionalizar suas embalagens, levando em conta critérios ambientais como a redução do consumo de recursos naturais, utilização de materiais reciclados, facilidade de transporte e reciclabilidade;
IV. Incluir a análise de ciclo de vida no desenvolvimento de produtos e embalagens;
V. Desenvolver programas de reciclagem de suas embalagens no pós-consumo.
Governo
I. É competência dos municípios e Distrito Federal oferecer sistemas de coleta de resíduos sólidos - a coleta seletiva deve fazer parte deste plano;
II. Aprovar e implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos, construída de maneira participativa com diversos setores da sociedade e que atualmente encontra-se para apreciação da Câmara dos Deputados.
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Quarta, 09 Maio 2012 08:38
Reciclagem
Soluções
Reciclagem
A reciclagem é um conjunto de técnicas de reaproveitamento de materiais descartados, reintroduzindo-os no ciclo produtivo. É uma das alternativas de tratamento de resíduos sólidos (lixo) mais vantajosas, tanto do ponto de vista ambiental quanto do social: ela reduz o consumo de recursos naturais, poupa energia e água, diminui o volume de lixo e dá emprego a milhares de pessoas.
É um processo industrial que começa em casa. A correta separação desses materiais em nossas casas e o encaminhamento para catadores ou empresas recicladoras permite que eles retornem para o processo produtivo e diminui o volume de lixo acumulado em aterros e lixões. É uma questão de hábito e de percepção: precisamos modificar nosso olhar sobre o que chamamos de "lixo". Cerca de 30% de todo o "lixo" é composto de materiais recicláveis como papel, vidro, plástico e latas, e todos esses materiais têm valor de mercado, pois são reaproveitados como matéria-prima no processo de fabricação de novos produtos.
Para reciclar seus resíduos, o consumidor deve:
1 - Separar o material reciclável
Embalagens de papelão, plástico, isopor, metal (aço, alumínio), embalagens longa-vida, vidro, etc;
2 - Lavar o material
As embalagens que serão encaminhadas para a reciclagem devem ser limpas, pois resíduos podem contaminar o material, inviabilizando sua reciclagem. Apenas passar uma água nas embalagens, retirando o grosso dos resíduos, já é suficiente;
3 - Encaminhar o material para a coleta seletiva, cooperativas de catadores ou centrais de recebimento de recicláveis
Se sua cidade não tiver coleta seletiva, procure saber onde estão as cooperativas de catadores ou centrais de recebimento de recicláveis - alguns supermercados e escolas disponibilizam contêineres e têm parcerias com cooperativas e empresas recicladoras, para as quais encaminham o material coletado.
Demande de sua prefeitura a estruturação de um sistema de coleta seletiva.
E o que dá para reciclar e o que não é reciclável?
Papel
Dá para reciclar: papéis de escritório, papelão, caixas em geral, jornais, revistas, livros, listas telefônicas, cadernos, papel cartão, cartolinas, embalagens longa-vida, listas telefônicas, livros
Não é reciclável: carbono, celofane, papel vegetal, termofax, papéis encerados ou plastificados, papel higiênico, lenços de papel, guardanapos, fotografias, fitas ou etiquetas adesivas
Plástico
Dá para reciclar: sacos, CDs, disquetes, embalagens de produtos de limpeza, PET (como garrafas de refrigerante), canos e tubos, plásticos em geral.
Não é reciclável: plásticos termofixos (usados na indústria eletro-eletrônica e na produção de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos), embalagens plásticas metalizadas (como as de salgadinhos), isopor.
Vidro
Dá para reciclar: garrafas de bebida, frascos em geral, potes de produtos alimentícios, copos.
Não é reciclável: espelhos, cristais, vidros de janelas, vidros de automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas, porcelanas, tubos de TV e de computadores.
Metal
Dá para reciclar: latas de alumínio (refrigerante, cerveja, suco), latas de produtos alimentícios (óleo, leite em pó, conservas), tampas de garrafa, embalagens metálicas de congelados, folha-de-flandres.
Não é reciclável: clips, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos e canos.
Onde deixar meus recicláveis?
