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Seminário discute agrobiodiversidade e reforma agrária no Pontal

Publicado: Segunda, 11 Setembro 2006 21:00 Última modificação: Segunda, 11 Setembro 2006 21:00

Gerusa Barbosa

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participa nesta quarta-feira (13), em Mirante do Paranapanema, estado de São Paulo, da abertura do seminário sobre agrobiodiversidade e reforma agrária. Organizado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e organizações locais, discutirá caminhos e modelos para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental sustentável para o território do Pontal do Paranapanema.

Como parte da programação, que será realizada no assentamento Che Guevara, no bairro Noêmia, está prevista a inauguração do Banco de Sementes, organizado pelos Cimas (Centro Irradiador de Manejo da Agrobiodiversidade) do Pontal. A iniciativa tem por objetivo dar continuidade ao processo de consolidação dos Cimas, uma parceria do Programa Nacional de Conservação da Biodiversidade do MMA com o Incra. No encontro, também será feito um balanço e debatidas perspectivas para o desenvolvimento agrário e segurança alimentar da região.

Os Cimas têm como objetivo estimular famílias assentadas a praticar atividades agrícolas sustentáveis. Eles já estão implantados em mais de dez estados do País e nasceram com o objetivo de preservar as variedades de sementes crioulas, espécies tradicionais de milho, feijão e mandioca, cultivadas por agricultores familiares, comunidades indígenas e quilombolas.

De acordo com o diretor do Programa Nacional da Conservação da Biodiversidade, Paulo Kageyama, o resgate do valor nutricional dos produtos, aliado à agricultura familiar e à proteção da biodiversidade, é considerado fundamental nas políticas integradas que os países podem adotar no combate à fome. "O governo adota ações para inclusão social, o que coloca o País numa posição de destaque no debate do tema", destaca o diretor.

As espécies crioulas têm grande variabilidade genética e são melhoradas pelas comunidades e adaptadas às suas condições socioculturais e ambientais. A adaptação das sementes ao clima local garante maior produtividade. Os centros também incentivam a produção de plantas para uso medicinal, a criação de animais domésticos e práticas de agroextrativismo.




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