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Desertificação deve ser debatida a cada dois anos

Proposta de criação de Conferência do Semiárido será incluída na Carta de Fortaleza, documento final da Icida 2010, que ocorre na capital cearense até esta sexta-feira, 20
Publicado: Segunda, 16 Agosto 2010 21:00 Última modificação: Segunda, 16 Agosto 2010 21:00

Carlos Américo

A mesa de debates "Observatório do Semiárido", realizada nesta terça-feira (17), na Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid 2010), vai encaminhar a proposta de criação da Conferência do Semiárido para ser incluída na Carta de Fortaleza, documento final da Icid 2010, com políticas e subsídios ao combate à desertificação.

A ideia da Conferência do Semiárido é reunir governos, especialistas e sociedade na discussão por soluções técnicas e políticas para o combate à desertificação e para o crescimento sustentável da região. Na abertura dos debates, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, disse que o grande desafio é acabar com a "distância de desenvolvimento" entre as regiões ricas do Brasil e o Nordeste, principalmente no semiárido. 

Para ele, criar esse espaço de debates a cada dois anos, realizando reuniões preparatórias locais com a participação de governos, academia e comunidades, pode "sacudir" a opinião pública e ampliar o investimento e sugestões de ações e políticas públicas de estímulo a convivência no semiárido. 

"A sociedade civil precisar ter papel forte na realização da conferência para que aconteçam os debates, independentemente de mudança de governo", ressaltou Machado. "A desertificação dever ser enfrentada como um problema nacional, não regional."

Observatório - O diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Roberto Germano, disse que a portaria de criação do Observatório do Semiárido está para ser assinada pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. O Observatório vai reunir especialistas de vários setores envolvidos com o semiárido para realizar estudos para entender o estado de vulnerabilidade das regiões secas brasileiras. 

O órgão orientará os conhecimentos científicos e populares para enfrentar o desafio da convivência no semiárido. A intenção é envolver todas as universidades, institutos, centros, fundações e quaisquer entidades geradoras de conhecimento e inovações relevantes para o desenvolvimento sustentável. O espaço ainda vai promover oportunidades de desenvolvimento sustentável da região, formar profissionais e divulgar informações geradas. 

"O Sistema de Alerta Precoce de Secas e Desertificação - parceria do MMA com o Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais) - dialoga com o objetivos do Observatório. É  possível um intercâmbio para avançar no conhecimento e alimentar as políticas públicas voltadas ao semiárido. Acredito que os dois possam andar bastante próximos", destacou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Egon Krakhecke. O sistema foi lançado em 9 de agosto.  

Pesquisa - O Ministério da Ciência e Tecnologia, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa) lançaram edital para o investimento de R$ 12 milhões em pesquisas para o desenvolvimento do Semiárido Brasileiro. O anúncio foi feito pelo diretor do Insa, Roberto Germano. 

Dividido em quatro linhas de pesquisa, o edital apoiará projetos que proponham desenvolver novas tecnologias para a recuperação de áreas degradadas do Semiárido Brasileiro (Linha 1); projetos que desenvolvam processos e produtos a partir do uso sustentável do seus recursos naturais (Linha 2); para a difusão de tecnologias para convivência com a seca (Linha 3); e ainda projetos para produção e publicação de materiais didáticos e paradidáticos e de capacitação de recursos humanos, em educação contextualizada, para atuarem em atividades de ensino e extensão na região (Linha 4).

A II Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas, que começou na segunda-feira (16), segue até sexta-feira (20) na capital cearense. O encontro busca identificar ações e oportunidades para as pessoas que vivem em regiões semiáridas do planeta.

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