O CEMPRE montou o "Mapa da Reciclagem no Brasil" - um banco de dados onde reuniu cooperativas e empresas recicladoras em todo o país. Encontre a mais próxima de você:
http://www.cempre.org.br/serv_pesquisa.php?codeps=fHx8fHx8fHwx
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Quarta, 09 Maio 2012 08:37
Racionalização de embalagens
Soluções
Racionalização de embalagens
A racionalização é uma das ações mais completas para ganhos reais para o meio ambiente, pois disponibiliza ao consumidor exatamente o que ele necessita com menor consumo de matéria-prima e, possivelmente, menor emissão de gases do efeito estufa.
A tecnologia nas indústrias está em constante evolução, buscando através das embalagens, novas concepções de formas, materiais mais leves e com reduções de medidas sem perder suas propriedades físico-mecânicas de eficácia em proteção e preservação. A logística tem uma grande participação nestes estudos, pois redimensionamentos causam grandes reduções de custos, otimizam volume de transportes e riscos de avaria. Passa transversalmente pela engenharia de embalagem, custos de produção e logística, contribuindo na economia de recursos naturais e descartando menos passivos ao ambiente.
A racionalização das embalagens nada mais é que o somatório de diversos fatores a serem repensados como: super dimensionamentos; recipientes com excesso de proteção; diversidade de materiais que dificultam a reciclagem; excessivos recursos e pigmentos gráficos; entre outros. É importante neste processo idealizar a embalagem como item agregador de valor e segurança ao produto, e ainda permitir seu reuso ou minimizar o impacto em seu descarte.
Um exemplo de sucesso deste pensamento racional de embalagem foi uma indústria alimentícia que produzia bombons finos de chocolates. Designers e engenheiros idealizaram uma embalagem comestível, que acondicionava e protegia os delicados bombons e ainda agregava valor ao seu produto. Esta idéia enalteceu a imagem da empresa com requisitos de sustentabilidade (pois seu produto não gerava resíduos) e ofereceu algo mais aos clientes (além do bombom, a embalagem também poderia ser comida).
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Quarta, 09 Maio 2012 08:34
Ecodesign
Soluções
Ecodesign
É todo o processo que contempla os aspectos ambientais onde o objetivo principal é projetar ambientes, desenvolver produtos e executar serviços que de alguma maneira irão reduzir o uso dos recursos não-renováveis ou ainda minimizar o impacto ambiental dos mesmos durante seu ciclo de vida. Isto significa reduzir a geração de resíduo e economizar custos de disposição final.
Ecodesign é uma ferramenta de competitividade utilizada pelas empresas nas áreas de arquitetura, engenharia e design, tanto no mercado interno quanto externo, atendendo novos modelos de produção e consumo, contribuindo para o desenvolvimento sustentável através da substituição de produtos e processos por outros menos nocivos ao meio ambiente.
Segundo Ezio Manzini, ecodesign é a "atividade que, ligando o tecnicamente possível com o ecologicamente necessário, faz nascer novas propostas que sejam social e culturalmente aceitáveis."
Alguns princípios de ecodesign já estão sedo incorporados pela indústria, como:
Escolha de materiais de baixo impacto ambiental: menos poluentes, não tóxicos, de produção sustentável ou reciclados, ou ainda que requeiram menos energia na fabricação;
Eficiência energética: minimização do consumo de energia para os processos de fabricação;
Qualidade e durabilidade: produtos mais duráveis e que funcionem melhor, a fim de gerar menos lixo;
Modularidade: objetos com peças intercambiáveis, que possam ser trocadas em caso de defeito, evitando a troca de todo o produto, o que também gera menos lixo;
Reutilização/Reaproveitamento: projetar produtos para sobreviver ao seu ciclo de vida, podendo ser reutilizados ou reaproveitados para outras funções após seu primeiro uso.
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Quarta, 09 Maio 2012 08:33
Uso de materiais menos agressivos ao meio ambiente na fabricação das embalagens
Soluções
Uso de materiais menos agressivos ao meio ambiente na fabricação das embalagens
Cada produto exige embalagens apropriadas para sua boa conservação e transporte (como é o caso de alimentos, que têm toda uma legislação específica para garantir que não haja contaminação pelo material utilizado na fabricação da embalagem).
Contudo, várias podem ser as fontes de matérias-primas para a fabricação de embalagens, tendo crescido o número de tecnologias que permitem a utilização de material reciclado e uso de fontes renováveis em seu desenvolvimento. Embalagens inteligentes pensadas levando em conta o meio ambiente, têm a característica de serem feitas de materiais com menor impacto ambiental em sua produção ou descarte (biodegradáveis ou recicláveis).
Além disso, é importante lembrar que quando se trata de embalagem, quanto mais simples ela for, melhor: embalagens que envolvem diversos materiais são mais difíceis de reciclar.
Listamos alguns materiais ambientalmente interessantes que podem ser utilizados para o desenvolvimento das embalagens:
Bioplásticos (BIOPOLÍMEROS)
Uma nova tecnologia - e que vem sendo desenvolvida no Brasil - é a dos biopolímeros (ou bioplásticos, como são popularmente conhecidos), produzidos a partir de fontes renováveis de matéria-prima.
O chamado bioplástico é um material similar ao plástico convencional (cuja fonte é o petróleo) e que apresenta como principal vantagem o fato de ser feito a partir de fontes renováveis (biomassa) como a cana de açúcar, a mandioca, a batata ou o milho, o que garante que a maioria dos produtos produzidos a partir deles sejam biodegradáveis e compostáveis. Os biopolímeros se degradam em poucos meses, tendo os microorganismos (bactérias e fungos) como agentes dessa degradação, diferente dos plásticos convencionais que demoram centenas de anos para se decompor na natureza.
Biodegradável é todo o material que em contato com o meio ambiente e sob determinadas condições, degrada e transforma-se nos elementos naturais que o compõe (água e gás carbônico), fechando assim o ciclo de vida natural. O gás carbônico liberado é recuperado durante o crescimento da biomassa que será usada na fabricação de novos produtos.
Compostagem é a técnica que transforma os resíduos orgânicos (como restos de alimentos e jardinagem) em adubo. Os bioplásticos, por serem feitos de fontes orgânicas, podem ser misturados a outros resíduos orgânicos e encaminhados para a compostagem.
Ser biodegradável ou compostável não significa ser descartável. As embalagens feitas de bioplásticos, como todas as outras embalagens, não devem ser jogadas fora de qualquer maneira. Elas devem ser destinadas para reciclagem ou para estações de compostagem através das coletas seletivas, permitindo que o ciclo se complete, sem gerar resíduos ou poluir o meio ambiente.
Vidro
O vidro é a embalagem mais antiga conhecida pelo homem. Feito a partir de areia (sílica), barrilha e calcário, o vidro é 100% reciclável: 1kg de cacos de vidro, triturado e fundido, gera a exatamente 1kg de matéria-prima para fabricação de novos produtos. Além disso, o vidro pode ser reutilizado indefinidamente após sua primeira função, sendo necessário apenas que seja lavado com cuidado - os famosos copos de requeijão são um ótimo exemplo disso. No mercado de bebidas, 70% dos vasilhames de cerveja são de vidro retornável.
É importante privilegiar empresas que têm responsabilidade ambiental na produção do vidro, de vez que sua fabricação envolve a retirada de areia e outros compostos da natureza e a sua fundição (os fornos devem ser alimentados por gás natural, nunca por carvão, e as chaminés devem estar equipadas com proteções que impeçam a emissão de poluentes).
Há inúmeras iniciativas de recolhimento e reciclagem do vidro. Estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes, podem colaborar significativamente para o aumento no índice de reciclagem de vidro se separarem suas garrafas pós-consumo e as destinarem a recicladoras - contribuindo também para a diminuição do enorme mercado da pirataria que envolve as bebidas destiladas.
Material Reciclado
Alguns produtos podem estar em contato com embalagens feitas de material reciclado (papel, papelão, plástico, vidro, etc) e é interessante que demandemos da indústria que aplique esta alternativa no desenvolvimento de suas embalagens.
A reciclagem de materiais economiza matéria-prima, água e energia na fabricação de novas embalagens, além de ajudar a diminuir a quantidade de resíduos que chegam aos aterros e lixões ou são descartados incorretamente. Quando uma embalagem usada retorna ao ciclo produtivo e transforma-se em uma nova embalagem ou outro produto, todos ganham, especialmente o meio ambiente.
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Quarta, 09 Maio 2012 08:32
Alternativas
Soluções
Alternativas
O consumidor consciente tem disponível uma série de alternativas já a seu alcance, como as sacolas retornáveis, os produtos comprados a granel, ou que possuem a opção de refis ou vasilhames retornáveis.
Listamos algumas dessas alternativas já disponíveis, falando das vantagens ambientais de sua adoção:
Sacolas retornáveis
No mundo, mais de 500 bilhões de sacolas plásticas são distribuídas ao ano. No Brasil, cerca de 1,5 milhão saem das lojas para as mãos dos consumidores por dia - aproximadamente 35 mil por minuto! Estima-se que este tipo de saco plástico demore 450 anos para se decompor. Em São Paulo, por exemplo, as sacolinhas plásticas correspondem a 40% das embalagens jogadas no lixo, e ocupam de 15% a 20% do volume de um lixão, embora correspondam a apenas 4% a 7% de sua massa.
Em nosso País, 80% das sacolas plásticas são reutilizadas como saquinhos de lixo, acondicionando lixo doméstico de toda espécie - restos orgânicos, plásticos, vidros, papéis, lixo de banheiro, etc. As sacolinhas plásticas então, em sua grande maioria, seguem para os lixões e aterros, onde não são recicladas e ajudam a impermeabilizar uma área já muito comprometida. As que não chegam até lá podem ser vistas voando com o vento, presas nas árvores e fios de alta tensão, sujando praias e matas, sendo ingeridas por animais.
Desde que substituíram os sacos de papel kraft na década de 1980, as sacolas plásticas mudaram os hábitos dos brasileiros. Causaram uma revolução na limpeza pública: aqueles que não tinham condição - ou vontade - de comprar sacos plásticos, passaram a adotar as sacolinhas distribuídas gratuitamente por lojas e supermercados como saquinhos de lixo. O lixo orgânico, biodegradável por natureza, passou a ser restringido a um invólucro impermeável, apodrecendo lá dentro sem voltar ao ciclo ambiental como poderia. Os aterros, recebendo milhares de saquinhos por dia, vão se enchendo e enchendo, sendo cenário de pouca ou nenhuma biodegradação, até que uma nova área seja necessária para que o lixo continue sendo despejado.
Soluções como a reciclagem e a compostagem são fundamentais, mas posteriores: primeiro, é essencial diminuir o consumo exagerado das sacolas. Recusar sacolinhas desnecessárias é o primeiro passo - é mesmo necessário levar duas sacolas para uma garrafa de refrigerantes, por exemplo? As sacolas plásticas devem estar dentro das especificações técnicas, ter estampado o peso que suporta e que utilizemos toda essa capacidade.
As sacolas retornáveis nada mais são que as antigas sacolas de feira, feitas dos mais diversos materiais - nylon, tecido, palha, mesmo plásticos mais resistentes. A sacola retornável é aquela que pode ser utilizada inúmeras vezes. Adotar uma sacola retornável significa reduzir seu consumo de sacolas plásticas para transportar suas compras e, conseqüentemente, a quantidade de resíduos plásticos que produz.
E qual é a solução para acondicionar o lixo?Há alternativas às sacolinhas plásticas?
"Onde jogarei meu lixo se devo reduzir meu consumo de sacolas plásticas?" é a pergunta mais repetida pelos consumidores depois que começou o debate sobre o impacto ambiental das sacolas plásticas. A resposta é trabalhosa, mas também apenas uma questão de hábito: separação e correta destinação do lixo doméstico.
O lixo doméstico pode ser dividido basicamente em 3 categorias: resíduos orgânicos (restos de comida, cabelo, podas de jardim, etc); resíduos secos (composto, em sua maioria, de materiais recicláveis); e lixo de banheiro. Isso significa que devemos ter três recipientes diferentes, um para cada tipo de lixo (ou resíduo). Em uma situação ideal, onde podemos contar com a coleta seletiva, cada um deles deverá ter uma destinação diferente: resíduos orgânicos seguem para compostagem; materiais recicláveis para a reciclagem; e o lixo de banheiro diretamente para os aterros sanitários.
Contudo, ainda que separemos nosso lixo corretamente, ainda precisaremos de sacos plásticos para acondicionar os resíduos orgânicos e o lixo de banheiro. A alternativa existente no mercado hoje é a mesma de muitos anos atrás: os antigos sacos plásticos de lixo. Um grande saco plástico de 50 litros ou mais de capacidade contém o mesmo volume de lixo que várias sacolinhas plásticas: sua utilização diminuirá, portanto, a quantidade de resíduos plásticos gerados. A inovação do bioplástico (plástico feito a partir de fonte renovável) é que ele poderá ser compostado juntamente com os resíduos orgânicos - tão logo esteja sendo comercializado, será uma ótima alternativa para acomodar estes resíduos, que poderão seguir com saco e tudo para a compostagem.
Atualmente, são poucos os municípios que oferecem sistemas de coleta seletiva, mas há cooperativas de catadores em muitas cidades do Brasil, bastando apenas contatá-las e encaminhar nosso material reciclável. Os sistemas de compostagem são ainda em menor número, mas é possível montar uma composteira no quintal de casa ou mesmo uma composteira comunitária, produzindo adubo que pode ser usado por todos. Contudo, de fato, hoje ainda não há alternativa prática para acomodar o lixo e o uso de sacos plásticos continua necessário.
A solução é trabalhosa - exige que mudemos nossos hábitos frente ao lixo que geramos - mas só será construída com o envolvimento de cada um e de todos.
Produtos comprados a granel
Diversas lojas (padarias, supermercados, sacolões) oferecem a opção de compra de produtos a granel, ou seja, embalados na quantidade que o cliente quiser, na hora.
Esta opção é interessante ao nos darmos conta de que estaremos levando um número menor de embalagens para conter o mesmo produto (frios, legumes e frutas, embutidos): em lugar de levarmos, por exemplo, duzentos gramas de queijo fatiado embalados em uma bandeja de isopor e recobertos por plástico filme, podemos solicitar ao atendente que fatie o queijo para nós e o embale em apenas um invólucro (plástico ou papel vegetal). Em lugar de dois resíduos, estaremos gerando apenas um.
Outra questão importante é nosso costume de embalar frutas e legumes separadamente em diversos saquinhos plásticos para a pesagem. Algumas lojas permitem que o consumidor reúna todos os produtos que irá levar em um mesmo saquinho e os pese separadamente, soltos, no caixa. Para aquelas frutas e legumes que não sofrerão ao serem acomodadas juntas, esta é uma atitude simples que diminuirá ainda mais a quantidade de saquinhos plásticos que levaremos para casa e, em seguida, descartaremos.
Produtos com refil
As embalagens de refis geralmente utilizam menos matéria-prima para sua fabricação, por serem mais simples, terem menos componentes. Dando preferência a produtos que oferecem a opção de refil, diminuímos a pressão por recursos naturais e energia para a produção de novas embalagens. É interessante avaliar, no entanto, o material de que é feita a embalagem-refil, buscando sempre embalagens recicláveis ou feitas de material reciclado.
Vasilhame retornável
Alguns produtos oferecem a alternativa de vasilhames retornáveis, ou seja, após conterem o produto, podem retornar à fabrica para novo envase (para que sejam preenchidos novamente com o produto). Isso acontece especialmente com bebidas - refrigerantes, cervejas, água - cujos vasilhames podem fazer de 8 a 30 viagens. A adoção de vasilhames retornáveis diminui a compra de garrafas descartáveis (PET, por exemplo), que são utilizadas apenas uma vez, diminuindo assim a quantidade de resíduos gerados.
Contudo, as embalagens retornáveis implicam algumas etapas que devem ser consideradas para que o balanço energético entre esta opção e seu similar descartável seja realmente interessante para o meio ambiente. As embalagens retornáveis exigem o transporte de volta à fábrica e sua lavagem, o que significa mais emissões de gases de efeito estufa pelos caminhões e uso de água e outros produtos para garantir a higiene do vasilhame. O balanço energético será interessante quando a fábrica onde será reenvasado o produto não ficar muito longe do local de venda e o processo de higienização consumir uma quantidade racional de água.
Produtos concentrados
Algumas empresas oferecem seus produtos em formato concentrado, contendo em apenas uma embalagem o equivalente a muitas delas do produto normal não concentrado. Você terá o mesmo produto para uso, com muito menos embalagem, pois eles exigem menor quantidade para obter o mesmo resultado. Ou seja, ao longo de um determinado período de tempo, em lugar de descartar três ou quatro embalagens (resíduos), você estará descartando apenas um.
Nas lanchonetes e restaurantes
A questão da embalagem não está restrita aos supermercados e lojas de departamento. Está presente também em lanchonetes e restaurantes.
Muitos estabelecimentos passaram a oferecer guardanapos e canudos embalados nos últimos anos. O que aparentemente oferece maior higiene a estes produtos não deixa de ser uma forma de racionar o próprio consumo deles, restringindo a quantidade dada a cada consumidor. Porta-guardanapos e porta-canudos foram aposentados e novas embalagens entraram em nosso cotidiano. No entanto, precisamos avaliar se há realmente necessidade dessas pequenas novas embalagens que seguem para o lixo aos milhares todos os dias.
Devemos demandar dos lojistas que ofereçam a alternativa de guardanapos e canudos avulsos, sem embalagem. A situação higiênica do estabelecimento deve ser considerada quando o consumidor for escolher entre pegar o produto solto ou embalado, mas é essencial que haja esta opção para aqueles que não têm interesse em contribuir com mais resíduos desnecessários para a sujeira do planeta.
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Quarta, 09 Maio 2012 08:31
Repensando o consumo - A escolha é sua!
Soluções
Repensando o consumo - A escolha é sua!
Você já prestou atenção na quantidade e variedade de embalagens que acompanham os produtos que consumimos? Será que precisamos de todas elas? É certo que as embalagens são muito úteis: protegem os produtos contra sujeira e o ataque de insetos e roedores, conservam os produtos por mais tempo e os deixam mais atraentes, facilitam o transporte e trazem informações importantes para o consumidor. O problema é que, depois de cumprir sua função, elas acabam indo para o lixo.
Além disso, as embalagens estão ficando cada vez mais sofisticadas e complexas. Com o aperfeiçoamento das técnicas de conservação de produtos, novos materiais foram agregados às embalagens para torná-las mais eficientes. Essas misturas, no entanto, dificultam tanto a sua degradação natural como a sua reciclagem.
A produção de embalagens consome uma grande quantidade de recursos naturais. São latas, papel, papelão, vidros, plásticos e outros itens cuja fabricação emprega toneladas de metais, madeira e outras fibras vegetais, petróleo e muita energia. Evitando o uso de embalagens que podem ser dispensadas e aumentando a reciclagem, é possível não apenas reduzir de forma significativa o consumo dos recursos naturais como também diminuir bastante o volume de lixo.
Repensando o consumo - A escolha é sua! Alternativas Uso de materiais menos agressivos ao meio ambiente na fabricação das embalagens Ecodesign Racionalização de embalagens Compostagem Reciclagem O papel de cada um
Terça, 08 Maio 2012 17:16
Compostagem
Soluções
Compostagem
A compostagem é a "reciclagem dos resíduos orgânicos": é uma técnica que permite a transformação de restos orgânicos (sobras de frutas e legumes e alimentos em geral, podas de jardim, trapos de tecido, serragem, etc) em adubo. É um processo biológico que acelera a decomposição do material orgânico, tendo como produto final o composto orgânico.
A compostagem é uma forma de recuperar os nutrientes dos resíduos orgânicos e levá-los de volta ao ciclo natural, enriquecendo o solo para agricultura ou jardinagem. Além disso, é uma maneira de reduzir o volume de lixo produzido pela sociedade, destinando corretamente um resíduo que se acumularia nos lixões e aterros gerando mau-cheiro e a liberação de gás metano (gás de efeito estufa 23 vezes mais destrutivo que o gás carbônico) e chorume (líquido que contamina o solo e as águas). Hoje, cerca de 55% do lixo produzido no país é composto por resíduos orgânicos, que sofrem o soterramento nos aterros e lixões, impossibilitando sua biodegradação.
Apenas 1,5% dos resíduos orgânicos era reciclado no Brasil em 1999 - na Inglaterra esse índice chega a 28%, 12% nos EUA, e 68% na Índia. Há várias experiências internacionais de recolhimento de resíduos orgânicos para compostagem, com a distribuição gratuita do adubo resultante do processo à população local. Dessa maneira, fica claro para a sociedade que aquele resíduo tem valor, pois retorna aos cidadãos como um benefício que os economiza o dinheiro que empregariam na compra de fertilizantes industrializados.
Procure saber mais sobre compostagem e como fazer isto em casa ou na escola comunitária (montando uma composteira). Separe os resíduos orgânicos do material seco e reciclável, impedindo a contaminação de ambos. Demande a coleta seletiva e a compostagem de sua prefeitura.
Repensando o consumo - A escolha é sua! Alternativas Uso de materiais menos agressivos ao meio ambiente na fabricação das embalagens Ecodesign Racionalização de embalagens Compostagem Reciclagem O papel de cada um